Ontem foi o melhor dia da minha vida, fiz 16 anos. Meus amigos me surpreenderam com uma festa, que eu nem sonhava que poderia acontecer, uma festa que além de comemorar meu aniversário, serviu para a despedida entre meus amigos e eu, já que teria de mudar de cidade com meu pai.

Como acontece em meu lugar de origem, Nowherevalle, uma cidade de Counttown, a primeira frase que minha alma gêmea me dirá, a pessoa com quem vou passar meu futuro inteiro, começou a aparecer em meu braço, com apenas 16 anos, já saberei com quem eu sou destinada a ficar. Durante as primeiras semanas não conseguimos ver claramente qual é essa frase, mas aparentemente, é uma frase bem curta. Tive de mudar de cidade devido ao deslocamento de meu pai graças ao emprego dele, que por acaso, nunca me disse corretamente qual é.

Agora moro na cidade de Metrovalley. Meu pai e eu, estamos numa casa maior do que a de Nowherevalle, esta tem três quartos imensos, uma sala em formato de L, uma sala de TV, dois banheiros e uma cozinha, que parece a de um programa de culinária. Mal cheguei a casa, e escolhi o quarto. Pedi a meu pai para ficar com o quarto que tinha uma varanda, pois lá conseguiria colocar meu telescópio. Aquele telescópio me acompanhava desde quando era uma criança. Meu pai permitiu que ficasse com aquele cômodo.

Meu pai pediu para eu tirar minhas coisas de dentro do carro e levá-las para cima. A primeira coisa que peguei foi o telescópio, e coloquei-o no lugar planejado. Depois comecei a trazer as minhas malas. Quando terminei de descarregar o carro e tudo estava no meu quarto, tive de desfazer as malas: organizei todas minhas roupas do guarda-roupa, coloquei todos meus sapatos e acessórios no armário, ajeitei meus livros na prateleira, e arrumei meus CDs e DVDs na ordem que eu gosto em cima da escrivaninha, coloquei meu computador ao lado deles e arrumei o que faltava.

Quando terminei meu quarto, desci as escadas e fui ver se meu pai precisava de alguma ajuda em alguma coisa, ele pediu-me para terminar de organizar os livros na estante da sala e pediu para eu dar uma olhada em como tinha ficado a sala de TV.

Ele sabe que eu gosto de colocar os livros em ordem alfabética, provavelmente por isso que ele me mandou acertar os livros da estante. Quando terminei com os livros, fui até a sala de TV, e vi o sofá que parecia muito confortável e havia um pacote em cima dele, cheguei mias perto e peguei esse pacote e vi que estava escrito em um cartão feito a mão:

Para a melhor filha que um pai poderia ter, parabéns!

E nisso vi meu pai chegando atrás de mim, ele me desejou feliz aniversário e me abraçando pediu para eu abrir o presente. Não acreditei quando eu abri, não sei como ele adivinhou, ou se já me escutara falar antes, mas ele acertou, era o melhor presente que alguém poderia ter me dado: um colar com o pingente de coroa.

“COMO VOCÊ ADIVINHOU PAI? OBRIGADA!” – gritei de emoção.

“Eu conheço a filha que eu tenho.” – meu pai sorriu e abracei-o. – “Agora vai lá arrumar suas coisas, porque amanhã a senhorita tem aula e você não pode se atrasar.”

“Já estou subindo.” – disse, correndo para o meu quarto.

Enquanto ouvia o rádio, peguei a minha mala, coloquei alguns livros dentro, deixei o fichário e o estojo ao lado da mala, para não esquecer na manhã seguinte. Escolhi as roupas que eu iria no dia seguinte, pois queria que fosse um dos melhores dias, estava começando uma parte nova da minha vida. Separei uma calça jeans, uma camisa xadrez vermelha e preta, que é a minha paixão, e um all star preto. Terminando essa arrumação, fui assistir TV.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.