Notas iniciais
Sim, eu demorei bastante para postar, mas é porque uma amiga recomendou postar em tempos maiores.

Após ficarem prontas Mella, Maky e Nicolline se encontraram na frente da porta de Penélope. Mella estava com um conjuntinho de camisa regata e short verde, Maky estava com a camisola de gatinho azul e Nicolline estava com uma camisa rosa e uma calça longa cinza.
— Chegou o momento de bater na porta e entrar — disse Maky, respirando fundo.
— Chega de drama! — disse Mella.

Ela bateu com toda força na porta, Penélope abriu a porta, fez uma cara super amigável e disse:
— Olá — ela arrumou um pouco seu pijama, cujo era uma camisa laranja e um short cinza com bolinhas vermelhas — Sejam bem vindas ao meu quarto.

Era um quarto como todos os outros do orfanato: tinha uma cama simples para solteiro em um canto, um armário de madeira ao lado esquerdo, um tapete simples no centro, uma televisão com um suporte para parede e para finalizar uma porta um pouco depois do armário, cuja dava entrada para o banheiro.
— Então, onde estão as outras convidadas? — perguntou Mella.
— Estão atrasadas, eu acho, mas enquanto elas não chegam podemos fazer algo — respondeu Penélope.
— Cadê a Aiyra? — Mella havia notado que ela não estava no quarto.
— Foi buscar comida para nós.
— Olá! — Aiyra entrou naquele instante pela porta do quarto com uma bandeja de cupcakes e sucos que pareciam ser de maracujá.

Ela estava com uma camisola rosada cheia de estrelas rosa choque e se encontrava descalço igual a todas as outras.
— Vamos comer! — disse Nicolline alegremente quase se jogando em cima dos cupcakes.
Aiyra colocou a bandeja no chão.
— Sentem — pediu.

Mella, Maky e Nicolline se sentaram, pegaram um cupcake e começaram a comer. Ninguém ousou falar nada, isto até os cupcakes e sucos acabarem.
— Eu vou buscar mais comida! — disse Aiyra piscando para Penélope, era o sinal de que o plano havia começado.
— Não você não vai — Mella segurou ela pela camisola.
— Por que não? — falou, levemente enfezada.
— Acho melhor pegar quando as outras convidadas chegarem, afinal, do jeito que anda não vai sobrar para elas. Principalmente com Nicolline aqui, não é?
— Mas vocês precisam comer para poder crescer! — retrucou.
— Não estamos com fome, além de que você não deve ser nem quatro centímetros maior que eu! Quem precisa crescer aqui é você — disse Mella, um pouco furiosa.
— Estão sim! — rebateu nervosa. — Precisamos crescer! Então vamos comer juntas! Estamos com fome! — gritou.
— Não, não estamos! — gritou no limite para estourar.
— Eu vou ir pegar sim, solta minha camisola!

Aiyra se levantou com tudo, porém só ela foi e o pijama ficou nas mãos de Mella.
— Meu deus! Sua peste! — gritou.

Maky e Nicolline ficaram de boca aberta, Penélope tentou segurar o riso e Mella caiu na gargalhada. Aiyra correu até o banheiro e se trancou.
— Eu te odeio Mella Nirollai! — disse do banheiro.
— Você tem que admitir que foi o ponto alto da noite — disse a dita cuja que rasgou o pijama rindo mais ainda.

Mella colocou a camisola rasgada de Aiyra em cima da cama de Penélope.
— Você é cruel! — Penélope pegou a camisola e passou por de baixo do buraco minúsculo da porta do banheiro. — Tenta arrumar Aiyra!
— Plano falhou — cochichou Aiyra antes da amiga se afastar.
— Ainda podemos colocar ele em prática, é só distrair mais elas — cochichou Penélope e se afastou da porta para ninguém suspeitar de nada.

Depois de alguns minutos Aiyra saiu do banheiro com um biquíni feito do que restou do pijama dela, ela estava super vermelha de vergonha e não conseguia esconder isto.
— B-bem o que vamos fazer agora enquanto as outras não chegam? — perguntou tremendo.
— Maquiagem vendada! — disse Maky animada. — Sempre tem em festas do pijama.
— Boa ideia Maky — disse Penélope caminhando até o armário.

Ela abriu uma das gavetas que ele tinha e tirou de lá um kit de maquiagem, que havia ganho de aniversário do orfanato onde estava antes, junto com um pano médio.
— Quem começa? — perguntou demonstrando animação.
— Eu! — disse Maky se levantando.

Penélope caminhou até Maky e amarrou o pano nos olhos dela.
— Quem você vai maquiar? — perguntou entusiasmada.
— A Mella — sorriu com um ar de que iria aprontar.
— Não! — disse Mella desesperada.
— Vamos, vai ser legal — disse Maky.
— Para você ou para mim? — argumentou.

Ela pediu para Penélope uma ajuda para sentar na frente de Mella; ela ajudou e Maky começou a magnífica maquiagem. Colocou muito glitter, blush super exagerado e um batom todo borrado.
— Terminei 'u'

Mella se levantou e foi se olhar no espelho do banheiro.
— Misericórdia — disse ao se ver.
— Bem quem é a próxima? — perguntou Penélope.
— Eu! — disse Nicolline.

Maky tirou a venda e amarrou nela, Nicolline escolheu maquiar Penélope. A dita cuja escolhida sentou no chão na frente de Nicolline e ela começou, passou muito pó de arroz, uma sombra preta e por fim um batom vermelho.
— Acabei!

Penélope foi se olhar no espelho do banheiro.
— Eu pareço uma mímica assim — sorriu.
— Bem, vamos fazer outra coisa — disse Mella que já tinha saído do banheiro com o rosto limpo e agora estava no chão novamente. — Guerra dos travesseiros! — ficou super agitada.
— Ótimo, vou pegar os travesseiros — disse Penélope indo pegar alguns travesseiros que tinha no armário.

Após pegar entregou uma para cada uma.
— Eu começo! — disse Mella rapidamente nocauteando Penélope. — Uhuu!
Penélope rapidamente retribuiu.
— Vai ser assim? — perguntou Mella preparando o travesseiro.
— Meninas — interveio Maky. — Acho que isto deve ser divertido e não violento.
— Para de ser certinha! — Aiyra, que estava do lado de Maky, deu uma travesseirada nela.
— Atacar! — gritou Mella indo para cima de Penélope.

Elas começaram a dar travesseiradas fortes umas nas outras, estavam malucas, tão malucas que nem se ligaram que Moni poderia ouvir o barulho alto e ir até elas.
— Você bate muito fraco! — disse Penélope para Mella.
— É mesmo? — Mella deu uma travesseirada tão forte que Penélope foi para trás e acabou batendo com tudo na janela que tinha no quarto.

A janela ficava do lado oposto do armário, era média e de madeira, tinha cortinas lindas na cor azul e seu vidro era maravilhoso, mas depois de Penélope ter caído nele, digamos que não ficou tão maravilhoso: o vidro acabou se rachando.
— Olha o que você fez! — disse Penélope já temendo que Moni descobrisse, e se ela descobrisse ela iria para o quarto do castigo.

Apesar de ser novata ela já conhecia ele, ela havia conhecido ele antes de entrar na primeira aula, conheceu tudo e viu os horários. Aiyra ficou com uma cara de espanto e Maky e Nicolline ficaram mais brancas do que já eram.
— Eu? Você que bateu na janela com tudo!
— Você me empurrou!
— Por que não desviou?
— Garotas — disse Maky se aproximando. — O importante é que o vidro não quebrou, imagine se quebrasse?

Assim que Maky falou aquilo o vidro se quebrou em vários pedaços e caiu no chão.
— Você é sua grande boca — disse Mella olhando o estrago.
— A Moni precisa ficar sabendo disso? Acho que não, então eu a Mella e a Nicolline vamos indo — falou docemente Maky, já puxando as amigas até a porta — A festa do pijama arrasou — Maky concluiu, virou a maçaneta e saiu para fora do quarto.
— Espera!

Penélope foi até a beira da porta, puxou as três para dentro e fechou ela novamente.
— Vocês vão me ajudar a concertar!
— Não vamos não, afinal, não somos algum tipo de artesão — disse Mella.
— É o seguinte: vamos guardar os cacos, jogar pela janela e após isto vamos esquecer que isto aconteceu — disse Aiyra.
— Vai ser tipo um grupo de garotas que escondem um segredo — disse Mella.
— Isto mesmo! — disse Aiyra.

Elas juntaram os cacos, colocaram em uma sacola que Penélope tinha e jogaram pela janela. Acabou caindo em uma moita do jardim da mansão.
— Bem, é melhor irmos dormir — disse Nicolline.
— É verdade, vocês devem ir embora — disse Penélope.

Aiyra, Maky, Mella e Nicolline se preparam para ir embora, porém quando estavam perto de sair ouviram um "toc toc" na porta, tremeram-se e ficaram apavoradas: Moni tinha ouvido o vidro se quebrando.
— Estamos encrencadas! — disse Penélope.
— Mais encrencadas vamos estar se Moni vir eu, Maky, Aiyra e Nicolline aqui — disse Mella. — Vamos nos esconder meninas!
— Vou segurá-la até quando puder — disse Penélope.
— Mas espera aí pessoal, não pode ser a Moni, se fosse já teria vindo a muito tempo com a nossa barulheira e só eu aqui notei que ela não tocou a chavezinha que expressa o toque de recolher? — disse Maky.
— Não importa! Vamos logo nos esconder — disse Mella puxando todas para o banheiro.

Penélope ficou parada por um tempinho, mas logo após isto caminhou até a porta, abriu ela e...