Estava andando na rua, quando ouvi. Era um grito forte. Tão forte que ecoou na rua toda. Corri para ver o que era. Ele vinha de uma casa no final da rua, passei pelo portão, quando o grito começou a enfraquecer. Arrepiei-me ao perceber que ele estava parando.

E se tal coisa que estivesse atacando a pessoa viesse me atacar!

E se fosse um mostro!

Voltei e me escondi atrás do portão. Depois de um tempo o grito voltou. Fiquei vendo a casa. Ela era muito velha, tinha dois andares e cujo andar de baixo estava todo escuro, e havia plantas mortas perto da parede. Parecia que ninguém vinha ali a um bom tempo.

A porta estava no chão, destruída!

Em cima, uma luz do quarto estava ligada. Com manchas de sangue por toda a janela.

O grito já estava cessando, quando ouvi outro. Mas o tom da voz mudara o primeiro parecia com um de uma mulher, esse era mais forte como um grito de um homem.

Logo percebi que estava suando, minha blusa estava encharcada! Depois de o que pareciam horas, mas era um minuto, o grito mais grave parou. A luz do quarto de repente se apagou. Ouvi portas se abrindo e fechando na casa. Meu coração já estava a mil por hora.

O que estivesse lá dentro, provavelmente, estaria vindo em minha direção.

Ele vai me matar!

Tentei correr, mas meu corpo não me obedecia. Ficar ali, no portão, esperando uma morte rápida.

Ouvi algo fazer barulho por traz da casa, indo em direção à floresta que existia atrás da mesma. Passei uns dois minutos para eu voltar do choque de pânico.

Mas o que tinha acontecido?

Não dava para saber, a não ser que entrasse na casa.

Alguma coisa dentro de mim estava dizendo para que eu não entrasse. Mas a minha curiosidade venceu-me e logo eu entrei.

A porta, todo destruída, foi um desafio passar sem fazer barulho, não queria que aquilo voltasse.

Dentro estava tudo escuro, e com o tempo meus olhos foram se acostumando com a escuridão. A casa parecia estar normal, mas tinha alguns detalhes que dava sinais de luta. O corrimão da escada estava quebrado, moveis rasgados e virados de cabeça para baixo.

Não quis nem saber, subi para o segundo andar, tomando cuidado com a escada. A confusão no segundo andar estava direcionada a, somente, um dos quartos. Uma única porta me separava com o que tinha acontecido aqui. Sem nenhuma opção, abri a porta.

O quarto era um mar de sangue. Para tudo o que era nado se viu manchas vermelha. No teto, no chão e nas paredes. E o pior, em cima da cama tinha dois corpos que pelo jeito foram brutalmente jogados na cama. Um era o corpo de uma mulher e o outro de um homem, de acordo com os cabelos, pois o resto estava irreconhecível.

As cabeças estavam todas arranhadas, de forma que não dava mais para ver o rosto. Os peitos dos dois estavam abertos mostrando os órgãos internos.

Não aguentei mais. Saí correndo o mais rápido possível de volta a minha casa.