Notas iniciais
Bom desculpa a demora, mas as vezes é dificil entrar no pc por aki --'
Maaaas cá estou com o Cap 2
Espero que gostem ^^
Boa leitura (:

Adentramos novamente a minha casa, dessa vez ficando na sala. Acomodei-me confortavelmente no sofá com o Daniel estático em pé a minha frente.

- Tá... – olhei pra cima encontrando seu olhar – Antes de terminarmos a conversa que estávamos tendo antecedente a esse pequeno... – busquei a palavra que melhor se encaixasse na situação – desgosto, posso saber por que VOCÊ sabe o nome daquele garoto?

Ele somente esperou que eu terminasse a pergunta para se manifestar sentando-se ao meu lado.

- Acho que depois disso a gente nem vai precisar terminar aquela conversa.

Fiquei de frente pra ele com as pernas cruzadas e minha expressão de acusadora passou à indagadora.

- Não entendi... Daniel chega de meias palavras! Afinal somos melhores amigos ou não?

De fato, nos conhecíamos e éramos amigos desde a nossa infância. Sempre estudamos na mesma escola, e até já tínhamos sido vizinhos... Mas infelizmente as coisas mudam e nem sempre a pessoa da casa ao lado é bem vinda na sua.

De qualquer forma sempre contamos tudo um para o outro, até o Daniel ter a idéia de me esconder quem era a sua mais nova paixão. Juro que não entendi o porquê dele não querer me contar isso, sempre fomos confidentes, principalmente com esse tipo de coisa (por mais que da minha parte não tenha sido mais que duas ou três vezes) e essa vergonha dele quando eu tentava tocar no assunto já estava me deixando irritado.

- Claro que somos! – ele me olhou meio chocado com minha pergunta.

- Então diz vai... – comecei a me remexer infantilmente no sofá.

Ele respirou fundo e levantou começando a andar de um lado pro outro da sala.

- Ahn, sei o nome dele porque temos alguns tempos juntos, você sabe... – falou rápido e meio febril. Eu começava a me assustar a cada frase que ele soltava.

- Hun... eu também tenho algumas aulas com ele, o que não me faz necessariamente saber seu nome – apoiei o queixo na minha mão que repousava verticalmente em cima das minhas pernas, ainda cruzadas.

- Ai Bill!

- Que? – fiz uma falsa cara de incompreensão.

- Assim você não me ajuda! – Daniel parou de andar ficando novamente de frente pra mim. Dessa vez não falei nada, já que estava tãão difícil assim de falar talvez ajudasse se eu permanecesse calado. Meramente arqueei a sobrancelha direita. Sim, eu tenho o costume de fazer isso. Mirei-o sério.

- Bill eu to apaixonado pelo Tom.

Soltou de uma só vez sem nem sequer pensar em respirar ou piscar.

Meu queixo caiu ainda apoiado sobre minha mão direita. Ele suspirou aliviado e desabou no sofá onde eu estava sentado boquiaberto, diga-se de passagem, como se tivesse tirado um enorme peso das costas. O que afinal não deixava de ser. Então...

Silêncio.

E mais silêncio.

Daniel que então decidiu quebrá-lo de uma vez.

- Bill... Você não vai... Falar nada?

E mais silêncio. Ele se vira pra mim.

- Biiiiiill!

- DANIEL EU NÃO TO ACREDITANDO QUE VOCÊ ME ESCONDE ISSO ESSE TEMPO TODO PRA DEPOIS VIR COM ESSA! – descruzei as pernas me ajoelhando de frente para ele no sofá gesticulando freneticamente.

Olhou-me boquiaberto.

- Bill, não é mentira. É ele. É sério.

- Daniel! Por quê?!?!

NÃO pode ser verdade. Ele não pode ter demorado meses pra me dizer que tá apaixonado por aquele ogro registrado como Tom!

- A culpa não é minha... é ele! Quem manda ser tão encantador... – e lá vem ele tentando me convencer com aquelas carinhas de apaixonado.

- E não me venha com essas filosofias de gente romântica pra cima de mim! – me levantei do sofá e então foi a minha vez de começar a zanzar pela sala. – Nem muito menos querendo me mostrar as inúmeras qualidades que eu sei que ele sequer tem!

Daniel fechou a cara pra mim cruzando os braços na frente do corpo. Mas era só o que me faltava mesmo.

- Quando? – parei em sua frente apontando-lhe o dedo indicador acusatoriamente.

Ele ficou meio sem reação com a pergunta.

- Ahn... ai Bill, sei lá... a meses você sabe, desde que tiveram a idéia de trocar alguns alunos da turma de História.

Respirei fundo procurando me manter focado na conversa.

- Como? – perguntei dessa vez mais pausadamente.

Agora sim ele estava encrencado.

- Han... Er... – inclinei a cabeça minimamente pra direita esperando pela resposta. – Ai a gente senta um do lado do outro na sala, e a gente conversa, e ele é tão lindo...

- Vocês conversam? Quantas palavras você já trocou com ele afinal? Duas? Oi e Tchau? – coloquei as mãos na cintura.

- Ele já me pediu o caderno de História emprestado. – falou como se tivesse realmente “quebrado minhas pernas”

- Ohh... Então foram quatro! Oi, Tchau, e De nada. – debochei contando nos dedos. Ele ficou horrorizado com a minha ironia.

- Não! – ele também se levantou e ai quem caiu sentado no sofá olhando para o teto fui eu. – Conversamos outras vezes também... – novamente sentou-se ao meu lado. Ele estaria com pulga na bunda? – Bill fala sério ele não é lindo?

Aquilo era pra ser uma pergunta retórica. Mas pra mim não foi.

- Desculpe-me se me perdi na idiotice dele, e por isso TALVEZ não tenha conseguido notar essa beleza ai que você tá vendo... Daniel, não faça isso com a sua vida! – completei olhando-o choroso.

Ele me deu um sorriso, e eu já estava entendendo muito bem o porquê, e pegou umas das minhas mãos entre as suas. Semicerrei os olhos pra ele.

- Bill agora que eu já te contei eu sei que você vai me ajudar... – ele começou com o seu melhor sorriso encantador pra mim. E que droga ele era encantador mesmo. Ele sempre soube, não somente por mim, mas por meio mundo que ele era encantadoramente lindo. Sempre lhe disse que aqueles olhos castanhos claros e aquele cabelo preto meio sem corte e despenteado eram um charme. E digo isso sem pensar em me aproveitar da minha posição de “melhor amigo”, eu nunca pensaria em nada mais com ele [N/A Huuuuuuuuuuuun sei kkkk N/A].

Ele se aproximou e deitou a cabeça no meu colo, erguendo-a para me mirar de baixo esperando a minha resposta.

- Você tinha mais de oitenta milhões de pessoas pra escolher, tinha mesmo que ser ele? – é ele sabia, eu estava vencido. Vadio!

- Tinha, tinha, tinha... Só podia ser ele! – falou animado batendo palminhas me fazendo rir. Eu e ele às vezes conseguíamos ser tão infantis.

Revirei os olhos sabendo que não adiantaria chiar.

- Que boa escolha! – falei sarcástico somente para que eu ouvisse, o que não foi de todo bem sucedido. Daniel encontrou meus olhos meio divertido dando um tapa de leve no meu ombro.

- Bill o que eu faço? – perguntou cruzando a perna no ar.

- Daniel, o Tom é hétero.

- Quem disse? – devolveu totalmente descrente.

- Ele e toda a escola! – fiz cara de quem achava aquilo óbvio.

- Ele pode ser bi...

- HAHA. Esse é boa. Tom, sei lá como é o seu sobrenome, bissexual. – dei risada olhando pro teto.

- Trümper. O sobrenome dele é Trümper. – começou Daniel todo sorridente, suspeito feliz de me provar que sabia mais um fato sobre seu amado.

- Nossa... Quanto mais você sabe sobre ele? – ele fez menção de se levantar pra começar, a lista imagino, de tudo que podia me contar. Impedi-o erguendo a mão. – Pergunta retórica, Daniel!

Acabei me deixando levar e demos risada da situação. Afinal, o que eu poderia fazer? Nada. Por mais que eu total não acreditasse na possibilidade de se amar alguém sem nem ao menos conhecê-lo, não tinha como discutir. Eu conhecia o Daniel... Ele realmente deve estar aficionado seria a palavra certa, pelo Tom e mesmo que ele tentasse me convencer de que já tinham tido algum tipo de conversa diferente de Oi e Tchau, eu duvidava muito, já que aquele menino era um completo galinha e só se importava com bundas e peitos. Exatamente pelo mesmo motivo que eu duvidava muito ele ser bissexual.

Daniel me tirou de todos os meus pensamentos se ajeitando no sofá ficando de frente pra mim de joelhos.

- Desculpa não ter contado... Mas eu sabia que você ia dizer tudo isso.

- O que não deixa de ser verdade né.

Ele fez uma meia careta desgostoso e eu sabia que ele concordava em partes comigo.

- Ér... Mas como você é muito melhor que eu com essas coisas...

- Que coisas? – interrompi. Ai lá vem ele inventando.

- Você lida melhor com o sexo op... – parou refletindo sobre o que ia dizer, deu risada – com o mesmo sexo. – concluiu.

Me segurei pra não dar risada também. Não queria que ele pensasse que eu estava concordando com o que quer que fosse que ele estivesse planejando. Então somente sorri e disse:

- Hun.

- Hun que você devia me ajudar!

Ergui a sobrancelha descrente do que ele estava pretendendo me falar.

- Bill você precisa se aproximar dele... – falou achando tudo muuuito óbvio.

- Que?

Daniel se levantou.

- Olha só, vai ter uma festa na casa dele, daqui a umas duas semanas eu acho, e nós, ainda, não fomos convidados, mas se você – apontou com ambas as mãos pra mim – se aproximar dele nesse tempo ele convida a gente. – sorriu – E ai na festa é comigo... – terminou maliciosamente.

Fiz careta com o possível pensamento desses dois se pegando nessa tal festa.

Depois me perguntei como ele sabia da festa e porque achou que algum dia seríamos convidados?

- Daniel olha a nossa cara de popularidade pra sermos convidados... eee da onde você tirou a ilusão de que eu vou me aproximar daquele ser? – deitei-me tranquilamente.

- Desde que ele nos convide tá bom, eu não me importo com a popularidade...

- No nosso caso, com a falta dela. – corrigi.

Ele revirou os olhos pra mim.

- Bill você é o meu melhor amigo, tem o dever de fazer isso por mim! – mirou-se acusatoriamente.

- E você tinha o dever de ter me contado isso antes! – rebati com o mesmo olhar pra ele.

Percebendo que violência comigo não ia rolar, ele apelou pra cara de “cachorrinho que caiu do caminhão de mudança”.

Ajoelhou-se em frente ao sofá e se aproximou ficando cara a cara comigo pegando minha mão outra vez.

- Por favor – fez uma carinha chorosa – Você viu como eu fico quando to perto dele...

Suspirei pesadamente desviando o olhar para um vaso de flores do lado do sofá em que eu estava deitado apoiando meus pés. Não acredito que eu vou mesmo fazer isso!

Novamente ele sorriu tendo a certeza de que já tinha me convencido.

- Eu já falei que te odeio muito né? – falei fingindo mau humor ainda sem olhar pra ele. Era impossível ser resistente quando ele me vinha com aquelas caras.

- Ahhhnnn!!! E eu que te amo muito né?

Não agüentei e olhei pra ele tentando conter ainda um sorrisinho que teimava em me denunciar.

- É... já.

Ele deu risada e eu fiz o mesmo quando ele pulou no meu pescoço me abraçando. Não sei por que mais tinha a impressão de que ia me arrepender amargamente de ter aceitado aquilo.

Notas finais
*- Desculpe-me se me perdi na idiotice dele, e por isso TALVEZ não tenha conseguido notar essa beleza ai que você tá vendo...* QUÊÊÊÊ BILLL?? kkkkkkkkkkk
É isso ae, as duvidas sobre Daniel e Tom resolvidas...
Nenhum caso que ninguem sabia calma gente kkkk
Beeijos ♥