A vida entre anjos

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Ao sentar em seu sofá, Castiel olha para Uriel que pega uma caneta em uma mesinha de madeira próxima ao sofá e começa a desenhar um pentagrama em um papel.

— Você tem velas negras? – Diz Uriel olhando para Castiel esticando a mão como se estivesse esperando ele o entregar.

— Você e realmente um anjo ou macumbeiro? Porque você que uma vela negra??? – Castiel olha para Uriel indignado com o pedido do anjo.

— Estou apenas brincando com você. – Uriel começa a rir e se levanta. – Levante-se, e olhe para mim.

Castiel se levanta junto com Uriel e um fica de frente para o outro, enquanto Uriel diz algumas palavras que Castiel não entedia, o papel onde está o pentagrama queima e so fica a imagem, Castiel fica espantado até que Uriel coloque a mão esquerda em seu ombro e sua direita vá em direção a testa de Castiel, colocando apenas o dedo indicador e o médio na testa ele estende novamente a mão esquerda e o pentagrama vai na mão dele.

— Castiel, feche os olhos só um instante e só abre quando eu pedir – Dizendo isso Uriel esboça um sorriso, onde faz Castiel que estava um pouco tenso se acalmar e acenar com a cabeça de forma positiva e fecha os olhos.

Castiel fica pensando o que pode acontecer desse dia para frente, e não consegue negar que está um pouco feliz por Uriel estar ali, mesmo o irritando, poderia tirar todas suas dúvidas.

— Castiel, abre os olhos. – Ouvindo isso Castiel abre os olhos e ve a mão de Uriel com o pentagrama em chamas, mas era chamas azuladas. – Olhe em sua volta Castiel. – Dizendo isso Uriel retira os dedos da testa de Castiel.

Eles estavam em outro lugar, ele sentia uma calma imensa em seu coração, o lugar era belo parecia que estavam em meio de um lago gigantesco, a água era tão limpa que dava para ver seus reflexos nela e um céu azul com algumas nuvens tão bancas que parecia algodão. Uriel deixa o pentagrama cair na água que faz algumas ondulações como se fosse uma pequena pena que caia em uma água bem tranquila.

— Nós estamos na divindade de sua mente, aqui posso te mostrar tudo. – Ao dizer isso Uriel olha para o chão que começa a aparecer imagens de anjos guerrilhando a muitos séculos atrás. – Veja isso Castiel, isso foi a antiga guerra celestial, onde alguns humanos ajudavam os anjos em suas lutas, Deus nessa época já estava ausente de seus serviços da terra, ele a criou e não ligou mais para esse lugar, achou desinteressante cuidar desse mundo, e deu a nos anjos cuidar. Todo humano tem anjos da guarda ou anjos guerreiros, alguns deles morrem defendendo seus próprios humanos, assim como aconteceu com o seu.

Castiel fica espantado com o que Uriel vai dizendo, parecia que nada daquilo era verdade, mas mesmo assim prestava atenção no que Uriel dizia, pois ele queria saber o porquê de estar acontecendo isso justo com ele.

— O que aconteceu com meu anjo. – Castiel dizendo isso fica com tom sério.

— Ele morreu defendendo no dia que demônios queriam te dominar, já que você não levava a sério esse esquema de anjos demônios e deus. – Dizendo isso Uriel fica com expressão muito séria. – Ele era meu irmão mais novo não era tão forte já que não era um anjo guerreiro, grande anjo que sempre esteve do seu lado, ele fraco ainda o defendia, até que no dia que você em sua escola disse que não acreditava nessas coisas de anjos, e que tudo era mentira e que também os demônios poderia enfrentá-lo pois aquilo não existia, nem acreditar que existia um deus. – Tudo que Uriel falava aparecia como se fosse um filme no chão onde eles estavam. – Não quero que você fique triste por ele, isso e trabalho de um anjo da guarda, agora que eu estou aqui, não adianta muito você ir à igreja que vai me devolver as forças. O buraco e mais em baixo dessa vez. – Uriel começa a rir.

— O que é você Uriel. – Castiel dizendo isso aponta para Uriel.

— Eu sou o anjo guerreiro mais forte do reino, classificado com nível alfa 5, que no caso é o nível mais alto dos anjos de guerra, mesmo com 10% de minha energia, ainda sou considerado o mais forte, ficando agora atrás de anjos classe alfa 2. – Uriel dizendo isso aparece abaixo deles todos anjos guerreiros.

— Porque você me escolheu, não faz sentido eu um cara ateu ter um anjo forte como você. – Castiel falando alto e irritado com o que estava ouvindo.

— Porque você é um cara que se parece comigo, no caso, você é eu na forma humana. Alguns anjos não ficam com suas formas humanas, pois não é tão simples de explicar como é a seleção de escolha de anjos para quem fica com quem, só sabemos que quando um humano morre seu anjo da guarda morre também, pois já terminou seu trabalho, mas no meu caso, mesmo se você morrer, eu não morrerei, pois sou seu segundo anjo. – Uriel dizendo isso começa a andar um pouco pelo lugar onde eles estão.

— Ainda não entendi o como e porque você veio comigo. – Castiel ficando confuso se agacha.

— Porque sua mãe me pediu. – Uriel dizendo isso, uma pequena rajada de vento bate e pequenas penas brancas se levantam. – Eu conheci sua mãe Castiel, mas não quando ela estava viva, quando o ceifeiro estava levando ela, ela fez esse pedido, e eu ouvi, mas tem outros motivos para eu ter escolhido você como minha chave.

— Me diga, o porquê Uriel, me diga o porquê você quer me envolver. – Dizendo isso Castiel se levanta.

— Porque você quer também defender as pessoas que estão ao seu redor e também porque você é minha chave, você é o único que pode me ajudar a descobrir o porquê os anjos caídos estão fazendo essas coisas, pois como eu te disse, todas pessoas tem um anjo com elas e algumas delas podem ter anjos caídos fazendo elas se voltarem para o mal. – Uriel dizendo isso vai em direção ao Castiel.

— E o que eu tenho que fazer? Sou apenas um humano sem nenhuma habilidade, nem de luta nem poderes. – Falando isso Castiel fica cabisbaixo.

— Por enquanto Castiel, teremos que estar juntos por enquanto, pois ainda não sei como fazer meus poderes voltar, pois depois de Deus ter selado eles para o bem da humanidade, não sei como fazer eles voltar. – Uriel dizendo isso com tom um pouco cabisbaixo também, colocando sua mão em sua testa.

— Porque para o bem da humanidade ele fez isso, selando seus poderes, deixando com apenas 10% deles? – Castiel questiona.

— Pois se um dia eu precisar voltar a terra, com minha força total, mesmo não querendo eu destruiria esse mundo sem minha chave. – Dizendo isso Uriel fica de costa para Castiel. – Você tem potencial de ser um profeta, o esquema não é você ir na igreja e ter uma bíblia em mãos, agora vai ser diferente, esquece esse lance de fé, teremos que criar confiança um ao outro, para que você possa liberar minhas forças, e se torne um profeta, mas Castiel você tem duas opções agora.

— Quais são? – Castiel olha para Uriel que se vira olhando para ele.

— Você pode ignorar tudo isso e ver seus amigos morrer e não poder fazer nada, ou poder fazer algo, mas corre o risco de que eles se envolvam do mesmo jeito já que a Vila do Porto dos Sonhos está repleta de anjos caídos mesmo você não aceitando eles podem se envolver nisso, você poderá perder vários amigos, mas pode salvar a humanidade, e boa parte deles. O que você escolhe? — Uriel em tom sério olha fixamente para Castiel que fica espantado com as opções.

— Eu aceito. – Olhando fixamente para Uriel que se espanta com a resposta sincera e rápida de Castiel. – Não quero apenas ficar olhando meus amigos em perigo, eles são minha família mesmo se eu morrer, quero morrer defendendo eles Uriel. Por favor me faz ser um profeta Uriel.

Uriel fica espantado, mas começa a rir, assim colocando a mão em seu bolso tira uma pequena bola de luz, estendendo a mão com a bola de luz para Castiel ele pensa com sigo mesmo de que aquele garoto realmente tem potencial e que não estava errado em o escolher para ser sua chave.

— Ok garoto, mas saiba que não terá mais volta ok? – Uriel fechando os olhos sorrindo com tom irônico.

— Sim eu sei, mas eu nunca volto atrás em minha decisão. – Dizendo isso Castiel toca na luz que faz seu corpo todo brilhar, ele se espanta pois sente um calor em todo seu corpo, mas não era algo que queimava, era algo gostoso como se estivesse em uma lareira bem quentinha.

— Vamos pirralho, vamos ser a dupla mais foda desse pais. – Dizendo isso Uriel sorri para Castiel que balança a cabeça em sinal de ok. – Vamos chutar a bunda de alguns anjos caídos.

— Sim vamos lá. — Dizendo isso Castiel olha para Uriel que estava sorrindo como se estivesse muito feliz com a decisão que ele tinha tomado.

Uriel chega perto de Castiel e toca em sua testa fazendo eles voltar a casa. Castiel se sentia um pouco exausto com o ocorrido mais cedo, e vai para seu quarto tentar descansar um pouco, quando ele acende as luzes, estava lá Uriel de pijamas na cama dele.

— O que caralhos você está fazendo em minha cama, você é um anjo, você não deve ter sono e nem devia estar na minha cama. Some daí! – Castiel gritando e apontando para Uriel que já estava de baixo do cobertor.

— Nossa como você é rude, achei que já nos era amigos! – Uriel se levantando da cama e indo em direção a Castiel. – Ok onde irei dormir, porque nos anjos também devemos descansar.

— Vá dormir no sofá, mas essa cama é minha! – Castiel dizendo isso apontando para o sofá velho dele.

— Você é bem rude com o cara que te salvou a menos de uma hora atrás de um anjo caído. – Uriel dizendo isso fazendo bico como se fosse uma criança de 5 anos.

— Não me importo, deita lá vou te arrumar algum cobertor e travesseiro. – Castiel após dizer isso vai até seu guarda-roupas e procura algum outro cobertor que ele tinha guardado.

Uriel ri da situação e deita no sofá, fica pensando do porque o anjo caído já ter atacado tão cedo, já que os outros anjos informantes tinha o avisado que eles ainda estavam se preparando para um possível ataque a vila de Porto dos Sonhos, aquilo não fazia nenhum sentido.

— Será que deve ter alguma pedra celestial aqui? Mas se tiver, onde ela estaria? – Uriel pensando enquanto olhava para o teto da casa.

— Aqui está! – Castiel joga o cobertor e travesseiro na cara de Uriel, que olha para ele indignado.

— Muito obrigado sua tsundere*! – Uriel dizendo isso com tom irônico, faz Castiel ficar bravo e fechar com força a porta do quarto, Uriel começa a rir e se acomoda no sofá velho da sala.

— Ainda não entendi muito bem o porquê tudo isso estar acontecendo comigo, mas logo saberei os detalhes, porque esse anjo caído estava atrás de mim antes, isso está muito confuso e estranho ao mesmo tempo, espero que tudo se resolva e Uriel me explique melhor. – Pensando nisso Castiel se deita em sua cama e se cobre para dormir, apagando a luz do abajur do lado de sua cama, onde ficada tudo em silencio e calmo, Castiel pega no sono e dorme.

*tsundere- é um termo japonês para uma personalidade que é inicialmente agressiva, que alterna com uma outra mais amável.

Na manhã seguinte, Castiel sente algo do lado dele na cama, ele ainda estava no efeito do sono, e sente que alguém estava com a mão em seu pênis, que no caso estava ereto, alguém estava ao lado dele acariciando tão bem que Castiel começou a gemer. Sentindo seu calção sendo abaixado, sente alguém, com uma mão muito macia esfregando ele, ele ainda meio atordoado com o sono não consegue saber se aquilo era um sonho, até sentir algo úmido, parecia que alguém estava colocando a boca, ele começou a sentir um prazer muito grande. E começa a chupar ele de uma maneira tão boa que ele começa a ter alguns espasmos em seu corpo, a pessoa que estava fazendo aquilo não parecia uma novata no assunto, sabia pegar com a língua nos pontos mais frágeis de Castiel que se contraia. Usando a língua o ser que estava lá passava envolta da cabeça e chupava passando a língua em torno enquanto boa parte do pênis de Castiel estava dentro da boca, quando Castiel estava quase chegando ao seu nível extremo ele lembra que só tinha Uriel em sua casa, ficando nervoso ele pula da cama com medo de que seja Uriel lá, ao acender a luz vê Micaela, seminua apenas com a parte de baixo vestida.

Seus seios eram tão belos com mamilos rosados, seios fartos que com a roupa que ele tinha visto ela antes parecia menores, um corpo tão delicado e branco quanto a neve, suas curvas tão perfeitas que deixaria qualquer modelo com inveja de seu corpo, seu rosto estava tão lindo com os cabelos brancos bagunçados em sua face, o olhar um pouco caído, mas muito sexy, que fazia Castiel se derreter só em olhar para ela.

— Micaela... O que você está fazendo aqui??? – Dizendo em tom baixo, pois poderia acordar Uriel, e ao olhar para baixo vê seu pênis a mostra e ele o esconde com a mão.

— Para um cara como você, até que você aguentou bastante. – Dizendo isso Micaela lambe os dedos de um modo muito sedutor. – E também não achei que você teria um instrumento tão grande assim.

— Bom. Na verdade, eu uso camisinha G... Ma-mas porque caralhos eu to dizendo isso, Micaela porque você está na minha cama seminua??? – Castiel começa a gaguejar de vergonha, não era a primeira vez dele, mas ele estava espantado por uma mulher tão linda do nada estar na cama dele.

— Eu vim acordar vocês dois, mas você estava tão bonitinho dormindo que resolvi me deitar com você e aproveitar te olhar dormindo, mas não resisti ao sentir que você estava duro. – Dizendo isso Micaela fica corada e colocando a mão na cara. – E também você estava se sentindo tão bem e confortável que não consegui parar.

— Acorda seu arrombado o dia começou! – Uriel abrindo a porta do quarto de Castiel, e os dois naquela situação, ele fica envergonhado, ele fecha a porta desesperado. – Foi mal, volto daqui 30 minutos. -Saindo do quarto, Uriel vai até para fora da casa com a cara vermelha de vergonha.

Ao ver Uriel saindo, Castiel fica extremamente envergonhado, começa a vestir suas roupas se preparando para ir à escola, já que era sua última semana de aula. Olhando para Micaela envergonhada, ele joga sua camiseta para ela que o olha e esconde seu rosto.

— Você pode vestir se quiser, não estou vendo nenhuma roupa sua aqui. – Dizendo isso Castiel termina de colocar sua camisa. – Não sei porque você está envergonhada agora, mas enfim vou nessa.

Castiel saindo do seu quarto, Micaela fica em seu quarto e se deita em sua cama abraçada com a camiseta que tinha recebido dele. Ao Sair de sua casa com sua mochila Castiel se depara com Uriel no portal de madeira de sua entrada.

— Já terminou o trabalho. – Dizendo isso Uriel dá uma risadinha irônica.

— Cala sua boca. O que você está esperando.

— Antes de ir, quero que você carregue isso?

— Isso o que? – Castiel questiona Uriel. – Eu não tenho tempo para suas bobagens.

— Meu celular acabou bateria, dá uma recarga nele. – Uriel mostrando para Castiel seu celular.

— Some da minha frente. – Castiel se irrita e coloca a mão no peito de Uriel para o retirar da frente do portão.

— Estou brincando, cara, nossa que mal humor, nem parece que fez direito essa noite com a Micaela. – Dizendo isso Uriel ri mais uma vez da situação que tinha pego eles mais cedo.

— Não rolou nada entre eu e ela, além disso nem sei porque ela fez aquilo. O que você quer de mim agora Uriel, estou atrasado. – Castiel já fora de casa questiona Uriel que o ficava perturbando.

Até que Uriel coloca a mão em seu bolso e tira um colar, ele tinha um formato de floco de neve, bem detalhada todo feito de cristal, seu cordão era um pouco azulado da mesma cor do seu azul mais bonito que já tinha visto, o pingente não era tão pequeno, era quase do tamanho de seu dedo polegar, transparente e tinha algo escrito em suas bordas, mas as palavras eram tão pequenas que não se dava para ler.

— Coloque isso, isso irá proteger de algumas coisas. – Dizendo isso Uriel vai em direção a casa. – Provavelmente eu irei em sua escola para verificar algumas coisas e ver algumas meninas também, porque lá ta lotado de garotas bonitas.

— Proteger do que exatamente? – Castiel dizendo isso coloca o colar.

— De você mesmo. – Uriel acena com o braço dando adeus a Castiel. – Ande logo você está atrasado.

Castiel se espanta com a resposta de Uriel, fica pensando do porquê um colar para proteger dele mesmo, até porque ele nem perguntou o que seria também aquela luz que Uriel havia entregado a ele. Com a mente borbulhando pensamentos de incertezas Castiel pega o ônibus e vai em direção a escola.