A vida vale mesmo tudo isso?
4 Capítulo 4 – Revelação da verdade de segredos obscuros.
Notas iniciais
Capítulo 4 – Revelação da verdade de segredos obscuros.
E ecoou do fundo do prédio um sim com voz masculina.
...
Do fundo daquele galpão esquecido aquela voz masculina vinha de um moreno ao qual já tinha cessado a sua batalha com as pessoas do andar acima que tinham fugido.
Então Kirito se vira com um sorriso sarcástico e diz:
–Quanto tempo primo, da última vez que te vi... Você tinha apenas sete anos. Foi na mesma época do acidente de seus pais. Não foi?
Mest olhou ao seu primo e indagou:
–Porquê nunca me contou essa história, primo?
Kirito o olhou e disse:
–Porque pessoas fracas devem morrer e quando isso não acontece, eles se perdem num caminho de vazio e necessidade de preenchimento emocional sem necessidade, assim como seus pais e seu irmão, nem tanto do seu irmão. Não notou nenhuma semelhança desse local e dessas pessoas com quem lutou? Apenas pense primo, e quando se lembrar... Procure-me, aonde sempre íamos quando pequenos, mas só entenderá quando desvendar o mistério que há em suamente e que ecoa a charada: Nem aqui, nem lá, acolá talvez, nem em breve, nem agora, mas um dia passará e quando entenderes se libertará.
E assim, após o término de sua fala, Kirito, sumiu como uma sombra em meio a escuridão, deixando-os naquele local sem explicação, apenas palavras vagas e que deveriam ser interpretadas pelos mesmos de forma única e direta.
De volta em casa, Dene, Wendy, Mest e Suzy estavam sentados na sala, sendo que, o mais velho se prendia em pensamentos, que não estava conseguindo decifrar.
‘’O que será que ele quis dizer com aquilo?’’
–E então? –Dene indagou.
Todos prestaram atenção nela.
–Porquê vieram atrás de mim? –Suzy, a garota que iniciou toda aquela confusão anterior pergunta, direta.
–Nós estávamos apenas fazendo o nosso ‘’trabalho’’- diz Wendy com um tanto de ciúmes em voz, pois ela notou que Suzy não parava de fitar o garoto.
– Como assim ‘’trabalho”?- a garota indagava com um olhar de que não estava entendo nada do que se passava ali.
–Nós ajudamos todos aqueles que são capturados por criaturas malignas ou loucos obsessivos com o que chamam de planos ou algo assim — diz Mest explicando a situação a garota.
–E que fique bem claro que é apenas trabalho, o nosso trabalho. – dizia Wendy com um pouco de exaltação. Enquanto Wendy se pronunciava, Dene apenas ria da situação, por conta do descontrole de ciúmes da amiga.
Então Mest chega perto da Dene e pergunta em um cochicho o que se passava naquela cena de tão engraçada para a mesma estar rindo tanto.
–Tem certeza que você não entendeu nada? –Perguntava a garota com um tom irônico.
–Não. Eu realmente não estou entendendo nada... Mas tudo bem.
–Certeza? –Indagou Dene querendo ter certeza de que ele não estava entendendo.
–Sim, tenho certeza absoluta, já vi as garotas assim antes, mas nunca entendi o porque, achei que fosse normal, mas você não é assim, e ainda ri da situação, é eu não to entendo nada mesmo. –Dizia o garoto com um sorriso nos lábios
“ele parece estar falando a verdade” –Pensava Dene.
–Vou te dar uma dica, mas só uma, observe o comportamento delas e as conversas também –Dizia Dene se levantando –Você é esperto, vai entender –Dizia a mesma agora com um sorriso pequeno, mas um sorriso, e foi em direção a cozinha deixando o garoto confuso mas, feliz com o comentário da garota.
Mest se levantou e foi em direção das duas meninas que até agora se alfinetavam.
–Gente vocês não estão com fome? –Disse o garoto tentando puxar assunto com as garotas para ver se a briga não parava. –Bem eu to com muita, essa missão me deixou com uma fome enorme –Dizia ele sorrindo fazendo as garotas prestar a atenção nele.
–Hai, também estou com fome Mest-kun será que você não poderia me mostrar onde fica meu quarto para eu poder tomar um banho, por que eu to toda suja. –Dizia Suzy manhosa a Mest que coçou a própria nuca.
–Acho que não, tenho que ir ajudar a Dene na cozinha, mas a Wendy te mostra não é Wendy? –Wendy não muito satisfeita apenas assentiu e foi levar a garota ao seu quarto. –Arigatou –Mest gritou para que ela ouvisse e foi direto pra cozinha ajudar Dene.
No quarto de Suzy...
–Esse é o seu quarto, que é de frente com o meu, aquele ali do lado é o da Dene-chan, e o da frente do dela é o do Mest-kun. –Dizia Wendy explicando o local dos dormitórios –Bem, tem roupas no armário, e toalha no banheiro, vou deixar você tomar seu banho, quando terminar, se estiver com fome a Dene-chan e o Mest-kun estão fazendo o jantar. –continuava com um sorriso explicando, a garota nunca tinha feito nada a ela, então ela achou melhor parar com as alfinetadas por enquanto.
–Ok, arigatou Wendy-chan, e gomen por mais cedo, vou tomar um banho, acho que vocês deveriam fazer o mesmo, parecem cansados. –Dizia Suzy com um sorriso mostrando a trégua entre elas.
Wendy se retirou e deixou Suzy só, para que a mesma se lavasse e descansasse. Suzy olhava o quarto, era grande e bonito, assim como o apartamento era grande e bem mobiliado, então ela se dirigiu ao banheiro para higienizar-se.
Na cozinha...
Mest e Dene já tinham quase acabado o jantar, que iria ser rámen de porco até que Wendy desce as escadas, para ajuda-los.
–Iai querem ajuda? –indagava Wendy.
–Hai, você poderia botar a mesa Wendy? –Perguntou Mest e ela assentiu com a cabeça e foi colocar a mesa.
–Então a Suzy vai ficar conosco aqui Mest-kun? –Indagou Dene
–Sim, espero que não tenha problemas. –se pronunciou.
–Não, problema algum por que assim como nós ela precisa de proteção então ela é bem-vinda aqui. –Disse Dene que recebeu um olhar mortal da amiga, ela riu para amiga que já estava azul de raiva.
Então Suzy desceu agora já com outras roupas e as garotas e o garoto se lembraram que desde que chegaram não se lavaram, eles subiram e foram se lavar após isso desceram, jantaram, ficaram conversando um pouco e despois foram dormir, por que hoje o dia tinha sido cheio.
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