A Última Chance - J e of

7 Capítulo 7 - Pelo menos um sorriso


Notas iniciais
sorry a demora......mas é que ontem não deu pra postar.............espero que gostem deste capitulo.............eu coloquei o maximo de Juliel que eu pude.........sem mais delongas, boa leitura

POV Julie

Acordei naquela manhã entediante de sábado. Eu já estava pronta para ir embora. A enfermeira já havia tirado aquela agulha do soro do meu braço e eu já tinha tomado meu banho. Bia e Daniel apareceram no hospital para me buscar. Eu saí do quarto e encontro os dois na recepção.

— Oi, boa dia flor do dia. – Daniel disse sorrindo largamente. Sorri com isso.

— Bom dia. Vamos né! Já estou cansada de ficar aqui. Não gosto de hospitais.

— Se continuar assim, é pra cá que você vai vir sempre. – Bia disse em forma de repreensão.

— Ok, senhora responsável. – eu disse e ri. Bia e Dani também riram.

Fomos embora. Quando cheguei em casa fui recebida com muitos abraços e carinho pelo Martim, Félix e Pedrinho, que só ficou sabendo quando os fantasmas contaram. Fofoqueiros! Mas, eu adorei receber mimos e ser paparicada. É muito bom. Eles vieram todos cheios de atenção e preocupação comigo. Eu disse que estava bem e que eles não precisavam se preocupar. Subi pro meu quarto e tomei outro banho. Não resisti. Fazer o que, morro de nojo de hospital. Desta vez, tomei um banho com mais gosto, na água quentinha, com a temperatura ideal, escolhida por mim. Me permiti demorar mais. O banho me acalmou. Saí do banheiro e me vesti. Me deitei na minha cama e fiquei pensando. Acabei cochilando.

Acordei com batidas na porta. Olhei no relógio. Era 11:00. Dormi demais. As batidas continuavam e foram seguidas por uma voz muito conhecida por mim.

— Julie! Você está ai? – Daniel disse.

— Estou. Entra. – ele atravessou a porta. – Que milagre é esse? Você não é de bater na porta.

— Estou mudado por você Julie. – ele disse me fazendo corar. – Eu vi aqui te chamar para você ir almoçar. Você ainda não comeu nada.

— É. – pausei. – A propósito... Quem foi que fez o almoço?

— A Bia. Ela deixou tudo pronto e foi pra casa almoçar também. Ah, eu ajudei é claro. – ele disse e deu um sorriso convencido.

— Aé. E desde quando você sabe cozinhar?

— Ué, eu não sou tão imprestável assim. Tenho os meus dons. – ele disse.

— Nossa. Você não é nem um pouquinho modesto. Né?

— Tenho que vender meu peixe, né. Se eu não falar que eu cozinho bem, quem vai falar?

— Haha... Só você para me fazer rir. – eu disse me levantando.

— Eu gosto de te fazer rir. – ele disse me dando uma piscadinha enquanto eu passava por ele. – Agora, vai lá almoçar. Não quero que você volte para o hospital.

Dei um sorriso. Era bom o Daniel preocupado comigo. Desci as escadas e almocei. Depois voltei para o meu quarto, escovei os dentes e fiquei tocando meu violão. Até o Daniel aparecer no meu quarto outra vez.

— Você de novo? – eu disse com falsa irritação.

— Eu mesmo. Eu vi te chamar para sair... comigo... – ele me estendeu a mão.

— Ok. – peguei na sua mão e saímos. Já na rua perguntei. – Para onde a gente está indo?

— Por ai. – ele disse apenas.

Continuamos andando. No meio do caminho, conversávamos. Chegamos ao parque. Deitamos na grama como fizemos anos atrás. Fiquei olhando o céu. Até o Daniel começar a falar e eu passei a olhar para ele.

— O tempo passa né? Parece que foi ontem que você achou o disco de vinil da minha banda e colocou pra tocar. – ele parou e virou o rosto para me olhar. Ele deu um sorriso bobo. Se não fosse fantasma, eu acho que ele teria ficado corado, porque ele não esperava me encontrar olhando para ele.

— Passa mesmo. – sorri.

— É. Eu nunca pensei que eu fosse te conhecer. Acho que hoje eu não seria o mesmo se não tivesse te conhecido.

— O que você quer dizer com isso? – Daniel me olhou e sorriu. Não consegui decifrar o que aquele sorriso significava, mas pelo o que eu vi em seus olhos eu puder perceber que eles me diziam “Como você é ingênua!”.

— Tem certeza que você não sabe o que eu estou querendo dizer? – balancei a cabeça em negação. – Ah, pára Julie.

— Mas, eu estou falando a verdade. Não sei do que você está falando.

— Você sabe sim. Só não assume.

Sorri sem graça. – Só me responde. Por que você não seria o mesmo se não tivesse me conhecido? – perguntei.

— Ah, sei lá. Por muitos motivos. Eu acho que eu não teria mudado tanto por causa de alguém, por causa de você. – ele disse me fazendo corar.

— Por que você mudaria por mim?

— Você sabe. Por que você faz perguntas das quais já sabe as respostas?

— Mas você nunca me responde. Esse seu joguinho de “Adivinha o que eu estou pensando” já está me deixando totalmente louca.

— Julie, você sabe mais do que quer admitir.

É. Talvez eu até saiba. E isso é que o me deixa cada vez mais nervosa, com aquela sensação de borboletas no estômago.

— Ei! O que você queria dizer naquele dia que o Nicolas apareceu lá em casa?

— Nicolas. Huum. – ele colocou a mão no queixo para poder se lembrar. – Ah. Eu me lembrei. – ele soltou um suspiro decepcionado. – Aquele idiota fez o favor de me atrapalhar. – a ultima parte ele sussurrou. Eu quase não ouvi.

— Então. O que você queria me dizer mesmo?

Ele se virou de lado e me fez fazer a mesma coisa. Ficou encarando meus olhos. Senti um arrepio correr minha espinha. Confesso que nunca tinha sentido nada parecido antes. Ele tocou levemente meu rosto com a ponta dos dedos. Fechei meus olhos por segundos. Foi quase uma piscada um pouco mais lenta. Eu estava curtindo aquele carinho. Senti-lo ali, tão perto de mim era uma sensação ótima.

— Sabe o que eu queria dizer? Que te conhecer foi a melhor coisa que já me aconteceu. Pelo menos na minha morte. – ele disse e riu. – Você sabe o que eu sinto. Não sabe?

— Não. – disse, engolindo em seco.

— Sabe sim. E eu sei o que você sente.

— Não sabe. Se soubesse, saberia o que eu estou sentindo agora. Nesse exato momento.

— Eu sei. Você está confusa. – fiquei sem palavras. Ele pareceu ler a minha mente. – É confusa que você está. Eu posso sentir isso. Não é? – seus olhos continuaram fitando o meus, esperando por uma resposta. – Anda Julie. Fala alguma coisa. Você está pior do que eu. Nunca assumi o que você sente.

— Olha quem fala. Você também nunca assumi o que sente. – disse um pouco irritada.

— É o que estou tentando a 2 anos. Eu espero ter deixado bem claro tudo o que sinto por você mediante as minhas atitudes quando eu estive perto de você.

— Devo considerar a época que você me chamava de cretina, que eu não servia para tocar numa banda de rock e que eu era uma tonta por gostar tanto do Nicolas? – eu disse com ironia.

— Claro que não. Nessa época eu usava disso para mascarar isso que sinto por você. Era... Não! É forte demais. Eu não queria que você percebesse. Você não podia... Não podia saber. Eu... – o interrompo.

— Dani, pára com essa enrolação e fala logo. Já está me deixando louca.

— Ah, Julie. – ele passou o dedo em meus lábios. – Você ainda não percebeu? Você não é burra, então não se faça de burra. Você não consegue entender o que eu digo?

— Eu só quero que você diga. Quero ouvir dos seus próprios lábios. – eu disse, cada vez mais irritada e ansiosa.

— Julie. Você foi a única garota que conseguiu me deixar assim. Eu acho que não faria o que estou fazendo com nenhuma outra. Você é o meu ponto fraco. Não consigo entender como você consegue me afetar. É algo inexplicável. Julie... Eu... Eu... – toquei seu queixo o incentivando a continuar. – Eu te amo, Julie. Te amo.

Ele se aproximou. E agora? Eu fechei meus olhos. Eu só podia esperar. Senti o toque dos seus lábios. No começo eram apenas alguns selinhos que massageavam meus lábios. Até ele abrir meus lábios com os seus pedindo passagem para língua. Começamos um beijo voraz logo de cara. Ele parecia insaciável. Ele colocou a mão em minha nuca e eu fiz o mesmo. Ficamos assim por alguns segundos, até o ar se fazer necessário e eu precisar respirar. Abri meus olhos e percebi um sorriso lindo no rosto dele. Ele nem esperou que eu respirasse e tomou meus lábios novamente para mais um beijo. Ele se mexeu e meio que ficou sobre mim. Eu estava com as costas na grama outra vez e ele se apoiava no cotovelo. Continuou me beijando. Até perdi a noção do tempo, nem sei por quantos segundos ficamos assim. Ele se soltou do beijo mais uma vez. Ficou me encarando, fazendo carinho em meus cabelos. Percebi seus olhos encarando meus lábios. Mas quando ele ia me beijar de novo, eu me levantei, ficando sentada.

— Daniel... Eu... Eu preciso ir. – ia levantar, mas Daniel segurou meu braço.

— Não Julie. Fica. Há tanto tempo que eu queria isso, e agora que eu consegui, não quero que você vá.

— É melhor eu ir. É como você disse. Eu estou confusa. Preciso pensar em tudo. Isso é tudo muito novo para mim ainda. Você me entende né?

— Entendo. E vou entender também se você ainda quiser tentar algo com o Nicolas. Sei que você ainda gosta muito dele. Só espero ainda ter lugar no seu coração. Eu ainda quero você pra mim. Eu vou te amar pra sempre independente do que acontecer. – uma lagrima caiu. A enxuguei imediatamente, antes que ele visse. Me levantei e fui pra casa, o deixando pra trás.

Finalmente o dia acabou e fui dormir. E amanheceu. Passei o domingo todo em casa, sendo obrigada a encontrar o Daniel a toda hora, que sorria sempre que me via. A noite, eu acabei indo dormir pensando nele.

POV Daniel

Tudo estava indo bem demais. Eu beijei a Julie outra vez. Foi ainda melhor do que o primeiro. Eu pude sentir que ela sente o mesmo que eu. Mas ela ainda ama o Nicolas. Ele ainda é a primeira opção dela e é, evidentemente, a melhor escolha para ela agora. Como um fantasma, eu não posso lhe dar nada. Até aquele mane é melhor escolha do que eu. Qualquer um seria. Mas eu ainda tenho esperança. Não vou decidir da Julie, agora, que eu já fui tão longe. Nós beijamos e agora eu sei que ela correspondeu ao beijo. Eu vou brigar pelo coração dela. Ela ainda vai ser minha. Eu vou amar mais do que a mim mesmo. Vou dar tempo ao tempo, como se diz. Eu vou esperar a minha chance de ter-la pra mim.

No domingo, sempre que eu a via, eu dava o meu melhor sorriso. Eu sei que ela adora. Espere e verá Julie. Eu vou te conquistar.

Notas finais
espero que tenham gostado, se gostaram e se não gostaram, deixem reviews...............ficariam mto contente, os reviews q me mandam me motivam mto..............bom, até o proximo capitulo.......