A Última Chance - J e of

1 Capítulo 1 - Mudanças boas e ruins


Notas iniciais
o primeiro capitulo..........espero que gostei............boa leitura

POV Julie

Minha vida mudou muito nos últimos anos. Há dois anos eu encontrei um disco de vinil de uma banda dos anos 80. Coloquei para tocar e do nada aparecem três fantasmas. Os integrantes da banda. Em pouco tempo viramos amigos. E um tempo depois formamos uma banda. Os Insólitos. Nós tocamos juntos até hoje. Lá na loja de vinil do Klaus. E em outros lugares, quando nos chamam. Há dois anos também um garoto que eu gostava muito nem sabia meu nome. O Nicolas, o popular que era um nerd enrustido. Hoje nós somos namorados e eu estou muito feliz. Hoje tenho 17 e meu irmão Pedrinho, 13. Ainda moramos com o meu pai, apesar de ele viajar muito a trabalho e meu irmão e eu quase não convivemos com ele. É quase impossível passamos um momento em família. Nós últimos anos isso se tornou quase nulo. As únicas datas que passamos todos juntos era natal e ano novo. Nem aniversário mais. No último aniversário do Pedrinho ele não veio. No meu, que foi há dois dias, também não. Ele e eu tivemos que improvisar uma festinha para ambos, chamando alguns amigos e conhecidos. E os fantasmas também. Meu pai pelo menos fez o favor de mandar os nossos presentes pelo correio.

Eu estava em casa com minha amiga Bia, ouvindo música e mexendo no notebook. Estávamos no meu quarto até que o Daniel entra no meu quarto, como sempre, sem bater.

— Oi, meninas! – ele disse me olhando com um sorriso lindo. Acho que ele ainda não esqueceu o que aconteceu há dois anos. Tenho a impressão de que ele ainda é apaixonado por mim. Os olhos dele brilham quando me olha e meu coração bate de um jeito diferente por gostar tanto disso.

— Oi Dani. – eu disse. Espera... Dani? Nossa, há quanto tempo eu não o chamo assim? Eu nem percebi que eu disse o nome dele assim. Isso deve ter soado estranho porque olhei para Bia de soslaio e pude perceber um sorriso malicioso em seus lábios. E o Daniel abriu ainda mais o sorriso.

— Tudo bem? – eu perguntei, tentando quebrar o clima que ficou no ar.

— Melhor impossível. – ele respondeu. Espera de novo... O que foi isso? Ele me deu uma piscadinha logo depois de responder? Não é possível? A Bia deve ter percebido essa atitude dele e logo se manifestou.

— Eu acho que vou lá em baixo beber uma água e deixar vocês sozinhos... – ela levantou da cama. – Não quero ficar de vela. – essa ultima parte ela sussurrou só pra eu ouvir. Dei um olhar para Bia a repreendendo. Ela sabe que eu estou namorando.

— Não Bia. Não precisa. – Daniel disse a interrompendo. – Eu já vou sair. Não esquece de ir pro ensaio mais tarde, Juh. – e ele saiu.

— Nossa. “Juh”? Ele mudou muito né? Você viu o jeito que ele te olhava?

— Não começa Bia. Eu tenho namorado. E o Daniel não me olhou de nenhum jeito em especial. Só me olhou do mesmo jeito que ele me olha a 2 anos. Como um bom amigo que ele é. – eu disse, ficando sem graça.

— Sei. Amigo. Não pense que eu esqueci do que você me disse anos atrás sobre o que o Daniel aparentemente sente por você. Ele parece cada vez mais “apaixonado” por você, mesmo você estando namorando. – Bia disse, colocando aspas no apaixonado. Nem eu tinha certeza se ele realmente era apaixonado por mim. Mas pra mim era algo evidente. As suas atitudes falavam por si só. Nós quase nos beijamos naquele balanço do parque. No fundo eu adorava saber disso. Que eu sou amada. Ah, para Julie. Você namora. Caramba...

— Chega de fala disso, né Bia? – a cortei antes que ela continuasse insistindo nesse assunto e me deixasse mais confusa do que já estou.

Continuamos fofocando e ouvindo música até hora da Bia ir pra casa. Arrumei a bagunça mínima do meu quarto e fui pro ensaio. Na edícula encontro os meninos conversando entre si, mas eles se calaram assim que me viram entrar. Como se o que conversassem fosse um segredo e que eu não poderia ouvir.

— Oi Julie. – Martim e Félix me saudaram, animados.

— Oi. Vamos ensaiar. – disse pegando o microfone.

Começamos a tocar. Cantamos várias músicas. Nem vi o tempo passar. Eu fingia não perceber, mas eu notava os olhares nada discretos de Daniel em mim. No fim do ensaio, já muito cansada, me despeço dos fantasmas e entro em casa. Preparo o jantar e chamo Pedrinho para comer. Depois do jantar, subo pro meu quarto, toma banho, visto meu pijama e vou pra cama. Amanhã seria segunda. Seria um longo dia.

Acordei e olhei no meu relógio que fica no criado-mudo ao lado da cama. Eram 06:35. Ótimo, estou atrasada. Levando em consideração que eu tinha que chegar às 07:00 e da minha casa na escola levava uns 20 minutos, eu não teria muito tempo para me arrumar e teria que andar apressada para chegar em tempo. Levantei num pulo e corri até o quarto do Pedrinho pra constar o que eu já temia. Ele também estava no décimo sono. O chamei para que ele acordasse dizendo que estávamos atrasados. Ele levantou e eu fui pro meu quarto me arrumar depressa. Me vesti e fiz minha higiene matinal. Desci pra cozinha e Pedrinho veio logo atrás. Tomei um copo de leite e um biscoito. Olhei para o relógio da cozinha e marcava 06:45. Só tínhamos 15 minutos pra chegar na escola. Apressei Pedrinho, pegamos nossas mochilas e saímos de casa. Andávamos praticamente correndo. Felizmente chegamos em cima da hora, às 7 em ponto. Pedrinho foi pra sala dele e eu fui pra minha. A professora já estava na porta e me olhou de forma autoritária por estar atrasada. Fui direto pra meu lugar. Bia me cumprimentou.

— Oi. Quase que você fica de fora, hein? O que aconteceu?

— Nada. Só dormi demais. Eu fiquei ensaiando até tarde com a banda.

Paramos de conversar e começamos a prestar atenção na aula. Definitivamente, o 3º ano não era nada fácil. Mas minhas notas eram até boas.

Na hora do intervalo, fui falar com o meu namorado Nicolas. Ele foi pra me beijar e o parei. Droga de regras escolares que proíbem de beijar na escola. Depois de conversar muito com ele voltamos pra sala no fim do intervalo para assistir as aulas restantes. Passou tão depressa e logo me vi indo rumo a minha casa. Abro a porta da frente e encontro Daniel sentando no sofá da sala.

— Oi. Como foi seu dia?

— Foi normal. Nada de mais. E você?

— Também.

Fiquei ali parada com o Daniel me encarando com seus olhos lindos... Que? Que lindos o que, Julie? Ta louca... Para, se concentra... Mas ele estava ali me olhando quase sem nem piscar e eu já estava ficando envergonhada.

— Que foi? – perguntei tentando disfarçar meu nervosismo aparente.

— Nada ué. Por quê? – ele perguntou sorrindo.

— Porque você está me olhando assim?

— Assim como? Não posso mais te olhar. É proibido por acaso. – ele disse tentando ser sarcástico, porém saiu de um jeito meio grosseiro.

— Não... Não é. – pausei. – Eu vou pro meu quarto. Viu? Me avisa se tiver ensaio.

— Ta bom. – ele respondeu e sumiu.

Comecei a subir as escadas e logo entrei no meu quarto. Larguei minha mochila de qualquer jeito no chão e me joguei na minha cama, afundando meu rosto na fofa almofada com que durmo. Por que o jeito que o Daniel me olha me incomoda tanto? Não consigo esconder o que sinto quando isso acontece. E, parece que o Daniel percebe o quanto ele me afeta e faz de tudo pra forçar isso cada vez mais. Eu não tenho duvidas de que meu amor pelo Nicolas é verdadeiro. Eu o amo sim. Mas, o que eu sinto pelo Daniel? Pode ser só atração, mas pode ser algo mais forte. O coração às vezes gosta de nos pregar peças. Parece querer brincar com a gente. Por que o sentimento é algo tão avassalador, tão incontrolável, tão imprevisível? Não consigo entender. Isso é tão estranho.

Meus pensamentos são interrompidos com um barulho lá em baixo. Quando desço me deparou com meu pai.

— Pai? Você não ia voltar só no fim da semana?

— É, mas eu tive que voltar antes. Seu irmão está em casa? Preciso conversar serio com vocês dois.

Notas finais
esta ai.........se gostaram e se não gostaram....deixem reviews e me deixem feliz kkkkkkkkkk.....ta parey, digam se gostaram e o que gostaram, aceito sugestões...........bjinhos e até o proximo capitulo..........