A viagem mais quente das missões mais diferentes!

1 Meu professor vai me dar uma nota e eu vou viajar!


Notas iniciais
OBS: pensamentos estarão entre parênteses.

Olá, meu nome é Thiago, tenho 13 anos e odeio minha vida, por completo. Tenho TDAH e dislexia e já reprovei uma vez. Meu pai sumiu quando tinha 3 meses e minha mãe deu muito duro pra cuidar de mim. Hoje, estou acabando as aulas é a prova final. Pelo menos é oral.

Estou doido pra que acabem as aulas. Não quero voltar, realmente, nunca. Quero ir direto aos meus 60 anos, quando morarei num apartamento de esquina de tijolos e terei uma gata chamada Clotilde, com a qual vou jogar bingo e ela vai rasgar as cartelas, e aí vou dormir. Mas enquanto isso não chega, tenho que aguentar meu professor, Sr. Hynes. E hoje é prova ainda. Pelo menos ainda está na letra D.

Não, ouvi errado, é a letra T (medo, medo, medo, medo, medo).

– Thiago, é a sua vez, venha. Então, quero fazer um trato com você, já que você está se "esforçando mais" (pfff). Você passa no teste e eu passo você de ano. Mas se você não passar, aí será um grande problema!

– O.k., vamos fazer.

– Então vamos. Boa sorte, você vai precisar.

– Não entendi o "você vai precisar", mas tudo bem, vamos.

– Entre na sala ao lado que já vou te explicar.

Entro na sala, atrás o professor.

– Então, é o seguinte, colocarei alguns sons e você vai me dizer o que pensa quando ouve eles. Conforme suas respostas, você vai ganhando pontos, o.k.?

– O.k. (acho simples demais mas vamos lá né, não há como discordar).

– Lá vai.

O primeiro som é de cortes, espadadas, gritos, sons de guerra.

– Hmm, guerras, heróis, injustiça, sangue, vontade de estar junto.

O segundo som é de um poema antigo e harpas.

– Hmm, música, muita música, sol, e perigo.

O último som é de algo gritando e esbravejando, muito alto.

– Hmm, perdição, cobra, salvação.

– Bom Thiago, pelos seus resultados aqui, vejo uma grande surpresa, você passou no teste e vai passar de ano. Mas não fale para ninguém, o.k.?

– O.k., vou voltar para a sala, professor.

– Claro, mas antes, por favor, peque esta pequena pedra, entregue para sua mãe e diga CHB.

– Como?

– Apenas faça, por favor, estou te dizendo.

– O.k. então, obrigado por sei lá o que.

Continuamos a aula e quando acabou, voltei pra casa.

– Oi filho, como foi no teste?

– Mãe, você não vai acreditar, eu passei!

– Como? De ano?

– Sim, o professor disse que se eu passasse nesse teste, passava de ano.

– Que bom filho, e como foi o teste?

– Foi meio diferente. Ele botou alguns sons e pediu pra dizer o que pensava quando ouvia eles. Foi fácil e eu passei mãe.

–...

– Mãe, o que aconteceu?

– Ele lhe falou mais alguma coisa, filho?

– Ah ele pediu pra te entregar essa pequena pedra e dizer: CHB.

– O que?

– Pegue mãe, CHB.

–...

–...

– Filho, só te digo uma coisa, arrume sua mochila, agora, neste momento, não temos tempo.

– Como assim mãe?

– Me obedeça, nós corremos perigo, vá logo.

– O.k. então, vou arrumar. Mas pra onde vamos, mãe?

– Surpresa, querido, surpresa.

– Então tá né.

Arrumei minha mochila e fomos para o carro.

– Filho, você está preparado?

– Preparado para quê?

– Você verá filho, você verá.

Estamos quase chegando no local, mas é muito longe e eu estou ficando com medo.

– Mãe, que lugar é esse?

– Filho, esse é o seu lugar, mas só seu.

– Só meu? Não mãe, vem comigo.

– Não posso, eu não consigo, eu não sou como você.

– Como assim "não sou como você"?

– Entre e descubra.

– Mãe...

– Apenas entre, por favor.

– Você vai ficar bem?

– Muito, só de saber que você vai estar bem.

– Mãe, adeus, eu te amo.

– Também te amo muito, filho, boa sorte!

– Tchau!

O mais impressionante é que minha história está nem começando. Sabe por quê? Leia e descubra.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.