A viúva negra

1 Epílogo: A viagem de Margareth


Notas iniciais
Medo não é uma opção quando uma vida está em jogo...

Epílogo

A vida de Margareth Orteans mudou na noite de 1850, quando a escuridão cobria seus olhos à medida que seus passos ficavam mais longos e controversos. A luz e a radiação atingiam a parte inferior da cabeça, que ficava pálida e brilhante, da mesma forma que o sol, evidenciando os minúsculos cachos que eram formados no final da nuca.

Ela tinha consciência de que na manhã seguinte teria que partir para Navarra, um reino que tinha território no norte da Península Ibérica e no dos Pirenéus ocidentais, anteriormente conhecida como Reino dos Pamploneses.

“Você tem mais 4 horas para curtir as pessoas que ama” ela pensava, enquanto os 240 minutos acabavam.

Margareth saiu da fortaleza e foi observar os arbustos que não seriam mais vistos por anos. Tocou delicadamente as folhas medianas das roseiras e resolveu fazer o que melhor sabia: pintar.

Esse quadro deveria captar a essência, a história de Quebec, afinal, em breve, ela nem se lembraria dessa cidade, só teria olhos para Navarra.

Ela estava usando um vestido longo que realçava sua silhueta e um colar negro como o ébano. Sua tiara reluzia como diamantes e sua pele ficava crua e fria a cada passo. O vestido vermelho fazia uma contraposição perfeita com os minúsculos desenhos em cinza claro existentes na parte superior do mesmo. Seus olhos azuis realçavam seu cabelo arruivado. E, claro, ela seria uma perfeita rainha.

Ela estava com medo de se deixar levar pelos problemas do passado... Tinha medo de como Louis reagiria quando soubesse que ela partiria em 2 horas a contar de agora. Ela não era forte. Nem um pouco, mas deixaria uma lembrança para Louis, afinal, os dois estariam nela.

Margareth o amava...

...

Faltava apenas meia hora para a caravela partir junto com seus sonhos... Foram tantas noites sem dormir, tantos planos em vão, mas o amor não era para pessoas como Margareth.

Às onze horas da matina, ela estava partindo com os olhos cheios de lágrimas e o coração nas mãos. As lembranças giravam feito um carrossel em sua mente, onde o algodão doce e a tristeza andavam lado a lado.

Ela colocou o pé direito no barco, como fazia sempre para dar sorte. Deu um beijo na sua mãe chamada Catherine, em sua irmã Elena e em seu pai Otto. Pegou seu cachorro Philip e esperou que desancorassem o barco.

-Princesa Margareth, sairemos em 2 minutos -disse Joseph, o Comandante.

Margareth assentiu, mas sabia que precisava de Louis para ir em paz.

Ao longe, ela escutou um grito. Um grito de dor, de perda:

-Princesa Margareth, eu preciso de você! -ela podia sentir as gotículas formarem um oceano nos seus olhos, e quando eles não suportaram mais, o choro transbordou formando córregos e segredos que um dia seriam desvendados.

-Oh, Louis, estava esperando você... -então ele a puxou para perto e sem pestanejar, colocou a mão em sua cintura, enquanto se lembrava de colocar a outra mão na nuca, esperou pacientemente ela dizer sim, mas um sim com letras graúdas, queria que ela dissesse que ficaria em Quebec, que abandonaria tudo por ele, por eles, mas nada aconteceu.

Ela sentiu os lábios carnudos encostarem nos seus. Sentiu uma vibração forte, seguida de uma tremulação intensa. Ela o amava, assim como as ondas precisavam do mar. Algo inteiramente verdadeiro. Amor!

-Por favor, não vá. Por favor, fique! –ele disse em uma voz rouca e apagada.

-Eu preciso salvar meu reino! –ela disse com medo da reação de Louis.

Ah se Louis pudesse ler pensamentos, saberia que ela estava sofrendo mais do que as irmã que ela deixou, mais do que os reis que sentiram o partir de sua filha... Ela sentiu mais que qualquer um ali presente.

-Eu te amo, Louis! –Então, em um movimento rápido, ele abraçou-a e disse que sabia disso, que seria eterno.

-Quando sentir que estou longe, coloque a mão sobre seu coração. Cada batida é uma dose de amor, o tempo que penso em você!

Ela disse que o faria. Disse entregando o quadro pintado algumas horas antes.

-E você, quando se sentir só, olhe para este quadro. Ele retrata nosso primeiro beijo. Por favor, não se esqueça de mim.

Ele ajeitou a armadura de um jeito fugaz e ao mesmo tempo sofisticado, deixando transparecer sua classe e nobreza. A roupa dele era de linho e possuía algumas inscrições que realçavam sua pele corada pelo tempo e a barba rala mal feita. Seus olhos eram verdes como esmeraldas e seu sorriso era claro como o brilho das estrelas.

-Não a esquecerei! – Louis disse cortando um pequeno fiapo do dedo de ambos. Um pacto de sangue. Algo que não poderia se quebrar.

-Para sempre?

-Sempre!

-A caravela partirá em 10 segundos, princesa! –Disse Joseph, cortando o clima de paz e serenidade.

-Estou pronta. Tenho um povo para salvar!

O pranto não cessava e as cicatrizes iriam ficar para sempre com ambos.

Margareth era uma futura Rainha e Rainhas só precisam de poder. O amor é para os fracos (e talvez levassem alguns anos para ela aprender essa lição).

Ela deveria aprender que poder é um jogo perigoso e que nem todo mundo é um bom jogador...

Notas finais
Gostaria de fazer parte dessa história? SE INSCREVA
PS: LEMBRE-SE QUE VOCÊ DEVE MANTER AS CARACTERÍSTICAS DO PERÍODO DE 1850 E MANTER OS MESMOS OBJETOS COTIDIANOS!

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Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.