A tradição do número 4

11 Um pedido formal e o mistério da L.C.


Notas iniciais
Tem alguém lendo essa fic? Parece que eu estou escrevendo para o vento... Está tão ruim assim? :p

Abby acordou, sentou na cama e ficou olhando o sol nascer. O dia estava lindo, perfeito para jogar quadribol.

Uma observação da narradora: Três desse grupo só pensam em quadribol. Uma só pensa em comida.
Presumo que eu nem preciso citar nomes, certo?

Abby pegou uma caixa embaixo de sua cama e começou a mexer nas coisas. Uma caixa de madeira escura, com as iniciais "LJ".

Lina Jones (Era Lina Carter antes de se casar, mas preferiu o sobrenome trouxa) a mãe da Abby, ganhou essa caixa da sogra depois que ela se casou. Havia caído no chão, e ficou perto do berço quando a casa pegou fogo. A caixa foi protegida pelo feitiço. Quando Abby fez dez anos, Bella achou que Abby poderia ficar com a caixa. A caixa tinha fotos de Abby quando era bebê com os pais, tinha uma caixinha de jóias com três anéis, o de formatura, o de aniversário de 16 anos, o de namoro e o de noivado. Tinha também o diário de Lina que ela começou assim que ficou grávida. Apavorava muito Abby, mas ao mesmo tempo fazia bem saber as opiniões da mãe e como era a vida dela assim que descobriu que estava grávida de Abby. O que Abby mais gostava era um papel azul meio amassado que Lina prendeu em uma página do diário. Seu marido foi trabalhar e pregou ele na porta da geladeira. Nele estava escrito: "Lembrete: Eu te amo."
Abby só percebeu que chorava quando viu seu reflexo pelo espelho da caixa.

–Abby?- Falou Brenda com a voz rouca de sono

Abby fechou a caixa colocou embaixo da cama novamente e se levantou

–Urg- Urrou ela- Que alergia

–Estou vendo- Riu Miranda

Abby se levantou cantarolando e se esforçando para não pensar no bilhete, ela se trancou no banheiro

Acho incrível as desculpas que corvinais inventam. Mas o bom da Abby, é que ela sempre pensa rápido.
Bom para ela! Uma vez eu tentei entrar no salão comunal da Corvinal para tirar uma história a limpo com uma garota.
É. Fazer barraco. Pode ser essa palavra também, obrigada. Mas não consegui entrar. O enigma era muito difícil. Tinha algo a ver com a terra e a lua.
Odeio enigmas, odeio pensar e odeio minha lerdeza.

Sou uma narradora sem coração, impaciente, totalmente mais inteligente do que eles, barraqueira e extremamente lerda.
Tão lerda que não descobri a resposta do enigma até hoje.
E sim! Isso é lerdeza! Não é burrice! Nunca confundam os dois. Posso ser violenta também. Se é que me entendem.

Jack levantou da cama e olhou a janela "A lula gigante está dormindo ainda? Deve ser muito cedo"- Pensou ele olhando a lula com os olhos fechados apoiada em uma pedra no fundo do lago. De repente a Lula abriu os olhos e foi na mesma hora para a superfície. Jack pulou da cama:

–SEIS E QUARENTA!– Gritou Jack- ACORDEM OU VÃO PERDER A HORA!

Entre murmúrios de sono e concordância, todos foram saindo da cama.
A Lula serve como um sol debaixo d'água, eu sempre usei ela como relógio. Ela acorda vinte minutos antes da hora das aulas, o que nos da tempo para nos trocarmos e tomarmos café da manhã.
Jack havia esquecido que estava bravo com eles e vice-versa.

–Você adora ter nos acordar aos gritos não é Jack?- Falou Oliver esfregando os olhos

–Um dos meus maiores prazeres- Falou Jack colocando a gravata verde e prata e indo em direção a porta- Como é bom estar de volta!

Quando ele estava no fim no corredor, uma voz chamou ele:

–Jack!- Era Oliver- Eu preciso falar com você!- Jack parou e Oliver alcançou ele- O que você disse ontem...- Pausa para respirar- Que íamos deixar de ser seu amigo depois daquele diálogo- Pausa para respirar

–O que tem?- Disse Jack levemente irritado

–Não é verdade! A gente conversou ontem e todos- Ele pensou- Menos Ágata e William, claro. Concordamos que não iremos parar de falar com você por causa dos seus amigos. Só não vamos virar amigos deles... Isso seria demais.

Jack sorriu

–Que bom, cara!- Falou Jack- Agora vamos lá. Maya já deve estar engolindo a mesa de café da manhã toda.

–Ela é bonita- Oliver pensou alto, Jack parou encarando Oliver. O garoto riu- É brincadeira. Mas eu vou ter que te avisar. Quando você disse que ela beijava muito melhor que a Ágata, muitos garotos se interessaram.

Jack foi pensando nisso até o Salão Principal.

Acredito que só agora ele vá perceber como os garotos olham para Maya. Isso é óbvio. Garotos...

Maya acordou, olhou para o anel no seu dedo e sorriu automaticamente.

Um fato: Garotas apaixonadas se arrumam mais

–Temos vinte minutos para o café da manhã!- Exclamou Alice

–Eu fico com o lugar do lado das geleias!- Falou Reyna dando um nó na gravata amarela e preta

–Não! Eu que sento lá todos os dias- Falou Livia

–Novo ano, novos costumes- Falou Maya

–Eu vou sentar lá!- Reclamou Livia- Como sempre!

Elas passaram pelo retrato

–Não se eu sentar primeiro!- Disse Maya subindo as escadas correndo, todas correram tentando ultrapassá-la

–Para Maya!- Exclamou Reyna quase alcançando Maya

Maya passou pela porta e se sentou no lugar, em uma fração de segundos Reyna se sentou do lado dela

–Chata!- Falou Reyna emburrada

Alguns minutos depois, Luke passou com Angelina pela porta, como de costume, algumas garotas suspiraram sonhadoras.

–Bom dia, may- Sussurrou Jack no ouvido de Maya

Maya não respondeu, ela se virou e foi logo beijando Jack

–Você ta com gosto de geleia- riu Jack

Maya pegou geleia no dedo e passou no nariz dele

–Agora você também está- Falou sorrindo satisfeita- Agora volte para a sua mesa e me deixe terminar o meu café! É a refeição mais importante!- Acrescentou quando Jack olhou para ela incrédulo, porém dando risada.
Jack foi para a mesa dele.

Abby atravessou a porta, seus olhos estavam vermelho mas sou rosto não estava mais inchado.
Luke olhou para ela e Abby deu um sorriso de canto.

Um fato meio (muito) óbvio: Abby é tão branca, que quando ela chora, da pra ver de longe

Alguns minutos antes da hora de ir para a sala, Abby (Como de costume), foi arrumar seu material.
Ela passou pela porta e sentiu uma mão puxando ela, forçando a garota a olhar para trás.

–Luke?- Falou Abby em um misto de susto e alivio- Como entrou aqui? O que está fazendo aqui?

–Não sou burro, qualquer um com o minimo de inteligencia sabe decifrar os enigmas- Falou indiferente

Uma nota da narradora muito ofendida: As vezes inteligentes também não conseguem! Você saberia decifrar o que um ladrão quis dizer quando desenhou suas botas na lua e a terra bem longe antes de se matar?

–O que está fazendo aqui, Luke?- Insistiu Abby

–Você estava chorando- Aquilo não era uma pergunta, estava mais para afirmação

–Não estava não!- Falou Abby desviando o olhar para o chão

Luke colocou a mão no queixo dela, o que a obrigou a olhar para ele

–Seus olhos estão vermelhos, sua pele está meio inchada ainda...

–Alergia- Argumentou Abby

–Você não tem alergia!- Retrucou Luke- O que aconteceu?

Abby olhou cansada para Luke e puxou ele pela mão

–Venha

Ela levou ele para o dormitório dela e trancou a porta

–Abby, não é por nada não- Falou Luke desconfortável- Mas se alguém pega a gente aqui vai ser meio estranho

Abby riu baixinho e tirou uma caixa debaixo da cama

–L.J.?

–Lina Jones- Explicou Abby- Era da mamãe

–Sua mãe não era Lina Carter?

–Antes do casamento...- Abby abriu a caixa- Foi por causa disso- Disse ela tirando o lembrete

Luke leu e olhou para Abby

–By... Sinto muito

–Tudo bem...- Abby deu de ombros- Você sabe como é

Luke folheou o diário, duas páginas estavam grudadas

–Abby...- Disse Luke mostrando o problema

–O que?- Disse Abby, mas assim que percebeu, voou para cima de Luke e tirou o diário das mãos dele como uma leoa- Ai meu Deus! Ai meu Deus!

Abby com muito cuidado descolou as páginas e leu, na primeira página ela sorriu quase chorando

–Faltava um mês para eu nascer e eles não haviam decidido o meu nome- Ele falou rindo

–Sério?- Falou Luke- Que doidos. Quando for os nossos vamos entrar em um acordo?

–Nossos?- Disse Abby- Acordo?

–É- Falou Luke- Se for menino eu escolho e se for menina você escolhe

Abby riu, uma risada nervosa

–Luke...- Ela ficou séria- O que é isso?

Luke olhou para os lados

–Isso o que?- Perguntou confuso

–O que estamos vivendo agora- Falou rapidamente

–Não é namoro!- Disse Luke rapidamente

Abby olhou para o chão claramente chateada

–É o que então?- Perguntou a garota- Eu não quero ficar com você por ficar

–Mas não estamos ficando- Disse Luke, Abby olhou para ele extremamente confusa- Acho que ainda falta uma coisa para isso ser namoro

–O que falta?- Abby estava tentando não demonstrar seu nervosismo

–Me dê o seu anel!- Pediu Luke, mas soava quase como uma exigência

–Porque?- Ela fitou o anel de bronze

–Dá logo, Abby!- Luke estava com a mão aberta esperando o anel

Abby tirou o anel do dedo e colocou na mão dele. Luke se ajoelhou e falou:

–Abby Carter Jones!- Falou como um cavalheiro- Você aceita namorar comigo?- Abby ia abrir a boca para responder quando Luke parou ela- Só vou avisar antes que você diga qualquer coisa. Se você aceitar namorar comigo, vai ter que aguentar garotas se jogando aos meus pés o tempo todo

–Convencido- Riu Abby

–E eu não vou aturar o Clark Jackson olhando para os seus peitos! Por favor, quando ele estiver chegando, feche mais um botão da camisa

Abby riu, mas Luke estava sério

–Eu aceito namorar com você, as garotas aos seus pés, e as crises de ciúmes por causa de muitos garotos que são completamente alucinados por mim- Abby falou e Luke colocou o anel no dedo dela

–Depois eu que sou convencido- Luke falou e depois beijou ela

Observação: Ele não estava brincando. Ele é muito ciumento. Odeio garotos ciumentos.
Mentira. Aceito o que vier! Ciumento, liberal, possessivo, garanhão... O que cair na rede é peixe!
Uau! Isso soou desesperado.
Gente, vou ver um site de relacionamentos e parar de encher vocês com a minha solidão.

Eles ficaram deitados na cama conversando. Já haviam perdido o começo da primeira aula, seria melhor esperar começar a segunda. Abby estava lendo as duas páginas que havia descoberto a pouco.

–Ela disse que se separaria se meu nome fosse Hanna- Sorriu Abby- Assinou como L.C. até meu pai mudar de ideia

Luke deu risada

–Hanna Carter Jones...- Ele fez uma cara de quem estava pensando- Que nome feio! Glória a Deus sua mãe era... Abby... L.C.?- Perguntou Luke repentinamente sério

Abby assentiu sorrindo mas ficou séria de repente. Eles sabiam que estavam pensando na mesma coisa.
Abby foi até o guarda roupas e abriu uma bolsa. Haviam cartas na bolsa

–L.C.- Leu Abby e depois abriu as cartas e desabou no chão chorando- É a letra dela! Como eu sou idiota! Burra! Burra!

Abby batia na cabeça dela mesma. Como se ela se castigasse por não perceber isso antes. Luke sentou no chão e segurou os braços dela, ele abraçou ela. Abby chorava como uma criança abraçada com Luke. Ele passava a mão nos cabelos dela.

–Calma, by... Calma- Ele dizia mas ela ainda chorava

Abby entre soluços disse para Luke:

–Você leu as outras cartas? As que eu peguei no dia em que partimos?

Luke negou com a cabeça e Abby entregou as cartas na mão dele. Luke leu e abraçou Abby mais forte. Ele só soltou a quando ela se acalmou, o que demorou quase duas horas.

Abby se deitou na cama e ficou acariciando o medalhão com uma foto de sua mãe e outra do seu pai, ela chorava baixinho.
Luke se sentia horrível por não poder ajudar.

Notas finais
Por favor, aguentem a faze depressiva da fic. Porque essa é meio grande