Notas iniciais
Oiii, desculpa a demora para atualizar a fic, mas com a falta de comentários eu pensei que não havia ninguém lendo esta história, mas fico feliz em saber que tem alguém lendo, peço desculpas pelo tamanho do capítulo mas não consegui escrever menos que isso, era muito empolgação e nas revisões percebi que não tinha como dividir ele no meio porque ficaria sem sentido, enfim, espero que goste!

Sucy foi a primeira a acordar naquela manhã de sábado, após voltarem para Luna Nova e explicarem tudo o que aconteceu para as professoras e colegas, foram liberadas das aulas assim como o time verde, mas não dormiram, elas estavam preocupadas com Akko, sabiam que quando voltasse a amiga provavelmente iria falar com Úrsula e não tinham idéia do que aconteceria Foram a cidade aproveitar a maior parte do dia, elas não queriam ficar na escola sendo elogiadas ou virar o centro das atenções, não se sentiam bem com isso. As professoras compreendendo deram autorização.

Olhou para a cama de Lotte, a menina ainda dormia, então procurou por Akko, a cama estava feita.

—Ela deve ter dormido no quarto da professora, a conversa deve ter sido longa. – Esfregou os olhos alongou e saiu da cama. – A noite de quinta foi longa. – Sucy vestiu o uniforme e foi acordar Lotte na cama de cima do beliche.

—Bom dia Sucy. – Lotte desceu da cama, foi cumprimentar Akko mas a amiga não estava. – A conversa deve ter sido bastante longa.

—Eu sei. Imagino que ela tenha dormido o dia todo, porque ela estava cansada. Nós viramos a noite mas ela se esforçou mais que nós fazendo o shiny arc, usando energia dando vida à última palavra, derrotando o míssil, e provavelmente ficou a maior parte da manhã resolvendo as coisas com a professora Úrsula.

—É elas precisavam ter esta conversa mesmo. Eu nem desconfiava que a Úrsula e a Chariot fossem a mesma pessoa.

—Eu sim, quando ela falou sobre as palavras para a Akko e sobre Chariot para Diana eu juntei as peças, era muito óbvio na verdade, não sei como a Akko não percebeu, ela passa mais tempo com a Úrsula do que nós e a conhece bem.

—Sim, mas Akko me disse que a Professora Úrsula sempre evitou falar da própria vida com ela. Talvez agora as coisas mudem não é? – Lotte estava ansiosa para ter uma conversa com Akko, afinal queria saber o que acontecera quando voltaram e curiosa sobre a conversa que teve com a mentora.

—Espero que sim, não consigo imaginar a ídolo da Akko destruindo todos os sonhos dela. – Sucy falou tensa. A final ela se preocupava com a amiga.

— Se ela contar a história conforme Diana nos contou talvez né, a Akko não se decepcione.

—Eu acredito que ela precisa muito mais explicação do a que ela deu para Diana, ate porque elas são muito mais próximas e Úrsula mentiu para a Akko por um ano, não tem como ela apenas contar sobre o passado dela e ficar por isso mesmo, ela tem que explicar porque mentiu, porque usou a Akko para dar vida as palavras, e porque permitiu que ela corresse tantos perigos durante todo este ano.

—Eu não acho que ela tenha manipulado ou usado a Akko, acho que ela sempre confiou na Akko, e mais Akko sempre correu para problemas e a Úrsula sempre a tirou deles, ela nunca colocou a nossa amiga em problemas. – Lotte defendeu a professora, afinal ela admirava a mulher por sempre ter sido paciente e tirar do seu tempo livre para ensinar sua amiga.

—Bem, talvez você tenha razão. – Sucy suspirou cansada. – Por falar em Diana, ela e a Akko parecem mais íntimas do que nunca nos últimos dias, ou desde que Akko foi buscá-la. – Sucy comentou desconfiada.

—Pois é, a Akko nos contou o que aconteceu, acho que isso fez a Diana olhar para ela de uma maneira diferente.

—E ontem depois que elas saíram do café, parecia que estavam mais próximas do que nunca. Até usaram o shiny Rod juntas duas vezes.

—Ciúmes?

—Apenas curiosa, é melhor descermos para tomar café, e encontrar as meninas. – Sucy avisou indo em direção a porta. Ela estava preocupada com súbito interesse de Diana em seu rato de laboratório, não queria ver Akko sofrendo de novo, de certa forma, Sucy percebeu que Akko parecia mesmo gostar da loira.

Akko acordou, esfregou os olhos e sentiu seu corpo ser abraçado. Abriu os olhos e encontrou o rosto da mulher de cabelos longos e vermelhos ainda em seu peito os olhos arregalados e as bochechas com um vermelho dois tons a baixo do cabelo, Chariot estava tão fofa envergonhada que Akko sorriu e bagunçou seu cabelo. A mulher não moveu um centímetro, apenas afundou seu rosto escondendo no peito da garota.

— Que vergonha – sussurrou.

Akko soltou uma risadinha. –Você fica tão fofinha quando está envergonhada. Tentou se mexer, mas não deu. – Bom dia, literalmente, nós dormimos a tarde e a noite toda – Sorriu e acariciou seu rosto, tirando algumas mexas vermelhas que tapavam seus olhos.

—B-Bom dia, eu... Que vergonha...

—Calma você apenas manteve o abraço, não tem problema.

—Faz anos que não durmo com alguém numa cama então não percebi que dormi na mesma posição a noite toda, desculpa Akko nem um pouco profissional da minha parte. – Chariot falou tímida e as bochechas adquiriram um tom ainda mais forte de vermelho. No entanto, ainda assim não soltou a aluna.

—Está tudo bem Chariot, sério mas eu preciso ir ao banheiro. – Akko tentou se libertar do abraço, mas Chariot não a soltava inclusive aumentou a força no aperto. – Não é como se eu fosse fugir pela janela do seu banheiro, sabe?

—Que? Ah... Desculpa... – O vermelho do rosto ficou ainda mais forte, se fosse possível e ela tirou o braço de cima de Akko e deixou a menina sair da cama.

Akko correu ate o banheiro, fez suas necessidades, bochechou um pouco de pasta de dentes, lavou o rosto e voltou para a cama, se cobriu novamente, a final estava bastante frio aquela época na Inglaterra e encarou a mentora.

—Eu preciso comprar uma escova de dente para deixar aqui, eu passo tanto tempo aqui quanto no meu quarto. – Sorriu. No entanto Chariot estava séria e com os olhos tão baixos que parecia um cachorrinho triste.

— Desculpe-me, eu... – Ela estava envergonhada por ter dormido agarrada em sua aluna, isso era inapropriado certo? Poderia ser considerado abuso, não é? Além do mais estava bastante insegura, Akko havia perdoado-a rápido demais.

—Você ainda não acredita que nada mudou né? – Falou triste. – Já disse que não precisa se preocupar com isso. Agora nossa amizade vai ficar mais forte ainda, eu quero continuar te conhecendo. Não precisa ficar tão insegura.

—Não é isso, ok, também é isso, mas eu meio que estou envergonhada por ter dormido abraçada em você, afinal isso é errado.

—Não fala besteira, nós superamos isso faz tempo Chariot, você deixou de ser apenas minha professora no momento em que arriscou sua vida para salvar a minha, então pode dormir abraçada em mim o quanto quiser. Você não precisa ser tão insegura quanto a nossa relação, certo?

—Você deve estar me achando a bruxa mais fraca da história agora não é?

—Não, fraca acho pesado de mais, mas um pouquinho frágil e carente, eu entendo, você sempre foi muito sozinha. E estes anos eu imagino o quanto você ficou solitária. Mas não esqueça você não está mais sozinha, certo?

—Ok. Obrigada Akko. – Chariot levantou e foi ao banheiro. Depois de fazer sua higiene voltou para a cama. – Só de pensar que você achava que eu era popular por causa da minha magia né? Ninguém me respeitava ou aceitava, eu sofria preconceito o tempo todo. A única amiga que eu tive foi Croix – E novamente estava falando nela, porque ela ainda sentia o mesmo carinho, sabendo o que fizera contra ela e principalmente contra Akko? – mas com o shiny Rod a minha popularidade aumentou um pouco embora agora eu entenda que era falso, as pessoas não ligavam para mim e sim para o poder da minha varinha. Eu sei que você não gosta dela, mas antes de eu receber a shiny Rod, ela foi a única pessoa que me apoiou e esteve ao meu lado.Eu entendo o fato de você não gostar dela ainda mais depois que ela me enganou não é? Mas ainda assim, eu a amo.

— Não é que eu não goste dela, não me entenda mal eu gosto, e a admiro como professora, além de você, ela foi a única das professoras que foi tolerante comigo, e falava com carinho sobre você, sei que ela teve seus motivos, eu quero ouvir o lado dela da história mas ela me magoou ela não enganou apenas você, ela enganou a todos, ela me enganou também, eu sei que você a perdoou, e sei que você tem um carinho muito grande por ela, mas ate eu entender porque ela tentou te machucar , porque ela fez o que fez, porque ela machucou um monte de gente, eu não posso perdoá-la. Quando eu tiver uma conversa com ela, talvez eu consiga, mas neste momento, sinto muito...

—Você sabe ser bem super protetora não é?

—Quando tem uma pessoa que eu me importo ou ame em perigo ou com problemas eu não vou evitar proteger. Você está bem? Eu fiz os curativos, mas Lyonne teria resolvido na hora. – A encarou preocupada, acariciando o rosto da mais velha.

—O shiny Rod cumpriu a missão dele.

—Você está bem? – Insistiu na pergunta.

—Eu estou bem Akko, prometo. – Chariot estava confusa, a conversa fora intensa, mas agora Akko estava com um humor bem diferente, gentil, mas ela ainda assim havia perdoado-a muito rápido? – Você vai tomar café no refeitório hoje?

—Você quer que eu vá? – Perguntou um pouco magoada – Eu pensei em tomar café aqui com você, mas se quiser eu vou. – Akko sentiu a professora um pouco distante, era difícil compreendê-la, mas não quis falar nada.

— Tem certeza que quer ficar?

— Porque não iria querer?

—Não sei, parece que... – Chariot calou. Akko esperou, mas ela não continuou e a frase ficou no ar, apenas olhou para o teto completamente branco.

— Parece que o que? – Akko sentou na cama e encarou a mais velha, Chariot era tão frustrante.

— A verdade é que eu estou insegura Akko, você me perdoou rápido demais, eu depois de tudo não pensei que merecia ser perdoada. – Ela tomou coragem de desabafar.

— Eu entendo ok? Eu só não gosto de ficar julgando ou jogando o passado das pessoas na cara delas, eu já te expliquei porque eu te perdoei, você pode confiar em mim, estou convicta do que te disse de antes, não é uma noite de sono, que vai me fazer repensar. Eu não sou hipócrita, sabe? Eu não troco de opinião sobre uma pessoa como eu troco de roupa. Apenas aceite o fato que nada mudou e que se mudar vai ser sempre para melhor. Que droga, eu te perdoei e eu te amo o que mais falta para você acreditar em mim?

—Obrigada Akko, eu só tenho medo, me promete uma coisa? Sempre me chama pelo meu nome a partir de agora? – A mulher pediu com lágrimas escorrendo.

—Não te preocupe eu vou sempre te chamar pelo teu nome.

— Eu só tenho medo, entende? Eu tenho muito medo de ficar sozinha de novo. E eu passei tanto tempo sem falar dos meus sentimentos ou sobre mim com ninguém que ainda é um pouco difícil para mim simplesmente me abrir.

— Sou distraída e desastrada, crio problemas o tempo todo, você sabe disso, mas eu jamais vou deixar de chamar pelo seu nome. Não é apenas um nome, Chariot tem um significado tão grande para mim, que você não tem idéia. – Acariciou o rosto da bruxa – Chariot me deu a maior felicidade que alguém poderia ter, me deu um sonho que eu segurei tão forte e trilhei-o como um objetivo de vida. Chariot deixou de ser apenas minha ídolo e se tornou algo muito maior que isso, então eu peço não tenha medo, eu estou bem aqui, e quero ficar aqui com Chariot e mais ninguém. – Chariot respirou aliviada, ela não tinha perdido a sua Akko a final. – Eu só quero ver a cara dos meus amigos no Japão quando eu disser que a minha mentora na escola é Shiny Chariot! – Akko brincou.

Chariot não segurou a risada Akko sabia quebrar o gelo ou mudar o ânimo de qualquer um.

—Você não tem que ter medo de ser honesta comigo, ou falar dos seus sentimentos Chariot, você pode confiar em mim, eu sempre vou estar aqui por você e sempre vou apoiá-la.

—Promete? – Abraçou a mais jovem, perguntou com a voz pequena e embargada.

—Sim, eu prometo, você pode contar comigo, eu prometo também que você não vai mais ficar sozinha.

—Que bom que é sábado né? Pelo menos eu tenho folga. Geralmente me dão os maiores turnos e eu quase nunca tenho tempo para mim.

—Você tem que aprender a dizer não Chariot, se continuar assim elas vão abusar ainda mais de você. Sério eu por mim moraria nessa cama, é maravilhosa.

—Que bom que gostou. Eu também gosto dela, todos os pensamentos somem e raramente eu tenho pesadelos quando durmo.

—Isso é bom.

—Me pergunto se já sabem sobre mim...

Lotte e Sucy se reuniram com Amanda e seu grupo no refeitório para tomarem o café da manhã.

—E a Akko? – Amanda perguntou não vendo a garota entre elas e já era mais de 10 horas o horário do café da manhã aos finais de semana era mais tarde.

—Ontem quando voltaram Akko foi ter uma conversa definitiva com a professora Úrsula, mas não voltou para o dormitório – Lotte sussurrou não querendo que os outros alunos escutassem. – Ela me enviou uma mensagem pelo familiar da professora.

—Bem acho que ela acabou dormindo lá. – Sucy opinou

—Espero de verdade que elas não tenham se desentendido novamente. – Amanda cruzou as mãos atrás da cabeça e relaxou.

—Definitivamente não, elas se gostam de mais para brigarem de novo – Lotte falou mais alto que de costume.

—Essa me surpreendeu a professora Úrsula ser a... – Amanda começou mas foi interrompida bruscamente.

—Akko não está? – Diana interrompeu na hora certa, surgindo de lugar algum surpreendendo a todas. – Você tem que ser mais discreta, se alguém escutar ela não vai se livrar disso – Sussurrou ríspida puxando a cadeira que seria de Akko e sentou sem ser convidada – Vocês sabem o que falam dela nesta escola – Disse entre dentes.

—Olha quem fala você é a primeira a falar mal dela nesta escola, e agora fica posando de amiguinha da Akko, por falar nisso qual é desse súbito interesse por ela? Eu juro Diana, eu arrebento essa sua carinha perfeita se você aprontar alguma coisa – Ninguém tentou pará-la todas as meninas vinham pensando a mesma coisa, apenas Amanda teve coragem de fazer as perguntas em voz alta. – Você nem gostava dela e de uns tempos para cá vem agindo como uma stalker, toda preocupada e super protetora. Qual é a sua? – Amanda perguntou irritada.

—Não é da sua conta. – Diana sentiu as unhas machucarem as palmas de ambas as mãos de tanto que apertava. – Se querem mesmo saber, só estou preocupada com o rumo da conversa delas.

—Ah, eu não me preocuparia. –Yasminka titubeou tentando trazer de volta a paz à mesa. – Depois da conversa que elas tiveram na floresta duvido que não tenham se entendido. – Mordeu a rosquinha sem preocupação alguma.

—Eu não chamaria aquilo de conversa – Sucy deu uma golada em seu suco de cogumelo. – Akko falou e ela escutou... – Murmurou pensativa.

—Ih lá vem o urubu velho. – Amanda apontou para Finnelan que se aproximava.

—Bom dia senhoritas, vocês podem me informar onde está a senhorita Kagari?

—Não sei dizer professora. – Diana logo respondeu, surpreendendo a todas principalmente Amanda.

—Provavelmente dormindo, a Akko provavelmente estava bastante cansada depois de derrotar o míssil. – Amanda titubeou.

—Impossível, ela não está no quarto, já verifiquei.

“Ninguém disse que ela dormiu no quarto dela, Urubu velho” pensou Amanda e procurou no chão em baixo da mesa, apalpou seus bolsos do uniforme. – É, definitivamente ela não está aqui. – Ninguém pode evitar uma gargalhada, ate Diana não pode controlar rindo discretamente com a mão por cima da boca.

—Senhorita O’Neil não venha com suas brincadeiras agora, se encontrarem a senhorita Kagari, peçam que ela vá direto para a minha sala, preciso conversar com ela a respeito da professora Úrsula.

—Algum problema com a professora Úrsula? – Diana se fez de idiota, no entanto estava preocupada que os problemas se agravassem. – Eu a vi quinta feira à tarde e ela me parecia bem.

As outras meninas ficaram surpresas que Diana tenha encoberto não só o fato de Akko ter dormido no quarto da sua mentora, mas também estar se fazendo de tola sobre o que realmente acontecera na floresta proibida.

—Bem isso não é importante, eu vou para a minha sala, por favor, façam a gentileza de avisarem.

—Espera um momento. – Lotte falou alto fazendo a mulher voltar-se – Se algo aconteceu com a professora Úrsula nós precisamos saber, a final ela é mentora da Akko e sei que ela ficaria furiosa de não saber o que está acontecendo. Se uma de nós a encontrar tem que explicar porque a senhora quer falar a respeito da professora dela.

—Não aconteceu nada com a professora Úrsula. – Mentiu de certa forma, afinal com Úrsula não havia acontecido nada mesmo. As meninas sabiam disso, ela sabia por que a olhavam desconfiadas e ela sabia que estavam mentindo, isso não a admirava mas ficou confusa sobre o motivo de Diana além de estar sentada com elas, ter ajudado a encobrir. Ela chegaria a fundo nisso. – Mas o que eu quero falar com a colega de vocês não é da sua conta.

A mulher saiu e as meninas estremeceram.

—Você me surpreendeu Lotte. – Sucy sorriu abocanhando uma tortinha de cogumelos.

—Mas ela sabe que nós mentimos. – Diana avisou.

—Como assim?

—Depois de derrotarmos o míssil, Hanna, Barbara e Avery nos viram, e contaram a ela, elas viram a Chariot se transformando em Úrsula – Sussurrou com urgência na voz. – Alguém precisa segui-la para garantir que ela vá mesmo ate sua sala enquanto eu vou avisar aquelas duas sobre o que está acontecendo. – Diana avisou. – Ela está no quarto da Chariot, né? – Diana sussurrou, quase sem emitir som.

—Porque você não nos disse antes? – Amanda perguntou em choque.

—Não deu muito tempo, certo? – Perguntou. – Ela está no quarto da Chariot, certo? – Insistiu novamente em um sussurro quase inaudível.

—Sim, ela está pelo menos é o que esperamos. – Lotte confirmou agora confiando um pouco na loira.

—Certo, é melhor corrermos, eu cuido do urubu. – Amanda avisou e levantou seguindo com Diana ate a saída do refeitório depois de se despedirem das amigas. – Você realmente se importa com a Akko?

—Sim – Diana confirmou. – As coisas mudaram desde que ela me trouxe de volta para a escola. Ela é uma garota que sempre nos surpreende, não consigo compreendê-la na maior parte do tempo, mas quando ela quer ajudar alguém ou quando ela quer alcançar um objetivo, ela se esforça ao máximo. Ela é misteriosa e eu não consigo me acostumar com ela.

—Você gosta dela. – Amanda zombou da loira.

—Não foi o que eu disse agora?

—Não quis dizer nesse sentido, o que eu quis dizer foi no outro sentido da palavra gostar.

—Mas é claro que não... – Falou exacerbada, corando violentamente.

—Não é só você – Disse Amanda ignorando a resposta. – Eu também tive uma queda por ela, mas depois de um tempo, percebi que o que sinto mesmo é amizade eu quero mesmo é protegê-la.

—Entendo, de qualquer forma, a professora está mais a frente eu sigo por lá – Diana apontou para a direita do corredor e foi em direção ao quarto da mentora de Akko. – “Espero que ela ainda esteja lá” – Diana suspirou.

Amanda seguiu a professora, depois que garantiu que ela não sairia da sala se escondeu na sala de aula à frente e ficou esperando, queria ver como Akko sairia dessa.

Quando chegou à torre Diana caminhou mais um pouco ate chegar a uma porta de madeira lisa e clara com um vidro em forma de losango que servia como olho mágico, bateu na porta e tentou a fechadura. Estava trancada. — Akko, Úrsula, é a Diana. – Falou mais alto com esperança que alguém a escutasse abrisse a porta.

—Diana aqui? – Chariot estremeceu. – Metamorphis Facies. – A mulher se transformou em um coelho e pulou nos braços de Akko sem nem pensar duas vezes.

—Sério? Você vai se transformar em um coelho pra evitar conflito? – O coelho assentiu e Akko bufou – Que seja. – Saiu da cama ainda com o coelho no colo e caminhou para fora do quarto. – Já vai. – Akko avisou em voz alta.

A porta abriu Diana não pode evitar sorrir, Akko estava fofa com aquele pijama de borboletas segurando um coelho ruivo no colo. “Coelho?” – Se perguntou – De onde veio esse coelho?

—Adivinha! – Akko revirou os olhos.

—Eu não vim te dar outra bronca. – Diana bufou frustrada entrou sem ser convidada e fechou a porta trancando atrás de si. – Surgiu um problema.

Diana lançou um feitiço de privacidade na sala.

—O que aconteceu? – Akko perguntou preocupada.

—Será que você pelo menos poderia voltar a sua forma original, nós precisamos conversar. – O coelho negou veemente e se afundou ainda mais contra Akko.

—Chariot, por favor. – Akko sussurrou e acariciou a cabecinha ruiva do coelho – Está tudo bem, eu prometo, ela não vai brigar com você. Certo Diana? – Perguntou séria e a outra rolou os olhos e concordou, com essa resposta riu e colocou a professora no sofá e esta mesmo que hesitante se transformou confiando na aluna.

—Agora sim, eu não ia falar com um coelho. De qualquer forma, Akko a professora Finnelan está atrás de você, ela quer falar algo sobre a professora “Úrsula” – Suspirou. – Nós nos fizemos de tapadas dizendo que não sabíamos onde você estava e Senhorita O’Neill está seguindo a Finnelan para garantir que ela não venha ate aqui.

—Então significa que alguém da escola comunicou a ela. – Akko bufou. – Você sabe quem foi? – Perguntou para a garota loira sentada em uma cadeira a sua frente.

—Provavelmente Hanna, Barbara e Avery que nos viram chegar e ouviram tudo o que falávamos inclusive assistiram a sua transformação em Úrsula. Elas me contaram no quarto, eu apenas disse que estava cansada por que tinha acabado de ajudar a destruir um míssil e precisava dormir então as deixei sem resposta, passei o dia evitando elas ontem e hoje as deixei dormirem para ir ao refeitório antes e não ficarem fazendo perguntas.

—Bem, eu vou me fazer de idiota também, se ela perguntar vou dizer que não sei de nada, que a última vez que a vi foi quando conversávamos e o Andrew me chamou para encontrá-lo na cidade, ninguém pode provar que eu estive com a professora Úrsula depois disso, e posso dizer que nos encontramos por acaso quando Diana e eu voltávamos para a escola depois de derrotarmos o míssil.

—Isso pode nos dar tempo, e você, o que vai fazer? – Diana perguntou a Chariot.

—Acho que está na hora de ter uma conversa com a diretora, não da mais para adiar

—Eu vou com você. – Akko avisou – Depois de falar com a Finnelan eu encontro você aqui e vamos ate a diretoria.

—Não, isso eu tenho que resolver sozinha.

—Chariot, você não tem escolha, estamos juntas nessa, apenas me espere aqui. – Akko seguiu em direção a escada de ferro. – Eu já volto. – E subiu ate o quarto.

—Vocês estão bem? – Diana perguntou gentil.

—Sim, tivemos uma conversa bastante intensa ontem quando chegamos e tudo ficou resolvido.

—Ainda bem! – Diana sorriu aliviada.

—Eu entendo, estava preocupada que eu destruísse os sonhos dela de vez né? Mas eu não faria isso, eu realmente gosto dela. Considero Akko como minha irmã mais nova, e jamais faria qualquer coisa para machucá-la. A partir de agora não escondo mais nada dela.

— Não foi o que eu pensei, não precisa pensar mal de mim, professora, sei o quanto você a ama, isso não é novidade nem para as amigas dela, eu vou com ela resolver com a Finnelan, você nos espere aqui e faça o que a Akko pediu. Não quero que ela fique deprimida por você estar se metendo em problemas de novo.

— Diana, você prometeu que não daria uma bronca nela. – Akko voltou emburrada completamente vestida com o uniforme.

—Não dei, oras, vamos! – Avisou Diana. – Eu vou ajudar você com isso a final eu também estava lá.

—Hei, será que eu não deveria ir junto? – Chariot perguntou tentando ser útil.

—NÃO – As duas falaram ao mesmo tempo.

—Eu poderia me transformar em rato e ficar no bolso da Akko.

—Akko não tem um rato e nem nenhum familiar, você está mais segura aqui.

—Diana tem razão, apenas espere, nós ficaremos bem, eu prometo. – Akko beijou a testa da ruiva e seguiu Diana ate a porta.

Diana tirou o feitiço de privacidade do quarto e as duas saíram de lá.

—Sério ela se transformou em coelho para não falar comigo? – Diana rolou os olhos.

—Ela é mais frágil que a gente imagina, está com medo e não confia em ninguém, não posso culpá-la né? – Akko explicou quando descia a escada ao lado da amiga. – Mas vai melhorar com o tempo, ela só precisa recuperar a confiança em si mesma e se perdoar

—É isso vai ser difícil. Muito da falta de confiança dela é minha culpa, dos alunos e professores que também deram aulas para ela, eu a menosprezei como bruxa, chamei de coisas que sentia vontade de me bater toda vez que falava tudo para ganhar confiança dos outros.

—Você já me explicou tudo isso, eu compreendi e principalmente te perdoei pelo que você falava dela. Agora nós temos um problema ainda maior, a viram se transformando, o que você falou ou deixou de falar não é nada comparado. Nós temos que mostrar que a apoiamos, a perdoamos e que ela não fez nada de errado.

—Eu sei, ela confiou naquela cobra, esse foi o maior erro dela.

— É, mas acho que o feitiço não funcionou, pelo menos não como a Croix acreditava.

—O que quer dizer?

—Pense bem, eu tenho uma teoria. – Akko falou enquanto descia o último degrau da escadaria e virava para encarar completamente a colega. – E se na verdade nossos poderes nunca foram absorvidos ou roubados? – Diana franziu a testa tentando entender. – Talvez ela tenha absorvido um pouco, porque pela história que contou ela ficou muito mais forte, mas o que eu penso é que se ela realmente tivesse roubado nossos poderes. – Akko virou de forma graciosa para frente com se tivesse dançando – nós não teríamos conseguido fazer magia nem que passássemos a vida tentando, não é?

—Não é que faz sentido? – Diana sorriu em entendimento – Então eles apenas estavam...

—ADORMECIDOS – As duas falaram ao mesmo tempo e riram pela sincronia perfeita.

—Eu disse para ela, sabe? Ninguém pode roubar algo que faz parte de nós. – Akko sorriu. – posso te pedir um favor?

—Claro qualquer coisa.

—Eu não sou boa em feitiços de cura, você poderia curar meus ferimentos? Se for pedir demais não precisa... – Diana não deixou ela terminar de falar tirando a varinha do cinto e lançando um feitiço de cura na menor. – Obrigada. – Moveu os braços – bem melhor.

—Eu vi que você fez curativos nela também.

—É, Lyonne teria resolvido na hora, mas como o Rod se foi fiz a única coisa que pensei na hora.

—Depois eu resolvo os ferimentos dela. – Sorriu. – Percebi que você está chamando-a pelo nome.

—Foi uma conversa longa, imagino que bem mais longa que a que ela teve com você, eu consegui compreende-la então agora eu quero que ela volte a ser ela mesma porque eu realmente a perdoei e a aceito sei que vai ser difícil ela voltar a ser Chariot para todos na escola, mas pelo menos na minha frente ela pode voltar a ser.

—Faz sentido. Que bom, fico feliz de verdade que vocês tenham se entendido.

—Depois de gritos e choros. – Akko riu – nós finalmente resolvemos nosso problema de falta de comunicação.

—Isso é ótimo. – Diana ficou pensativa. – O que aconteceu na floresta...

—Foi exatamente o que passou pelas nossas cabeças... – Akko suspirou. – Eu já briguei com ela por isso, então... mas te explico depois.

—Certo, melhor, se não nós duas vamos ficar tristes e não vamos conseguir nos concentrar na Finnelan

—Pois é.

A porta da sala de aula estava bem a sua frente Diana bateu firme, porém discreta. – Com licença, aqui é a Diana com Akko.

— Podem entrar. – A professora que Akko menos gostava olhou para ela com certo desgosto, como sempre. – Obrigada senhorita Cavendish, agora, por favor, nos deixe a sós.

—Desculpa professora, mas também quero participar da conversa.

— Tudo bem, senhorita Kagari, onde esteve esta manhã, que a procurei e não a encontrei, nem suas amigas sabiam do seu paradeiro.

—Ah, depois de voltarmos eu dormi o dia todo e quando acordei durante a noite fui dar uma caminhada em volta da escola quando percebi estava na fonte polaris ao norte da escola, então voltei e fui sentar na passarela da torre de astronomia, precisava pensar um pouco, muita coisa aconteceu na noite de quinta, e também não queria encontrar muitas pessoas, sabia que as pessoas fariam perguntas e eu queria ficar sozinha, quando estava voltando, encontrei com Diana. – “Akko aprendeu a mentir sem suar” Diana pensou orgulhosa e sorriu internamente. ”Mas como ela sabe sobre Polaris” – Diana se perguntou. – Ela me disse que a senhora queria me ver, algo sobre a Úrsula Sensei, fiquei preocupada e pedi que ela me acompanhasse ate aqui.

—Como a senhorita sabe sobre a fonte Polaris?

—Um dia eu me perdi na escola e acabei encontrando sem querer. Úrsula Sensei sabendo que eu havia ido parar lá, me encontrou e me contou tudo sobre ela. – Diana não entendeu como, mas soube que era uma mentira, depois perguntaria.

—Compreendo.

—A noite estava linda.

—Sim, sim, eu tenho mais algumas perguntas para a senhorita.

—Sim?

—Sobre a professora Úrsula, eu sei que vocês passam tempo juntas.

—Claro, ela é minha mentora, então ela tem me ajudado a melhorar em magia prática e me ajuda a estudar. – Agora ela sabia que deveria atuar, ela fizera teatro na escola durante o colegial, isso poderia ajudar a soar convincente. – Aconteceu alguma coisa? Eu a vi quinta feira à tarde e quando voltei com a Diana depois de acabarmos com o míssil e não a encontrei mais. – Akko começou a esfregara as mãos parecendo preocupada, a preocupação era genuína, mas não pelos motivos que Finnelan pensava.

— Eu estava com a Akko ela está falando a verdade, posso confirmar, a professora parecia bem, e fui com Akko ate os dormitórios e não encontramos mais a professora, eu sei que a senhora me disse que ela está bem, mas nós duas temos um carinho muito grande pela professora e gostaríamos de saber que ela está doente ou machucada. – Diana ajudou a encobrir Akko que sorriu grata para ela.

—Posso lhe garantir que a professora de vocês não está doente como lhe falei no refeitório senhorita Cavendish.

—Ainda bem, mas precisava confirmar, a final eu gosto muito da Sensei. – Suspirou aliviada.

—Você está ciente de uma antiga artista chamada Shiny Chariot?

—Claro, ela é minha ídolo eu consegui meu sonho graças a ela, quando eu assisti ao show dela, foi mágico, incrível, se não fosse por ela, eu nunca teria chegado a Luna Nova. – O olhar sonhador de Akko atingiu Diana, era como ver a si mesma no espelho. – Mas o que Shiny Chariot tem em relação com a Úrsula Sensei? – Fez uma cara de confusão.

Finnelan ignorou toda a fala de Akko, adulando aquela farsa que era Chariot Du Nord. Ela odiava admitir ate para si mesma que aquela mulher tinha um poder que em muito superava o dela. Orgulho certamente.

—Você provavelmente deve saber que a sua professora Úrsula na verdade é essa antiga ilusionista.

Diana quase caiu para trás com o que veio a seguir. Ate Amanda que estava na outra sala correu alarmada para segurar a amiga.

—NÃO PODE SER!– Akko levantou furiosa, espalmou as duas mãos na mesa. – Você só pode estar mentindo! – As lágrimas que escorreram pareciam reais, na verdade ela batera o dedinho na ponta do pé da mesa e estava morrendo de dor, as lágrimas ajudaram na encenação. – Se fosse verdade a Úrsula sensei teria me contado, certo? Ela não poderia fazer isso comigo sabendo do quanto eu quero ser igual à Chariot, do quanto eu a admiro e quero ao menos conhecê-la e agradecer. Isso não pode ser verdade. Eu confio nela, e ela não mentiu para mim. Apenas nos seus piores pesadelos e nos meus sonhos mais loucos que a MINHA Sensei e Chariot são a mesma pessoa – Akko frisou o pronome de posse – vá enganar outra idiota, eu não caio nessa – Akko empurrou a cadeira ate a mesma cair no chão e saiu correndo escancarando a porta e se atirou contra a parede ao lado da porta onde encontrou Amanda mordendo a própria mão para não rir. – Essa foi boa. – Amanda sussurrou enquanto Akko se segurava para não rir.

A professora olhou para Diana assustada. – O que foi aquilo?

—A senhora pegou em um ponto sensível da Akko, com licença. – Levantou a cadeira, caminhou elegante pela sala e foi para o corredor, saiu da sala fechou a porta e sentou ao lado de Akko e Amanda no chão. Tentando com muita dificuldade segurar o riso. – O que foi isso? – Sussurrou

—Aulas de teatro no ginasial– Sussurrou em resposta.
As três saíram correndo, e foram ate o quarto de Chariot que as esperava no sofá lendo um livro qualquer de cabeça para baixo, quando as alunas escancararam a porta, não puderam mais segurar, a gargalhada foi tão alta que assustou a ruiva e o corvo. Chariot saltou para trás do sofá, se transformou em um coelho novamente e saltou para o colo de Akko tremendo assustada. – Diana rolou os olhos para a cena, no entanto não disse nada.

—Você quase me convenceu. – Diana chorava de tanto rir, fazia tempo que a loira não ria tanto. – Se eu não estivesse com você, eu teria realmente acreditado.

—Você foi incrível Akko, eu levei um susto quando você gritou e bateu na mesa, pensei ate que era de verdade, eu fui lá para te ajudar, mas quando vi que era atuação eu me escondi para segurar o riso.

—Quase esqueço. – Diana fechou e trancou a porta ainda gargalhando. – Eu não vi você saindo daquela sala. – A loira não conseguia parar de rir. Sentou no sofá e respirou fundo para se acalmar.

— De onde veio o coelho? – Amanda perguntou.

—Chariot, não é como se um ladrão tivesse invadido a sala apenas se transforme. – Chariot negou e se fez mais confortável nos braços da menina.

—Mereço, fala sério. – Amanda negou com a cabeça.

—Ela se assusta fácil gente, pega leve. – Akko comentou e foi ate o pássaro que estava no poleiro, sem soltar o coelho – Alcor desculpa, eu te assustei né? – Acariciou a cabeça do pássaro e sorriu para ele.

—Alcor?? – Diana perguntou entusiasmada. – Este é o Alcor? – Saltitou ate o poleiro. – Eu sempre quis conhecer ele, não pensei que ainda estivesse por aqui. – Chariot saltou dos braços de Akko e se transformou de volta ao ouvir o que Diana havia falado.

—Diana, desde quando você sabe sobre o Alcor? – Chariot perguntou confusa e a loira ficou roxa de vergonha.

— Foi pega! – Akko zombou. – Agora você pode finalmente contar a verdade né? – Akko sorriu feliz para ela.

— Droga, eu não consegui segurar. – Respirou fundo. – Ok eu admito, eu fui ao seu show no Japão, no mesmo em que a Akko esteve, e foi um sonho realizado, foi na verdade como estar em um sonho! Eu lembro como se fosse ontem, a emoção que eu senti naquela noite. Eu acho que nunca senti nada igual antes, nem depois, ok o que a Akko fez em Samhain, me fez sentir algo parecido.

—O que? Você? – Amanda não conseguia acreditar. – Agora está explicado o seu súbito comportamento na hora do café querendo evitar que eu falasse quem era ela. Fala sério uma bomba atrás da outra. De todas, eu acho que essa é a melhor né?

Akko sentiu que Amanda não ia deixar barato, ela simplesmente era impulsiva, ainda olhou para ela em sinal de aviso mas a colega não prestava atenção. Amanda estava ainda em choque com tudo o que havia acontecido na noite de quinta feira.

— Eu preciso de férias para assimilar tudo isso ainda. Ainda bem que mês que vem tem o feriado de Yule. – A garota de cabelos curtos entrelaçou os dedos das mãos atrás da cabeça e começou a andar pela sala.

—Amanda, foi apenas uma noite longa... – Akko ainda tentou.

—Que parece não acabar nunca né? Por onde eu começo? Ah sim! Primeiro Diana chega com a bomba que a Akko não havia voltado porque descobriu que o fato de não poder voar e nem ter a capacidade de...

Chariot quase saiu correndo para longe, mas Akko a segurou no lugar.

—Amanda, chega! – Akko chamou a sua atenção em um tom frio e sério – Nós quatro aqui sabemos o que aconteceu na noite de quinta, eu perdoei ela. Chariot não precisa ser lembrada de algo que a persegue por dez anos – Akko caminhou decidida ate a amiga. – Eu sei que você está em choque, sei que foi uma noite longa e sei que é preciso mais tempo para lidar com isso, mas, por favor, ok? Ela já se culpa tanto pelo que aconteceu, não coloque mais culpa no coração dela, certo? Já conversamos, estamos bem, eu sei que você está preocupada comigo – Akko segurou as mãos da amiga. – Mas eu estou bem, nada mudou, ela continua sendo minha mentora e professora e minha ídolo. Eu te agradeço por se preocupar. Mas vamos deixar a o que aconteceu no passado onde pertence e virar a página, tudo bem?

—Desculpa Akko, eu peguei pesado mas depois de te ver daquele jeito, quando a gente chegou na cafeteria. Eu estava furiosa.

—Eu sei, eu sei, mas agora está tudo bem, eu prometo. – Amanda abraçou Akko e foram sentar no sofá enquanto Chariot foi preparar café da manhã para elas. Afinal não comeram nada ainda.

—Akko?

—Sim?

—Como você sabe sobre Polaris? Eu não comprei a história que você contou para a professora Finnelan.

—Ah, isso? Eu não podia contar a verdade nem sob tortura, mas para vocês eu posso. Eu tenho as cartas da Chariot, você sabe, e em uma delas fala sobre Polaris. Imagina se a Finnelan soubesse...

—A Chariot estaria na rua nesse segundo. – Diana compreendeu. – Eu deveria ter percebido, afinal eu também tenho esta carta, mas nunca fui porque é proibido, não imaginei que você tinha ido lá.

— Eu contei segredos de Luna nova,lugares mágicos e outras coisas nas cartas, algo que jamais deveria ter feito, mas como eram lugares que havia visitado quando estudei aqui, e queria fazer com que mais pessoas amassem magia e quisessem estudar ou conhecer lugares mágicos, eu fiz as cartas, inclusive Arcas que você conheceu, era meu animal de estimação quando criança na França se você tivesse falado provavelmente isso traria ainda mais problemas.

—Espera um segundo, você só pode estar brincando né? – Akko gritou completamente atordoada. – Aquele monstro branco na verdade é seu? Aquela mesma coisa que tentou matar a mim e ao Andrew é seu?

—Que? – Diana estava boiando.

—Para começo de conversa, Arcas não é um monstro, ele é um urso polar e é meu amigo. – Ela apontava o dedo para Akko. – Em segundo lugar ele é o guardião da fonte, você deveria ler a placa, — “Eu não falo Francês” Akko gritou. – Era latim, não Francês –“ Da na mesma eu não entendo aquela língua morta” – De qualquer forma, ele não iria matar ninguém, apenas estava protegendo a casa dele. – Chariot estava quase em cima dela, com o rosto vermelho feito tomate e Akko ia se afundando contra o estofado.

Diana e Amanda estavam quase indo para cima da ruiva quando Akko começou a rir do nada.

—Desculpa, eu só fiquei chocada, porque né? Não quis ofender seu amigo, da próxima vez você nos apresenta. Foi mal mesmo! De qualquer forma, estava com saudades desse seu lado super protetor

—Ok. Vamos comer você deve estar morrendo de fome, assim como eu.

Diana e Amanda foram com as duas, comeram com elas entre conversas.

—Que história é essa Diana, como assim você foi ao meu show? Akko? – olhou para sua aluna em busca de confirmação, ela não podia acreditar afinal Diana, fora uma das alunas que mais a rebaixou como bruxa, isso não poderia estar certo.

—É, é verdade, mas mesmo ela não pedindo, preferi guardar segredo, sabia que se em algum momento ela estivesse pronta lhe contaria.

—Eu preciso pedir desculpas pelas coisas que falei a seu respeito. – Diana parecia genuinamente arrependida tomou um gole de café e continuou. – Eu nunca realmente pensei sobre você dessa forma, mas entenda, eu venho de uma família respeitada, que tem uma visão mais conservadora a respeito da magia em geral e a escola não foi como eu esperava, mesmo sabendo que foi onde você estudou, eu pesquisei muito sobre magia quando vim pra cá e...

—Entendo então você traiu suas crenças e se afastou de suas paixões e sonhos. – Chariot se lembrou de ter ouvido isso de Akko. – Era dela que você falava né? – Chariot encontrou os olhos grandes da sua querida aluna.

—É... Eu só não podia contar...

—Entendo. Espera Diana? – Chariot acabou percebendo algo terrível.

—Sim...

—Se você esteve no meu show, no Japão...

—Sim, meus poderes adormeceram... Eu concordo com a teoria da Akko de que você não roubou nossos poderes se absorveu alguma coisa foi pouco, mas sim que de certa forma eles apenas adormeceram, tanto é que você mesma sabe que eu sou uma bruxa relativamente competente. Quando eu fui procurar Akko, ela estava na praça na neve congelando... –Diana não pode evitar. Chariot sentiu o segundo soco em pouco mais de 24 horas. – A levei para o café e lá eu contei sobre o meu segredo.

— Era o que eu precisava naquele momento, uma história triste e um conselho que não havia pedido. – Akko sorriu. – Acho que não agradeci você por isso né?

—Tudo bem, muita coisa aconteceu, e nem deu para pensar em agradecimentos. Eu também tenho que agradecer, acredito que você tenha me devolvido meu sonho né?

—Mesmo?

—Aham. – O sorriso de Diana depois disso foi enorme. – Eu nunca imaginei na minha vida que algum dia, eu poderia fazer um shiny Arc! – Diana finalmente pudera falar isso em voz alta.

— Todos assistiram, foi incrivelmente grande. – Amanda comentou.

—Ele foi bonito né? – Akko riu da empolgação da amiga. – Nada mais justo que as duas maiores fãs de Shiny Chariot fechem o dia com um super Shiny Arc. – Akko falou e Diana concordou.

—Obrigada Chariot. – Diana virou para a ruiva com um sorriso largo nos lábios. – Assim como para a Akko, você me deu um sonho, eu levei tempo para recuperá-lo e principalmente lembrar o verdadeiro significado da magia, mas né, antes tarde do que nunca. – E para total surpresa das três ela abraçou a bruxa mais velha que admirou por tanto tempo.

Aquilo era surreal demais para a cabeça de Chariot. Não podia acreditar logo Diana, não era verdade, não poderia ser.

—Chariot, eu estava pensando, porque você não me ensina mais um pouco de magia de ilusão, lembra que foi um sucesso no Samhain? Acho que seria interessante nós darmos mais atenção para isso.

—Akko, você não tinha dito que tinha desistido de ser eu?

—Mas não quero ser você, apenas quero aprender mais, e mesmo não querendo ser você, meu sonho continua o mesmo, eu quero usar a magia para fazer as pessoas sorrirem, além do mais um dia eu vou ser boa o bastante para me apresentar.

—Você me ensina também? – Diana pediu com os olhos brilhando esperançosos.

— Ensino, mas antes preciso falar com a diretora não sei como vai ser agora depois do que aconteceu na floresta, então, por favor, vamos resolver isso primeiro e depois decidimos o que fazer. – Terminaram de comer e Chariot pediu que Akko levasse a louça suja para a cozinha enquanto ia se vestir.

Diana foi junto com a menor e Amanda voltou para o dormitório. A loira estava impressionada ao ver o quão íntima Akko era do quarto da professora.

—Akko...

—Sim?

—Você... – Respirou fundo e limpou a garganta. – Você acha que algum dia eu... hum, eu serei próxima a ela como você é?

—Claro que sim, é só você se esforçar, não falar coisas ruins sobre ela, e conversar mais, ela é uma ótima companhia.

—Eu vou tentar... Você é bem íntima do quarto dela, né?

—Bem, eu vim diversas vezes no quarto dela, estudar, conversar, quando ela me resgatava, tantas vezes eu peguei no sono aqui, e ela ficava com pena de me acordar e me deixava passar a noite.

—Deve ser bom ser amiga assim de uma professora.

—É sim. – Falou Akko lavando um prato e passando para Diana que ficou responsável pela secagem. – Mas tem que ser a professora certa né? Ao em vez de uma que fique adulando. Ela não é assim, sabe? Sabe separar, rígida e exigente, mas gentil, calma e carinhosa quando preciso. Ela não fica adulando e mimando.

—Confiável.

—Isso. Terminamos! – Akko alongou e foi para a sala seguida de Diana, sentaram no sofá e Alcor voou para o joelho de Akko que acariciou sua cabeça.

—Ele gosta de você. – Diana sorriu.

—É, quer tentar também? – Perguntou. – Ele é um amor.

—P-Pode ser. – Daiana esticou a mão um pouco hesitante para o pássaro.

— Não hesite, se não ele não vai confiar em você. – A voz de Chariot se fez ouvida quando se aproximou silenciosamente das meninas.

— Não vimos você chegar. – Akko comentou quando virou o rosto para ela com um sorriso gentil. – Pronta?

—Não, mas eu tenho que enfrentar certo?

—Sim, você é forte e corajosa e tem duas pessoas aqui para apoiá-la – Akko falou firme.

Chariot olhou para Diana ainda duvidosa mas assentiu. Ela confiava em Akko então poderia confiar que ela não estava errada sobre a menina.

O grupo seguiu ate a sala da diretora em silêncio, Akko sabia que não poderia perder a calma e contava com Diana para ajudá-la, afinal não queria ela mesma causar a demissão de sua professora. Chariot agora com os cabelos novamente azuis e óculos no rosto bateu timidamente na porta da diretora.

— Com licença, é Úrsula.

—Entre. – O grupo ouviu a voz simpática da diretora do outro lado da madeira. Chariot abriu a porta e passou com as meninas ao lado dela. – Estava esperando por você. – Então a diretora encontrou as duas alunas ao lado da mulher, sentiu algo diferente, como se uma energia cercasse a jovem professora com proteção. – Não esperava que viesse com duas guarda costas Professora Úrsula. – Miranda brincou.

—Akko não me deu escolha a não ser aceitar. – Sorriu simpática, a final a diretora sempre a apoiara e tratara-lhe bem tanto quando estudante como depois de contratá-la. Chariot tirou os óculos e permitiu que seu cabelo voltasse à cor natural agora que vira que não tinha mais ninguém além delas.

Holbrook ficou surpresa. Afinal, não tinha idéia que as alunas sabiam da verdadeira identidade da professora.

—Não sabia que a senhorita havia se revelado para suas alunas.

—Não foi intencionalmente, na verdade, eu pretendia contar toda a verdade apenas a Akko, mas Diana descobriu sozinha.

— Compreendo, eu sei que vocês têm uma relação que vai além de uma normal entre mentor e aluna ainda mais sabendo da admiração que a senhorita Kagari tem pela Shiny Chariot, não é verdade? Então imagino que tenha contado tudo a elas?

—Sim, não deixei passar nenhum detalhe.

—Isso me deixa mais aliviada para dizer a verdade. Foi por isso que a reconstrução do mundo foi efetuada?

—Bom, não necessariamente. – Akko explicou – Chariot vem me guiando não apenas nas aulas de magia prática ou estudos, ela também me ensinou sobre as palavras e me ajudou a reviver cada uma delas por todo este ano mesmo como Úrsula, muito antes de me contar a identidade verdadeira dela e antes mesmo de me contar sobre a verdade por trás do Shiny Rod, ela me ensinou ou melhor me lembrou a primeira palavra no dia em que cheguei a Luna Nova.

— Compreendo. – Miranda falou cabisbaixa. – Além de vocês duas mais alguma aluna sabe?

Akko então contou as partes mais importantes do que acontecera na noite de quinta, e na manhã de sexta feira,com a ajuda de Diana e de sua professora. Ela não ia contar que dormira com Chariot, não tinha certeza se a diretora olharia aquilo com bons olhos, então disse apenas que voltara ao quarto e contou a mesma história que contara a professora Finnelan

—Porque você não disse isso para a professora Finnelan quando a procurou hoje?

—Porque eu não confio nela. Sinto muito diretora, mas, ela em momento algum mostrou qualquer gesto de bondade ou compreensão, tolerância e paciência comigo desde o dia em que eu entrei aqui nesta escola por eu não ser de linhagem bruxa e minha crença na magia de Chariot nunca ter abalado. Eu via também como ela tratava a Chariot, as coisas horríveis que falava dela e como a tratava como Úrsula, isso me fazia confiar menos ainda nela. Então quando ela me chamou hoje, eu não falei nada do que sabia.

—Mas falou comigo.

—Eu gosto da senhora, então... – Akko sorriu e deu de ombros.

—Compreendo. Imagino porque você veio aqui Chariot. Prometo que seu emprego está garantido.

—Não foi apenas isso diretora, como três alunas viram e escutaram a cena da nossa volta, talvez...

—Sim, talvez seja melhor, mas você está pronta para tamanha exposição? Você sabe que ate hoje a maior parte da comunidade bruxa no mundo todo não a respeita nem leva a sério suas crenças. Sabe que as alunas podem lhe tratar de forma desrespeitosa.

Akko abriu a boca para falar, mas foi da boca de Diana que as palavras saíram.

—Garantirei com a ajuda de Akko que isso não aconteça, não permitiremos que a professora seja desrespeitada ou mal tratada na escola. – Akko sorriu agradecida para a amiga.

—Bom, então está tudo resolvido.

A porta escancarou, Finnelan entrou do escritório ao lado estrondosamente e Chariot assustada com o barulho saltou para trás de Akko e se encolheu.

—Ela ainda pode te ver. – Akko virou-se para a ruiva sussurrou e segurou a mão da professora, que estava encharcada. – Vai dar tudo certo. – Chariot se transformou em um ratinho dessa vez e se enfiou em um bolso da camisa de Akko que tentou persuadi-la a voltar para a forma original mas não teve jeito ela apenas ficou lá dentro tremendo.

—Covarde. – Diana sussurrou. Sabendo que a bruxa iria escutar e rolou os olhos.

—Diana, seja paciente...

—Espere um minuto diretora. Eu não concordo. – Falou Finnelan ignorando a presença das alunas, o rato estremeceu dentro do bolso. – Esta mulher arriscou a vida das alunas, principalmente da pupila dela, se aliou a Croix Meridies...

—Espera – Akko interrompeu a professora – me diga em que momento ela colocou a minha vida em risco? – Perguntou confusa – Eu estou confusa, me lembro apenas dela ter passado a maior parte do ano tentando salvar a minha vida quando me metia em encrenca. E sobre se aliar a Croix? – Akko riu. – A senhora só pode estar brincando, certo? – Perguntou descrente. – Desde que Croix Sensei apareceu nesta escola, ela usou todo o tempo livre para tentar pará-la! – Akko negou com a cabeça.

—Akkoo... – Chariot grunhiu em desespero.

—Estou mentindo?

—Não, mas...

—Senhorita Kagari, eu não vou permitir que a senhorita fale de tal forma comigo, eu sou sua professora e exijo que me respeite.

—Mas nesta escola as alunas não têm o direito de expressar suas opiniões sobre qualquer que seja o tema? – Perguntou Diana, séria e educada. – Akko tem passado mais tempo com a professora do que qualquer aluna ou professora nesta escola, então tenho certeza que sabe do que está falando. Se ela diz que a professora em momento algum se aliou a professora Croix então é verdade, e sobre colocar a vida dela em risco. Concordo que seja uma mentira, ela sempre a protegeu. – Diana falou confiante.

—De qualquer forma, eu não concordo que esta mulher – Apontou para o bolso de Akko. – Continue trabalhando nesta escola. Ela só mostrou ser uma professora incompetente e inapropriada com os alunos. – Dessa vez Diana precisou segurar a mão da amiga para que ela não se atirasse em Anne Finnelan, a bruxinha asiática estava prestes a soltar fogo.

—Porque eu não estou surpresa? – Akko comentou em alto e bom som, ela não ligava mais, ela não faria mais ouvidos surdos, ela defenderia a pessoa que mais admirava, ainda mais depois das tantas vezes que a protegeu, chegara a hora de fazer o mesmo.

—O que quer dizer senhorita Kagari? – A diretora perguntou, mesmo sabendo a resposta

—Não estou surpresa a senhora não concordar com a diretora quando se trata dela ou de mim, já quis minha expulsão desta escola mais de uma vez e imagino que agora mesmo esteja considerando essa possibilidade, imagino que desde o dia em que Chariot foi contratada você quis a demissão dela.

—Akko... – Chariot implorou com um grunhido de dentro do bolso..

—Não, deixe -a falar. – Diana pediu, ela não suportava mais a forma que Finnelan tratava Akko ou a professora, estava na hora de alguém acabar com isso, mas ela ainda não conseguia ir tão longe.

—Obrigada Diana. Você tem me defendido sempre que sofro alguma injustiça pelas professoras, está na hora de fazer a minha parte. – Acariciou o ratinho por cima do bolso e voltou-se para as duas professoras. – Eu estou cansada de ouvir todo mundo falar mal de nós duas, cansei de sofrer e ver ela sofrer bullying desde que pisei nessa academia. É chato sabe? Não se sentir bem vinda ou acolhida em um lugar em que chamamos de casa por meses, eu amo este lugar, amo as minhas amigas mas é cansativo e doloroso manter a auto confiança e alto astral todos os dias quando professoras e colegas te rebaixam e te comparam com todos por não ser perfeito, te julgam e esperam que você falhe o tempo todo. Então por favor, pare de agir assim, pare tentar de pisar em nós duas porque eu vou garantir que nós não iremos a lugar algum, inclusive, a senhora deve a ela não é? O poder da reconstrução do mundo foi graças a ela que eu consegui. Assim como várias coisas que eu fiz por essa academia, como acabar com a maldição da princesa Vajarois, dar vida às Papiliodias e salvar a memorial Jennifer, por exemplo – Diana estremeceu, ela nunca contara a ninguém a verdade sobre o que acontecera naquele dia.

— Isso é uma mentira, aquilo foi graças à magia de Diana.

—Não foi não, foi...

—Foi Akko, eu achei que vocês jamais acreditariam que Akko liberou aquela magia com o Shiny Rod e continuariam dizendo que fui eu. Se não fosse por ela ter reconhecido, eu teria matado os casulos e a árvore estaria morta.

—Mas como ela reconheceria se nunca havia lido sobre isso?

Chariot saiu do bolso e se transformou.

—Chariot, tem certeza? – Akko perguntou preocupada sabendo porque sua professora desfizera transformação.

—Sim Akko, tudo bem, não se preocupe, eu preciso assumir meus erros.

—Isso foi minha culpa. Eu criei cartas colecionáveis com várias ilustrações de lugares de Luna Nova e seres mágicos, provavelmente a Akko conseguiu a carta de Papiliodia.

—Só podia ser não é? Além de usar a nossa magia de forma tão vulgar ainda saiu distribuindo nossos segredos como um brinquedo.

—Chega! – Diana não suportava mais. – Professora, a senhora não percebeu que se não fosse por esse brinquedo o memorial Jennifer estaria morta? Se não fosse por ela provavelmente o mundo que nós conhecemos estaria destruído pelo míssil, se não fosse por tudo o que ela ensinou para mim e a Akko talvez eu jamais tivesse vindo para Luna Nova em primeiro lugar? Se não fosse por ela, eu nunca teria vindo para esta escola. – Diana tremia. – Eu não vou aceitar que a senhora fale assim dela, nem que a julgue pelo que você considera um erro. Eu aprendi com ela que a minha magia é um coração que acredita. Aprendi com ela que podemos nos divertir e sorrir lançando feitiços. Magia pode ser empolgante e excitante. Se eu sei disso é por ela e se eu cansei de fingir ser alguém que não sou, foi por elas. – Apontou para Akko e a ruiva que estava completamente paralisada. – Se Chariot for demitida e Akko for expulsa desta escola, eu também vou embora. – Avisou séria.

-Diana... – Akko nunca viu a amiga tão séria e decidida como naquele momento.

—Eu cansei Akko, eu apenas cansei.Até porque. –Diana respirou e continuou – é o mínimo que posso fazer por você depois de ter salvo a minha vida e me trazer de volta a Luna Nova. – Falou embargada.

Holbrook e Finnelan olharam para as duas incrédulas. ”Como assim Akko havia salvado a vida da estrela de Luna Nova?”

-Ah não foi nada, você salvou a minha também na mesma noite, estamos quites. – Sorriu para a loira que retribuiu. Ninguém perguntou nada, deixaram aquele assunto esquecido, por hora.

—Professora Finnelan tem algo a dizer? – Miranda Holbrook perguntou em um tom tão frio para a colega que estava completamente sem reação às palavras das alunas chegou a estremecer um pouco. A mulher apenas negou e então a diretora declarou. – Como eu disse antes, está tudo resolvido, a partir de segunda feira, você não é mais a professora Úrsula e sim Professora Chariot. – As três respiraram aliviadas. – Chariot, depois conversaremos sobre seus planos de aula, venha me ver na segunda feira final da tarde, por favor.

Quando saíram pela porta Chariot voltou a se transformar agora em um hamster e se acomodou na cabeça de Akko, Diana foi para o dormitório agora ela tinha que falar com Barbara, Avery e Hanna, não precisava mais fingir.

Akko voltou para o quarto de Chariot que se transformou de volta na forma humana.

—Você ama se transformar em animais né?

—Akko, aquilo que você disse, eu... Apenas obrigada. – Abraçou a aluna e amiga.

—Eu disse que iria continuar te defendendo e protegendo com unhas e dentes, lembra? – Perguntou sorridente.

—Eu sei. Eu preciso agradecer a Diana, também.

—Eu sei que você não confia nela ainda, e sei que ela deu motivos, mas prometo que ela não é mais a mesma, ela mudou.

—É, como eu confio em você vou confiar nela, mas você foi imprudente ao falar com a professora Finnelan daquela forma Akko. – Chariot falou séria. – Ela poderia ter te colocado em detenção ou algo pior.

—Eu sei, mas não poderia deixar ela te ofender daquela forma.

—Tudo bem, agora você vá procurar as suas amigas. Elas devem estar ansiosas para te ver Akko.

—Você vai ficar bem sozinha? – Akko perguntou preocupada. Chariot acariciou seu rosto, grata pela preocupação

—Sim, eu tenho coisas para fazer, preparar a aula de segunda feira e pensar nas aulas extras que eu darei a vocês duas. Afinal, como eu não fui demitida e vocês querem aprender magia de palco, então eu tenho que preparar uma aula boa.

—Sério? – Akko saltou no ar feliz com a resposta de Chariot. – Yay, obrigada Chariot.

Chariot se despediu de Akko que seguiu para o seu quarto atrás de Lotte e as outras.

Akko estava feliz, as coisas estavam melhores para todos, Chariot agora podia ser ela mesma, Diana estava reaprendendo a sorrir. Só faltava uma coisa que ela precisava verificar, mas não era o momento ainda, primeiro queria ver como suas amigas estavam, afinal né, ela não as procurara depois que voltara para a escola. Quando chegou na frente do quarto Akko foi atacada por cinco pares de braços e a derrubaram no chão.

—Pessoal, eu não consigo respirar. – Avisou tentando puxar o ar. Elas saíram de cima da menina e a deixaram livre. –Vamos lá para dentro. – Pediu.

Notas finais
Aguardo vocês nos comentários e até o próximo!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.