A vingança da Agente Creane
11 Bezerk
Notas iniciais
Vamos detonar essa casa até derrubá-la
Então aumente o volume do som
Porque vai ser um caos até de manhã
Então, amor, faça como o K-Fed
E relaxe, relaxe
Diga 'dane-se', antes de bater as botas
A vida é muito curta para não fazer o que você quer
Então, todo mundo, todo mundo, (enlouqueça)
Mexa seu corpo
Bezerk-Eminem
Pov. Autora, N.Y, 14:43
Bruce se arrastou até a torre tendo uma luta interna, mal soube como chegou ao local pela confusão em que se habitava. Hulk queria vir a tona, destruir tudo e ir atrás de Amanda, ele teria aparecido no instante que ela foi pega se não tivesse pedido para se acalmar. Estranhamente Hulk gostava de Amanda.
Já Bruce não deixou que se liberasse, ele precisaria raciocinar e ver a confusão antes de destruir quem a tocou.Mas a cada momento que se passava Bruce escutava por seu chamado e da última imagem sua sendo acertada por uma arma na cabeça e sendo levada para o carro.
– Hey, verdão finalmente alguém conseguiu te tirar da sua torre, né Bela adormecida? — Tony comentou sentado no sofá de costas para ele. — Devo agradecer a você, Branca de Neve.
Steve e Nat também estavam na sala, ambos olharam Bruce com preocupação nos olhos. Tony se levantou mais um pouco e viu a expressão do amigo desacompanhado.
–Eles a levaram.
Pov Amanda
Acordei com uma agua gelada invadindo meu rosto, meus pulmões queimavam e mesmo a procura de ar só conseguia engolir mais agua. Quando submergi foi porque alguém agarrou em meus cabelos e ergueu meu corpo para fora daquele lugar cheio d'água.
– Pronto, a bela adormecida acordou. — Sussurrou quem estava puxando meus cabelos.
Olhei em volta e reconheci o lugar como uma câmara da tortura. Eu estava num tanque de agua e a alguns metros tinha uma cadeira de ferro, sendo acompanhada por alguns objetos que os agentes de elite usavam para torturar os capturados. Lucas era um deles, já vi algumas de suas sessões e posso prometer que não é nada gentil.
Eu estava ferrada.
Na sala tinha apenas três agentes, coberto com seus uniformes pretos e com mascaras de gás no rosto. A identificação seria impossível. Fui levada a força para a cadeira de ferro, acredite, eu lutei, me debati, e nada adiantou.
O medo me invadiu, assim como na noite em que Fury foi levado. Honestamente eu deveria ter me preparado para essa situação, afinal sou a afilhada do homem que é inimigo de todos. Ele vivia repetindo isso pra mim, esses perigos que teria que enfrentar.
Mas quando te dizem com vinte anos você pode ter os dentes da sua boca arrancado você não acredita.
– Amanda Elizabeth Creane. — Anunciou um dos três se colocando na minha frente. Deus aquelas mascaras eram assustadoras! -Pai: Desconhecido. Mãe: Desconhecida. Nascimento: Desconhecido. Nacionalidade: Desconhecida. Hum... parece que nada se sabe sobre você, correto Amanda? Talvez esse nem seja seu verdadeiro nome.
Olhei para o lado e vi aqueles instrumentos de tortura, sentindo náusea misturado com medo. Pouco me importei com que dizia.
– Responda! — Gritou o ameaçador. Voltei a olha-lo assusta.
– Não sei! — Gritei apavorada. — Não sei de nada.
– Isso já não é verdade. Amanda Creane sabe de alguma coisa. — Ele bateu em minha cara com uma arma, e senti meu lábio cortar. Meu rosto ardeu e minha cabeça doeu.
Aquilo seria só o começo.
– Mas você não é a Amanda que eu quero. — Ele retirou sua mascara, mostrando seu rosto queimado e asqueroso. E irreconhecível. — Não se lembra de mim?
– Não. — Neguei com a cabeça.
– Eles realmente apagaram tudo sobre você, tudo que a tornavam interessante. Amanda costumava ser incrível, conseguia atingir o nível da perfeição! Então Fury a adotou e transformou uma leoa em uma gatinha medrosa. — Ele pegou um objeto que eu reconheci como aqueles que arrancaram a unha.
Iria começar... Eu sentia.
“A primeira lição que você precisa aprender é como se defender caso seja torturado: Nunca deixem que eles cheguem perto de suas mãos, os mantenha distraído até que finalmente veja uma oportunidade para se soltar.”
Minha mente me lembrou isso, apesar que eu não me lembrar de escutar. Mas quando ele se aproximou de mim, pronto para retirar minha unha , consegui chutar a cara dele. Ele se desequilibrou, e num modo rápido consegui recolher suas chaves e a chutei para baixo da cadeira.
– Vadia! — Gritou com a mão no nariz ensanguentado.
Ele se levantou, com a fúria estampada nos olhos e pronto para me atacar mais uma vez. O comparsa dele o impediu, colocando a mão no ombro dele e falando.
–Interrogue-a antes de mata-la. — Ele parecia bem mais calmo do que os outros, provavelmente era o que comandava já que o outro desistiu de me ferir.
– Melhor que faça isso, sabemos que de nós três ele é o mais impaciente. — Disse o que estava mais atrás, mexendo nas facas. — E parece que essa dai não é tão medrosa quanto os outros agentes.
O que me atacou se retirou, deixando apenas eu, o das facas e o que me interrogaria.
Tentei me inclinar mais um pouco para frente, deixando meu copo estendido na cadeira. Mas nada que dedurasse o que estava fazendo.
– Você é Amanda Creane? — Perguntou num tom calmo.
– Não, sou a Britney Spears. — Sorri irônica, que pergunta idiota!
– Provavelmente deve ser. — Ele pegou um papel no balcão e o folheou. — Aqui diz, que Amanda Creane foi morta no ano de 2005.
Franzi as sobrancelhas e neguei com a cabeça, ele não podia estar falando serio.
– Não acredita em mim? Bem, a única coisa que lhe diz além de sua morte é o fato de ter uma irmã mais velha, Tania Creane.
– Não tenho irmã.
– Não tem ou não se lembra?
– Não sei, me diz você já que sabe tanto sobre mim. — Encontrei as chaves e tentei encaixar todas naquele buraco.
– Você é muito linguaruda, sabia?
– Já conheceu Tony Stark? Ele sim é o mestre. — A chave encaixou na fechadura da minhas algemas. Não resisti expressar um sorriso de felicidade.
– Não teme a morte, garotinha?
– Você teme? — Perguntei conseguindo abrir, agora é só procurar a melhor oportunidade.
– Não. — Respondei se aproximando do meu rosto, deixando alguns centímetros de distancia. Ele tirou uma tesoura do bolso e cortou uma mecha do meu cabelo.
– Pois deveria.
Era a hora da ação.
Empurrei o Agente 1 em cima do Agente 2, num breve momento de distração retirei sua arma de sua mão e atirei na lâmpada. Mesmo nem lembrando de ter treinado aquilo eu sabia cada passo que eles estavam dando, era como citar uma frase de um livro favorito. A morte silenciosa é uma caracteristicas de assassinos, e até pelo que sei de mim mesma eu nunca tinha sido uma assassina.
Mas naquele momento eu tinha certeza de como agir como uma.
Ouvi barulhos na mesa dos objetos de tortura, alguns centímetros de distancia do meu posto.
Peguei a tesoura que estava em meu pé e coloquei na frente do meu corpo, para testa-la a afundei em minha mão e percebi que era cortante o bastante. Como um leão, apenas sentindo a presença do meu alvo, fui lentamente e silenciosamente até meu primeiro alvo. Era como se eu pudesse sentir sua batida do coração, suculento, me atraindo, um sorriso macabro surgiu quando toquei na minha vitima.
Ele estava perdido, e até que pensasse em se defender eu já tinha segurado aquela mascara e furado seu coração, sem ao menos ver já sabia que tinha perfurado seu órgão pulsante. Depois foi a vez da garganta, evitando que ele gritasse e entregasse meus movimentos, tudo que seu companheiro iria ouvir era um barulho de algo escorrendo. O sangue do primeiro se impregnou em mim.
Senti um tiro sobrevoar em cima de mim, ricocheteando na parede. Droga, o outro quase me acertou! Voltei a me encostar na parede e pensei em como mataria o segundo.
– Sua vadiazinha! — Gritava atirando para o mesmo lugar. — Parece que no final das contas estava mentindo, né? Você lembrava o tempo topo... tsc, é uma pena. Eu queria ter mais tempo pra brincar com você, talvez poderia até mostrar o que é ser uma mulher. Mas não acredito que tenhamos tempo.
Me abaixei a tempo de sentir uma bala atingir o lugar que eu estava, o outro era bem mais esperto que o primeiro. Bem, não tanto a ponto de revelar onde estava. Beijei a ponta da arma, teria que ser um tiro mais do que certeiro pra mim poder sair daquele lugar.
Preparei a arma, a escuridão me cegava, mas minhas mãos sabia exatamente onde mirar. Um tiro. O barulho de uma cabeça explodindo. Senti o sangue espirrar da onde eu estava, os dois estavam mortos. Eu só precisava encontrar o terceiro e finalmente estaria livre. Tateei aquela sala até encontrar a porta, pesada como chumbo, e abri sentindo a luz queimar minhas retinas.
O terceiro sequestrador estava parado na porta, distraído até me ver e tentar me acertar. Fui mais rápida e bati na cabeça dele com a minha arma, isso o fez cair meio desorientado. Olhei em volta para o corredor e vi uma pequena câmera me gravando, logo ela foi quebrada pelo tiro da minha arma.
– Por favor, não atira em mim. — Pedia o sequestrador se prostrando de joelhos e juntando as mãos em prece.
Tirei sua mascara, ele era moreno e tinha uma cicatriz enorme no rosto, provavelmente estava na casa dos trinta. E eu não o conhecia até aquele dia.
– Por que me sequestraram? O que querem comigo? — Perguntei apontando a arma em seus olhos, quaquer movimento que pensasse fazer a cabeça dele seria explodida mais fácil do que o amigo dele.
– Iríamos usar você pra chamar atenção dela! — Respondia com medo. — Eles me disseram que a H.I.D.R.A não iria mais caçar a gente se te entregássemos. Eu juro! Não iríamos feri-la!
– Por que eles me querem?!
– Eles achavam que trabalhava pra eles! Assim como sua irmã.
– Não tenho irmã. — Falei passando o dedo pelo gatilho.
– Você tem, você tem. Ela se chamava Tania e trabalhava pra eles, é só disso que eu sei.
Mordi os lábios, aquele idiota me deu mais informações do que recebi a vida toda de busca. Eu poderia deixa-lo, eu queria... Mas algo falou mais forte, um instinto quase animalesco, quando me dei por conta a cabeça dele estava explodida e o sangue espalhado pelo corredor.
Eu nunca tinha matado ninguém. Naquela noite eu matei três pessoas sem piscar.
Nunca me lembrei de ter sentindo tão bem.
Porém não se resumia apenas neles, havia um nome na parede e estava o símbolo de uma empresa de leite. Aquele lugar deveria ser um armazém, as pessoas que estavam acima da câmara da tortura deveriam ser trabalhadores. E eu nem me importei no momento, só queria sentir mais aquela sede de poder.
Revistei os bolsos do morto e vi uma pequena vantagem. Arma a lazer. Perfeito para me ajudar a voltar para câmara da tortura e encontrar algo que mate todos que estavam naquele lugar.
Pov. Autora
– Na perna mecânica tem um rastreador que vai dizer onde ela esta. — Tony já havia comandado J.A.R.V.I.S a procurar o paradeiro de Amanda assim que Bruce falou as palavras “Amanda. Sequestrada.”
– Bruce se acalme. — Pedia Natasha obrigando a tomar um calmante antes que o Hulk desse as caras.
– Transforma-se em Hulk agora não ajuda nossa situação, Banner. — Disse Steve tomando as rédeas da situação. — Já liguei para Clint e ele avisou o que sobrou da S.H.I.E.L.D.
– Não vou deixar isso acontecer novamente. — Tony dizia enquanto J.A.R.V.I.S completava a localização. — Da próxima vez que quiser sair daqui terá que ser com uma armadura.
– Odeio concordar com você. — Respondeu Steve com sua mão no queixo. — Eu a avisei sobre os riscos.
– Foi minha culpa! Eu deveria ter a protegido! — Bruce tremia no sofá, se esforçando muito para não trazer à tona seu outro lado. — Ela me pediu para não me transformar na hora, ela tentou me defender e depois foi levada.
– Vai ter uma chance de se vingar agora. — Tony comentou. — Ela esta numa antiga fabrica de leite, aqui em NY.
Pov. Amanda
Por sorte o lugar que quase fui torturada era um porão, com uma saída que dava a uma plantação. Antes de escapar acho que sem querer acabei furando os canos de gás, deixando que se espalhasse pelo local. Me posicionei no local onde daria pra mim executar meu plano e não ser atingida pela explosão, com um tiro atirei de novo no cano e tudo foi pelos ares.
“ Eles iriam machuca-la, Amanda. Todos eles, mereceram o que tiveram”.
O lugar queimava como o inferno, dava para ouvir os gritos daqueles que me sequestraram. Aquilo me satisfez, me fez sentir um poder que eu nunca senti antes. O cheiro de carne podre invadiu o ambiente, e o fogo apenas aumentava mais, formando uma grande fumaça que com certeza Os Vingadores veriam de longe.
Fiquei parada um bom tempo ali, vendo a bela obra prima que eu tinha feito. E não demorou muito até que uma nave estacionasse um pouco atrás de mim. Os meus “salvadores” já tinham chegado.
– Amanda. — Chamou Capitão próximo a mim.
Foi ai que eu reparei meu estado, usando a mesma roupa de ginástica, agora molhada e suja do sangue daqueles que assassinei. Deveria estar pior do que a Carrie a estranha.
– Vocês chegaram tarde.
Pov. Autora
Uma pessoa observava de longe, alguém que acompanhou o sequestro de Amanda bem de perto. O Soldado Inverno sabia que aqueles sequestradores não eram nada, só queriam ganhar algum credito com a Madame Hidra levando a afilhada de Nick Fury. Ele nem iria se cansar os matando.
Foi ai que ele viu que Amanda não precisava de proteção. Mesmo que não se lembrasse parecia que o treinamento da H.I.D.R.A tinha feito uma boa assassina. Ela foi precisa e não chamou atenção, eliminou todos os inimigos sem pena ou piedade.
O problema era que Amanda não era uma assassina, por mais que soubesse como ser uma. O fato de ficar ali parada mostrava que algo obscuro tinha despertado nela.
E Bucky temeu que ela não conseguisse lidar com sua escuridão.

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