A vida de Larissa
11 Capitulo 11
Notas iniciais
P.O.V. Rodolfo Gabriel
Como ela pode fazer isso comigo? Eu fui lá, abri meu coração e ela me fala uma coisa dessas. Essa vai ser a última vez que ela faz isso comigo. Já fazia 3 meses que nós não nos falávamos, mas mesmo assim sempre à olhava de longe, sem que ela percebesse.
O tempo passava para nos dois, e foi assim que nos tornamos estranhos um para o outro; minha barba crescia e ela estava mais linda a cada dia que passava; eu procurava novos hábitos e ela sempre tinha uma distração; cada um foi pro seu lado, para viver suas respectivas vidas, para conhecer novos lugares, novas pessoas...
Então eu percebi, antes dela eu me sentia bem melhor, me divertia mais, saía mais, vivia mais. Acho que no meio de toda essa nossa competição de quem está melhor que o outro, eu ganhei medalha de bronze e ela de prata... e sabe por que ela ganhou de prata e não de ouro? Porque mesmo ela estando com outra pessoa, dando grandes passos à frente, o maior inimigo dela vai ser a memória, aquela que não se apaga nem depois da décima doze de vodca ...
Foi assim que eu descobri que o amor é como um elástico, o primeiro a soltar sempre machuca o outro. Mas agora vou aprender a conviver com isso, pois ninguém morre de amor, vou viver minha vida, dias melhores estão por vir, e agora eu vou atrás da minha medalha de ouro.
Mais um mês havia se passado, e eu resolvi dar uma volta, e eu resolvi dar uma volta com skate novo que eu tinha ganhado da minha mãe, peguei ele, o carro e fui; estacionei o carro e fui na pista treinar algumas manobras.
Quando eu estava andando estava muito distraído, e só lembro de voar e cair em cima de alguém, uma garota, eu me levantei o mais rápido e logo em seguida à ajudei a levantar também.
–Me desculpe, eu estava distraído. — Eu disse enquanto olhava ela de cabeça baixa.
–Não, me desculpe você... a culpa foi minha...- Ela disse enquanto levantava o olhar, nunca vou me esquecer desses olhos, eles era grandes e encantadores, e como se não bastasse o olho esquerdo era avelã e direito verde.
–Você se machucou? — Eu disse.
–Foi só um arranhãozinho. — Ela disse passando a mão no braço.
–Me deixe ver ... — Eu tirei a mão dela de cima do machucado. Não, não era só um arranhão, tinha machucado feio e estava sangrando bastante. — Meu Deus! Você tem que cuidar disse, vem eu te levo no pronto socorro, eu estou de carro...
–Não, imagina foi só um arranhãozinho — Ela disse arregalando o olho.
–Calma, eu não sou nenhum psicopata tarado da machadinha. — Eu brinquei e arranquei um sorriso meio sem graça dela.
–Mas nenhum psicopata realmente parece ser um psicopata. — Ela me lançou um olhar tipo “e aí? Vai continuar argumentando?”.
Depois de uns minutos convenci ela a ir andando comigo até o pronto socorro, mas foi só depois que o braço dela estava escorrendo sangue. O caminho todo fomos conversando, e percebi que temos muito em comum, e por algum motivo o sorriso dela me dava vontade se sair gritando aos 4 ventos o quanto ela era linda. Ah e só pra vocês saberem o nome dela era Micaella.
Chegamos no pronto socorro e ela logo foi atendida, ela levou 3 pontos e depois fomos liberados. Eu chamei ela pra dar uma volta no centro, e ela aceitou. Fomos no Mcdonalds e foi ai que eu descobri que ela era realmente perfeita, ela comeu dois bigmac, tomou dois copos grandes de Coca-Cola e de quebra tomou um milk-shake gigante, fiquei tentando descobrir como é que ela mantinha aquele corpo. Quando saímos dali fomos na pracinha e eu comprei uma pulseira verde escuro com um pequeno filtro de sonhos nela.
–Aceita por favor — Eu pedi olhando pra ela e fazendo carinha de cachorro pidão
–Não... -Ela disse me encarando com uma cara de brava.
–Por favor, aceite como uma oferta de paz...sabe por causa do machucado que eu fiz em você.
–Você já me levou no pronto socorro e me pagou uns negócios no Mcdonalds, achei que isso tivesse sido a oferta de paz — Ela disse dando risada.
–Por favor... — Eu pedi pra ela mais uma vez.
–Tá! –ela disse estendendo o braço pra eu colocar a pulseira.
Ficamos ali na braça conversando mais um pouco, trocamos telefone e depois eu levei ela pra casa dela, mas não pense que foi de carro, não... foi a pé. Quando chegamos na frente do portão da casa dela, ela me deu um beijo no rosto, agradeceu por tudo e foi embora.
O caminho inteiro de volta pra casa não tirava aqueles lindos olhos e aquele lindo sorriso da cabeça. Cheguei em casa e fui deitar, estava quase dormindo quando meu celular vibrou, era a Mica, ficamos conversando até 03 da manhã.
P.O.V. Larissa Santos
Eu estava no centro com o Lucas, quando eu vi uma coisa que me deixou muito nervosa, o Rodolfo estava lá de gracinha com uma menina zoiuda. E ele estava colocando uma pulseirinha no braço dela, ai que ódio aquela ridícula. Aquilo estragou o meu dia, fiquei de mal humor o tempo inteiro, acabei descontando toda a minha raiva no Lucas, só que ele não aguentou foi embora e me deixou lá no centro sozinha, tive que voltar pra casa a pé.
Quando cheguei em casa fiquei esperando o Rodolfo chegar, eu precisava fala com ele. Então ele chegou, ele estava tão feliz, eu sabia o porquê mas só de pensar o ódio me consumia; mas ele estava feliz e eu não queria e nem podia estragar aquela felicidade, eu não tinha o menor direito, afinal fui eu que quis seguir em frente sem ele.
Não consegui dormir direito, fiquei pensando em todos os nossos momentos juntos, todas as brincadeiras, todos os carinhos, e foi pensando nisso tudo que eu chorei até finalmente dormir.
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