A última Horcrux
14 A lápide
A lápide.
A pergunta de Hermione agiu como uma pontada no peito não só de Harry, mas de todos que ali se encontravam. Como ele não tinha pensado nisso? Seria possivel que algum fragmento da alma de Voldemort ainda estivesse dentro de Harry? Mais uma vez ele sentiu um peso enorme sob suas costas. Aquilo iria realmente começar de novo? E assim continuou. Perdido em seus próprios pensamentos. Nenhum deles respondia á pergunta de Hermione. Mas ela já sabia a resposta.
–Claro!--- Gritou a garota acabando com o silêncio.
–Meu Deus... nunca mais faça isso Hermione! --- Disse Rony com a mão no peito. Ela não havia notado que tinha assustado á todos com o grito repentino. Mas naquele momento não importava, pq ela tinha a resposta que precisavam.
–O Harry continua tendo as visões por causa do anel! --- Disse Hermione mostrando o quão óbvio parecia.
–Ah, claro! O anel tem um poder certo? E o poder existe enquanto o amor dos pais de Harry por ele permanecer. E já que Voldemort prendeu um fragmento de sua alma lá os dois devem manter essa conexão.--- Disse Gina finalmente compreendendo.
–Mas... meus pais morreram lembram?--- Disse Harry meio que sem entender. Mas ele não conseguia pensar em nada então o comentário simplesmente saiu.
–E só pq eles morreram significa que eles não te amam mais?--- Disse Hermione surpresa com a falta de raciocínio do amigo naquele momento.
–Francamente Harry! Em apenas 3 segundos vc conseguiu falar uma coisa mais idiota do que todas que o Rony diz naturalmente todos os dias...--- Falou Gina, rindo com a reação do irmão ao comentário.
–Claro que não... desculpem. Não estou pensando direito. ---Disse Harry Olhando pra baixo. Era obvio que seus pais ainda o amavam. Ele teve plena certeza disso quando usou a pedra da ressurreição antes de se entregar á Voldemort. Seja lá onde eles estiverem agora, eles continuam amando Harry como se a morte nunca os tivesse separado. Mesmo se dando conta da tolice que havia dito, ele não se corrigiu pois antes teve os pensamentos interrompidos por Hermione que parecia frustrada e ansiosa ao mesmo tempo:
–Então...acho que não temos muito o que fazer. Precisamos usar as visões ao nosso favor agora.
–Mas não era vc que vivia dizendo que o Harry tinha que aprender oclumência, que não devia deixar o Voldemort entrar na mente dele e sei lá mais o que? ---Disse Rony em um tom desafiador e ao mesmo tempo confuso.
–DIZIA Ronald. Até pq eu não acho que isso seja um problema agora que Voldemort está fraco e possivelmente assim como Harry, acha que o elo entre os dois já se rompeu. --- Falou Hermione um pouco ríspida e dando ênfase no "dizia".
–Tá bom... me lembre de nunca te questionar, afinal, vc sempre tá certa!--- Comentou Rony sarcasticamente e Hermione deixou escapar uma sequencia de risadas visivelmente forçadas. Harry não entedia pq os dois tinham que ser tão cabeça dura. Eles tinham se acertado á um tempo mas nem se quer demonstravam que havia acontecido, mas definitivamente Harry não podia os questionar, afinal, ele e Gina agiam da mesma forma. Eles decidiram não voltar até que tudo acabasse mas era mais do que certo que eles ficariam juntos depois que a poeira baixasse e talvez Rony e Hermione tivessem combinado o mesmo. Saindo da grande confusão que estava seus pensamentos, Harry retornou até a conversa que certamente já estava terminada. Como Hermione disse, eles não tinham muito o que fazer.
O resto da noite se passou rápido embora nenhum deles tenha conseguido dormir o suficiente. seus pensamentos se encontravam em sincronia. Ambos estavam pensando em Neville e Luna. Era certo que Voldemort não iria os matar até que estivesse forte o bastante para o fazer na frente de Harry, mas isso não o impedia de mandar seus comensais os torturar o suficiente para os deixar loucos.
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Dois dias se passaram tão lentamente que era torturante tanto pra Harry quanto para os outros. Tinha dias que eles passavam a tarde toda jogando Snap Explosivo Enquanto lutavam interiormente com um bloqueio que os impedia de pensar em qual seria o próximo passo.
Havia noite em que Harry sentia a cicatriz formigar tanto que sentia que sua testa iria se abrir, mas ele evitava preocupar os amigos, além do mais ele não tinha visto nada novo em sua visões, só as mesma frases ditas por Voldemort sendo sussurradas de forma assustadoramente fraca. Porém, naquela noite, Harry tinha tido um sonho mas estranho que o normal.
Ele estava em um lugar cheio de lápides. Parecia ser um cemitério mas a imagem estava extremamente borrada e coberta por uma névoa. Era a mesma visão que se tinha do vidro de um carro trouxa, tão encharcado que os Para-Brisas não davam conta de limpar a visão. Harry sentia que já tinha estado naquele lugar e de repente Dumbledore tinha vindo em sua mente. Ele não sabia pq tinha lembrado dele, mas sabia que aquilo não tinha nenhuma relação com ele. Será que ele estava na lápide de Dumbledore? Definitivamente não. A cena aos poucos ia ficando mais nítida, e finalmente Harry sabia onde estava, e logo depois de afirmar isso pra sua própria mente, ele despertou.
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