Notas iniciais
Olá espero q tenham gostado do capitulo 1...e lá vai o 2

Estava com Max em nossa cabana, nós olhávamos pela pequena janela com grades. Nada acontecia, só víamos judeus trabalhando como escravos. Até que eu vi alguns soldados entrando em uma casinha igual a nossa, o lugar onde estávamos era cheia delas, e quando ele saiu de lá estava levando uma mulher, que tentava resistir, junto com ele. Nunca mais vi a mulher.

Os dias que se passaram foram tortuosos e difíceis de continuar. Trabalho pesado, soldados nos oprimindo dia após dia, sem um mínimo de compaixão.

Aqueles soldados me assustavam um pouco, principalmente depois do que havia acontecido com aquela mulher, ela nunca mais voltou e eu não sei o que aconteceu com ela. E depois daquilo aconteceu mais vezes com outras mulheres e garotas.

Comecei a ficar preocupada com o que poderia acontecer. Cada vez que eu passava na frente de um soldado eles ficavam me observando até eu sumir de vista.

Um dia eu estava com Max, depois que acabamos as nossas tarefas no campo. Estávamos sentados na frente de nossa cabana quando um soldado chega até nós e pede para que eu o acompanhe. Ele pede até que gentilmente, mas peço para que meu irmão me acompanhe e o soldado permite.

Nós seguimos por uma pequena trilha, cheia de árvores ao redor, até chegarmos a uma grande casa. Entramos e o soldado nos conduziu até uma sala e nos mandou esperar e não tocar em nada.

A porta estava aberta e entre todos os oficiais e empregados que passavam pela frente eu vi aquela mulher que havia sumido, a primeira que eu vi, ela estava segurando uma bandeja com xícaras e um bule de chá. Seu olhar era de morte, não havia brilho, muito menos uma vontade de viver; aparentava ser uma bela mulher, mas tinha uma face desgastada e sofrida. Seu amor pela vida se fora e seu olhar era somente de lamento e dor.

Antes que eu pudesse pensar mais alguma coisa, outro oficial entra na sala em que aguardávamos e pede para que meu irmão o siga até outra sala, disse que meu irmão poderia servir de cozinheiro ou fazer trabalho braçal na casa já que ele era jovem. O soldado pediu para que eu aguardasse um pouco mais.

Só consegui trocar um olhar com meu irmão antes que o soldado o levasse para longe de mim. Agora estava sozinha e desprotegia e eu não sabia se poderia ver meu irmão novamente.

Esperei mais um ou dois minutos quando finalmente alguém se dirige a mim. Um oficial loiro e alto com assustadores e cruéis olhos azuis. Eu me lembrei da noite em que meus pais foram mortos, me lembrei do soldado que os matou, de seu rosto cruel e de suas mãos ensanguentadas. E quando me dei conta era o mesmo homem que havia assassinado meus pais.

Ele se dirigiu a mim e me perguntou se e gostaria de trabalhar na casa ou continuar no campo. Eu não soube o que responder e fiquei paralisada novamente, como no dia em que o encontrei.

Quando finalmente respondi disse que preferiria a casa, mas que gostaria de ficar perto de meu irmão. Sua resposta não foi não, mas também não foi sim, ele somente disse que se eu ficasse na casa teria uma vida um pouco melhor do que no campo e disse também que uma jovem como eu não deveria fazer trabalho braçal, eu poderia ser mais útil na casa e que só voltaria ao campo para dormir:

–Qual seu nome? – Ele me perguntou antes que pudesse me deixar ir.

–Ester... Ester Holberman senhor. – Tentei responder o mais cordialmente possível.

–Sua idade? – Ele me pergunta.

–Dezessete.

–Sou o general Heinz Bremmenkamp. Pode se dirigir a mim apenas como Heinz.

Notas finais
Esse cara é O pior de todos SPOILLEEEER