Estava frio não sentia meus braços e nem as minhas pernas, não conseguia respirar, me sentia como se estivesse morrendo afogada estivesse dentro de um mar e que as ondas estivessem quebrando cada vez mais fortes por cima de mim, só tinha vontade gritar, e foi nesse momento que meus olhos abriram e consegui descobri que por algum motivo que não sabia qual estava amarrada a parte de baixo de um barco, e não sentia minhas pernas por que estavam amarradas a uma ancora enferrujada e grande, meus braços amarrados a polpa do barco e não conseguia me mover, naquele momento só havia um pensamento em minha mente.

“Por que eu estava ali?”

Não conseguia me mover até que uma onda muito grande bateu onde estava amarrada e acabou empurrando a ancora e fez com o que os meus pés se soltassem, as cordas se alargaram de meus punhos e me soltei. Quando cheguei parte superior do barco reparei onde estava uma ilha abandonada e continuava a questionar a mesma coisa:

“Porque eu estou aqui?”

Eu ainda olhava para todos os lados quando um som muito alto soou por todo o navio, meus tímpanos gritaram e em um gesto automático eu pressionei meus ouvidos com ambas as mãos e olhei para cima. O helicóptero não chegou a pousar, mas com a corda que me foi lançada para subir no mesmo.

Assustada por não me lembrar de quem era, me parecia que havia levado uma forte pancada na cabeça. Passei algumas horas no soro por estar desidratada devido a tudo o que passei, apaguei e quando me dei conta tinha dormido por dois dias.

Quando abri meus olhos só conseguia ver coisas embaçadas e ouvir os bips do monitor cárdico, ainda estava meio tonta, quando realmente consegui ver o que estava a minha volta, vi um teto azul com prateleiras que tinham muitos ursos de pelúcia, e essa imagem me lembrou de quando era uma criança e ia a um hospital pediátrico idêntico a esse, e comecei a reconhecer aquele lugar que era completamente estranho para mim, agarrei os fios que estavam grudados mim e a agulha do soro, me levantei para sair daquele lugar, quando um medico entrou em meu quarto e me levou ate a cozinha.

— Você precisa comer esta há dois dias dormindo.

Se levantou e saiu da cozinha me deixando sozinha, a cozinha estava suja e tinham muitos médicos me olhando, então resolvi voltar para o quarto, quando me deitei um medico muito arrumado com os cabelos negros para trás com muito gel uma aparência de um homem um pouco velho com os olhos tão pretos quanto seus cabelos. E começou a me fazer algumas perguntas

— Sabe o porquê de estar aqui?

— Não! – respondi assustada

— Sabe por que aquele helicóptero foi te buscar? Ou de quem você é filha?

— Só sei que alguém estava procurando o meu pai e me pegaram como refém! Mais nada!

— Você se lembra do seu nome?

— Sim, é Edelyn.

— Você sabe quem é seu pai?

— Sim, um empresário e gerente de um banco. Algum problema nisso?

— Não, só que isso não é tudo sobre o seu pai.

— O que mais então?

— Edelyn não deveria te contar isso, por que só vim te examinar, mas o seu pai é um mafioso perigoso procurado pela policia e é um grande fugitivo por trafico de drogas e por matar milhões de inocentes por dinheiro, por que acha que estavam à procura de seu pai?

— Não pode ser verdade!

— Se lembra de algum momento onde ele teve uma atividade suspeita?

— Não quero mais falar sobrei isso!

— Me conte mais!

— Já chega! – gritei

— Me fale mais sobre o seus pais.

— Tudo bem! Meus pais eram muito meus amigos até eles sumirem.

— Seu pai em algum momento uma atividade suspeita perto de você?

— Só uma vez, ele estava escondendo alguns papeis, pareciam panfletos e só consegui ler um pedaço que dizia PROCURADO.

— Excelente! Bom parece que o seu tempo acabou, te vejo pra próxima cessão amanhã no mesmo horário.

— Espera! Qual é o seu nome?

— Me chame de Dr. Hill.

— Na sua próxima consulta teremos uma coisa diferente...Até mais Edelyn.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.