Notas iniciais
Sejam bem-vindos ao meu mundo!

Aos 16 anos de idade, eu amava viajar. Seja para um passeio em alguma colina distante, seja para os horizontes de outros continentes. Nesses trajetos, tenho inúmeras lembranças e histórias. Algumas reais e outras que poderiam ter acontecido, ou seja, a história real e a perfeita. Em minha viagem recente deparei com algo diferente. Que eu não havia experimentado na pele. Era uma coisa que eu pensava que um dia talvez iria acontecer comigo. Mas que fosse num futuro distante. Permitindo-me acreditar mais ainda nos meus sonhos. Em tudo. Foi então, que seus olhares diretamente sobre mim, sem desviar dos meus olhos naqueles intensos segundos, desde o primeiro dia mexiam nas borboletas do fundo do estômago que mal conseguia jantar. Desde que minha mãe me disse “olha ali fora tem um italiano bonito” me empolguei, mas não dei muita importância porque na minha mesa já tinha um italiano bonito. Com namorada, mas tinha. Então, irradiando a alegria de uma adolescente no rosto, vestido colorido, havaianas no pé, marca de biquini exposta e o bronzeado do pecado passo sem compromisso pela porta do restaurante e não vejo nada. Penso que eles devem ter entrado e quando me viro para continuar meu caminho em direção ao buffet para me servir mais das novidades da noite, meu coração dispara.

Na minha cidade, onde vivi até os meus 16 anos de idade, não era cheia de garotos charmosos e elegantes mas haviam os pomposos e galanteadores os quais conheciam as meninas mais poderosas da cidade por inteiro. Também não me enquadrava nesse grupo de meninas bonitas e seguras de si que sabiam a jogada de cabelo certa soltando seus feromônios para atrair os machos. Mas de vez em quando uns garotos bonitinhos me olhavam e se interessavam. 1 ou 2. Sempre considerei isso um milagre, ou melhor, dádivas da vida. Uns presentinhos que recebemos pelas inúmeras tentativas em sair bonita de casa para atrair olhares na rua; algo tão difícil quando física. Assim, tive uns momentos em que me senti bonita… embora ainda pense que eles deviam fazer isso com todas as garotas. Mas não é bom pensar muito. Meu tio quando eu era pequena, me dizia para eu pensar mais e falar menos, me explicando sobre a hora de ficar quieta. Porém com o tempo, e a insegurança de uma adolescente, vou aprendendo que temos que pensar menos e fazer mais em determinados casos ou você vai se arrepender pelo resto da vida. Como por exemplo, não ir falar com um italiano lindo que te olhava furtivamente a cada momento que passava por ele para se servir no restaurante. Que foi ao banheiro atrás de você. Que é incrivelmente maravilhoso com os olhos da cor do mar do infinito, e os cabelos de um dourado para castanho lisos jogado para os lados. Nos garotos sempre reparo no sorriso e no olhar. Porém dessa vez, o olhar era tão intenso me fazendo sentir bonita como se fosse digna de um olhar vindo de um belo rapaz, que não tive a oportunidade de admirar seu sorriso; que aliás, devem ser brancos com longos dentes perfeitamente modelados em sua boca. Ah! sua boca… com os lábios macios e quentes, e gosto de “me leve pra itália junto com você” enquanto os ventos balançavam nossos cabelos e retiravam o calor da minha pele mas que rapidamente era reposto ao posicionar suas mãos em minha cintura e no meu rosto. Seu carinho após o beijo e o seu olhar.. grandes olhos azuis, me fariam não querer te largar nunca. Ficaríamos a noite inteira vagando pelos espaços do resort. Como a noite inesquecível com a brasileira que me mostrou algo diferente, o ser diferente. Como a noite em que conheci o amor da minha vida, embora na época não soubesse. Mas não foi nessa noite; ainda. Ela vai chegar.

Embora não tenhamos trocado nenhuma palavra, nossos olhares falaram o suficiente. Eles tiveram longos papos-cabeça e risadas; poderiam até sair juntos pra tomar um vinho ao som de jazz, um dia, quem sabe. Ou pra comer uma pizza e tomar uma pepsi. Do que você gosta Ale? De conversas e sorrisos trocados? De vento no rosto ao por do sol? De uma caminhada na praia antes de um filme? Me diga. Que eu posso te fazer feliz. Posso te dar um mundo que você desconhece. Que ainda não te apresentaram. Volta pra mim. Eu sei que somos pra ficar juntos.

Notas finais
Se gostaram, deem um comentário para incentivar a continuar! Beijinhos!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.