A testemunha- HIATUS
7 Nunca prove bolos da Diana
Notas iniciais
A palavra que descreve o bolo de chocolate da Diana é: Terrível.
Pense em ovo cru, misturado com água podre e pedra, esse era basicamente o sabor do bolo.
– É sempre assim? — Pergunto para Ian, assim que ela sai da cozinha
– Geralmente é pior.
Dou uma risada
– Aqui, cuspa no lixo — Clara fala, estendendo uma sacola de mercado para mim. Eu não hesito e cuspo a massaroca nojenta.
– Meu pai diz que minha Mãe cozinhava melhor — Ian fala
– Sorte a dele
Nós três rimos.
Depois de um tempo, agradeço falsamente pelo bolo e vou para a sala de estar, onde os irmãos me esperam.
Dou de cara com um mural de fotos, cada integrante da família com uma linha do tempo.
Ian, desde o dia do nascimento até uma foto em que ele está em frente a essa casa. Clara, alternando entre festas de escola e idas ao shopping. O Sr. Vieira, desde criança (em preto e branco) até uma foto em que ele está abraçando os filhos. Diana, com uma foto inicial de pose de modelo até a última, na qual ela está sorrindo com um bolo na mão. Mas, a linha que mais me chama a atenção é a primeira. Nela, se vê uma mulher com cabelos negros e olhos azuis. A primeira foto é ela como uma criança de uns 7 anos, a última é dela em uma cama de hospital, sorrindo. Ao longo da linha, eu vejo fotos da mulher em vestido de noiva, na cama do hospital segurando dois bebezinhos e por aí vai.
– É a sua mãe? — Pergunto
– Sim. Se parece conosco não é? — Ian fala
– Impossível negar .
Ele dá uma risada fraca.
– Sinto a falta dela
– Deve sentir , mesmo — Falo, me sentindo estúpida
– E quanto a você? — Clara pergunta — Você falou que era adotada, chegou a conhecer seus pais biológicos?
– Só a mãe — falo — Ela nem sabe quem é o pai. A dois anos atrás, é uma drogada
– Que triste — A menina comenta
– Mas não a considero minha Mãe, ela me gerou, só isso.
Eu odeio falar sobre esses assuntos, mesmo
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