Notas iniciais
E aí pessoal? Aí vai mais um capítulo de " A vontade de fogo". Quero agradecer pelos comentários e pelas pessoas que favoritaram minha história. Acreditem, vocês me motivaram a escrever esse novo capítulo.

– Sakura, as equipes que a vila poderia enviar para a busca da senhora Haruno já estão em missão. Você não foi escalada. Essa é minha decisão e preciso que você a respeite.

Os olhos do antigo sensei pareciam tristes, porém determinados. Até algumas horas atrás Sakura nunca imaginaria que seria realmente proibida de participar do resgate de sua própria mãe. Porque logo ele? Logo o seu antigo professor, que tantas vezes permitira os impulsos de heroísmo de Naruto e Sasuke, que já sabia como era perder as pessoas mais importantes para si. Como Kakashi poderia encontrar argumentos para mantê-la na vila em um caso desses?

Tentou intervir na decisão mais uma vez.

– Kakashi-sama...

– Não tenho mais nada a deliberar a esse respeito, Haruno. – O homem permaneceu impassível. – Por favor, retire-se da minha sala e retome o seu posto.

Sakura trincou os dentes.

A voz calma do sensei a irritava. Como alguém poderia ser insensível naquela ocasião? Apesar de já ter tido líderes bastante rígidos, a jovem de cabelos cor de rosa detestava ser contrariada. Se já não bastasse o afastamento de Sasuke da vila e as incessantes viagens de Naruto em seu treinamento para ser Hokage, ela não podia aturar outra pessoa que amava longe dela. Principalmente de forma tão brutal.

– Como você acredita que é possível continuar trabalhando em uma situação dessas? – Ela tentava controlar a própria explosão. Sua voz saía entre dentes, expressando claramente a raiva que ela tentava conter.

– É o que todos fazem.

Sakura bateu na mesa, seus olhos refletiam uma ira ardente. A madeira cedeu, partindo-se, equanto o Hokage esquivava-se de tal ataque. Aquele estrago todo não havia sido intencional, mas ela estava demasiadamente tomada pela sua raiva para sentir-se culpada por isso. A papelada espalhou-se no chão enquanto, em questão de segundos, ela se encontrava imobilizada por vários ninjas ANBU que trabalhavam diretamente para a proteção do Rokudaime.

Não tentou lutar contra eles. Eram seus superiores. Aquele simples momento de ira na sala de seu líder principal já poderia lhe render alguns meses em uma cela. Pensando dessa forma, limitou-se a levantar a voz novamente.

– Kakashi você não pode me impedir de resgatá-la.

Sentiu o ANBU que estava atrás de si segurar seu cabelo com mais força diante do desacato, porém a um simples sinal do Hokage, eles a soltaram, assumindo seus postos próximos a Kakashi. Diante de tudo aquilo, seu antigo mestre não seria capaz de permitir que ela passasse por tamanha humilhação.

Apesar do ato de tolerância, o Rokudaime limitou-se a dar as últimas ordens.

– A senhorita deve permanecer em sua casa até a chegada dos esquadrões de busca. – Kakashi olhou então para os quatro ninjas que estavam ao seu lado esquerdo. -Acompanhem a senhorita Haruno até sua residência e permaneçam escoltando o local até ultima ordem.

A Haruno abriu a boca com clara incredulidade no olhar.

– Sinto muito, Sakura. – Ele lançou a ela novamente aquele olhar piedoso. – Isso é realmente necessário.

A rosada e os ANBUs que a escoltavam saíram da sala do Hokage, enquanto isso a Haruno tentava controlar sua respiração, pois estava entre a vontade de chorar e a de quebrar a central de comando tijolo por tijolo. Não acreditava que iriam mantê-la confinada a sua casa.

Mas foi exatamente para lá que a guiaram.

Sakura obedeceu às ordens dos ANBUs que a escoltavam, limitando-se a ficar em silêncio sem chamar atenção para si. Em seus anos como shinobi, jamais havia sido suspensa por insubordinação. Até mesmo Naruto, cuja impulsividade ia além de qualquer ordem superior, nunca havia recebido tal pena. Não conseguia compreender os motivos para o Hokage querer discipliná-la de tal forma.

Quando passaram em frente à floricultura Yamanaka, Sakura reconheceu sua melhor amiga e rival, Yamanaka Ino, que estava noiva de Sai. O olhar da Haruno encontrou-se com os orbes azuis da loira, que entendeu imediatamente sua expressão de urgência. Precisavam se comunicar.

Sakura, apareço na sua casa assim que minha mãe chegar.

A voz da Yamanaka ecoava na cabeça da rosada. O talento da loira em comunicar-se telepaticamente, que havia atingido seu ápice na grande guerra, parecia se aprimorar cada vez mais.

Sakura assentiu de leve, em um movimento quase imperceptível.

As ruas de Konoha estavam calmas. A maior parte das pessoas estava almoçando em suas casas. Era meio dia, entretanto as nuvens proporcionavam pouca luminosidade. Alguns trovões soaram fortes, enquanto Sakura chegava a sua casa.

Era uma casa bem maior que o apartamento no qual morava antes da destruição da vila por Pain. Seus serviços como ninja, bem como os trabalhos de cirurgia e pesquisa no Hospital de Konoha haviam garantido recursos para que a Haruno melhorasse o conforto de sua família. Missões como Iryou nin para vilas adjacentes pagavam bem e depois de seu desempenho na guerra seus serviços foram exponencialmente valorizados.

Quando atravessaram o jardim, os ANBU deixaram Sakura sozinha, colocando-se em seus postos sem serem vistos. A rosada suspirou ao olhar para as flores bem cuidadas, pois era sua mãe a cuidadosa jardineira do local. Tentou conter o choro preso em sua garganta. Não tinha mais tempo para isso, precisava decidir o que fazer.

– Otou-san? – A voz da rosada ecoou pela casa, mas nenhuma resposta foi ouvida.

A tensão da Haruno aumentou. Correu para o quarto de seus pais, provavelmente seu pai estava abalado com o sequestro de Mebuki e não queria gritar. Subiu as escadas rapidamente para o andar de cima, mas quando a porta foi aberta não encontrou nenhum sinal de Kizashi.

Ele devia ter saído. Provavelmente teria ido pedir a Kakashi para enviá-lo para o resgate da esposa, assim como Sakura. Certamente o Hokage iria recusar a solicitação, pois Kizashi era nível gernin.

Já estava para sair do quarto quando viu algo que lhe chamou atenção. A porta esquerda do guarda-roupa estava semiaberta enquanto uma caixa vazia estava sobre a cama. Sakura reconhecia aquela caixa. Era o local onde seu pai guardava todos os seus armamentos.

Abriu o guarda-roupa e notou que as roupas que ele usava nas missões estavam ausentes, inclusive a que ele havia pedido para Mebuki costurar no dia anterior. Isso não poderia estar acontecendo, pois Kizashi estava de folga.

Sakura ouviu Ino chegar e subir as escadas gritando coisas como “Eu não acredito que levaram a tia Mebuki-san”.

Sua mente, porém, estava presa em seus pensamentos. Agora tudo fazia sentido. Kakashi querendo mantê-la presa por um comportamento facilmente tolerável. Os ninjas de alto nível como sua escolta.

Kizashi havia fugido para resgatar sua mãe.

– Sakura, eu sinto muito mesmo pelo que aconteceu. – Ino continuava a falar, mas calou-se com um movimento leve da Haruno.

Os olhos verdes da rosada pareciam arder em uma mistura de raiva, desespero e determinação.

– Ino. Eu vou partir hoje. — Falou por fim. – Ninguém vai machucar minha família.

Notas finais
Gostaria que vocês me enviassem a opinião de vocês sobre esse capítulo nos comentários. Tem algo que pode ser melhorado? Não tenham receio em criticar, estou aberta a sugestões. Obrigada por lerem a fanfic. Até o próximo cap.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.