A Última Lua
17 Moonlight On the Bayou
Notas iniciais
MANSÃO FAMÍLIA COSTA/ RIO DE JANEIRO
— O que você pretende fazer com ela, Stephanie? – ela fica tensa – ela é filha do cara que eu gosto... (Tina)
— Foi você que me contou isso, então você vai ter que arcar com as consequências – ela se afasta da madrasta – não posso correr o risco de ter um inimigo me cercando neste momento! Já me basta a Joanna tentando descobrir sobre o meu segredo. (Stephanie)
— Eu tenho medo do que você possa fazer... (Tina)
— Não será nada violento, não se preocupe – ela dá uma risadinha – não é como se eu fosse arrancar as cordas vocais dela! (Stephanie)
— Eu até já imagino – ela engole em seco – e não sei o que pode ser pior... (Tina)
Tina, apesar de sempre brigar, gostava de Stephanie e não desejava ver a patricinha enteada presa. Gael, que era um homem bondoso e amável, teria perdoado a filha por todos os seus erros; até pela própria morte. Tina tinha prometido para ele que cuidaria da filha e aceitaria também seus erros, sejam eles fortes ou não.
— Depois você vai descobrir – ela se aproxima da escada – preciso que você me envie o endereço da dita cuja e saia com o Ronaldo para ficarmos a sós. Vou ter uma conversinha com ela. (Stephanie)
— Tudo bem – ela assente com a cabeça – eu vou fazer isso! (Tina)
— Bom, agora que temos tudo resolvido – ela começa a subir as escadas – vou voltar para o meu quarto! Tenho muito que fazer e pensar. (Stephanie)
A garota entra em seu quarto e Tina se joga no sofá, suspirando logo em seguida. Será que tinha feito a escolha certa contando para Stephanie sobre Cate? O que ela faria com a garota? Descobriria em breve. Ela bufa e liga a grande televisão e tenta se acalmar assistindo alguma novela.
*
APARTAMENTO DE ROMEU/ GRAJAÚ/ RIO DE JANEIRO
Leslye e Romeu se beijavam em cima da bancada da cozinha; haviam acabado de cozinhar e comido, e desde estão, o momento entre eles se esquentara. Leslye passava a mão por seu braço, indo em direção à barriga definida e o bíceps. Romeu beijava o canto de seu pescoço, a fazendo arfar de um jeito impressionante. As línguas corriam uma pela outra quando são interrompidos pela campainha.
— Ai, não acredito – ela tenta se desvencilhar – que chegou alguém para nos interromper! (Leslye)
— Não vou atender – ele continua a beijando – hoje eu só quero você! (Romeu)
Leslye o empurra e sorri; estava radiante. Seu cabelo louro descia com ondas pelo cotovelo, a fazendo estar parecida com uma princesa antiga.
— Você vai atender sim – ela desencosta da bancada – pode ser alguém importante... (Leslye)
Romeu revira os olhos e se afasta da pequena cozinha de seu apartamento; era simples, tinha apenas um fogão, um micro ondas e uma geladeira. A sala era revestida com uma parede de madeira chique, com uma grande televisão no centro. O piso, também de madeira, combinava com os detalhes do apartamento.
O garoto abre a porta e se espanta com quem vê; cabelos negros grandes até as nádegas, pele branca como mármore e sorriso brilhante como a lua o miravam com os olhos.
— Surpresa – ela sorria – posso entrar? (Giovanna)
*
APARTAMENTO DE LILO/RIO DE JANEIRO
Karol aparece na sala enquanto Lilo, vestido com uma camisa simples e um short curto de algodão, assistia televisão. Ela senta-se ao seu lado e eles se fitam; Karol estava realmente com desejos sobre ele. Seus pensamentos vagavam dia e noite, desde que se conheceram, em como ela conquistaria aquele homem. Não estava tão difícil, ainda mais depois do surto de Victor; ele a reparava sempre, e toda vez, parecia ficar excitado.
— O Victor está bem? – ela dá um sorriso falso – (Karol)
Desde que Victor voltara para o apartamento naquele dia que flagrou Karol no colo de Lilo, se fechou numa zona dele. Raramente, depois daquele fato, Karol o encontrava vagando pelo apartamento. Só ficava no quarto.
Lilo sorri para ela.
— Está sim – ele suspira – dormindo! (Lilo)
— Você não mencionou nada da doença para ele, né? (Karol)
Lilo não comentara nada com Victor; achava que se o namorado descobrisse dessa doença – inventada por Karol – em seus ouvidos, surtaria como fez uma semana atrás.
— Não – ele se aproxima dela – não contei e não sei o que fazer com ele! Parece um depressivo no quarto o dia inteiro; não quer olhar para a sua cara. Acho que ele realmente enlouqueceu. (Lilo)
— Eu te disse – ela expira fundo – o Victor tem esses sérios problemas desde sempre. Já disse para você que não tem o que resolver. (Karol)
— Eu queria te agradecer – ele respira fundo – por tudo! Por estar me ajudando com o Victor, por ser essa amiga próxima de mim desde que chegou! (Lilo)
Desde que chegara a casa dele; eram inseparáveis. Assistiam e riam da novela juntos, faziam compras juntos; enquanto Victor ficava preso no quarto, ela tomava café com ele. Karol estava realmente começando a ter um sentimento por ele.
— Você sabe que eu te admiro muito – seus rostos se aproximam – muito... (Karol)
Sem mais nenhuma palavra, Lilo puxa o rosto de Karol para si. O beijo é devorado e desejado, como se eles quisessem isso a um bom tempo – e talvez quisessem mesmo. Mas Karol era uma cobra, uma mulher que não deveria se apaixonar por ninguém. Nathalia observa na ponta do quarto o beijo dos dois e quando volta pra sua cama, comemora. Estava praticamente rica.
Victor, ainda na cama, se enrola entre os cobertores. Amava Lilo demais, e tinha medo de perdê-lo para Karol. Sua inimiga. Uma pontada de dor passa em seu coração quando ele se lembra do sonho que teve; onde perdia Lilo para as sombras. Para sempre.
Lilo se afasta de Karol; os dois suspiravam pesadamente. Ela o fita com seus olhos castanhos que pareciam sinceros a luz da televisão.
— Não é certo... – ele fecha os olhos – o que estamos fazendo com o Victor! Não é certo. (Lilo)
— Certo não é a gente esconder o que estamos desejando – ela se levanta do sofá parecendo perturbada – eu preciso ir me deitar! Minha cabeça está uma explosão de sentimentos... (Karol)
Lilo não diz nada; apenas fita o chão enquanto Karol saia para de volta ao seu quarto. Ele tinha medo, de magoar o seu maior amor. Mas nos últimos dias, estava tendo uma conexão com aquela mulher que nunca teve com Victor; e com aquele problema dele, tinha medo de algo ruim acontecer. Algo que se espreitava pelas sombras.
*
APARTAMENTO DE ROMEU/ RIO DE JANEIRO
Giovanna entra no apartamento e cai logo na sala que tanto passara com Romeu; os dois transavam ali frequentemente como dois coelhos cruzando. Leslye sai da cozinha e empalidece quando flagra a prima ali, parada diante dela e do amor de sua vida.
— Giovanna? – ela engole em seco – o que você está fazendo aqui? (Leslye)
— Vocês duas se conhecem? – ele se põe entre elas – (Romeu)
Romeu estava espantado; fazia um tempo que não via a ex-namorada.
— Eu vim até aqui para poder mostrar a verdade para o Romeu – ela tira o gravador da bolsa – acontece lindo, que a sua namoradinha, está armando contra você! (Giovanna)
Romeu olha para Leslye já com um brilho nos olhos. A loura balançava a cabeça num sinal negativo, não acreditando que tinha caído na ladainha da prima.
— Não – ela se aproxima – você disse que iria me deixar em paz... (Leslye)
— Você acreditou mesmo, priminha? – ela debocha – que eu iria te deixar em paz? Está enganada; a vingança corre pelas minhas veias. (Giovanna)
— O QUE ESTÁ ACONTECENDO AQUI? – sua voz sai tensa e ele fita a ex – o que você quer comigo? (Romeu)
— Eu quero te mostrar isso – ela liga o aparelho – (Giovanna)
A voz de Leslye sai plena como uma pluma; a gravação era da conversa que as duas tiveram mais cedo; só que editava pelos padrões da garota.
— Não, eu ainda não vou fazer isso – ela sorri – eu quero que você me diga, com todos os detalhes, qual era nosso plano. Só pra você relembrar os seus erros... (Giovanna)
Neste momento, ela aperta o único botão do gravador e ele começa a ouvir tudo que se passa.
— Você me chamou dos Estados Unidos até aqui para que eu pudesse me vingar do Romeu por você – ela respira fundo – eu estava a mercê de você. Deveria fazer tudo que mandasse, e depois, o descartar como se ele fosse um copo de plástico. (Leslye)
— Você queria que eu não me apaixonasse pelo Romeu – ela arfa – e eu não me apaixonei – ela dá uma pausa – no começo! Eu estava de fé que iria seguir todos os seus passos; mas não foi isso que aconteceu. E eu quero que você me desculpe... (Leslye)
Ela desliga o aparelho e fita Romeu, que parecia realmente triste com o que tinha acabado de ouvir. As lágrimas de Leslye já desciam pelo seu rosto, borrando um pouco da sua maquiagem. Giovanna se afasta dos dois, quando numa onda forte de fúria, Romeu fita Leslye do seu lado esquerdo.
— Acontece que nós temos uma vingança – ela se encosta-se à parede – e agora eu vim dar um final para ela! (Giovanna)
Leslye e Romeu se encaravam com incredulidade no olhar.
— Assume Leslye – ele se afasta dela – assume que você fez realmente isso... Vai me dizer que não sabe de tudo isso? EU OUVI A SUA VOZ (Romeu)
— Sei – ela fala difícil diante as lágrimas – sei sim. É verdade, a Giovanna queria se vingar de você... (Leslye)
— A GIOVANNA É UMA MALUCA – os dois esquecem-se da garota do outro lado – agora você; o que eu te fiz ein? (Romeu)
— Desculpa Romeu – ela arfa – eu aceitei ajudar a Giovanna, mas... – ela engole em seco – eu te enganei no inicio, mas a vingança já acabou! Eu só tinha que fazer você me notar e depois eu te desprezava, mas eu acabei... (Leslye)
Ela não continua, apenas o fita com as lágrimas descendo com veracidade.
— Eu pensei que você fosse diferente, mas eu errei feio! Você é igual a todas as outras. (Romeu)
— NÃO – ela se aproxima – eu não sou, por favor, acredita em mim... Realmente – ela assente com a cabeça – realmente no começo eu fiz tudo que a Giovanna disse, mas depois que eu vi que você era um cara legal, eu parei com ela; EU JURO. (Leslye)
Romeu continua a encarando, sua expressão estava totalmente arrasada. Por um mínimo de momentos, estava realmente achando estar apaixonado pela garota.
— Quando eu disse para a Giovanna que eu não queria mais te enganar, ela entendeu e desistiu da vingança! (Leslye)
Romeu lentamente, se vira para a garota pressionada na parede que possuía um sorriso leve no rosto.
— Foi você, não é Giovanna? Você armou isso tudo aqui – ele engole em seco – você é capaz de fazer uma loucura dessas...? (Romeu)
Giovanna engole em seco e o fita, também com um semblante preocupado. Tinha medo das palavras dele, que a machucavam sempre.
— Eu disse que me vingaria... (Giovanna)
— Sinto te informar que o seu plano não deu certo... – ele se aproxima – eu não estou acreditando, Giovanna! Olha só para a Leslye – ele aponta para a loura – olha só para a vergonha dela! Seja lá o que você pretendia com esse circo, para mim iria ser muito fácil participar dele. Passar o rodo numa menina bonita e depois se esquecer dela no dia seguinte; o tipo de babaquice que eu já fiz um milhão de vezes – ele se recompõe – agora, em nenhuma delas Giovanna, juro, em nenhuma delas eu tive a intenção de ser tão cruel e perverso quanto você está sendo agora. (Romeu)
Uma lágrima saia pelo olho de Giovanna, que sem mais nenhuma palavra, sai correndo do apartamento do garoto. Romeu fecha os olhos enquanto ela sai e se vira para Leslye, que chorava encostada no sofá.
— Eu quero você fora daqui – ele é firme – por favor... A nossa amizade acaba aqui! (Romeu)
Leslye se aproxima dele, indo em direção à porta e respira fundo.
— Eu queria que você soubesse que apesar do mau jeito, eu adorei te conhecer – ela assente com a cabeça – desculpa te enganar por um tempinho. (Leslye)
— Pelo menos você reconhece – suas palavras são frias e diretas – (Romeu)
— Eu sei que eu errei. Mas a verdade, é que não deu para resistir. Nenhum garoto sequer tinha notado que eu existia; e aqui no Brasil, até você percebeu que eu existo, entende? (Leslye)
— Entendo – ele assente – só é difícil aceitar o que você fez comigo... (Romeu)
— Eu não quis te fazer mal – ela nega com a cabeça – eu fui egoísta! Eu pensei só em mim. Eu nunca nem transei com ninguém, Romeu. Chamar muita atenção de um cara como você mexe com qualquer pessoa... (Leslye)
Romeu fica um segundo em silêncio fitando o chão. Estava se sentindo um caco, um próprio vodu.
— Olha o que eu to entendendo é que você e eu fomos fantoches da Giovanna – ele suspira – essa menina é maluca... Ela é completamente desequilibrada. (Romeu)
— Mas eu não quero culpar só ela – Leslye o fita nos olhos – eu aceitei fazer parte dessa farsa – ela dá um sorrisinho leve – mas só até perceber, que você não merecia aquilo! (Leslye)
— O pior é que eu também dei mole, né? – ele engole em seco – deixei a Giovanna me enganar. Só que eu tenho que admitir que ela mandou bem, de repente eu cheguei a pensar que você pudesse ser a minha nova Raissa... (Romeu)
As palavras de Romeu cortam o coração de Leslye. Em algum lugar, em toda aquelas lágrimas, ela via seu coração partido em dois pedaços. Cada metade luzia e pulsava sob a imensa branquidão.
— Eu estava enganado... – sua voz vacilava enquanto ele ainda a encarava nos olhos – Boa sorte pra você! (Romeu)
Mais lágrimas descem dos olhos de Leslye. Aquele era o garoto que ela mais tinha gostado, e tudo estava se despedaçando diante de si.
— Eu vou precisar mesmo – sua voz sai rouca – sem o apoio da Giovanna; eu vou ter que procurar um hotel para ficar. Só que pior, por que eu não tenho muito dinheiro e vou ter que levar meu irmão comigo. (Leslye)
Ela vira as costas para ele e se afasta numa lentidão profunda, que desesperava o seu coração. Romeu a observa e quando ela abre a porta e sai, se joga no sofá e mergulhado com a cabeça numa almofada, começa a chorar tudo que estava querendo.
Do outro lado da porta, no corredor do prédio, Leslye encosta-se a parede e deixa mais lágrimas cair. Ela joga a cabeça para trás e tenta conter as lágrimas; precisava ser forte para ligar ao Leon para ele aparecer, voltar ao apartamento da prima, pegar seus pertences, e partir para longe daquilo tudo de vez. Nunca mais veria Romeu; sentia isso dentro do peito. Ela se recompõe, precisava ir. Não sabia mais o que fazer. Dizem que é sempre melhor seguir o nosso coração, mas quando nosso coração esta partido, qual metade devemos seguir?
*
MANSÃO FAMÍLIA COSTA/ RIO DE JANEIRO
Joanna fica a espreita, quando Stephanie sai da mansão toda produzida, com um salto alto enorme. Quando ouve o barulho da garagem, onde o carro saía, ela tem a certeza que a irmã havia saído. Cautelosamente, ela abre a porta do quarto da patricinha e volta a se colocar lá dentro. Estava tudo do jeito que tinha visto semana passada; arrumado. Sem mais delongas, ela começa a vasculhar o quarto da garota. Precisava encontrar algo que ligasse a todos os acasos; precisava de um diário.
Por conta de todos esses segredos, ela havia se afastado um pouco dos fãs que tinha. Tinha se esquecido de que era uma cantora famosa e que noticias sobre ela a cercavam a todo tempo. Recentemente, havia lido uma matéria que dizia que com o novo namorado, estava pensando em desistir da carreira. O que era uma mentira total. Assim que descobrisse o segredo de Stephanie, voltaria para sua vida cotidiana. Voltaria para frente dos fotógrafos e posaria como sempre fazia. Mas não ainda.
Ela vasculha tudo dentro do quarto; embaixo da cama, dentro do vaso de flores, embaixo do travesseiro, nas gavetas do guarda roupa e do criado mudo. Nada. Um lampejo passa entre sua mente e ela se aproxima de um quadro cravado na parede; era bem simples, mais parecia uma praia do caribe. Ela tira o mesmo lentamente da parede e sorri quando fita um buraco na parede. Um buraco perfeito para caber um livro. Mas seu sorriso se desmonta quando encontra o buraco vazio. Ela bufa e volta a colocar o quadro na parede, sentando-se na cama logo em seguida.
Stephanie não guardava nenhum diário; talvez antigamente, como apontava o buraco na parede. Mas hoje em dia, não mais. Ela suspira fundo e levanta-se arrumando a bagunça que tinha feito no quarto da garota; para ela não desconfiar que alguém tinha entrado lá. Ela sai do quarto decepcionada, mas não com desesperança. Iria descobrir o segredo da garota; custe o que custasse.
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APARTAMENTO DE RONALDO/ BARRA DA TIJUCA/ RIO DE JANEIRO
Cate sai do quarto quando ouve a campainha tocar; seu pai havia saído com Tina e ela estava sozinha com sua agonia. O segredo de Stephanie ainda acalentava nela, que dentro de um dia contaria tudo para a polícia. Quando abre a porta, dá um pulo para trás e se espanta. Seu terror estava em carne e osso.
Stephanie sorria para ela do outro lado da porta. Sem pedir, ela entra na casa e fecha cautelosamente a porta, ainda sorrindo para ela.
— Você? – ela engole em seco e dá passos para trás – o que quer comigo? (Cate)
— Eu vim tratar um assunto que é do meu interesse – ela se aproxima da garota – soube que você descobriu um tal segredo meu, e vim aqui para calar a sua boca! (Stephanie)
— E como pretende fazer isso? – sua voz sai debochada; ela gaguejava – pretende me matar como fez com seu pai? (Cate)
— Não – ela nega com a cabeça – eu vou fazer uma coisa muito pior! Eu odeio em pessoas que se metem na vida alheia. A Tina te avisou – ela fita os olhos da outra – você deveria ter tido distancia de mim... (Stephanie)
Stephanie abre sua bolsa e pega de lá uma seringa com sangue dentro. Estava fresquinha; tinha acabado de tirar da veia um pouquinho só para injetar em Cate. Precisava ser rápida, pois tinha outros assuntos para resolver. A garota fica sem entender.
— O que é isso? – ela é imobilizada pela parede atrás de si – O QUE VAI FAZER COMIGO? (Cate)
Rapidamente, Stephanie aperta o braço da garota, que começa a se mexer e gritar furiosamente desesperada. A patricinha é bruta e, no pescoço dela, onde uma veia latejava pelo nervosismo, insere a seringa com precisão. A agulha fura sua pele, e um pouco de sangue sai acompanhado. Stephanie aperta um pouco do gatilho e quando termina o resto, tira a agulha e fita à garota a sua frente, que agora, estava imóvel. Cate passa os dedos pela ferida no pescoço e olha desesperada para a mulher.
— O QUE VOCÊ FEZ COMIGO? – ela começa a chorar – EU VOU TE DENUNCIAR! EU VOU ACABAR COM A SUA VIDA. (Cate)
— Pois tente – ela dá uma risadinha – abre a boca para você ver o que te acontece. Eu acabo com a sua vida em um instante. – ela volta a colocar a seringa na bolsa – espero que eu tenha te dado um recado claro e pleno. Fique longe de mim, antes que piore para você e sua família. (Stephanie)
Entre gritos e berros, Stephanie sai do apartamento. Tinha outro destino agora; algo que mudaria os rumos de seu plano por vez.
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DELEGACIA COPACABANA/ RIO DE JANEIRO
Stephanie entra na delegacia com passos longos e firmes, seus cabelos longos se esvoaçando pelo vento. Ela se aproxima do balcão e o delegado a fita, com olhos firmes e severos.
— Senhorita Stephanie Costa – ele levanta as mãos – o que te trás até a minha delegacia? (Delegado)
— Eu vim fazer uma denúncia! (Stephanie)
— Uma denuncia? – ele cerra a mandíbula – o que te incomoda? (Delegado)
— Eu sei quem matou o meu pai – ela tira uma foto de sua bolsa; era uma selfie de um rosto – Angie Charlotte. E eu tenho provas contra isso – ela engole em seco – quero que o senhor a prenda imediatamente.
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