ACBAH - Academia de Belas Artes Hudson
32 Londres.
Notas iniciais
Charlie estava sozinho estudando as partituras para a próxima apresentação do Semestre, quem diria que passaria tão rápido! Por ser de certa forma ainda metade do ano letivo, as partituras eram só um esboço para a apresentação que seria em dezembro, pouco antes do natal porque nessa data chovia empresários na plateia procurando novos jovens talentos para empresariar e vender na indústria, e ele queria ser um dos empresariados com sorte.
Pegou a partitura da música I Won't Give Up e o violão de Nathan tocando suavemente, Nathan havia dado algumas aulas á Charlie e aquela música era uma das únicas que ele sabia tocar bem.
Cantarolou afinando sua própria voz que saiu meio rouca no começo, tossiu um pouco e prosseguiu.
Emily procurava por Charlie há mais de meia hora pela Academia e nada, ele ia levá-la para casa, mas sumiu!
Que namorado legal, não é?
Passou reto pela sala de música, mas parou ao ouvir uma voz, não qualquer voz, ela conhecia muito bem aquela voz. Deu meia volta e abriu a porta.
Arregalou os olhos... desde quando Charlie tocava violão?
– Porque não me disse que tocava?
Charlie olhou para aporta vendo sua loira e sorriu, o peso de seu corpo jogado para a perna direita e os braços cruzados a deixava tão sexy... e ela nem sabia disso.
– Porque eu não toco.
Ela ergueu as sobrancelhas olhando para o violão em seu colo e ele riu daquela carinha de confusa dela.
– Só sei algumas músicas.
Ela foi até ele se sentando ao lado do garoto.
– Vai, continua.
Ele riu e voltou a tocar e quando ele começou a cantar Emily sorriu e o acompanhou, Charlie sorriu olhando para Emily, ela ficava tão linda cantando que ele quase perdia o ar, e por isso do nada parou tanto de cantar quanto tocar fixando seus olhos nos dela, ela o olhou confusa e ele segurou seu roso delicado a beijando. Durante o beijo tirou o violão de seu colo puxando Emily para assumir o lugar, ela sorriu mordendo de leve os lábios dele voltando ao beijo.
– Como é possível você me excitar apenas com m beijo?
Ela sorriu dando um selinho no garoto.
– Ah, sei lá – ela deu de ombros com cara de inocente – deve ser porque eu sou linda.
Ele riu junto com ela que quase caiu se desequilibrando, é claro, se não fossem os braços fortes de Charlie que a seguraram. Se olharam assustados com o quase tombo e riram de novo se beijando.
– Meu herói – ela disse sorrindo.
– Ao dispor madame.
Ela riu da voz máscula que ele tentou fazer.
– Estamos muito melosos ultimamente – ela disse fazendo carinho no cabelo dele – bem Kate e Nathan.
– Sim – ele apoiou a cabeça nos seios dela que acariciou o cabelo dele com as duas mãos agora – nunca pensei que isso aconteceria, muito menos que iria gostar tanto.
A garota sorriu beijando o topo da cabeça dele o sentindo fazer carinho em seu pescoço com o nariz.
– Eu também – ela disse.
– Não há como negar Davis, fomos feitos um para o outro.
Ela riu.
– Que clichê!
– Ah é, esqueci que só gosta de coisas originais.
Ela puxou o rosto dele ao ver que ele pareceu meio cabisbaixo pela... frieza da menina.
– Clichê... mas verdade – ela completou e ele sorriu mordendo o lábio.
– Vamos para casa porque preciso de você agora!
Ela riu enquanto ele se levantava afoito.
– Mas eu já estou com você.
Ele sorriu, como assim ela não havia entendido?
– Preciso de você, nua, na minha cama, em cima de mim, entendeu?
Ela riu.
– Entendi da primeira vez, bobão – ela deu um tapinha na cabeça dele mordendo seu pescoço e passando a mão em seu peito.
Provocá-lo era sempre bom, por isso ele parou e ficou estático enquanto ela saía. A menina parou na porta o olhando por cima do ombro para ele sorrindo de lado vendo a ereção visível por cima da calça dele.
– Vai ficar parado ai?
Imediatamente ele apressou o passo chegando na loira a puxando para dentro trancando a porta pressionando a menina na parede.
– Não aguento esperar chegar em casa – ele começou a tirar a própria camisa.
A jogou no chão e Emily mordeu o lábio... gostoso!
– Ei, segura o pau ai porque aqui não dá.
– Por...?
– Que tal aquela janela enorme ali?
Charlie olhou e suspirou.
– Se importa se transar no meio dos instrumentos?
Ela sorriu andando até o depósito vendo vários instrumentos e Charlie veio logo atrás a virando para ele, Emily roçou os lábios nos dele o botando contra a parede.
– Poxa, só porque eu gosto de tirar sua roupa? – ela disse passando a mão no peito do garoto.
– Pode tirar o resto, fique a vontade... sou todo seu.
– Uhhhh, palavras perigosas senhor Martin, muito perigosas.
Ele riu fechando os olhos enquanto ela abria a calça dele a abaixando com força revelando aquela boxer branquinha marcando com perfeição o membro ereto dele.
O massageou por cima da cueca o fazendo gemer, mas ela logo abafou com beijos, Charlie girou deixando a menina contra a parede levantando sua camiseta logo depois abrindo a calça e se ajoelhando para tirá-la. Abaixou a calçinha junto e deu um beijo na virilha da menina a fazendo suspirar, aquilo era uma rapidinha então não tinham tempo para preliminares, mesmo ele estando morrendo de vontade de lambê-la todinha.
Se levantou novamente abaixando a cueca e rapidamente pegando Emily no colo que abria o sutiã e o jogava no chão.
Charlie chupou o seio esquerdo sem avisar a penetrando com força. Emily gemeu alto e Charlie logo a beijou rindo ainda mais excitado com a possibilidade de serem pegos.
– Geme pra mim loira, geme – ele pediu mordendo o ombro dela depois.
Charlie a penetrava com muita força e para não gritarem gemiam um contra o lábios do outro e de vez em quando Emily mordia o lábio inferior dele.
– Charlie eu...
Ele estocou mais algumas vezes e Emily gemeu alto amolecendo nos braços dele que depois de mais algumas estocadas vibrou despejando seu líquido no interior dela.
– Ah Emy – ele gemeu suspirando.
– Meu deus... – ela murmurou e ele sorriu.
Quando se recuperaram começaram a se vestir e Emily sorriu quando Charlie se virou só de cueca... ele tinha uma bela bundinha que aparecia bastante naquela cueca.
Revirou os olhos terminando de se vestir.
. . .
Abby entrou na sala de dança e fez um bico ao ver que não só Sam não estava ali, como ninguém estava ali... é, ela acabou se adiantando um pouco.
– Algum problema?
Abby virou assustada e lá estava Adam O'pry.
– Como é?
– Você fez um bico insatisfeito, então está com algum problema _ ele se apoiou na barra de balé cruzando os braços.
– Não, é que eu me adiantei – ela disse.
– Realmente, falta mais de meia hora para a aula.
– Tudo isso? – ela olhou o relógio em seu pulso – ótimo, alguém adiantou meu relógio.
Ele riu.
– E o que o filhinho do diretor está fazendo aqui?
– Boa pergunta, na verdade é uma ótima pergunta, não havia pensado nisso.
Ela suspirou e foi até o canto da sala sentando no chão.
– Qual seu nome senhorita adiantada? – ele sentou de frente para Abby.
– Porque quer saber?
– Sou tecnicamente seu professor, e é bom saber o nome das alunas.
– Abby – ela disse meio sem querer querendo.
– Hum – ele disse fazendo bico e cruzando os braços – e porque a senhorita Abby não gosta de mim?
– Nunca disse que não gosto de você.
– Então gosta?
– Também nunca disse isso – ela sorriu irônica.
– Certo, então eu sou um meio termo?
– Não.
– Então o que sou?
– Indiferente, totalmente indiferente.
– E porque sou indiferente pra você?
– Porque não gosto do seu tipo.
O homem arqueou o cenho.
– Por quê?
– Vem cá, você gosta de fazer perguntas ou o que?
– Gosto de saber a opinião dos outros sobre mim, e bem, se você não gosta de mim é por um motivo e quero saber, obviamente.
– Ok, só não reclame depois – ela disse e ele assentiu – te acho metido, exibido, mulherengo e esnobe.
Ele arqueou as sobrancelhas sorrindo, uau! Que sincera.
– Nossa, ok então – ele levantou as mãos – posso te pedir para explicar, ou melhor, especificar tudo o que você disse?
– Pode. Bom, você obviamente gosta de atenção, principalmente das meninas e fica sorrindo desse jeitinho ai pra todas elas ficarem tipo "meu deus", se acha o poderoso porque seus pais são donos desse lugar e se vê acima de todo mundo.
– Poxa, tudo isso em uma semana – ele ergueu as sobrancelhas – mas eu não sou nada disso Abby, pode parecer, mas não sou.
– Aham, sei.
– E sabe o que eu achei de você nessa semana?
Ela ergueu as sobrancelhas pedindo com os olhos para ele continuar.
– Te achei muito bonita, uma dançarina excepcional com uma risada hilária, sem medo de falar verdades e que fica mordendo o lábio enquanto dança.
– Ok então – ela sorriu.
– E você foi a única que não se jogou em mim para conseguir privilégios – ele disse – eu admiro e respeito muito isso, e apesar de você achar que gosto disso, eu não gosto, odeio receber essa atenção só por ser filho dos meus pais... é muito chato.
É, dava pra ver que ele falava a verdade, Abby se impressionou com isso, devia ser muito chato mesmo.
– Desculpa.
– Pelo que?
– Por tomar decisões precipitadas e tal.
– Não tem problema, todos tem que tomar decisões precipitadas dos outros antes de conhecê-los, e espero que a partir de agora esse seu conceito sobre mim mude.
– Isso depende.
– De que?
– De você.
– Sendo assim – ele tirou o celular do bolso e depois apontou a câmera para Abby – sorria.
Ela decidiu não questionar e apenas sorriu tímida e ele sorriu também vendo a foto.
– Ok, agora me fala seu número.
Abby falou enquanto ele anotava na agenda.
– Ótimo, está livre essa noite?
– Eu acho que sim...
– Então eu te busco as sete, pode ser?
– Hã... ok.
Ele sorriu.
– E assim, Abby, que você vai mudar seu conceito sobre mim, me conhecendo – ele piscou para ela beijando sua bochecha se levantando e indo até a algum lugar.
Abby acabou sorrindo.
Talvez ela também virasse uma das meninas apaixonadas por aquele gato.
. . .
– Sarah! – Nick gritou desesperado.
Sarah gargalhou ainda correndo.
– Devolve minha foto.
– Não!
Ela continuou correndo feito louca. Ficaram cada um de um lado da mesa com as mãos apoiadas na mesma.
– Sarah, por favor – ele suspirou cansado – devolve minha foto – ele esticou a mão.
– Porque eu faria isso? Essa é uma foto tão interessante... – ela fez bico e Nick suspirou, estava cansado de correr atrás dela – quantos anos você tinha aqui?
– Quatro.
– Nossa! E já nessa época tinha um pau bem grandinho.
Nick corou.
Na foto estava Nick no chuveiro rindo, aquele sorriso gostoso de bebê... sua mãe estava ao lado aparentemente tentando dar banho nele com o cabelo preso deixando seu sorriso bem evidente mesmo estando meio de lado... e meu deus, como eles se pareciam!
– Essa é uma foto muito vergonhosa.
– Por quê? – ela franziu o cenho, aquilo não era nada vergonhoso, era muito fofo na verdade.
– Porque eu to pelado!
Sarah riu.
– Não tem nada aqui que eu não tenha visto – ela sorriu malvada – só está em... menor escala aqui.
Ele riu.
– É, eu sei que sou muito gostoso, pode babar.
Ela sorriu.
– Essa aqui é sua mãe?
– Sim – ele sorriu chegando perto dela – linda, não é?
– Ela realmente é bem bonita... parece bastante com você.
Sarah colocou a foto em cima da mesa e abraçou Nick pelo pescoço.
– Acho que temos que ir – ela disse e Nick assentiu.
– Vamos.
. . .
A sala de teatro estava absolutamente uma zona como era de se esperar. O professor Edgar estava dez minutos atrasado e isso era tempo suficiente para 15 jovens desmiolados fazerem baderna e colocarem a sala de ponta cabeça.
Alguns garotos subiram no palco, tiraram a camisa e começaram a dançar alguma música bem gay, mas muito gay mesmo e Sarah só riu, não tinha outra coisa a se fazer a não ser rir.
Graças a deus o professor Edgar entrou na sala afoitamente feliz.
– Desculpa o atraso! – ele gritou e olhou para o palco – que adorável vocês, são todos adoráveis.
Os garotos riram colocando as camisas de novo.
– Certo certo certo, todos quietinhos e foco em mim aqui – ele subiu no palco – temos um ilustre convidado hoje que não pôde comparecer na primeira apresentação de vocês, mas hoje está aqui e vocês vão apresentar o "Amor suicida" para ele.
Murmúrios e mais murmúrios.
– E quem é esse ilustre convidado? – uma menina perguntou.
– Nada mais nada menos do que o caça-talentos Frank O'Neal.
Olhos arregalados, era só isso que se via no rosto de todos.
– Uma hora para pegarem figurinos e tudo mais necessário, em 60 minutos quero todos no auditório, quem não estiver na hora perde uma bela oportunidade de ser descoberto, agora vão!
E todos saíram apressados para garantirem que não iriam se atrasar.
. . .
7 minutos para a peça começar.
Sarah estava em seu camarim retocando o batom enquanto repassava suas falas mentalmente, estava nervosa, mas sabia que estava mais do que preparada para atuar novamente.
A porta foi aberta de surpresa a assustando repentinamente.
– O que quer, Peyton?
– Saber como a minha Eliza está, só isso – ele ergueu as mãos rendido.
– E se eu estivesse me trocando? Não se pode abrir a porta desse jeito.
– Eu torcia para pegar alguma cena interessante.
– Eu não vou repetir o meu discurso de que tenho namorado e se eu falar desse seu assedio comigo para ele... não vai sobrar Peyton para contar a história.
– E eu não vou repetir que não tenho o menor medo.
Sarah sorriu diabólica.
– Não diga que eu não avisei – ela disse – e ah, se você ousar tornar o beijo técnico não técnico de novo, eu mordo sua língua no meio do palco, ok?
Ele riu.
– Que anti-profissional, Jones.
– Anti-profissional que mistura seu personagem com o pessoal, isso sim é anti-profissional Peyton.
– Não diga que não gostou porque está mentindo.
– Peyton suma daqui, agora se não eu chamo o Edgar.
– Que medo.
– Edgar!
O menino saiu correndo e Sarah sorriu vitoriosa, Edgar nem estava ali, devia estar na plateia falando com o caça-talentos.
. . .
A apresentação foi um sucesso, e pela cara de Frank O'Neal ele também havia gostado, até aplaudiu de pé.
Sarah estava novamente em seu camarim deixando de ser Eliza e voltando a ser Sarah quando bateram na porta.
– Vaza Peyton.
– Hã... sou eu, Sarah.
Sarah arregalou os olhos olhando para o professor que sorriu.
– Tudo bem, não se explique, só venha comigo.
– Por quê?
– Frank amou sua atuação e quer falar com você, não vai negar não é?
Sarah arregalou os olhos, aquilo estava mesmo acontecendo?
Eles foram até Frank rapidamente.
– Olá senhorita Jones – ele apertou a mão da garota.
– Olá senhor O'Neal, é um prazer.
– O prazer é todo meu – ele sorriu – sabe, gostei muito da sua atuação, acho que você tem futuro.
– Muito obrigada, o senhor não faz ideia como é gratificante ouvir isso do senhor.
Ele sorriu.
– Bem, há um tempo eu estava procurando uma atriz para interpretar um papel em uma peça com grande elenco, grande elenco – ele enfatizou – porém, estava bem difícil... e bom, acho que acabei de resolver meus problemas.
Sarah arregalou os olhos.
– I-isso é sério?
Ele sorriu.
– Sim, é sim – ele assentiu – gostaria de passar uma temporada de um ano em Londres e atuar em uma das melhores peças que conseguirá por enquanto?
Novamente ela arregalou os olhos.
– Um ano? Londres?
– Sim, há algum problema?
– Sim, há muitos na verdade.
– Então fazemos assim, daqui duas semanas estou voltando para lá, vou te dar o meu cartão e você tem até o final dessa semana para me dar uma resposta, ok?
Ela assentiu enquanto ele lhe dava seu cartão.
– Aguardo pacientemente sua ligação Sarah, bom tenho um compromisso agora então até mais.
Sarah olhou o cartão e suspirou.
Londres? Um ano?
Era muito para decidir sozinha... e agora?
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