A Última Filha
2 Capítulo Dois
É um dom usar as sombras como atalhos para outros lugares, é igual controlar as chamas negras.
Eu e Ross somos os únicos que passeia pelo abismo das sombras, é também um atalho que usamos, mas é mais perigoso.
Eu não sei onde esse atalho me levou, pois eu pensei que me tirasse daquele lugar.
Eu saí da escuridão e me vi num outro beco, só que esse era mais claro que o outro.
Eu olhei para os lados e comecei a caminhar para um deles.
Eu evitava ir para o lado do beco levava para a rua, eu gostava de caminhar onde tinha mais escuridão.
Enquanto caminhava naquele beco, mais a frente, pude ver uma roda de pessoas, elas olhavam alguma coisa e gritavam para essa coisa.
Quando cheguei mais perto à roda se abriu e de lá saiu um garoto que bateu contra uma parede violentamente, ele foi jogado de dentro da roda. Esse garoto caiu no chão sentado e outro saiu da roda. Ele foi em direção aquele garoto que estava caído no chão, o pegou pela jaqueta e o ergueu. Ele o fez bater contra a parede novamente. E então eu gritei:
– Ei!
Os dois garotos me olharam. E eu pude reconhecer um deles, um deles era uma das pessoas que me enchia na escola.
Ele soltou aquele garoto no chão e disse:
– Olha só, é a esquisitona.
Ele começou a andar em minha direção, eu só o encarava enquanto vinha até mim. Ele parou diante de mim e disse:
– Melhor sair daqui, senão vai se machucar.
Eu o olhei e perguntei:
– E se eu não sair?
Ele me pegou no braço violentamente e disse:
– Dá o fora.
– Me solta. – Eu disse mortalmente.
Ele me olhou com um sorriso e apertou meu braço mais forte, e aquilo foi demais.
Então minhas mãos pegaram fogo, literalmente, só que foi o fogo negro.
Ele me soltou e se afastou um pouco. Seus olhos ficaram arregalados e então ele disse para um dos garotos que também me encarava assustado:
– Taco.
E então o garoto jogou um taco de Baseboll para ele.
Minhas mãos pegavam fogo quando ele veio me atacar. Eu me desviei de seu ataque facilmente, então o peguei pelo pescoço e o joguei contra o chão violentamente. E então uns dez se posicionaram para atacar.
Eu me afastei do garoto que estava no chão e outros dois vieram até mim. Eu corri para as sombras. Eu fiquei ali escondida esperando eles se aproximarem e quando eles fizeram isso, eu os peguei pelos pés e os puxei, eles caíram, bateram a cabeça no chão e ficaram imóveis.
Quando saí das sombras um deles veio por trás de mim, passou os braços ao redor de mim e me segurou, e um outro veio em minha direção, e quando ele ia dar um soco, eu me ergui usando o garoto de trás como apoio e chutei o garoto para longe. Eu me coloquei no chão novamente e dei uma cotovelada lateral no garoto de trás. Quando ele me soltou, me virei e lhe dei um soco. Ele caiu no chão inconsciente.
Mas ainda não havia acabado outro garoto pegou o taco que estava no chão e veio em minha direção, eu me virei para ele, ele acertou o taco tão forte nas minhas costas que se quebrou em duas partes. Eu me virei novamente para ele e disse:
– Ai.
Ele me olhou assustado, então eu o peguei pela jaqueta e o joguei contra uma parede, ele deve ter voado mais ou menos um metro antes de bater contra a parede e cair no chão.
Então eu vi um garoto me olhando assustado, e então eu fiz:
– Bu!
O garoto se assustou se virou para correr, tropeçou nos pés, bateu a cabeça na lixeira e caiu no chão.
Os outros que sobraram saíram correndo de lá com medo.
E então não restava mais ninguém além de mim, dos garotos inconscientes e o garoto que eu havia salvado.
Ele me olhava assustado, eu o encarei nem um pouco casada.
– Pode ir pra casa sozinho? – Eu lhe perguntei.
Ele balançou a cabeça positivamente, então me virei e comecei a caminhar para longe de lá.
A escola seria ótima amanhã.
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