A Última Chance - J e of

22 Capítulo 22 - À volta de um psicopata – Parte 1


Notas iniciais
mais um capitulo. Dessa vez não demorei tanto... Está nos capítulos finais da fic, esse capitulo é o antepenúltimo capitulo... Espero que gostem e que não me matem, pq esse final fazia parte da fic desde o inicio dela. Vcs vão entender no próximo....antes q eu me esqueça, eu não gosto de RBD, na verdade eu ODEIO, mas eu gosto da música do capitulo, chama No pares.......Sem mais delongas, boa leitura.......

POV Julie

Eu estava em casa. Tinha acabado de chegar do trabalho. Sim, eu estava trabalhando de meio período numa loja de roupas. Cheguei e minha tia estava fazendo o almoço.

– Oi querida. Que bom que chegou. Eu estou fazendo aquela lasanha que você ama.

– Serio. – senti um cheirinho delicioso invadindo minhas narinas. – Obrigada. Eu amo mesmo. Nem lembro a última vez que comi essa lasanha. E está com uma cara ótima, tia.

– Espero que goste.

– Com certeza. – pausei. – Pedrinho! Vem almoçar. – eu gritei meu irmão.

– Já vou! – ele gritou de volta.

Minha tia riu. – Vocês dois são dois escandalosos.

– Tem que ser, tia Lúcia. – eu disse rindo também.

– E os namorados, Julie? – minha tia perguntou enquanto se servia. Quase engasguei com o próprio ar.

– Quê que tem? – eu perguntei, desconversando, enquanto arrumava comida no meu prato também.

– Seu pai tinha me dito que você estava namorando. É Nicolas o nome dele?

– Não é mais. – respondi engolindo a seco. Só quando ela disse o nome dele que parei pra pensar: fazia muito tempo que não o via.

– Não. Por quê? O que aconteceu para você terminarem?

Ela me perguntou e fiquei calada por segundos. Ela percebeu meu silêncio e arqueou uma sobrancelha em sinal de dúvida. Eu conheço minha tia e ela não iria descansar enquanto não soubesse o que aconteceu. Ela não aceitaria o meu silêncio como resposta. Ela é dos tipos de tias que gostam de saber tudo dos sobrinhos. Os primeiros passos, as primeiras palavras, os primeiros beijos, as primeiras paquerinhas. Ela é daquelas que ficam te zoando dizendo cantarolando “Ta namorando! Ta namorando!”. É... Eu não tinha contado para ela sobre o que aconteceu comigo. Desde o início. Eu não contei nem pro meu pai quando ele estava vivo, por que eu contaria para ela? Mas já que ela tocou nesse assunto, de forma indireta, seria obrigada a contar. Ela continuava me olhando, desde o início da minha linha de pensamento, com a mesma expressão confusa e apreensiva. Respirei fundo e ela ficou ainda mais confusa.

– É que aconteceu uma coisa que eu não te contei. Eu não cheguei a contar nem para o meu pai.

– O que aconteceu?

– Eu fiquei grávida dele e ele não quis aceitar. Só que eu perdi quando eu soube do falecimento do meu pai. Eu terminei com ele.

– Meu Deus! – ela levou a mão à boca. – Não acredito nisso. Por que não me contou?

– Achei que não tinha necessidade de ter contar.

– Bom... – ela ficou sem palavras. – Pelo menos essa história toda já passou. Ainda bem. Então você está solteira?

– Não. Eu já estou namorando de novo. – eu disse sorrindo e lhe mostrando o anel no meu dedo. – Há mais de um ano.

– Que lindo! – os olhos da minha tia brilharam ao olhar para minha mão. Dois segundos depois percebi ser lágrimas que ela segurou para não derramar. – E quando eu vou conhecer o rapaz sortudo? – ela perguntou olhando para mim desta vez.

– Logo... Eu espero... – eu disse ainda com um sorriso bobo no rosto.

– Pelo jeito, o novo namorado te faz muito bem. Melhor do que esse Nicolas. Ele foi um verdadeiro canalha. Como é mesmo o nome do seu namorado?

– Daniel. É... Ele me faz muito bem sim. E eu acho que nem gostava tanto assim do Nicolas. Já pensou se eu não tivesse perdido o bebê? Eu estaria andando pra lá e pra cá com um nenêmzinho chorando no meu colo. – eu disse rindo.

– Eu ia adorar ter um sobrinho. Uma pena você ter perdido. Eu iria adorar te ajudar a cuidar.

– É... Mas acho que ter um pedaço do Nicolas aqui comigo ia ser demais pra mim. Não tenho mais psicológico nem para ouvir o nome dele.

– E onde ele está agora? – minha tia perguntou entre uma garfada e outra.

– Nem sei. Nem quero saber. Ele já me deu problemas demais.

Pedrinho entra na cozinha.

– Demorou, pirralho. Achei que tivesse acontecido alguma coisa lá em cima. A comida já estava esfriando.

– Cala a boca. – ele se sentou. – Não sou pirralho.

– Olha a briga na mesa do almoço, gente. Hora do almoço não é de discussão. – minha tia disse interrompendo a futura discussão. Mostrei a língua para o Pedrinho por pura travessura.

– Haha... Depois o pirralho sou eu, né? – ele disse irônico. Lhe dei uma cotovelada e ele me deu outra.

– Parou! – minha tia disse com uma falsa raiva, na verdade, estava se divertindo com nossas brincadeiras.

Continuamos com o clima descontraído até o final do almoço. Pedrinho foi à casa do Patrick e a minha tia foi tirar um cochilo depois do almoço. Eu fui me sentar na calçada de frente da minha casa. De repente ouço uma voz irritante e que não pensei encontrar outra vez.

– Julie!

– Ah, Thalita. O que você quer?

– Te encher um pouquinho. E te dar um recado. É bom eu não ficar sabendo de uma aproximação sua do Nicolas. Ele está muito estranho, principalmente comigo. E isso é culpa sua.

– Você ta louca. Eu nunca mais vi o Nicolas. Nem vi e nem falei. Se ele está estranho com você isso é problema seu. Ah, não me enche. Até perdi a vontade de ficar aqui fora. – me levantei e dei as costas indo rumo à porta de casa.

– É só um recado, queridinha. – e foi embora.

Fui rumo à edícula. Encontro os meninos conversando.

– E aí. Vamos tocar?

– Mas, e a sua tia? – Martim perguntou.

– Ela está dormindo e ela tem sono pesado.

Tocamos várias músicas até que cansei. Subi pro meu quarto e o Daniel foi atrás.

– Você está bem? – ele perguntou.

– Estou. Só estou um pouco estressada.

– Vamos tocar então. – ele pegou meu violão, sentou na minha cama de frente pra mim e colocou o violão no colo dele.

– Ta. – eu disse e ele começou a tocar e eu a cantar.

“Nadie puede pisotear tu libertad

Grita fuerte por si te quieren callar

Nada puede detenerte si tu tienes fe

No te quedes con tu nombre

Escrito en la pared, en la pared”

(Ninguém pode pisotear sua liberdade

Grite forte se quiserem te calar

Nada pode te deter se você tem fé

Não fique com seu nome

Escrito na parede, na parede)


Si censuran tus ideas ten valor

No te rindas nunca, siempre alza la voz

Lucha fuerte y sin medidas

No dejes de creer

No te quedes con tu nombre

Escrito en la pared

En la pared.

(Se censuram suas ideias, têm valor

Não se renda nunca ,sempre levante a voz

Lute forte e sem medidas

Não deixe de acreditar

Não fique com seu nome

Escrito na parede

Na parede)


No pares, no pares no,

No pares nunca de soñar

No pares, no pares no,

No pares nunca de soñar

No tengas miedo a volar

Vive tu vida

(Não pare, não pare não,

Não pare nunca de sonhar

Não pare, não pare não,

Não pare nunca de sonhar

Não tenha medo de voar

Viva sua vida)


No construyas muros en tu corazón

Lo que hagas siempre hazlo por amor

Pon las alas contra el viento, no hay nada que perder

No te quedes con tu nombre

Escrito en la pared.

(Não construa muros em seu coração

O que você faz sempre, faça por amor

Com as asas contra o vento, não há nada a perder

Não fique com seu nome

Escrito na parede.)


No pares, no pares no,

No pares nunca de soñar

No pares, no pares no,

No pares nunca de soñar

No tengas miedo a volar

Vive tu vida

(Não pare, não pare não,

Não pare nunca de sonhar

Não pare, não pare não,

Não pare nunca de sonhar

Não tenha medo de voar

Viva sua vida)”

A música acabou e ouvi a campainha tocar enlouquecidamente. Fui correndo atender antes que a pessoa estragasse a campainha de tanto aperta o botão. Abrir a porta e meus olhos se arregalaram quando vi quem era.

– Nicolas!

– Oi Julie. Estava com saudades de mim? – ele sorriu maleficamente.


CONTINUA...

Notas finais
se gostaram e se não gostaram, deixem reviews.........até o próximo capitulo...........