A voar!

18 (Sininho) O mais novo pirata


Notas iniciais
Desculpem a demora de novo, tava com dificuldades pro título... Alguem me mandou uma mensagem com a ideia para esse título, mas não tinha nome então não tem como eu dar os créditos aqui. Dona(o) do título, se pronuncie!

Eu já não sabia mais o que fazer. Os meninos acabaram se esquecendo do que eu contei e não fizeram plano nenhum para salvar Peter. Estava por minha conta. Decidi continuar espionando Gancho para ver se encontrava mais alguma pista. Não gostei nada do que ouvi.

– Mas, Capitão, eu não sei cuidar de crianças, eu nunca tive filhos! – disse Smee.

– Cuide dele, imbencil! Tenho mais o que fazer do que cuidar de uma criancinha de três anos de idade...

Logo notei que nos braços de Smee tinha um bebê. Não exatamente um bebê, realmente já tinha três anos. Vi que ele tinha cabelos ruivos, exatamente como os de Peter. Não precisei pensar para saber quem era aquela criança. Era o filho dele, de Peter. Gancho não estava brincando, realmente queria acabar com a felicidade dele. Mas por que guardaria tanta mágoa? Diz ele que Peter atirou sua mão ao crocodilo, mas eu nunca acreditei nessa história. Acho que é porque ele realmente estava obcecado com isso, não suportava perder e não iria desistir.

De repente, o bebê abriu os olhos. Eram bem azuis. Mas eu me lembrava bem dos olhos de Peter. Eram verdes, não azuis. Wendy. Os olhos de Wendy eram bem azuis exatamente como os daquele garotinho. Eles realmente conseguiram se reencontrar. Não sei bem o que eu senti com essa descoberta. Era uma mistura de ciúmes, alegria, tristeza e raiva... Não conseguia acreditar que ainda não havia superado Peter. Já fazia tanto tempo... Não gostava nem de pensar que se não fosse por Wendy provavelmente estaríamos juntos naquele exato momento. Por um segundo, senti novamente raiva daquela garota por ter roubado Peter de mim. Mas sabia que raiva nenhuma iria resolver. Eles estavam apaixonados já fazia muito tempo, nada iria mudar isso, então tudo o que eu poderia fazer naquele momento era me esforçar para que ele ao menos fosse feliz e não ficasse sofrendo assim como eu sofri por muito tempo. Voltei a prestar atenção.

– Quem é você? Onde estamos? Cadê minha mãe? – disse o garoto, dando sinais de que em pouco tempo iria começar a chorar.

– Nós estamos em um lugar onde as crianças nunca crescem, onde não existem regras e você pode fazer o que quiser. – respondeu Gancho, voltando.

– Não... Eu quero minha mãe! E meu pai!

– Hmm, interessante. Teve uma época em que aqui tinha uma mãe para todas as crianças deste lugar... Ela até virou uma pirata e contava histórias para todos nós. Mas ela nos traiu. Porque se apaixonou. – escutei uma pitada de raiva e nojo em sua voz. – E depois traiu a todos nós. Voltou para casa. Sabe quem foi essa mãe, garoto?

– Sim... Ela já me contou essa história. Mas isso não importa, eu quero voltar pra casa!

– Mas por que a pressa? Aproveite o lugar! Tenho certeza de que irá gostar muito daqui. Você poderia virar um pirata como a sua mãe... Ela era uma ótima pirata, e tenho certeza de que em breve você também será. O que acha? Viver completamente livre... Seus pais foram bestas de não ficarem aqui para sempre.

O garoto pareceu pensar um pouco. Aparentemente, estava completamente indeciso. Provavelmente os pais lhe disseram que não valia a pena e Gancho estava falando algo completamente diferente.

– Sem regras? — perguntou

– Sem regras.

– Então eu fico.

Não. Não, não, não, o garoto não podia ficar! Isso só faria com que o plano de Gancho desse certo! Eu tinha que fazer alguma coisa! Mas já era tarde, ele já tomara sua decisão. Não. Nunca é tarde demais. Eu iria dar um jeito naquilo. O filho do próprio Peter Pan virar pirata tem que dar algo de errado. E estava tudo em minhas mãos. Eu tinha que informa-los sobre isso, não conseguiria resolver tudo sozinha. Mas também corria o risco de perder muito tempo e acabar sendo tarde demais.

De repente, uma ideia brilhou na minha cabeça. Não sabia se ia dar certo, mas era tudo o que eu podia fazer. Eu não tinha nada a perder quanto a isso.

Tinha que trazê-los de volta.