Notas iniciais
Segundo cap. Muito obrigada por acompanharem e comentarem *-*

– Lisa, o que aconteceu? — Minha mãe grita

Abro os olhos, e vejo uma mulher loira e pálida. Percebo que não estou mais na rua, mas sim na casa de Marisa.

– Eu... eu... — Tento contar, mas minha voz treme e eu engasgo

– Ela estava desmaiada quando a vi. — Marisa fala

– Lisa, o que aconteceu? — Minha Mãe repete. Seus olhos azuis aparentam apreensão

– Homem...mulher... tiro... morreu... — Consigo dizer

– Um homem matou uma mulher com o tiro? — Meu pai pergunta . Seus olhos pretos me fitam

– Sim

– Ai meu Deus — Minha mãe fala — temos que ligar para a policia

– Ele me viu — consigo dizer

– Agora que eu ligo mesmo

Ela tira o telefone do bolso e fala

– Emergência, preciso de uma viatura na rua August Liseram, casa 203

A pessoa do outro lado responde e ela desliga.

– Já estão a caminho

Minutos mais tarde, a campainha toca e a mãe de Marisa abre a porta.

– Foi daqui que ligaram? — Escuto uma voz masculina falar

– Foi — a mãe de Marisa responde

Ouço passos e dois policiais entram na sala. Um é alto e magro, o outro apresenta uma leve barriga de chopp.

– Meu deus — o alto fala — Ela está péssima

Dá pra perceber que ele fala de mim

– Qual é o seu nome, moça?

– Li...Sa

– Lisa?

Assinto com a cabeça

– O que aconteceu?

O outro policial pega um bloco de notas e uma caneta.

– Tiro... homem

– Pode explicar melhor?

– Ela está aterrorizada — Minha Mãe fala

– Ela contou para a senhora?

– Sim

– O que?

– Aparentemente — meu pai fala — Um homem deu um tiro em uma mulher, que morreu. Ele estava atrás de Lisa, mas a amiga dela a encontrou na rua e a trouxe para dentro de casa.

– Eu pude ver um casaco preto dobrando a esquina quando a coloquei aqui dentro — Marisa fala.

– Casaco preto . — O segundo policial fala — Não é o primeiro caso

– Como assim? — Meu irmão fala. Sua voz soa fraca

Me espanto com isso. Diego nunca se importou muito comigo, costumava me zoar o tempo todo, falando que era o filho legitimo. Uma vez, viu uma menina me dando um tapa na cara e não fez nada, só riu.

Diego (Meu irmão), era considerado muito bonito. Loiro, alto e esbelto, fazia muito sucesso com as mulheres.Vivia dando trabalho para meu pai, que ficara com alguns fios brancos no cabelo preto.

–Duas pessoas da cidade vizinha já foram mortas. Algumas testemunhas afirmam que viram um casaco preto. — O homem se vira para mim — Você precisa voltar para casa. Amanhã as nove da manhã, deve conversar com o delegado e o detetive, eles vão te interrogar para tentar achar o criminoso. Tente se acalmar e lembrar de tudo o que viu essa noite. Vou mandar uns guardas vigiarem sua casa, para o caso de ele tentar fazer algo com você.

Respiro fundo e balanço a cabeça, em concordância

– Vai dar tudo certo. — O policial alto falou- Fique calma e se lembre. Daqui uns 5 minutos alguns guardas vão te acompanhar até sua casa. Fique aqui

Eles viram as costas para mim e saem da casa.

– Filha, você precisa de algo? — Minha mãe pergunta

– Água

Ela me da um beijo na testa e vai para a cozinha de Marisa, deixando Diego e eu sozinhos na sala

– Coitadinha , vai ficar traumatizada — ele murmura, antes de sair e me deixar sozinha

Foi a ultima coisa que aconteceu antes de eu dormir.

Acordo em casa, no meu típico quarto. As parede brancas, lotadas de Posters de bandas de Rock Alternativo,a estante de livros, a escrivaninha com a máquina de escrever e a porta do closet costumavam me trazer tranquilidade. Agora nem elas me afastam das imagens do dia de hoje.

Me levanto e caminho até a janela, onde vejo dois homens de farda conversando. Pelo menos me sinto mais segura

Lembro -me do pesadelo que me fez acordar. Nele, o homem me encarava, sem mostrar o rosto. Ele ameaçava me matar, quando tentei fugir, me deu um tiro e eu cai dura no chão

Afasto a lembrança e olho no relógio do celular, ele marca três horas da manhã. Pego um livro e começo a ler, pois sei que se eu fechar os olhos, o pesadelo voltará

Notas finais
Curto, eu sei :(