A vendedora de almas

3 Capítulo 3 - Os olhos verdes


Notas iniciais
Hello!!! Jubs aqui e... Só queria mandar um beijo pra vocês mesmo. Beijos lindos(as)

Peter me guiou para dentro da casa de Alex, mal podia esperar para finalmente encontrar o assassino de meu pai e finalmente vinga-lo, mas então algo passou pela minha cabeça, tinha me esquecido de um pequeno detalhe, ou talvez não fosse um detalhe tão pequeno assim. Eu não tinha um plano e muito menos uma arma para acabar com ele, poderia usar a força como ele fez com meu pai, mas eu não era o tipo de garota musculosa que conseguiria acabar com um cara mais velho, e ainda tinha Peter se eu fosse usar a força contra seu pai ele provavelmente me pararia antes e acabaria comigo em alguns segundos. Já era tarde demais, eu estava dentro da casa do cara que acabou com a minha família, precisava bolar um jeito de me safar antes de encontrar com Alex.

– Pai! -Chamou Peter- Tem uma garota aqui querendo te ver. -Ouvi passos descendo a escada e tive uma ideia para conseguir acabar com ele, seria a longo prazo, mas daria certo.

– Pois não? -Alex disse parando a minha frente. Os olhos verdes escuros continuavam o mesmo e me olhavam com atenção, aquele olhar fez com que um arrepio subisse pela minha espinha, me sentia enjoada e cenas gravadas pelas câmera começaram a passar pela minha cabeça.

– Boa tarde, me chamo Kate -Eu estiquei a mão para que ele me cumprimentasse- Eu faço um curso de fotografia e a tarefa da semana era escolher uma parte do corpo humano e fotografa-lo de diversas formas... Eu escolhi os olhos pois acredito que eles são a janela da alma -Eu repeti a frase que tinha ouvido em algum lugar, só não me lembrava onde- Já tirei foto de pessoas com olhos azuis, castanhos, cinzas... Só me falta o verde. Já bati em várias portas e uma senhora da sua vizinhança me indicou o senhor -Enxuguei a palma da minha mão em minha blusa, ele precisava acreditar naquilo- Eu queria saber se o senhor toparia, se aceitar eu volto outro dia e tiro a foto, o que acha?

– Seria uma honra Kate, daqui a dois dias nesse mesmo horário?

– Perfeito -Eu respondi com um sorriso no rosto, respirava mais calma agora que sabia que ele tinha caído no truque, só precisava achar uma câmera, mas sabia onde poderia conseguir aquilo. Estava me dirigindo a porta quando senti uma mão segurar meu pulso.

– Espera!-Era Peter- Você é uma garota muito bonita... Não estaria a fim de sair comigo? -Eu estava pronta para responde-lo com um não em alto e bom som quando uma ideia surgiu na minha cabeça. Se eu conseguisse fazer com que ele se apaixonasse por mim, ganharia a confiança de Alex e sua esposa, depois era só conseguir uma arma e eu poderia acabar com todos eles de uma vez só.

– Claro, por que não? -Sorri tentando ser o mais amigável o possível- Eu tiro a foto dos olhos do seu pai e depois me leva pra comer alguma coisa, o que acha?

– Ótimo, ótimo. -Ele me levou até a porta e eu me despedi com um beijo em sua bochecha. Comecei a caminhar em passos pequenos, mas em alguns segundos estava correndo, eu tinha visto uma cabine telefônica a alguns metros e precisava encontra-la mais uma vez para conseguir a minha câmera, assim que encontrei o telefone publico, enfiei algumas moedas e disquei o numero.

– Alô? Preciso falar com o detetive Rubens, e rápido. -Eu disse batendo o pé no chão nervosa, Rubens tinha me dado o seu telefone pouco antes de sair da minha casa no dia do assassinato, disse que eu poderia ligar caso precisasse de ajuda e eu precisava de ajuda naquele momento. Ouvi o telefone passar de mão e em seguida a voz do detetive- Preciso de uma câmera... Ora! Do tipo fotográfica... Sim eu o encontrei e tive que mentir, disse que precisava de uma foto dos olhos dele pro meu curso de fotografia... Como assim não pode me mandar uma câmera? Preciso dela até amanhã... Eu sei, mas eu estou dentro da investigação, estou tentando te ajudar a pegar um assassino... Sim eu vou te avisar quando conseguir provas de que ele matou meu pai... Sim você vai poder prender ele. -Menti, eu acabaria com ele antes que Rubens pudesse chegar aqui- Vai me mandar a câmera?... Ótimo, estou em um hotel na avenida principal. Mande-a para lá, está bem? Obrigada.

Eu desliguei o telefone e sorri triunfante, a minha vingança estava começando eu precisaria de paciência para aguentar ver Alex todos os dias, teria que me esforçar para fazer Peter se apaixonar por mim e precisava segura-los por mais quatro anos no mínimo, arranjaria uma arma e assim que pudesse mataria um por um, acabaria com aquela família desprezível do mesmo jeito que eles acabaram com a minha e reservaria a Alex, a morte mais lenta e dolorosa que alguém podia imaginar, faria ele sofrer e implorar a minha piedade, pedir para que eu parasse de machucá-lo e acabasse de vez com seu sofrimento. Sem pensar um sorriso maldoso surgiu em meus lábios enquanto eu seguia para o meu hotel, precisava descansar e tomar um banho para tentar me livrar do olhar de Alex e da sensação que ele me trazia, eu me sentia suja e contaminada pelo olhar do homem dos olhos verdes escuros.