A touch of fire

8 Não era assim que eu achei que seria quando um homem visse m


Notas iniciais
Nossa gente exclui um capitulo sem querer! Essa autora é burraaa! CHEEEZUIS! Não se preocupem está arrumado! Oieee! Esqueci de falar oi! KK Eu seeei o titulo do capitulo da ousado, mas Sofi é ousada, essa autora é ousada! KKK Desenvolvi certa quedinha pelo Alexis KKK (algo dele me lembra alguém - É SEGREDO! Xiiii) Quem quiser deixar a opinião eu adoroo e adoro conversar! Kisses pessoas!

Adormeço em algum ponto entre um episódio e outro de “Guerra Culinária”, realitys de comida sempre me fazendo companhia, pensar em tudo que aconteceu e estava acontecendo não era uma opção pra mim no momento, então sobressalto quando acordo com barulhos no corredor.

Está escuro.

Levanto sem pensar e vou até a porta, ansiosa, só para dar de cara com Alexis tentando tirar os sapatos no corredor, desequilibrado.

— Ah! Aí está o mais novo membro da família! – está completamente bêbado, não dá pra não notar. Seus cabelos desistiram, estão por todos os lados, os rosto corado, os olhos pequenos e brilhosos.

-Tô vendo que bebeu tudo que tinha direito.

-Você perdeu a parte que abriram o bar, mas.. — ele estala a língua. — Pequena demais pra beber né ? — reviro os olhos.

— Onde está Lia e Edward?

— Você não sabe? — não é a piada da minha vida? Não saber de nada? — Eles saíram para lua de mel. – ele ri e lambe os lábios. – Vai ter que ficar comigo.

— Contanto que você fique na sua. – ele ri ainda mais alto.

— Falou ela, que me beijou antes da cerimonia.

— Eu não beijei você! – grito antes de me conter. Ele se aproxima da porta onde me agarrado como se minha vida dependesse disso. Não posso deixar de notar que sua camisa estar com alguns botões abertos, revelando um pouco de pele bronzeada que preferia não estar vendo.

— Não? Então o que sua boca estava fazendo na minha?

— Você me agarrou, seu idiota! — indignação sobe pela minha garganta e explodo com ele, toda minha sonolência indo embora. Mas, seus olhos ficam maliciosos e ele não deixa barato.

— Sou idiota por que não sou seu precioso Adrian, não é? Mas, quer saber? Adrian estava se agarrando com aquela mulher que estava organizando a entrada. — aquele sorriso cinico que odeio surge. — Ele foi pra casa com ela… e com certeza no mundo ele não vai pensar em você, miudinha, sabe, ele vê você como uma irmã, Ele mesmo já me disse isso! – machuca. Cada, maldita, palavra.

Ele sabe disso.

Talvez a intenção dele tenha sido exatamente essa.

Porque as pessoas estão tão empenhadas em me machucar hoje? Espero isso da Lia e espero isso de Alexis, mas não quer dizer que não doa! Seus olhos se arregalam como se ele tivesse se dado conta só agora de que ele disse o que disse.

— Boa noite Alexis…

— Sofia espera... – bato a porta em seu rosto antes que ele possa me alcançar.

Não sou de ferro. Aquilo me abalou. É mais um grão na minha sacola lotada de coisa, me recuso a chorar, afinal, Alexis não me disse nada novo.

Eu sei o que Adrian sente por mim.

Ouvir ele dizer que Adrian estava com outra pessoa machuca profundamente, mas ele não é meu. Estou de mãos atadas.


Acordo como se tivesse levado um soco, pareço uma bêbada, dormi mal e meu corpo protesta, olhos inchados, cabeça pesada.

O relógio me diz que são mais de dez da manhã e não tenho nenhuma vontade de sair da cama. Até a mínima luz faz meus olhos arderem.

Decido tomar um longo banho. Afinal, imaginem só, tem uma banheira nesse quarto que me deram. Quem seria bobo o suficiente pra dispensar um banho quente de banheira?

Quando me afundo na agua e espuma quente, relaxo de imediato. Pra quê me preocupar na vida? Eu posso ficar aqui pra sempre! Não preciso fazer mais nada nesse mundo. Suspiro.

Vou aproveitar tudo de bom que essa situação me der. Isso. Chego a um consenso comigo. A mansão, a banheira, os jardins. Se preciso estar aqui, vou curtir tudo isso. Vou tirar o melhor proveito de tudo. São seis meses Sofi, quantos banhos de banheira consigo tomar em seis meses?

—Bom dia! – me assusto e pulo, agua transborda e espirra para todo lado. Alexis está parado na porta do meu banheiro, vestindo apenas uma calça de moletom.

Apenas.

A calça pendente no seu quadril, precariamente, quase baixa demais para o meu gosto, um segundo, um suspiro e eu poderia ver…


Ele é muito mais do que tinha imaginado. Tem músculos definidos e seu abdômen comporta um belo tanquinho, seu quadril terminando naquele “V”, a pele dourada.

Ele poderia ser feio, barrigudo, ter um defeito, para que odiar ele fosse mais fácil. Mas, além do ódio que sinto por ele, tenho que admitir, ele é uma presença que não pode ser ignorada.


— Que merda você está fazendo aqui? – pergunto encontrando minha voz.

Me endireito e seus olhos se movem para baixo e ele lambe os lábios. O que ... Seus olhos estão grudados em meus seios! Afundo na banheira e me cubro. – Dá pra sair porra! – eu digo. Estou vermelha de vergonha, de raiva! — Ficou maluco é?

— Desculpa, desculpa!

— Como entrou aqui?

— Eu chamei e você não respondeu e a porta estava aberta… – ele parece estar meio perdido, ainda me encarando. — Mas depois… de ontem… queria… precisava ver se você estava bem… Foi mal. Você tem peitos bonitos.

— Saia!

— Mas...

— Agora! – eu grito. Ele sai e fecha a porta. Estou a ponto de morrer mortificada. Coração acelerado e tudo. Raiva surgindo e fervendo meu sangue. Eu odeio ele!

Volto para o quarto e me troco. O que ele está pensando? Entrando no banheiro? No meu quarto! Demorei a sair do quarto. Não era assim que eu achei que seria quando um homem visse meus seios pela primeira vez! Que direito ele acha que tem?

Quando abro a porta do quarto a em frente se abra simultaneamente.

Alexis ainda pecaminosamente sem camisa. Estou estranhamente quente, ele vai andar pela casa assim agora?

— O que você quer ? – pergunto com a voz dura.

— Calma! Você pode se calmar ?

— Bem, vejamos! Ontem minha mãe casou, descobri que vou morar com um idiota! Um idiota bêbado que me disse um monte de merdas, não tive uma boa noite de sono, acordei querendo relaxar e tomar meu primeiro banho de banheira na vida e adivinha? Esse mesmo idiota invadiu minha privacidade, então me desculpe se eu não estou distribuindo flores por ai! – eu digo no final ofegando. Ele me tira do serio.

— Olha, sobre ontem...

— Não quero ouvir suas desculpas Alexis. – eu digo andando pelo corredor e descendo as escadas, nao sei quantas horas estou sem comer e estou começando a tremer com falta de algo no estômago.

— Pequena, você não pode ser fácil, uma vez?! Porra ,eu estava bêbado e com raiva, não sabia o que estava dizendo. Desculpa. Me desculpas!

— Você sabia Alexis! E sabe o que sinto... — paro. — a bebida só ajudou a soltar sua língua. Onde está a cozinha? – eu pergunto depois de entrar no segundo cômodo confusa. Quero me afastar dele o mais rápido que puder. A casa é tao grande, aberta, a decoração parecendo saída direto de uma revista de arquitetura, eu reparo, agora que está claro. Sofás brancos imaculados, moveis de madeira maciça. A sala de estar imagino. Com uma janela enorme de vidro que tem vista para o jardim. Um jardim tão bem cuidado, verde e florido.

-Direita. — Ele diz. Se estivesse de bom humor eu riria. Ali está, claro. A cozinha ricamente equipada, um sonho.

— Obrigado. – digo. – Tem algo para comer por aqui? Estou morrendo de fome.

— Pode vasculhar a geladeira, a casa é sua agora.

— Argh! Não me lembre disso. – Abro a geladeira outro sonho, tao abarrotada e organizada, meu Deus, isso aqui pode sim me fazer me sentir melhor, separo ovos e bacon e queijo. Olho para o fogão, moderno, tudo bem, agora é só descobrir onde estão as panelas e como tudo isso vai funcionar...

— Café da manhã para dois?

— Não.

— Por que?

— Por que você pode se virar.

— Na cozinha? — ele suspira. — Infelizmente sou bem em muita coisa, mas a cozinha... Não é uma delas.

— Ótimo, então vá comprar seu café da manhã.

— Não gosta mesmo de mim, não é?

— Não. Não Aléxis, não gosto. — ele aperta os olhos para mim. Aqueles olhos. Que me fazem engolir seco.

-Porque? — diz, noto o tom seco.

-Antipatia a primeira vista.

— Bom... Sua mãe disse que você... cozinha bem. – eu rio.

— Minha mãe realmente fala muitas coisas.

— Vocês não se parecem, tipo em nada. Nunca iria imaginar que Lia é sua mãe.

— Graças a Deus! Isso que me mantem longe dos terapeutas.

— Ela não parece tão ruim, baixinha. Quero dizer...

— As aparências enganam. — encurto o assunto.

— Você é tão difícil.

— Vindo de você vou tomar como elogio. Toma. – deslizo um prato de bacon, omelete com queijo e torradas com tomates cereja e presunto crocante. Descobri como liga tudo, enquanto ignorava o olhar fixo dele.

No fim eu sou uma puta manteiga que não sei ser má e preparo algo pra ele também. Sirvo dois copos de suco.

— O que desistiu de me punir?

— Coma. Em silencio. Não me faça arrepender de estar te alimentando.

— Não sei como Adrian lida com você. – bufo pego meu prato lanço um dedo para ele ( aquele dedo) e saio.

Alexis está me deixando nervosa, e não é só por sua conversa fiada, mas também seu corpo extremamente sarado exposto muito perto de mim.

Não sou de reagir assim a um homem. E jamais, jamais pelo Aléxis.