A vingança da Agente Creane

12 Who's control: H.I.D.R.A or S.H.I.E.L.D?


Notas iniciais
http://mashable.com/wp-content/uploads/2013/07/Glee1.gif Gente, é muita emoção! Eu estou chorando. FINALMENTE EU VOLTEI! Tipo, fique desde o final de Abril sem postar, morrendo de saudades da Amanda e seus romance, bromance e lados obscuros. Quase morri! E não vou ficar perdendo tempo explicando motivo e blá blá blá porque vocês não estão interessados, né? Só querem saber de capitulo! Masss antes de descerem eu preciso dedicar esse capitulo para minha mais que especial Mitternacht! Primeira recomendação da fic!!! Eu quis postar no mesmo segundo que vi sua recomendação, amor, infelizmente não deu. Muito obrigada por palavras tão lindas! E na verdade eu adoraria saber qual e sua aposta em qual romance! E vocês, leitores, com quem vocês veem Amanda Creane tendo uma historia de amor?

Acordei assustada. Pisquei até entender onde estava:

Torre Vingadores. Eu estou no lugar mais seguro do mundo.

Mas todo meu corpo tremia, sentindo o terror de algumas horas passadas me preencher. Era difícil sobreviver a um sequestro e não restar sequelas.

As pontas dos meus dedos estavam roxos, meus pulsos marcados pelas algemas e em meu rosto tinha uns arranhões que nem me lembro como ganhei. E poderia ser pior se eu não...

Engoli seco, se não tivesse matado todas aquelas pessoas.

Ninguém falou comigo, nem no caminho, nem quando chegamos, nem mesmo Stark deu um comentário sarcástico ao ver o chão sujo pelo sangue impregnado em mim. O silêncio deles eram pior do que se gritassem.

Esperei por Bruce, depois de quase vomitar ao entrar na banheira e vê-la suja com sangue dos outros. Esperei que ao menos viesse ver como eu estava, afinal ele era o mais próximo de mim naquela torre. Nem Pepper teve coragem de dar as caras naquele quarto.

Deu pra entender que não queriam encarar o monstro que prometeram proteger.

Saí do quarto vestida com minha calça moletom e a camiseta da S.H.I.E.L.D, sem deixar minha bota de ferro pra trás. Fui direto a cozinha, afim de tomar um chá com um calmante,ou um antidepressivo que me fizesse parar de chorar toda vez que fechava os olhos e via aquelas chamas.

Eu matei quarenta sete pessoas. O jornal não escondeu o resultado da tragédia na fábrica de leite, descrevendo cada morto. Masoquista, eu assisti a tudo, cada vítima, cada familiar... Tudo porque fui dominada pela minha vontade sanguinária. Tudo porque eu era um monstro.

O barulho do micro-ondas me impediu de voltar a chorar, nunca chorei tanto na vida. Chorava por mim. Pelos inocentes. E chorava por saber que não tinha meu padrinho pra me defender.

Tomei uma xícara de chá e alguns remédios pra dormir que Pepper me dava quando minha mente ficava maquinando atrás de Fury. Eu nunca tinha partido pra iniciativa de tomar remédios, naquela noite engoli quatro de uma vez para ter certeza que teria efeito.

– Creane!

A voz do treinador era alta, estridente e imperativa. Ele estava nervoso comigo, assim como muitos daquela sala, o que pra mim era normal.

Eu sempre era a mais fraca nos exames, sempre fui desqualificada demais para ir ao nível superior e me tornar assassina prodígio. Os prodígios tinham liberdade para saírem em pequenas missões e executar seu alvo. Soldados como eu só tinham direito a comer um bolo a mais quando feria alguém.

E eu nunca comia o bolo.

– Amanda fracote! — Gritou o meu oponente na minha frente, mostrando sua língua de cobra.

Mesmo numa turma mais nova que eu, ainda parecia pequena demais para virar alguém como minha irmã. Quer dizer, eu era demasiadamente branca, minhas mãos eram pequenas e meus dedos finos, sequer deveria pesar o mesmo que a criança mais nova dali, e minha estatura baixa não amedrontava ninguém.

Tatia dizia que por parecer tão frágil eu era a mais perigosa.

– Você sabe como se faz! Ande e acabe com isso! – Gritava meu professor.

Foi então que eu avancei no meu oponente, me concentrando em seu pescoço. Ele me jogou pra longe quando avancei, mas isso não me impediu de transferir um soco na cara dele antes de me empurrar. Voltei a correr em sua direção, e o joguei no chão, mesmo que ele fosse o dobro do meu peso.

Segurei em seus pulsos, retirando a faca da minha calça e apontando para seu pescoço.

Um golpe e ele estaria morto. Simples e rápido.

– Amanda! – Alguém me puxou pelos cotovelos, me fazendo despertar.

Pisquei varias vezes, devo ter piscado mil vezes, até começar a entender o que eu realmente estava fazendo.

Steve estava sendo auxiliado por Natasha, ela o ajudava a levantar e dividia seu olhar entre mim e ele. Reconheci as mãos fortes que me segurava como as mãos de Thor. Seu aperto estava tão forte que provavelmente me deixaria hematomas.

Meu Deus, o que eu fiz?

– Pode soltar ela, Thor – Natasha mandou sustentando seu olhar em mim. – Ela esta voltando a ser a mesma.

Thor apenas afrouxou o aperto, não soltou completamente. Era como se ele não confiasse nas palavras de Natasha. Era como se não confiasse em mim.

Eu nunca machucaria o Capitão América, seu grande saco de ossos!

Meus pensamentos não combinavam com a realidade, pelo menos não até terem me despertado. A faca ensanguentada estava no chão, um grande rasgo marcava a blusa de Steve, um pouco de sangue escorria de um corte de sua barriga.

E eu fiz aquilo.

– Steve... – Comecei a balbuciar. Senti meus olhos umedecerem, porém eu não iria chorar. – Me desculpe, eu não sei o que...

– Eu sei – Sussurrou olhando para Natasha sugestivamente. – Não parecia ser você. Quer dizer, era você, só que em outra versão. Como o Bucky...

– O que? – Sussurrou Natasha agora com seus olhos cravados em Steve. Eles pareceram conversar silenciosamente até ela se virar para mim. Sua expressão calma só me fez entrar em alerta.

Algo estava acontecendo, e não queriam me contar.

– Thor, acompanhe Amanda até o quarto – Pediu Rogers assumindo seu posto de Capitão.

– Se vocês vão falar sobre mim eu quero estar presente – Protestei tentando me livrar de Thor. Sem nenhuma chance, o cara era forte!

– Amanda – O tom do Capitão fez meus ossos congelarem. Merda, a coisa estava bem feia pro meu lado. – Vá pro seu quarto, por favor.

O uso do por favor não amenizou a ordem. E eu sou uma agente, não uma rebelde. Sei reconhecer as ordens dos meus superiores e sei quando não posso discutir sobre isso. Naquele momento era um.

Thor me levou até meu quarto ainda me olhando como se eu fosse uma louca, se eu tivesse em um hospício não seria olhada da maneira como ele me olhou.

Quando fechei a porta senti que eu estava sendo enjaulada. Como uma fera descontrolada.


Pov. Autora

Steve não se importou que estava no meio da madrugada, nem que tinha sido uma noite agitada até encontrarem Amanda. Aquele assunto seria encerrado naquela noite.

Era comum Steve sempre ficar acordado na madrugada, avistando New York da sacada da torre dos Vingadores, chegou a ser flagrado por Amanda uma vez. Aquela era mais uma de suas noites em claro quando escutou um barulho da cozinha e deduziu ser a jovem agente.

Lá estava ela, colocando quatro pílulas de remédios para dormir e tomando uma xícara de chocolate quente. Steve tentou impedir que Amanda se apagasse daquele jeito, uma quantidade como aquela poderia até mata-la. Então quando tocou em seu ombro ela parecia um animal sendo atacado.

Ela golpeava como uma assassina profissional, como Natasha, e ela se concentrava em pontos vitais. Ele tentava se defender e ao mesmo tempo não feri-la, estava mais que claro que ela estava perdida em sua mente. Suas pupilas estavam dilatas, o modo como erguia a boca parecia que ela imitava um felino, e até quando ele chutou sua barriga ela se encolheu como um guepardo. Amanda não estava sendo ela mesma.

Em um momento de descuido do Capitão ela conseguiu derruba-lo, subiu em cima dele e colocou uma faca fria e brilhante em cima de seu pescoço.

Quando Natasha a chamou novamente pareceu como se ela se libertasse do transe. E pelo seu olhar ela também não entendia o que estava acontecendo com ela.

Mas o Capitão América sim.

Thor voltou com Bruce e Tony, ambos pareciam bem vestidos e acordados, provavelmente empenhados em algum projeto.

– O que foi, Rogers? Eu e o Banner estávamos tendo uma conversa bem interessante de como voltar no tempo e te deixar preso no gelo – Tony deu aquele sorriso sarcástico.

Steve apenas revirou os olhos.

– Tá tudo bem, Steve? – Perguntou Bruce percebendo o rasgo em sua blusa.

– Que foi, tá praticando um cinquenta tons de vermelho com a ruiva ai? – Tony se sentou no sofá e mandou beijinhos pra Natasha.

– Se toca, Stark! – A ruiva ainda colocaria veneno alucinógeno no whisky dele.

– Eu preciso falar de uma coisa seria com você – Disse Steve assumindo seu posto de Capitão, fazendo todos prestarem atenção nele. – Eu estive a noite toda pensando em Amanda. Ela passou por mal bocados nessa semana, porém ela nunca surtou como hoje.

– Ontem – Tony corrigiu.

– Que seja, Stark, ontem! Pelo que sabemos Amanda não é uma agente de campo, ou é? – Steve buscou a informação com Natasha.

– Não! – Natasha exclamou totalmente segura. – Na noite em que a S.H.I.E.L.D enfrentou a H.I.D.R.A ela chegou a levar um tiro do namorado sem nem tentar se defender.

Os homens ergueram as sobrancelhas, percebendo que nunca souberam da historia e sem querer Natasha soltou.

– Isso é pessoal, gente, eu não podia sair contanto – A Romanoff se sentiu mal por revelar um detalhe tão particular da vida de Amanda.

Levar um tiro do namorado não deve ter sido fácil.

– Prova que ela não tem nenhuma habilidade em luta marcial e nem em autodefesa – Capitão apontou para Natasha. – Hoje ela me atacou como se fosse uma assassina enfurecida.

– O que? – Perguntou Tony e Bruce juntos.

– Se eu e Thor não tivéssemos descido seria capaz dela matar o Capitão – Natasha comentou.

– Isso não é possível, Amanda não faria isso! – Bruce exclamou incrédulo.

– Por isso a marca do Pânico na sua blusa? – Perguntou Tony. – Ela então sofre de multi-personalidade?

– Sim e não – Todos tinham uma expressão confusa sobre o que Steve estava querendo dizer. – Sim, foi Amanda, mas não essa Amanda. A Amanda que costumava ser antes de perder a memória. Pensem: Ela não se lembra dos pais, porem ninguém a procurou depois que perdeu as memórias. A carta de Fury dizendo que ela corria perigo, que tem um passado perigoso, que precisava mata-la e que ela deveria ser outra pessoa. O sequestro mesmo depois de Fury ser raptado. O surto psicótico e matar aquelas pessoas na fabrica de leite.

– Ela era uma criança treinada – Natasha sussurrou, sua mente trabalhava. – É claro! Por isso o namoradinho dela, Lucas, eu acho, não atirou para matar. Ele não podia. Assim como os caras que a sequestraram. Ela era uma criança da H.I.D.R.A.

– Tipo, treinada desde criança para matar? – Perguntou Thor.

– Sim, exatamente como eu e a KGB – Explicou Natasha. – Fury sabia dês do inicio, ainda sim a ajudou.

– Por que? – Bruce perguntou irônico. – Porque ele ajudaria e criaria a filha do inimigo sem querer nada em troca? Amanda disse que ele a encontrou num hospital em Louisiana, e se não foi ele que apagou suas memórias?

– Fury chegaria a esse ponto? Apagar memórias de crianças? – Thor não parecia crer nisso.

– Acredite Thor, nessa situação é bem melhor que seja assim – Todos fuzilaram Tony quando disse aquilo. – O que? Vocês queriam uma assassina treinada pela H.I.D.R.A vagando por ai?

– Isso não dá o direito de apagar toda sua vida para fazer o que quer – Disse Steve. – Se ele fez isso então não é melhor que Loki. Se pararem pra pensar Amanda nunca esteve fora dos olhos da H.I.D.R.A já que Alexander Pierce e outros agentes estiveram infiltrados ali sempre.

– Pode ser que a própria H.I.D.R.A apagou as memórias de Amanda usando a S.H.I.E.L.D – Natasha pensou sagaz, não acreditando que Fury faria aquilo com ela. Nenhum deles presenciou uma cena deles juntos. Ele a amava como uma filha. – Talvez ela soubesse de algo que não deveria saber, ou tenha saído do controle deles e isso fez com que a reiniciassem, agora sob os comandos da S.H.I.E.L.D, que não é muito diferente da sua agencia.

– E agora que a S.H.I.E.L.D “acabou” eles já não a tenham sob controle – Bruce completou. – Por isso o sequestro.

– Eles deviam fazer ou dar algo pra ela que não traziam suas memórias a tona – Tony olhou para a xícara em cima da sua mesa de centro e teve aquela ideia. – Agora que ela esta aqui isso esta voltando como flash de uma noite bem louca.

– Na noite que Fury foi levado, ele não tinha que estar lá. E se soubesse que iriam atrás dela e fez com que o levassem no lugar – Insistiu Natasha.

– Se a ordem era levar Amanda eles teriam levado, não a deixariam lá pra buscar depois – Steve rebateu. Então ele repensou a ideia . — A não ser que alguém não quis leva-la...

– Quem? Bucky? – Ela perguntou irônica.

– Vocês esquecem que ele trabalhou para H.I.D.R.A depois sumiu do mapa, agora voltou a trabalhar pra H.I.D.R.A sem mais nem menos – Por mais que parece uma tentativa falha do Capitão de mostrar que seu amigo era bom, ele estava certo.

– Ele pode ter a conhecido, se afeiçoado a ela talvez – Sugeriu Thor. Não era difícil se afeiçoar a Amanda. — Ainda tem uma pergunta: Por que ela é tão importante? Parece-me esforço demais para apenas uma garota.

– Você tem razão, Thor. Eles estão muito em cima dela – Natasha bateu no ombro do companheiro, reconhecendo que aquela pergunta foi inteligente.

Todos se calaram, criando suas próprias teorias. O primeiro a se manifestar foi Tony, dizendo:

– Tem caroço nesse angu.

Notas finais
Meus amores, muito obrigada pra quem não desistiu da fic e ainda esta aqui, lendo isso. Prometo voltar a postar com frequencia. E agradeço a todos os 56 acompanhamentos e 18 favoritos. Aqui vai meu gif mais fofo pra vocês: http://37.media.tumblr.com/72f23d40f53ac37f7845d12eb470aca7/tumblr_n5o4f6tvAs1rgvfxho5_500.gif Aproveitando a deixa, convido vocês a lerem minha fic: https://fanfiction.com.br/historia/630842/Todos_precisam_ser_salvos/ E sobre o Homem-Aranha, se gostarem do cabeça de teia passem lá, vou tratar sempre com muito amor. Beijos, meus Seestras
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.