A ultima provação!
1 Prólogo: O sonho.
A escuridão estava tão densa que não era possível enxergar cinco centímetros à frente. Todos músculos de meu corpo gritavam de dor, a cada respiração pesada sentia como se meu pulmão fosse irromper em chamas, mesmo assim eu me negava a parar.
Continuava correndo, um passo após o outro o mais rápido que conseguia. Por que estava correndo? Não conseguia me lembrar, minha mente estava nublada, talvez até afetada pelo meu corpo que parecia pesar quinhentas toneladas, ou pela escuridão que não deixava sequer um brilho ao qual perseguir. Era estranho, meu corpo e minha mente me diziam “chega, não da mais”, porém algo ainda me impulsionava a seguir em frente. Eu estava realmente seguindo em frente? Naquela escuridão era impossível saber.
— Steve... Onde está você? – Era só um sussurro quase inaudível em meio a uma respiração fraca, mas eu nunca confundiria aquela voz, uma pela qual eu com prazer daria a vida para escutar. – Esta doendo... Estou com medo. Por favor, não me deixe mais aqui.
— SHEYLAAAAAA! – Gritei com toda minha força. Senti um gosto metálico na boca, será que o esforço havia aberto algum vaso sanguíneo em minha boca, ou o gosto vinha do pulmão? Pouco importava. – ESTOU INDO, ESPERE POR MIM!
— Steve...
Corri como nunca. Sentia como se os músculos de ambas as pernas fossem se romper. Ainda não me lembrava o que estava ocorrendo, mas agora pelo menos sabia o que me guiava. Não era meu corpo nem minha mente, era algo ainda mais forte, era meu juramento, o qual estava cravado direto em meu coração. Sheyla, meu primeiro e único amor, a mulher a qual jurei estar sempre ao lado, aquela que dava sentido a minha vida.
Então finalmente cheguei. Um clarão de imagens a minha frente, não resisti. Estava exausto, estava quebrado de todas as formas que um ser humano possa estar. Cai de joelhos, lagrimas escorriam por meu rosto, mas eu não sentia mais nada. Não havia dor nem frio, só um vazio. Não... Não existia um vazio, eu era o vazio.
— Sheylaaaaaaaaaaa! – O grito saia de minha boca, mas meus ouvidos não podiam escutar.
— Steve... Hey Steve, o quê está havendo? Steve, acorde meu amor, estou aqui do seu lado, pare de gritar. – A voz era doce e suave.
Abri os olhos. Estava em minha cama ao lado de minha esposa. Sua camisola brilhava a luz do sol da manhã que entrava por nossa janela, parecia uma deusa, a melhor visão que um ser humano poderia ter pela manhã, mas algo me incomodava, as lagrimas em meus olhos não paravam de cair, parecia uma criança. Ela parecia preocupada, mas apenas sorriu e me abraçou junto ao seu peito, tudo que eu precisava naquele momento.
Há, se soubéssemos o que estava por vir, poderíamos com felicidade ter evitado, mas a vida prega peças cruéis, as vezes um sonho ou melhor, um pesadelo, é bem mais que uma alucinação noturna.
Notas finais
Conselhos? *-*
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