A world alone
5 A missão
Notas iniciais
– Eu não ACREDITO que aquele anjo arrogante nos deixou aqui sozinhos a mercê da nossa sorte! Isso é muito errado vocês não acham? Ah é lembrei vocês não devem estar entendendo nada porque além de tudo nós somos de lugares diferentes! Que ótimo!
– Hannah como eu gostaria que você calasse a boca porque pelo visto eu consigo te entender e você já está me irritando sabia? — sou surpreendida pela voz de Tyler e principalmente por estar entendendo o que ele fala que fico sem palavras o que parece agradar ele.
Tyler tem cara de ter uns 17 anos e é muito gato. É alto e magro, mas parece ser forte por baixo da camisa larga de manga comprida. Tem os ângulos do rosto bem definidos e o cabelo escuro fica perfeitamente bagunçado na cabeça. Seus olhos são castanhos e parecem estar quase fechados.
– Acho melhor você parar de encarar... — levo um susto quando Elisa aparece atrás de mim.
– Não estava encarando!
– Claro que não... — ela diz e depois chama Tyler pra se juntar a nós e sinto o rosto esquentar, eu realmente estava encarando.
– Certo, então peloe menos nós conseguimos nos entender, o que facilita muito a missão, então já que somos só nós três aqui vamos estabelecer umas regras de convivência básica ok? Mas primeiro vamos nos conhecer certo? Eu começo, meu nome é Elisa e tenho 16 anos, meu sobrenome e de onde sou vocês já sabem. Hannah?
– Ok, meu nome é Hannah e tenho 14 anos o resto das informações vocês já sabem também. — Digo timidamente olhando para meus pés depois de tanta autoridade que Elisa demonstrou, parece que ela vai nos liderar.
– Meu nome é Tyler e tenho 17 anos, minha cor favorita é verde e eu estou odiando essa baboseira de tempo parado e desses anjos que não nós ajudam em nada, muito obrigado aliás por nós colocarem no meio do nada! — Ele exclama essa última frase olhando para cima e logo depois começa a chover.
– Muito bem Tyler — sussurro.
– Primeira regra: nada de ofender os anjos ok senhor pilha de nervos.
– Desculpe é só que isso é muito diferente e não sei como reagir a tudo isso — Tyler diz abaixando a cabeça e me surpreendo com sua reação porque desde o começo achei que ele seria daqueles adolescentes difíceis de lidar mas parece que não.
– Muito bem então, temos que começar. Todos ouviram a mensagem do anjo certo? Então temos que começar com livros, não sei onde estamos e nem que língua se fala aqui mas parece que é uma cidade grande, olhem os prédios...
Olhando bem esses prédios me parecem levemente familiares, a rua, mesmo que agora esteja com algumas pessoas paradas nela, me parece familiar...
– Eu sei onde estamos... Bem-vindos à Itália.
– Como você sabe? — pergunta Elisa
– Eu venho aqui todo ano com meu pai... A família dele é daqui então nós íamos visitá-los sempre, mas não sei falar italiano — acrescento rapidamente quando percebo um brilho de esperança nos olhos de Elisa. — Desculpe... Mas eu sei onde tem uma livraria aqui perto, talvez eu saiba chegar lá a pé...
– Não precisa ser a pé — Tyler responde com um sorriso malicioso e cinco minutos depois estamos dentro de um carro dirigindo a uma velocidade que certamente teria nos colocado na prisão.
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