A vida pelo o Amor
17 Dezessete
Notas iniciais
Assim que chegamos em casa eu fui para o fogão preparar o brigadeiro, Mello foi para a cozinha buscar suas caixas de chocolate junto ao Near. L ficou arrumando os colchões infláveis na sala para a sessão de filme e jogos.
-Ryuzak porque não deixa o Mello sair quando você não esta em casa? –puxei assunto.
-Porque o Near não pode ficar sozinho.
-E porque o Near não pode ficar sozinho?
-Porque quando ele era pequeno, quase atirou fogo na casa.
-Agora entendo o porque não o deixa sozinho.
-Mais alguma pergunta? –L se sentou no sofá.
-Você confia no Mello?
-Não totalmente, agora passei a confiar mais nele, já que ele esta cuidando bem do Near. Se bem que eles tem muitas brigas, mais isso é normal entre irmãos.
-Tadaima! –gritou Near.
-O brigadeiro esta pronto? –perguntou L.
-Não, ele tem que ficar na geladeira alguns minutinhos. –tive uma ideia. –Acho que vou fazer pudim o que vocês acham?
-Dia dos doces? –perguntou Mello.
-Sim. –falei, L sorriu.
-Eu aceito. –respondeu Mello se sentando no balcão da cozinha.
-Eu também. –respondeu Near, se juntando ao Mello.
-Garoto você me ama, certo? –Mello ficou emburrado.
-Sim, sim. –disse Near sorrindo sem parar. –Ao L também.
-Isso nós já sabemos. –Mello pegou uma barra de chocolate.
-Hora das questões sobre o passado. Ryuzak junte-se aos seus irmãos. –L fez o que pedi.
-Anda pergunta. –falou assim que sentou na mesa.
-Vou começar com o Ryuzak. Como conheceu o Watari? –eu estava ansiosa e curiosa.
-Quando eu tinha dez anos.
-Porque você conheceu ele?
-Eu fui para a Wammy’s House.
- O que é Wammy’s House?
-No inicio era um orfanato criado pelo o Watari após da Segunda Guerra Mundial, para acolher as crianças que perderam familiares na guerra.
-Porque você foi para lá?
-Quando eu tinha quatro anos meus pai morreu em um acidente de carro. Deste dia em diante minha mãe começou a cuidar muito mais de mim e do Near. Então ela foi trabalhar no orfanato.
-Como sua mãe conheceu o Watari?
-Ela é sobrinha da irmã dele. O pai da minha mãe é o irmão do cunhado do Watari, nós sempre passávamos os feridos e festas juntos. Pelo menos foi isso o que Watari me contou. Foi assim que minha mãe foi trabalhar no orfanato.
-Como você se tornou um detetive?
-Watari sempre vigiava as crianças, mas eu e Near sempre ficávamos mais tempo sobre seus cuidados. Com o tempo Watari descobriu que eu era mais inteligente que o normal. Ele me passou por pessoas especialistas e descobriram que eu era uma criança dotada, muito mais inteligente que os outros. Uma das cozinheiras era casada com um detetive profissional, ele adorava crianças, sempre estava lá. Quando eu tinha doze anos o detetive estava estressado porque não conseguia resolver o caso, eu pedi permissão a ele para ler os documentos, ele deixou porque acho que era só uma besteira. Eu comecei a dar dicas sobre o culpado, e o detetive me escutou e acabou que consegiu resolver o caso. Deste dia em diante ele me ensinou tudo sobre direito e outras coisa, e foi assim que acabei me tornando o melhor detetive do mundo. –fiquei pasma.
-Como era seu relacionamento com o Near?
-Quando meu pai morreu Near ia fazer um ano. Quando ele fez três minha mãe faleceu, a partir deste dia eu dava muita atenção ao Near, por isso ele é uma criança mimada, eu prometi a minha mãe que tomaria conta dele.
-Como conheceu o Mello?
-Mello era o filho do único irmão do meu pai. A mãe de Mello morreu no parto, depois disso o pai dele não quis saber mais dele e o meu pai passou a cuidar dele, Mello sempre morou conosco, fui criado com ele, por isso vivemos brigando, do mesmo jeito que minha mãe nos tratava ela tratava o Mello. Quando o Near nasceu Mello e eu passamos a cuidar bastante dele, quando meu pai morreu Mello foi quem mais sofreu, ele era muito apegado ao meu pai, nós três sempre fomos criados como irmãos. Quando minha mãe foi pro orfanato Mello se tornou esta pessoa chata, mas que eu adoro porque conheço ele. Depois que minha mãe morreu passávamos mais tempo juntos e Watri percebeu que Near e Mello também eram crianças dotadas, claro um pouco menos que eu mas eram assim mesmo.
-O que aconteceu depois que você se tornou detetive?
-Mello e Near não quiseram vir para o Japão comigo, ficaram lá. Mas mantínhamos contatos. Mello prometeu cuidar do Near.
-Com quantos anos veio para o Japão?
-Quatorze.
-Quando Mello e Near vieram para o Japão?
-Quando eu comecei a perder a cabeça e dar um de revoltado. Foi no ano passado, Mello e Near me ajudam a me controlar. Coisa de irmão.
-Quando parou de ser uma criança normal?
-Eu comecei a me sentar deste jeito quando minha mãe morreu, eu descobri que ficava normal, eu não gostava de ser normal. Near se parece comigo, as vezes ele se senta igual a mim. Ele me admira muito, eu não sei o porque dei muito trabalho no ano passado.
-Quando parou de ser sentimental e passar a ser frio e grosso?
-Quando o advogado morreu e eu tive que deixar meus irmãos de lado. –Mello e Near ficavam calados todo o tempo.
-Mello sua vez, porque prometeu cuidar do Near?
-Quando eu fui morar com ele eu me apeguei ao L, a partir deste dia ele se tornou oficialmente meu irmão. Quando o Near nasceu, para eu não me separar do LL eu passei a cuidar do Near junto com ele, e me apeguei ao Near, ele era um lindo bebe, cabelos cinzas e infelizmente tinha os olhos do L. Assim eles passaram a ser minha família, senti a mesma coisa quando eles perderam, tanto o pai quanto a mãe. Eu sabia que eles eram meus tios, mas me pediam para chama-los de mamãe e papai, meu pai morreu na guerra e não me importo com ele.
-Você ficou com inveja do L quando ele se transformou no melhor detetive do mundo? –coloquei o pudim no forno.
-Não. Eu admirava ele e ainda admiro. Toda vez que o L voltava da aula com o detetive ele nos ensinava tudo o que aprendeu. E eu adorava cuidar do Near nesse tempo em que ele não estava, acho que o Near puxou minha teimosia. Quando o L veio para o Japão eu fiquei deprimido, e para desponta-lo prometi cuidar do Near.
-Porque não quiseram vir junto com ele?
-Porque depois do sucesso do Lawliet o orfanato virou uma escola para crianças dotadas com o objetivo de achar crianças para substituírem o L no futuro. Watari contratou os melhores detetives para nos dar aulas, aprendemos tudo o que L aprendeu, inclusive japonês. Deste dia em diante Near e eu queríamos nos esforçar para sermos os seu substituto. Foi ai que começou nossas brigas. Mas agora não é mais por causa do L e sim porque somos irmãos e Near tem alguma coisas parecidas comigo e por isso não nos damos muito bem. L por outro lado sempre cuidou de nós como se fosse nosso pai ou irmão mais velho. Por isso temos regras. No dia em que Near quase colocou fogo na casa, eu e Near tínhamos acabado de vir para o Japão, estávamos sozinhos em casa e o L estava resolvendo um de seus casos. Eu não olhei o que o Near estava fazendo, por isso L perdeu a confiança em mim, mas pelo o jeito estou conseguindo ela de volta.
-Porque o L começou a dar trabalho?
-Porque ele estava apaixonado por uma menina e ela não gostava dele, e depois ele passou a ser um adolescente normal, ele começou a arrumar brigas, e coisa de adolescente de quinze anos é comum. –não aguentei e comecei a rir quando imaginei o L agindo como um adolescente normal.
-Vocês são muito unidos certo?
-Sim. É só isso? –perguntou Mello.
-Acho que já sei o suficiente. Então o Mello adora ser o centro das atenções, porque?
-Não sei.
-Isso é desde sempre. –respondeu L.
-Mas e eu, não vai me perguntar nada? –Near reclamou.
-Porque gosta tanto de brinquedos?
-Porque os meninos sempre me enchiam com brinquedos, é por isso que adoro. Estão sempre me dando presentes desde que eu era pequeno, eles vivem me dando brinquedos, me enchiam de ursinhos de pelúcia e mimos.
-Realmente nós adoramos comprar presentes para o Near. –L afirmou.
-Confesso, eu também mimei ele, por isso ele não cresce. –eu ri do comentário do Mello.
-Qual seu nome verdadeiro Mello?
- Mihael Keehl em japonês é Mihaeru Kēru.
-Porque tem o apelido de Mello?
-L me deu antes do Near nascer. Ele me chamou assim porque adorava e adoro chocolate.
-E porque Near e qual o seu nome?
-Essa eu mesmo respondo. –disse Near. – Meu nome é Nate River, o L sempre me chamava de Near, porque eu era o segundo filho legitimo e porque Near significa próximo. Havia outras crianças com apelidos no orfanato. Mello e eu sempre estivemos em primeiro lugar na lista de sucessores de L, porque somos parentes, fomos criados juntos e porque é o que o L quer. Mas havia um terceiro na lista o Matt, melhor amigo do Mello.
-Onde ele esta? –perguntei ainda curiosa.
-Na casa dele. Ele mora a alguns quarteirões daqui, não o viu no colégio? –disse Mello.
-Não.
-Mas vera ele logo, amanhã ele vai no parque conosco.
-Ele também era apegado a mim no orfanato. Ele morava lá porque a mãe dele era mais uma das cozinheiras, mas ela casou com um homem rico e ele mima o Matt. É por isso que não quero escolher entre o Near e o Mello, porque são meus irmãos. –disse L.
-História comprida.
-Podemos jogar? –perguntou Near.
-Sim. –falei.
Passamos a noite jogando alguns dos jogos que o Near separou. Depois vimos os filmes enquanto comíamos o brigadeiro e o pudim. Para minha surpresa Mello, Near e L choraram com os dois filmes que aluguei. Fomos dormir, ia dar três horas da manhã.
-Saco, você nos fez chorar. –reclamou Mello.
-Não quero dormir sozinho. –Near estava agarrado ao um ursinho de pelúcia.
-Vamos dormir na sala Near.
-Eu e a Misaki vamos para o quarto ela vai tomar banho no meu banheiro hoje. Enquanto isso vou me trocar.
-Sei, tomar banho. –Mello deitou no colchão.
-Mello.
-Desculpe. Já são três horas, não podemos ir para o parque mais tarde?
-Esta bem, vamos as nove. –L e eu fomos para o quarto.
-Porque você não vai comer algodão doce?
-Quando eu disse que não ia comer? –perguntou.
-Hoje mais cedo.
-Verdade? Eu devo ter me enganado.
-Vou tomar banho. –entramos no quarto. Assim que entrei no banheiro e entrei de baixo do chuveiro meu corpo tremeu ao lembrar que o L estava no quarto a lado. Meu corpo estava estranho.
-Misaki vai demorar? –bateu na porta.
-Já acabei. –falei abrindo a porta.
-Podemos ficar um pouco a sós antes de irmos para a sala? –o que ele queria desta vez?
-Sim. Ryuzak desde quando tem essas olheiras? –sai do banheiro.
-Desde quando o Near nasceu. Ele vivia chorando a noite então em vez dos meus pais acordarem era sempre eu, e passei a ficar acordado por horas devido ao açúcar.
-Sempre atencioso. –me joguei na cama dele.
-Estou com vontade. –L se jogou ao meu lado.
-De que?
-Você me deixou com vontade. Sobre aquilo. –L me abraçou.
-Jura? –não sei o que me deu.
-Sim.
-Pois eu também fiquei. –L ficou surpreso e logo deu um sorriso. –Se você quiser, estou a seu dispor.
-Quem diria, que você tem um lado pervertido. –brincou.
-Você acabou de despertar este meu lado. –não sei o que estava acontecendo comigo, mas eu queria aquilo, aquele era o momento certo. L me beijou, e do mesmo jeito que fez da ultima vez, L ficou entre minhas pernas. Quando notei eu já estava sem minha blusa do pijama e estava tirando a de L.
-Tem certeza do que quer? –ele sussurrou em meu ouvido.
-Sim. –L continuou, as mãos dele estavam quentes e estava me aconchegando. O toque dele era suave, ele estava sendo gentil comigo. Não sei o que houve mas eu já estava sem roupa, L estava em cima de mim, L parava e olhava para mim o tempo todo, já estava acontecendo e não seria bom para nós dois parar bem no meio. Uma dor tomou meu corpo, mas era boa, L e eu agora somos um. Parte dele estava dentro de mim, minhas pernas tremiam, eu passava os dedos pelo o seu cabelo macio, L estava com a respiração ofegante. L estava suado e eu também provavelmente, com cuidado ele tapava minha boca para que eu não pudesse gritar, o corpo dele estava quente, eu não queria que aquela noite acabace, finalmente esta noite tinha chegado, foi o melhor momento para aquilo. Ele foi carinhoso e cuidadoso o tempo todo, o modo como o coração dele estava acelerado me deixava mais calma. Quando ele vinha tapar minha boca eu reparava em seu rosto, ele estava um pouco vermelho. Não sei por quanto tempo ficamos ali, mas foi a melhor noite da minha vida. L colocou o relógio para despertar as oito horas, assim que saiu de cima de mim.
-Você esta bem? –perguntou me deitando em seu peito. –Eu te machuquei?
-Não. L não se preocupe, eu fiquei, estou e ficarei bem.
-Como foi? –ele franziu a testa.
-Muito bom. Muito melhor do que eu esperava.
-Eu senti as suas pernas tremerem.
-Quando? –olhei para ele.
-Toda vez que você ia gritar, você ia me prendendo ao seu corpo aos poucos. –ele sorriu, um sorriso lindo diferente dos outros, estava mais atraente. Meus olhos se encheram de lagrimas ao lembrar que a qualquer momento L poderia morrer. –O que foi?
-Espero que seu plano funcione. –falei preocupada.
-Vai funcionar, confie em mim. –olhei para L e ele estava com os olhos lacrimejando. Ele acariciou meu cabelo. –Se acontecer alguma coisa comigo, quero que você cuide dos meninos por mim, e nunca se esqueça que eu amo você!
-Eu amo você L Lawliet, prometo que nunca vou esquecer! –fechei os olhos. L e eu dormimos juntos.
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