Notas iniciais
Ela, na vida real, é a minha "meia-namorada". Talvez eu explique melhor depois.

Apesar de serem basicamente namorados por mais de um ano, eles nunca o haviam feito antes. Era a segunda vez que Pedro passava por uma situação como aquela, a segunda vez dentro de mais de quatro anos, só que melhor.

Inicialmente, ele ficou sem reação. Pedro sempre foi uma pessoa muito, muito tímida, e uma situação como essa o fazia chegar ao auge da timidez. Ele nunca foi um “garanhão”, não passou por muitas experiências desse tipo. Para falar a verdade, esse foi seu segundo beijo. Não era um selinho, assim como não era um beijo francês: era uma singela demonstração de amor por parte de Alice. Seus lábios se encostaram, e, logo após, ela afastou seu rosto do dele e disse:

– Você é meu, entendeu? Só meu. Meu e de mais ninguém, muito menos dessa Per– ela foi interrompida.

Pedro a segurou pela cintura e a beijou. Nenhum dos dois eram experts visto que essa era a segunda vez que Pedro beijava alguém daquela maneira e a primeira vez de Alice, mas independentemente disso, estava dando certo. Todos os pensamentos daquele dia começaram a se esvair e dar lugar ao amor e ardor do calor do momento.

Ela colocou uma de suas mãos na nuca dele e a outra em seu rosto. Pouco tempo depois, ela se soltou dos braços dele e o puxou, guiando-o pela casa até chegar ao quarto.

Eles se entreolharam por um instante, o fogo da paixão ardia em seus olhos. Ele sentou na cama e puxou-a para seu colo, e então, eles voltaram a se beijar. Amor, saudades, ciúmes, todos esses temperos formavam uma receita perfeita para aquele momento.

Aos poucos e lentamente, enquanto beijava-o, Alice tirou suas sandálias e começou a ficar de joelhos na cama. A barriga dela ficou na altura da cabeça de Pedro enquanto ela estava ajoelhada por cima das coxas dele, onde antes estava sentada. Alice começou a ir para frente, fazendo com que Pedro começasse a recuar cada vez mais até que todo o corpo dele ficasse na cama.

Ela ficou de quatro por cima dele. Seus cabelos despencavam em volta do rosto de Pedro, que alternava seu olhar entre os olhos e o corpo dela, e então, os dois voltaram a se beijar. Ambos deitaram na cama e começaram a trocar carícias. Agora, ele que ficou de quatro por cima dela e começou a beijar seu pescoço, o que a fazia sentir muito prazer. Enquanto ele a beijava, ela segurava os cabelos negros e macios da nuca dele, quase os puxando.

Com ambas as mãos, ela começou a desabotoar a camisa dele. Ambos sabiam onde essa história iria parar, mas Pedro perguntou baixinho no ouvido dela:

– Você tem certeza? – ao perguntar, ele levantou um pouco a cabeça, de forma que ficasse rente ao rosto dela, os narizes de ambos estavam à um dedo de distância. Eles se entreolharam por alguns instantes, até que Alice puxou Pedro pela nuca, fazendo-o baixar a cabeça o suficiente para que a boca dela ficasse próxima do ouvido dele e a dele próxima ao pescoço dela:

– Sim. – e com isso, ela mordeu carinhosamente o pescoço dele.

Ela se levantou, fez com que ele deitasse virado para cima e sentou por cima dele, terminando de desabotoar a camisa. Ele se inclinou e tirou a camisa dela, deixando-a somente de sutiã. Começou, então, a tentar tirar o sutiã dela, mas não era uma coisa fácil de se fazer, principalmente para ele. Apesar de tudo, ambos ainda estavam tímidos. Ela evitava ficar olhando para ele enquanto ele tentava tirar o sutiã, e ele estava começando a ficar nervoso com aquela situação, até que ela disse:

– D-Deixa que eu ajudo. – e então, ela mesma tirou a trava do sutiã dela, mas ainda o segurou, envergonhada.

– Olha, se você não quiser ou achar que ainda não está pronta, tudo bem, eu enten– ela largou o sutiã e beijou a boca dele. Ele hesitou por um momento, mas ambos já haviam se deixado levar novamente pelo momento. Ele a pegou pela cintura e logo começou a abrir o zíper de seu short, enquanto ela abaixava a bermuda dele. Lentamente ele segurou em uma das alças da calcinha dela. O rosto de ambos estavam vermelhos, muito vermelhos. Ela, acompanhando o ritmo dele, segurou em um dos lados da cueca box dele e começou a tirá-la. E foi justamente nessa hora que foram surpreendidos:

– Err… Pessoal?

Ambos se assustaram ao verem Pablo ali, encarando a cena com seu rosto corado.

Notas finais
Poxa, Pablo! Ps.: Alguns nomes são fictícios.