– O que tem minha família e ti? — Calipso levantou-se apressada.

– Ah, nada — Mia deu alguns passos e sorriu maliciosamente — Apenas que eles estão pendurados na Praça Central por colares de corda. Você merecia saber...

Calipso caiu sobre os joelhos, afundando o rosto em suas mãos pequenas e delicadas. As lágrimas insistiam em cair, mesmo contra sua vontade.

– Saia daqui! — Dylan gritou — Você só causa problemas.

Mia parecia ter se ofendido ao se encolher, mas se recompôs.

– Você que está andando com essa problemática. Espero que vocês apodreçam juntos — saiu à passos pesados.

– Qual o problema dela? — Calipso soluçou — Eu fiz algo?

– Não, não. Nem pense em se preocupar com pessoas assim — Dylan se aproximou e a abraçou — Quanto mais alto se vai, maior a queda.

Ela suspirou pesadamente e deixou cair-lhe a cabeça sobre o ombro de Dylan.

– Sou muito estranha?

– Por não ser dominadora? — balançou a cabeça, afirmando — É só uma fase. Certas pessoas demoram a conseguir se transformar. Sua hora vai chegar e então você ficará surpresa.

Ela riu timidamente, enquanto se levantava aos poucos.

– Vou colher flores. Vem comigo?

– Pode apostar que sim! — Dylan sorriu.

* * *

– Aquilo são rosas! E vermelhas! — Calipso deu um fino gritinho de alegria e correu em direção a roseira mais afastada — São tão lindas.

– E cheirosas.

Ela pegou uma tesoura e cortou alguns caules. Os juntou e amarrou-os com uma fita vermelha de seda.

– São raras. Veja todas as demais. São fruto de experimentos do Império. Há azuis, coloridas e até pretas, mas essas são naturais.

– É... Bem bonitas.

– E únicas...

– Como você!