A testemunha- HIATUS

13 O melhor da festa está lá fora


Notas iniciais
ãooláaaa amores. estou MUITO feliz com os reviews do cap passado. Espero que curtam esse Bjs da tia testemunha.

Já eram seis da tarde, Ian já deveria estar aqui.

Doze minutos atrás, meu irmão foi buscar Clara na casa dos Vieira, depois de nossa conversa, me senti mais a vontade com o fato de ele ser o parceiro de baile (Ainda mais ao ver o quão idiota ele ficou vestido de príncipe). Ok, eu Não podia reclamar das roupas de Diego, já que as minhas não estavam muito melhores. Eu tinha pintado as pontas azuis com papel crepom preto (Jasmine não tinha mechas), usava a tradicional roupa azul e a tiara nos cabelos. Clara encontrou em sua casa um aplique, para deixar o cabelo maior, e eu decidi coloca-los em meus cabelos.

Quando pensei que Ian não viria mais, escuto uma buzina em frente de casa.

– Ai meu Deus! — Falo, ao ver de onde saiu a buzina.

Veio de um carrinho de golfe, mas não era só isso. Em cima do carrinho, onde fica o teto, está um tapete muito estampado (sim, um tapete).

– Qual é! — Ian grita — Se vamos ser Aladim e Jasmine, temos que chegar com estilo.

Fecho a porta de casa e vou correndo até o carro-tapete.

Ian me abraça assim que chego até lá. O rapaz usa um colete roxo, deixando o peitoral a mostra (bem definido para alguém que não faz academia , devo explicar) a calça "larga"e branca é presa por uma fita grossa e marrom. Pelo que sei, Aladim não usa sapatos, mas ele usa chinelo de couro. O cabelo negro abriga um "chapeuzinho" cor de vinho e as mãos seguram uma lâmpada dourada. Devo dizer que ele , de modo incrível, conseguiu ficar parecido com Aladim (exceto pelos olhos azuis).

Ele une as duas mãos e me dá impulso para subir na parte do tapete. Me sento e seguro em uma cordinha colocada , aparentemente, as pressas. O garoto se senta na parte do volante e começa a dirigir o carro.

Em alguns minutos, chegamos em frente a uma casa branca, bem maior do que as do resto do condomínio. Luzes verdes , vermelhas e azuis iluminam a casa toda. Vejo vários jovens fantasiados comendo e bebendo, parecem muito felizes.

– São todos testemunhas? — Pergunto para Ian, enquanto ele me ajuda a descer.

– Ou parentes delas. — O garoto fala

Um leve arrepio eriça os pelos de minha nuca. Imagino a cena de um massacre ali, mas rapidamente a cena se afasta de minha mente.

Ian passa as mãos por meus ombros e me conduz até a entrada do lugar.

Imagine a casa branca de Washington. Agora, imagine ela um pouco menor e toda iluminada, isso é a casa de festas do Condomínio Flores do Campo.

– Quantas pessoas tem aí? — Pergunto

Não é Ian que me responde.

– Umas cem, talvez.

Olho para o lado. Lá está Clara, usando um vestido com a parte superior azul e a parte de baixo amarela. Ela segurava uma maçã e usava uma peruca negra e curta com tiara vermelha.

– Já mordeu a maçã? — Pergunto

–Ainda não — ela fala

– E nem vai morder. — Diego fala.

Imagine a roupa usual do Príncipe da Branca de Neve sendo usada por um estranho louro. É exatamente o que vejo.

– Cadê o príncipe? — pergunto

– Cadê a beleza da Jasmine? — Ele rebate

Lanço um olhar ameaçador e ele mostra a língua.

Ian sai para pegar ponche (sem álcool)e , assim que ele volta, entramos na festa.

Duas horas depois,resta somente uma Jasmine acabada.

– Não aguento mais dançar — Falo para Ian

– Venha, lá fora você toma um ar.

O acompanho até lá fora. Esbarro em uma Mulan, que me xinga.

– Não liga, é só a Cristina. — Ian fala

Vamos andando , esbarrando em várias pessoas. Uma Cinderela bêbada grita algo como: Aladim venha ma roubar.

– É a Luíza, não desiste nunca. — Ian fala

Rio.

Finalmente, chegamos na rua. Me sento abaixo de uma árvore e respiro o ar fresco. Depois de cinco minutos, Ian me pergunta:

– Se sente melhor?

– Sim. Eu não gosto muito de lugares lotados.

Ele ri

– Eu te entendo.

Encosto minha cabeça em seu ombro, assim como eu fazia com meu pai quando eu era criança.

Ele cora um pouco.

– Você fica fofo vermelho.

Ele ri.

– Tem certeza de que não bebeu nada alcoólico?

– Absoluta. — Falo

E assim ficamos durante muito tempo. Rindo e conversando sobre a festa e as pessoas de lá.

Depois de mais tempo, Ian afasta minha cabeça de seu ombro.

– Doeu? — falo

– Não. Mas eu precisava fazer uma coisa.

– O que? — Pergunto

Antes que eu conseguisse pensar em algo, ele me puxa mais para perto.

Nossos lábios se aproximam, Nossos olhos se fecham devagar, e logo senti o contato delicado dos lábios (Os de Ian eram como pétalas macias.)O beijo é calmo e delicado. Eu já tinha beijado garotos antes, mas com nenhum deles senti o que sinto agora. Uma mistura de amor, alegria , êxtase e vergonha. Nos afastamos aos poucos, não sei dizer o que ele sente, mas eu queria congelar o tempo naquele beijo.

Tento formar uma frase, mas não consigo. Ficamos um bom tempo parados, apreciando a luz da lua.

Depois de muito tempo, Ian quebra o silencio.

– Já são três da manhã. Acho que é hora de te levar para casa.

Concordo com a cabeça. Ele se levanta e oferece a Mão em ajuda. A seguro e vamos em direção ao carro tapete.

Quando chegamos em frente de casa, ele me acompanha até a porta. Espero ele comentar algo sobre o beijo, mas não o faz. Ao invés disso, dá um beijo leve em minhas bochechas e parte para o carro.

Toco a campainha, minha Mãe atende.

– Como foi a festa?

– Boa.

Seguro o impulso de dizer "Maravilhosa" (talvez essa não seja a palavra correta, mas Não penso em outra).

Tomo um banho, visto meu pijama e me deito na cama, refletindo sobre o dia de hoje. A sensação do beijo, a confusão em minha mente. Só queria ter Marisa aqui, ela me entenderia muito bem.

Aos poucos, caio no sono.

Notas finais
Gostaram?