Tio Bernard sempre foi um homem esquisito, e isso atraia muito seu sobrinho. Sem filhos, ele adotara o menino depois que seus pais foram mortos num ataque durante uma viagem. O menino mostrava desde pequeno a força e a habilidade natural de comandar, enquanto nas brincadeiras dirigia seu próprio batalhão de guerra — os filhos dos empregados.

—Tio.. — o chamado do menino tirou o velho de seus devaneios — O tem naquele baú?

No canto da sala, um baú pintado de azul e decorado com prata jazia, esquecido e empoeirado. Bernard levou alguns segundos para largar o cachimbo e coçar a barba, parecia ter se esquecido, mas logo sorriu fazendo uma moldura de rugas adornar seus olhos cor de mel.

—Ah sim, isso jovem Calleb, vai descobrir quando tiver a idade certa...