A vida de nathy
2 Passeio no parque
Depois dos acontecimentos no final do capítulo 1:
Assim que camila se levantou o sinal para voltar as salas tocou, e la vamos nós subir as escadas para a sala de aula, e se você pensou... é claro que subi correndo.
Ao sentarmos Fer que senta na minha frente virou e falou.
— É assim que faz novos amigos, acertando uma bolada neles. — Brincou.
— Fazer novas amizades são minha especialidade. — Respondi.
— Ata.
Tivemos uma aula com um professor de biologia e era a mesma coisa ficava perguntando os nomes dos alunos e blá blá. E a Camila não parava de trocar olhares com o Fernando, só de olhar pro rosto dessa garota ja me dava raiva!
E assim a aula terminou, e Letícia e o Thiago se despediram.
— Tchau gente, até amanhã, foi um prazer conhecer vocês. — Falou Letícia com um sorriso.
— Até amanhã. — Falou Thiago.
Eu e Fer falamos juntos.
— Tchau.
E por fim camila veio até nós e falou.
— Tchau, até amanhã. Agente se fala no facebook mais tarde? — Falou olhando pro Fer.
— Claro, até. — Fer respondeu.
— Tchau, Nathy. — Camila falou comigo.
— Tchau. — Esse garota ainda me chama de "Nathy", que ranço dessa garota.
E assim fomos eu e Fer embora do colégio caminhando até em casa, era quase meio dia, o sol estava radiante. E Fer notando eu quieta demais falou.
— Nathy, Tudo bem?
— Claro, porque não estaria? — Alerta de sarcasmo.
— Então...que horas vamos sair com o Max? — Ele perguntou.
— Você ainda vai?
— Claro, Porque eu não iria mais?
— Pensei que estaria oculpado conversando com sua nova melhor amiga.
Um sorriso bem grande abriu em seu rosto, mostrando suas covinhas. Ele me abraçou por trás.
— A senhora Nathalia com ciúmes — Deu uma risada — Não ta brava né?
Aquela pergunta me deixou mais brava.
— Me solta garoto, e eu não estou com ciúmes. — pelo menos eu acho.
— Para com isso vai, ela é legal até.
— Pois volta do colégio com ela.
Ele deu uma risada alta.
— Que garota difícil.
E Nisso continuamos até chegar em casa e ao subirmos no elevador, ficamos quietos por um bom tempo até eu falar.
— Vou sair com o Max umas 5 horas da tarde viu.
— Não sei... acho que vou ta ocupado conversando com uma amiga.
Ele deu uma risada alta agora, fiquei tão brava que dei um soco no braço dele que só fez ele rir mais.
— Pois pode ir conversar com ela. — Falei.
— To brincando, nathy.
— Hum...
E as portas se abriram e sai primeiro que ele, e ele veio seguindo atrás.
— 5 horas então né?
Nem respondei nada apenas entrei em casa e fechei a porta na cara dele.
Minha mãe não estava em casa pois estava trabalhando, ela é contadora e so chega pelo final da tarde.
Não quisa saber de nada fui direto para meu quarto. Ao chegar no quarto me deparo com o Max deitado em cima da minha cama, aquela bola de pelos , quando ele percebeu que eu tinha chegado levantou e começou a balançar o rabo e veio correndo em minha direção.
— Oi, garoto como você tá? — Falei fazendo carinho nele.
Depois disso deitei na cama com roupa e tudo, e coloquei meus fones de ouvidos e comecei a escutar música do meu celular. E por acaso começou a tocar várias músicas tristes seguidas.
Comecei a pensar então sobre o que tinha acontecido, e me perguntei porque senti tanta raiva daquela garota, ela nem parecia ser tão ruim assim... será que realmente senti ciúmes? E se sim, porque? Acho que talvez pelo fato de perder o Fer, ele é meu amigo a tanto tempo que não consigo pensar em não ter ele por perto. Ele me ajudou tanto, quando meu pai ainda vivia comigo e minha mãe, sempre desabafava com ele e me fazia sentir melhor. E não posso exigir que ele conheça novas pessoas até porque somos apenas amigos.
Logo o sono chegou.
Acordei com o meu celular vibrando, era algumas mensagens do facebook que tinha recebido, ainda sonolenta e com a cara amassada tentei olhar de quem era a mensagem, era da Letícia, ela mandou uma solicitação de amizade e eu aceitei e logo ela mandou uma mensagem.
— Oi.
— Oi, Letícia tudo bem?
— Sim, e com você?
— Estou bem.
— Vou ter de sair agora mas se quiser conversar pode falar quando puder ver eu respondo.
— Ok, se você também quiser conversar estou aqui.
— Ok, tchau.
— Tchau.
Demorei alguns minutos para enfim conseguir levantar da cama mas consegui. Fui direto para a cozinha comer alguma coisa, não comi desde que cheguei do colégio, abri a geladeira e peguei um suco de maracujá e comi com um bolo que minha mãe tinha feito era um bolo de cenoura com cobertura de chocolate, ela era uma excelente cozinheira. Depois vi que ja eram umas 4 horas da tarde e queria levar o Max pra passear umas 5 para voltar um pouco mais cedo.
Depois de comer fui direto para o banheiro e comecei a tomar banho, eu levo muito tempo no banho talvez pelos shows musicais que dou, e ao sair fui direto pro quarto e comecei a me arrumar, coloquei um vestido azul que vinha até o joelho com uma sapatilha.
Antes de passear com o Max preparei minha bolsa com uma toalha para pôr sobre a grama e ficar deitada.
Chamei o Max, e ele ja sabendo que iria passear veio todo alegre, botei uma coleira nele e fui em direção a porta.
Quando abri a porta me deparo com o Fer se preparando pra tocar a campainha, ele estava com uma blusa preta de mangas compridas e com uma calça de azul escuro usando um tênis preto com detalhes brancos. Ele falou:
— Oi
— Oi — Respondi.
— Olha... desculpa por mais cedo fiz uma piada sem graça.
— Tudo bem, eu estava estressada... não vai vir comigo e o Max?
Ele abriu um sorriso bem grande, mostrando aquelas covinhas fofas.
— Claro que vou.
Descemos o prédio e fomos em direção ao parque perto de casa, lá tem um gramado gigante com várias árvores bem bonitas. Ao chegarmos lá tinha pessoas fazendo caminhadas e algumas pessoas sentados na grama conversando e outras passeando com seus cachorros.
E começamos a dar uma caminhada pelo parque com o Max nos acompanhando. Em um momento passamos por algumas crianças que estavam brincando que nós observamos , logo em seguida ele deu uma risadinha mexendo sua cabeça. Perguntei:
— Que foi?
— Sei que vou parecer um velho falando isso mas, sei lá, as vezes eu queria voltar a ser criança sabe. Eu era muito mais feliz, talvez porque tudo era tão mágico, eu não tinha decepções, não me cobravam tanto.
— Também... mas acho que para nós realmente evoluímos precisamos disso sabe, precisamos errar, se decepcionar... A vida passa tão rápido — Respondi.
— Sim, um dia desses estava brincando com bonecos agora ja tenho que me preocupar com qual faculdade seguir.
Estavamos passando por uma sorveteria e ele perguntou:
— Quer um? — Falou apontado para a sorveteria.
— Tô sem dinheiro.
— Eu pago, eu vou pegar um pra você . — e ele foi.
Voltou com um de chocolate e o meu favorito que é de morango.
— Aqui o seu. — Falou me dando o sorvete de morango.
E fomos sentar em um banco enquanto tomávamos o sorvete com o Max sentadinho perto de nós.
Fer do nada começou a ficar rindo e falei.
— Que foi?
— Seu nariz ta todo sujo. — Ele pegou um guardanapo que pegou da sorveteria e começou a limpar meu rosto. — Parece até uma criança se sujando toda. — Falou ele rindo.
— Ah é? — Sujei o nariz dele com o meu sorvete.
— Ei — Falou rindo.
Dei uma risada.
Depois continuamos a caminhar até decidirmos parar um pouco, abri minha toalha sobre a grama e deitamos sobre ela, enquanto soltei o Max e ele foi brincar com outros cachorrinhos.
— Sabe, quando eu fui comprar o sorvete o vendedor pensou que você era minha namorada, ele disse "aqui seus sorvetes, o seu e da sua namorada".
— É estranho eu nunca nem beijei ninguém imagina namorar. — Respondi.
— Bom, eu também não, e vivem me zuando por isso.
Apoiei minha cabeça sobre seu braço enquanto a outra mão dele fazia carinho no meu cabelo.
O sol começou a se pôr.
— Amo essa cor alaranjada quando o sol vai sumindo. — Falou.
Alguns raios de sol bem fracos estavam fazendo uma linda paisagem, o vento que passava pelas árvores e os pássaros cantando fazia uma música relaxante sendo bom de ouvir.
Ele vendo eu com os olhos fechados escutando a natureza perguntou:
— O que esta fazendo?
— Fecha os olhos e escuta.
Nós dois estávamos de olhos fechados escutando o mundo e senti que podia ficar ali daquele jeito para sempre.
Depois de passar um tempão de olhos fechados e decidi os abrir e me deparo com o Fer olhando pra mim...comecei a corar.
— O que foi? — Perguntei.
— Nada, só estava pensando.
— Fala.
— Era só que... não nada. — Ele respondeu sorrindo e mexendo a cabeça.
— Falar Fer, fala vai. — Insisti.
Depois de alguns segundos ele falou.
— Eu pensei, a gente é muito amigo né?
— Sim.
— E pensei, eu nunca beijei... você também nunca beijou...
Eu ja tinha entendido o que ele tava pensando mas queria ter certeza.
— E?
— A gente podia... sei lá... se beijar.
Eu dei uma risada.
— Você ta falando sério?
— Sim, você não tem curiosidade em saber como é?
Olhei para ele e alguns raios de sol estava fazendo seus olhos brilharem.
— Tenho, mas nós somos amigos.
Ele me olhou com um sorrisinho meio envergonhado.
— Então tá .
Ficamos calados por bastante tempo e comecei a pensar, seria legal se nosso primeiro beijo fosse um com o outro, nós somos melhores amigos e nos conhecemos e sei que ele é super legal, gentil, fofo... bonito e aquelas covinhas lindas... e eu o amo... como amigo é claro. Depois de um tempo eu falei.
— Se por acaso... nós se beijarmos, contariamos para alguém?
— Não sei, pode ser nosso segredo, o que acha?
— Parece legal.
Eu estava tão nevosa e parecia que havia borboletas no meu estômago, não estava entendo aquilo era a primeira vez que acontecia.
Nós estávamos sentados agora um de frente pro outro.
Ele vendo que estava nervosa pegou as minhas mãos com as suas e olhou bem no meu olho e ele começou a se aproximar de mim, agora nossas bocas estavam tão próximas e uma da outra, uma de suas mãos foi subindo e tirou uma mecha do meu cabelo que estava em frente ao meu olho e quando ele me beijou fechei os olhos, eu nunca senti nada assim na vida, ele com sua mão foi a minha nuca me fazendo arrepiar inteira e sua mão foi subindo se entrelaçando com meu cabelos e a cada toque que ele fazia sentia arrepios e nós pareciamos estar se beijando por vários minutos agora. E quando paramos estávamos ofegantes e ele deu um sorriso.
— Fui bem? — Ele perguntou.
— Foi... e eu?
— Você foi incrível.
Ele começou a se aproximar denovo e eu quase beijei ele quando de repente Max vem correndo para nós.
— Ei garotão, ta tudo bem? — Falei fazendo carinho nele.
E o Fer não parava de olhar para mim.
— Acho que ta na hora de voltar para casa.
Nós se levantamos e guardei a toalha na bolsa e fomos embora ,por todo o caminho não falamos nada, apenas trocávamos olhares e quando nossos olhares se encontravam nós dávamos risadas.
Quando chegamos no prédio ele falou.
— Até amanhã no Colégio.
— Tchau. — Respondi.
E cada um foi para o sua casa.
Cheguei em casa minha mãe estava sentada no sofá assistindo algum programa de culinária.
— Oi filha tudo bem?
— Tá ótimo, eu estou ótima. — Falei com um sorriso enorme.
— Para com esse sarcasmo mocinha.
— É sério mãe, estou ótima.
Subi para o quarto e deitei na cama e não conseguia parar de ficar sorrindo, parecia uma boba, e quando lembrei do Fer me beijando dei um sorriso maior e comecei a corar, e precionei o travesseiro na minha cara.
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