Notas iniciais
Oiiii pessoal, essa é minha primeira fic de anime, então me deem um desconto, como eu disse lá nas notas iniciais, eu não gostei do final que a Trigger deu pra história, eu acho que caberia mais uns cinco capitulos para dar algumas explicações ate chegar no final, então é isso que estou tentando fazer, claro que dando um toque meu, espero que curtam!

Diana e Akko estavam na vassoura lendária lutando contra o míssil, a energia e magia delas havia dobrado de tamanho com toda a força que as pessoas ao redor do mundo enviaram para elas.

Chariot e Croix ainda assistiam as meninas de dentro do esconderijo no tronco da árvore, a ruiva olhou para as meninas em cima da vassoura lendária e viu algo que ela jamais imaginou que poderia acontecer. Ficou chocada. Akko e Diana juntaram suas forças e quando a primeira sílaba foi pronunciada, ela repetiu sussurrando a primeira palavra.

Noctu Orfei Aude Fraetor e então o maior Shiny Arc que ela já vira depois do que ela mesma usou na lua, apareceu, com isso junto às meninas para dar um pouco mais de energia, ela gritou com uma empolgação enorme. – SHINYYYYYYYYYY AAAAAAARC. – Croix se afastou devido ao susto e a potencia da voz de sua amiga, Chariot sentiu um orgulho de sua pequena Akko quando viu que ela conseguira, ela gostaria de estar junto, ela queria ter feito o Shiny Arc com suas alunas seus olhos encheram de lágrimas e um sorriso brilhante apareceu em seus lábios.

—Eu sabia! – Chariot não pode conter a emoção, saltou e socou o ar com um sorriso gigante no rosto, um sorriso que Croix não via há muito tempo. — Eu te disse, não disse? Elas conseguiram, você viu, era só confiar nelas. – Chariot parecia uma criança alegre pulando de um lado para o outro sem ligar para a dor de seus ferimentos.

—Eu sei, elas me surpreenderam, mas também, a Akko teve a melhor professora, você a treinou exatamente para este dia.

—Não foram apenas pelas palavras, talvez no começo, mas com o tempo eu apenas quis que ela melhorasse e se tornasse uma bruxa incrível.

—Não era a culpa falando?

—Talvez um pouco, mas não foi totalmente, ela me lembra eu, ver a forma que ela é tratada pelas colegas e professoras, me fez querer protegê-la porque, sabe?E o fato da confiança dela em mim ou em si mesma nunca ter se abalado, , me fez querer ajudá-la a se superar. Não foi apenas a culpa ou a busca pelas palavras, ela trouxe a tona um lado meu que ficou adormecido por 10 anos.

—Entendo, eu estava enganada no fim, pensei que contar a verdade para ela a impediria de seguir procurando as palavras, mas esta menina tem mais força de vontade que eu imaginei você conseguiu Chariot.

—Você também se enganou com outra coisa, quando disse que ela não ia mais procurar as palavras e que eu falhei novamente, eu não estava pensando nisso, na verdade era a última coisa que eu estava pensando.

—Em que você pensou? – Croix perguntou surpresa, ela não deveria estar, era com Chariot que ela falava afinal.

—Eu pensei naquele momento que havia finalmente perdido tudo e pior, pensei que havia perdido Akko. – Chariot respirou fundo e limpou algumas lágrimas teimosas que insistiam em sair de seus olhos. – A Akko se tornou o mais próximo de uma irmã mais nova, ou melhor, amiga... – Ela não se importava se Croix tivesse se machucando, ela precisava desabafar. – Depois que nos afastamos 10 anos atrás, eu me senti perdida e sozinha não sabia mais para onde ir ou o que fazer. Aquela menina foi quem me salvou, ela me arrancou da depressão algo que ninguém sequer tentou. – Falou amarga. – Eu não sei o que seria da minha vida se Akko não tivesse voltado, se ela não tivesse me perdoado... – Respirou fundo. –Eu só espero que ela continue me aceitando depois que eu contar tudo a ela.

– Tudo o que eu fiz para você e a Akko eu nem sei por onde começar a me explicar ou me desculpar.

—Você está pronta para fazer isso Croix ou é apenas coisa de momento? – Perguntou Chariot desconfiada.

—Eu não sei.

—Se você quer fazer algo, tem que estar firme em sua decisão, se você ainda está em dúvida, então eu prefiro que tenhamos esta conversa em outro momento. – Avisou – agora eu preciso encontrar a Akko e contar tudo a ela.

—Você acha que ela vai entender? – Croix perguntou preocupada.

—Não sei, eu tenho medo da reação dela, mas eu preciso falar, não posso mais esconder dela, não importa o que aconteça, não importa se ela nunca mais quiser falar comigo, ou não quiser nem olhar mais na minha cara, eu não vou mais esconder nada.

—Ela pareceu ter te perdoado, e pelo que conheci esse ano, ela é uma menina compreensiva, talvez você tenha uma chance. – Croix falou a uma distância segura sabendo que Chariot não estava pronta, afinal depois de tudo o que fizera, seria uma surpresa se a antiga amiga simplesmente a perdoasse. Ela não era mais a Chariot que conhecera afinal

—Vamos! – Chariot falou confiante e determinada. As duas desceram da torre e seguiram ate o selo.

A medida que Chariot ia se aproximando confiança foi esmaecendo, a final, a conversa que vinha adiando havia tempo estava cada vez mais próxima, ela simplesmente não poderia esperar mais, porém estava com medo, por mais que conhecesse sua aluna, ela não sabia o que esperar.

Akko e Diana após derrotarem o míssil apesar de cansadas e machucadas voavam na vassoura lendária em direção a floresta.

—Você vai falar com ela agora? – Diana perguntou preocupada com sua amiga.

—Sim, eu preciso, preciso saber toda a história, mesmo tendo a perdoado, eu preciso saber de tudo, porque ela mentiu e porque ela roubou minha, ou melhor a nossa magia.

—Akko, eu sei que ela tem uma ótima explicação para tudo isso, tudo o que aconteceu.

—Ela te contou, certo?

—Sim, mas eu prefiro que ela conte a história toda para você.

—Eu também prefiro, e eu não quero que ela adie mais, então...

—Sim eu sei, vamos buscá-las e vocês resolvem a situação toda.

—Certo.

As duas meninas pousaram na floresta , Diana foi atrás de sua vassoura enquanto a vassoura lendária aguardava paciente ao lado da menor.

—Sensei! – Akko chamou a atenção das duas professoras. – Vocês viram? – Akko perguntou empolgada esperando que Chariot falasse algo. Mas a resposta não veio dela, quem se aproximou foi Croix.

—Sim! Vocês meninas foram incríveis. – Croix se aproximou confiante, com um sorriso, contudo Chariot ficou parada no mesmo lugar. – Quando vocês fizeram o Shiny arc juntas derrotando o míssil ela gritou junto com vocês e ate me assustou...

Akko não estava mais escutando, seus olhos encontraram uma Chariot de cabeça baixa e ombros caídos, ela sabia, a conversa definitiva, que estava aguardando se aproximava e sua professora, a mulher que tanto admirava estava preocupada com o que aconteceria depois disso. Akko caminhou confiante ate ela, segurou a mão da ruiva e fez com que ela a encarasse.

—Akko... – A ruiva estava tensa, com medo, mas o toque da mão de Akko era tão quente e delicado.

—Seus ferimentos. – Acariciou o rosto da ruiva – que pena, não posso curá-la. – Falou baixinho e continuou – Vamos pra casa? Eu posso fazer alguns curativos e podemos terminar a conversa que iniciamos esta tarde. – Akko pediu tão delicada que a tensão do corpo de Chariot diminuiu consideravelmente.

Diana mesmo que contrariada, dividiu a sua vassoura com Croix enquanto Akko usou a vassoura lendária que a aguardava pacientemente para levá-la junto a Chariot de volta a escola.

—Vocês não pensaram que nós as deixaríamos aqui né? – Diana perguntou.

—Bom você tinha os seus motivos não é Diana? – Chariot sussurrou.

—Akko me mataria se eu simplesmente deixasse você aqui, mas de qualquer forma...

—Do que vocês estão falando? – Akko perguntou confusa.

—Diana me deu uma bronca hoje quando soube que eu a deixei sozinha na cidade. – Os braços de Chariot afrouxaram o aperto na cintura da aluna, mas essa puxou suas mãos de volta para o lugar, Chariot colou seu rosto nas costas de Akko.

—Entendo. – Akko falou baixinho e respirou fundo. – Desde quando você é tão super protetora Diana? – A garota soltou uma risadinha nervosa. Ela se recusou mostrar qualquer fragilidade naquele momento.

—Akko, não esqueça que eu vôo a bem mais tempo que você, essa pode ser a vassoura lendária, mas eu ainda posso te derrubar dela. – Brincou sabendo que sua amiga estava tentando se manter forte. Ela conhecia Akko afinal de contas.

Akko suspirou e ignorou a resposta da sua amiga apenas se concentrando no caminho.

Ao saírem da Ley Line agora completamente restaurada foram recebidas pela colina do terminal, o gramado estava verde como antes, o céu estava claro, elas nem haviam percebido que a noite havia dado lugar ao dia.

—Nós passamos a noite acordadas. – Diana falou descrente – isso nos trará problemas.

—Suas colegas voltaram para a escola depois de ajudarem vocês, elas prometeram avisar as professoras o que estava acontecendo e com tudo o que aconteceu duvido que realmente se importe que vocês faltem aulas. – Croix avisou séria.

—Certo. – Akko apenas disse.

Quando chegaram aos gramados que rodeava a academia as vassouras começaram a diminuir a velocidade à medida que se aproximavam do prédio principal. Estava claro, já deveriam ser quase sete horas da manhã, o sol ainda não estava muito alto.

—Me pergunto se todos sabem. – Diana comentou.

—Acho difícil, poucos sabiam o que Akko estava fazendo e não tem como terem assistido na escola a menos que alguma aluna tenha contrabandeado um telefone celular para dentro da escola. –Croix explicou.

—Mas se me escutaram, e se as meninas do time verde e vermelho falaram para as professoras, provavelmente muitas das alunas estão sabendo. – Chariot retorquiu.

—Talvez, mas neste momento é a última coisa que quero pensar. – Akko avisou. – Temos coisas mais importantes para resolver do que ficar se preocupando com quem sabe ou não sabe. – Falou séria.

—Uau, você está realmente séria sobre isso. – Diana falou surpresa.

—Claro que estou, como eu disse, pretendo resolver o quanto antes. – Sorriu suavemente. – Bem estamos quase chegando, eu vou direto para o quarto da Sensei para conversarmos, Diana, você pode, por favor, procurar a diretora e falar o que aconteceu caso ela ainda não saiba?

—Você não deveria ir dormir um pouco antes de ter esta conversa? – Diana perguntou preocupada com Akko.

—Não! – Falou decidida, — eu preciso resolver isso logo! Você concorda Sensei?

—Eu também quero resolver esse assunto logo. – Chariot sussurrou.

—Como se você tivesse escolha, Akko quando toma uma decisão, ninguém consegue fazê-la mudar de idéia. – Diana comentou.

—Mesmo assim, eu não posso mais adiar esta conversa.

—Obrigada, Sensei.

—Oh Meu Deus, a diretora. — Croix lembrou o que ocorrera mais cedo e começou a suar frio.

—O que houve?

—A diretora e a Finnelan foram atrás de mim na torre de Luna Nova, quando eu cortei a conexão com a pedra do feiticeiro, elas caíram em um fosso e não sei mais o que aconteceu com elas. – Croix estremeceu.

Akko soltou uma gargalhada tão alta que ate os pássaros que passavam por perto saíram de lá em alta velocidade.

—Não me entendam mal, não tenho nada contra a diretora, ela foi uma das poucas pessoas na escola que realmente me tratou bem depois da Sensei, mas né a Finnelan bem que mereceu. – A risada escapou de seus lábios novamente, fazendo Chariot gargalhar também, ela concordava.

—Akko, mais respeito, a final ela é sua professora. – Chariot disse em meio a uma gargalhada.

—Sensei, sinto muito, mas eu não acho que você concorde com as suas palavras. – Ate Diana soltou uma risada tímida depois da resposta de Akko. – Enfim. Chagamos.

As duas vassouras pousaram, suas motoristas saíram de cima da montaria e Diana pegou sua vassoura e avisou. – Vou procurar a diretora e impedir que atrapalhem a conversa de vocês.

—Eu vou com você, também devo ter uma conversa com a diretora depois de tudo o que eu fiz.

Chariot agradeceu a Diana que se aproximou e fez com que ela a seguisse a uma distância que Akko não as escutasse.

—Não me agradeça. Não quero que pense que estou fazendo isto por você, é pela Akko, ela merece um desfecho por que sei o quanto ela a admira, e sei também que independente do que aconteceu no passado e de quem seja a culpa, ela vai continuar te admirando pois mesmo sem saber os seus motivos ela realmente te perdoou. Eu só te peço uma coisa, não desperdice a segunda chance que ela está te dando. – Diana avisou séria, Chariot percebeu que aquela menina apesar de fria e ríspida tinha um carinho por Akko, ela passaria a prestar mais atenção nas duas agora.

Diana não esperou resposta e voltou caminhando com passos firmes ate onde as outras estavam Chariot seguiu a loira com a cabeça baixa e ombros caídos. Akko apenas analisou a expressão facial de cada uma sem falar nada.

A vassoura lendária saiu voando deixando suas ocupantes irem a pé ate a entrada da escola.

—Sensei, seu cabelo está vermelho, acho melhor você cuidar disso, a menos que queira que façam perguntas. — Akko chamou sua atenção.

Chariot prontamente mudou a cor do cabelo, não queria enfrentar uma platéia naquele momento, a conversa com Akko era mais importante agora, entretanto o que elas não perceberam é que Avery, Hanna e Barbara as observavam e escutavam toda a conversa.. O trio de intimidadoras esperou que elas entrassem e foram em busca de Finnelan para contar o que viram.

—Seus óculos.

—Deixei lá em cima, eu não tinha muita esperança de voltar mesmo, mas não tem problema, eles são apenas de enfeite. – Akko e Diana já desconfiavam, mas foi um golpe no estômago ouvirem a ruiva falar desta forma. Apenas se olharam, e não falaram nada.

No momento em que entraram encontraram o Hall apinhado de professoras e alunas, que aguardavam ansiosas pela sua chegada, se aproximavam e as abraçavam,ou davam tapinhas nas costas, parabenizando pela vitória.

—Obrigada pessoal, conversaremos com vocês depois, agora temos algumas coisas para resolver. – Diana impôs sua autoridade tentando afastar a multidão para que Chariot não adiasse mais ainda a conversa.

Notas finais
Espero que tenham gostado do primeiro capítulo, a história está bem adiantada e eu fiquei um pouco em dúvida se deveria postar ou não. Enfim ate o próximo e aguardo vocês nos comentários.