A Última Filha
12 Capítulo Doze
Corremos ainda um longo tempo, quando olhei para trás eles não estavam vindo mais.
Eu puxei Noah pela jaqueta para que ele parasse. Ele olhou para trás e então perguntou:
- Será que estamos seguros?
Eu suspirei e disse:
- Bom, isso eu já não sei ao certo.
Nós continuamos ali parados olhando a fumaça de carros pegando fogo subirem e preencher o céu com uma fumaça sufocante. Deveria estar um caos lá, pois se podia ouvir a sirene do carro dos bombeiros.
Continuei mais alguns segundo olhando antes de dizer:
- Certo. Vamos embora.
Andamos até encontrar uma entrada para qualquer beco, mas enquanto nós entravamos lá, mais a frente Ross saiu das sombras. Eu e Noah paramos bruscamente, olhamos para trás e vimos Nero, Gareth e Jean.
Num minuto Noah estava parado ao meu lado olhando Ross, e no outro estava tirando um pedaço de vidro do bolso e indo em direção a ele.
- Noah, não! – Eu gritei, mas já era tarde de mais.
Ele cravou o pedaço de vidro quebrado na barriga de Ross, e deu uns passos pra trás até estar ao meu lado novamente. Eu o olhei brava e ele perguntou:
- O que?
- Nós podemos nos curar, seu idiota. – Eu lhe disse rudemente.
Noah o olhou com os olhos arregalados, então Ross fez uma careta de “Fala sério” e tirou o pedaço de vidro de sua barriga. E ali, onde o sangue saía e havia um buraco aberto, começou a se fechar, vimos sua pele se juntar e fechar o ferimento.
- Está de sacanagem? – Noah arfou.
Ross jogou o pedaço de vidro com sangue no chão e perguntou:
- Terminamos?
E então Nero e Gareth me pegaram um em cada braço e me puxaram para longe de Noah, ele tentou me pegar, mas Ross o jogou contra a parede violentamente. Noah tentou bater nele, mas Ross desfiou de seu soco e lhe deu um em seu estomago.
- Não! – Eu gritei tentando escapar.
Noah havia caído no chão de dor, e quando estava tentado se levantar Ross lhe deu um soco no rosto, que fez com que o sangue saísse de sua boca e respingasse no chão. Noah caiu no chão parecendo que não conseguia respirar. Ross o pegou pela jaqueta e fez com que ele se levantasse, mas quando Ross ia dar outro soco nele, Jean interferiu:
- Ei, cara, acho que já deu.
Ross o olhou e disse:
- Quieto, tampinha.
- Tampinha um caramba! Eu tenho quase o seu tamanho.
E isso era verdade, pois Ross tinha o tamanho do Noah e faltava pouco para Jean chegar a essa altura.
- Certo, certo. Depois a gente conversa. – Ross disse preparando novamente.
- Não vou deixar você fazer isso. – Jean disse sério.
Ross o olhou novamente, então suspirou e soltou Noah que caiu no chão sentado. Ross deu uns passos em direção a Jean e perguntou:
- Quer mesmo tentar me impedir?
Jean o encarou em silêncio.
- Em? Herói. – Ross lhe deu um empurrão e acendeu suas mãos. Jean o olhou irritado e então também acendeu suas mãos. E quando eles iam começar um briga uma voz, que é como música para meus ouvidos, e para outros um som que faz com que suas almas tremam de medo disse:
- Já chega. – E das sombras papai saiu.
Eu lhe dei um grande sorriso. Mas quando olhou para Noah no chão meu sorriso morreu.
Papai estava com uma expressão azeda, não estava nada feliz de nós estarmos brigando.
- A soltem. – Ele disse a Gareth e Nero. Eles hesitaram por um momento, mas, então, me soltaram. Eu os olhei e sussurrei:
- Otários.
Papai olhou para Ross e disse:
- Estou muito decepcionado com você. – Ross desviou o olhar dele. – O que tem na cabeça? Você conseguiu fazer uma guerra aqui em cima.
Ross voltou o olhar e disse:
- Não me culpe, culpe ela – Ele me apontou o dedo e eu revirei os olhos.
- Verdade, pai. A culpa é dela. – Gareth concordou.
- Não é culpa dela. – Papai lhes disse.
- Ah, tem razão. Não podemos culpar a Haide, gente. Porque tudo que ela faz é certo. – Ross disse com um tom de ironia.
- Ah, lá vem ele de novo. – Jean murmurou.
- A Haide é a certa. A perfeita. – Ele continuou. – Você só gosta dela porque ela uma garota.
- Isso é ridículo, Ross. – Eu lhe disse.
- Não. Você é ridícula.
- Ah, cala a boca, filho da ...
- Já chega, Haide. – Papai me interrompeu com um tom duro.
Eu olhei Ross irritada, mas não disse nada.
Papai olhou novamente para Noah, suspirou e então estendeu sua a mão para ele. Noah o olhou assustado e hesitante.
- Levante-se. – Ele disse a Noah.
Noah piscou algumas vezes antes de usar sua mão como apoio para se levantar. Noah continuou o olhar assustado.
- Você deve ser Noah, não é? – Ele perguntou sério.
- Sim, s-senhor. – Noah gaguejou.
- Eu não vou te matar. – Papai lhe garantiu mais sério do que nunca.
Noah lhe deu um sorriso forçado e me mandou um olhar bem significativo de medo. Eu simplesmente sorri pra ele.
- Certo. Jean, leve sua irmã e ele pra casa. – Jean balançou a cabeça positivamente. – Ross, Gareth e Nero, venham comigo.
- Espera aí. Vai deixa por isso mesmo? – Ross lhe perguntou revoltado.
- Ross, já chega. – Papai disse parecendo irritado.
- Não! Não vou deixar isso assim. – Ele disse acendo o fogo em suas mãos. Eu dei um passo em sua direção e disse:
- Você não vai tocar nele.
- Quer apostar? – Ele me desafiou com um olhar mortal.
Eu lhe mandei um sorriso sombrio e disse:
- Você que pediu.
Minhas mãos se acenderam, e ele veio pra cima de mim. Caímos no chão e rolamos para as sombras.
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