A terceira geração INTERATIVA
13 Tempestade inesperada
Notas iniciais
Lex PVO ON
Tivemos que correr bastante para não nós molharmos muito, e por culpa da Angel, minhas orelhas estão incrivelmente vermelhas e doloridas. Quando chegamos no navio fomos todos correndo para dentro.
E agora, nós estamos no Argo esperando a tempestade passar, eu olho pela janela e não vejo nem indícios de que ela ira acabar tão cedo. Deve ser alguma coisa de akuma no mi, ou o pó da dança, não chove aqui nessa região nessa época do ano, mas acredito que não estavam tão desesperados a esse ponto.
Estávamos todos nos na cozinha do navio, que é o maior cômodo do tal, aquele gato ainda esta aqui. Não sei o porquê, mas sempre tive medo de gatos. Eles não são criaturas confiáveis, são extremamente arrogantes e só sabem olhar para o próprio nariz.
–Que foi Lex? Ainda pensando em como gatos são duas caras?- pergunta Angel com um tom sarcástico.
–Não APENAS isso- digo me virando para ela e encarando a medica- Também estava pensando m como essa tempestade começou assim, tão rápida. Tenho duas teorias.
–E quais seriam essas teorias, Lex?- pergunta Issa, que pela primeira vez desvia os olhos do gato para falar com um ser humano. A conversa deveria realmente estar muito interessante.
–A primeira, que é a mais provável seria o pó da dança, mas mesmo não sendo época de chuvas, duvido que estejam tão desesperados a esse ponto. A segunda seria algum usuário de Akuma no mi capaz de controlar agua, os ventos ou alguma coisa desse tipo.
–Eu acho as duas muito improváveis, Ero-navigator, nem entramos na Grand Line ainda, as Akuma no mi não são tão comuns aqui, e pó da dança é ilegal. E eu observei alguns poços, então, agua é o que não falta.
–Mas talvez não seja para ter agua, e sim para faltar agua em outros lugares- falou Angel parecendo um pouco pensativa- Pelo o que eu sei, o pó da dança faz com que as nuvens que deveriam ir para outras ilhas, ‘’cair’’ na ilha onde queimaram esse pó, fazendo a nuvem crescer e chover, fazendo com não chova no lugar para onde essa nuvem deveria ir.
–Então o que será?- pergunta Issa ainda brincando com o gato, assim é melhor, que ela brinque com ele, pois ele não chega nem perto de mim.
–Bem, tem a teoria que foi uma tempestade rápida, mesmo que fora de época- digo tentando parecer convincente- Mas, não destaco as outras possibilidades. E agora que a Angel falou, pode ser alguma guerra.
–Guerra?- pergunta a Issa preocupada- Aqui no East Blue? Acho mais provável o governo mundial amar piratas do que ter alguma guerra aqui.
–Mas não acho que tenha dedo do governo mundial nessa historia- digo
–Como assim?- pergunta Hen
–Talvez sejam os Caveiras de Ferro, querendo um desestrutura nacional, para poderem tirar lucro disso, o submundo é um lugar podre. Eles podem vender SMILE, armas de fogo, escravos ou até alugar mercenários.
–Mas também não devemos tirar conclusões precipitadas, afinal é apenas uma tempestade, e não vimos nada fora do comum aqui. Deve ser mesmo algo fora de época- diz Angel tentando parecer mais otimista
–Sim, agora a nossa única preocupação é levar o Neco-chin para casa! Devemos apenas esperar a chuva passar, levarmos ele até lá, e vamos para a próxima ilha!- diz Issa com um sorriso no rosto, meu deus, será que essa mulher nunca para de sorrir?
–Sim, mas o que tem de especial perto daquela mansão?
O gato fala mais uma serie de miados que Issa escutava com atenção
–De acordo com ele, morava uma garota naquela mansão, e os funcionários que ainda estão morando lá dão comida para ele, e quando chove ou neva, o deixam entrar na casa.
–Então pelo visto essa garota deveria ser muito rica para poder fazer um negocio desses-comenta Hen
–Bom, de acordo com o Neco-chin, ela foi embora com alguns piratas há doze anos, e deixou o seu dinheiro para o mordomo que cuidou dela a vida inteira.
–É, deveria ser muito legal essa garota, e a proposito, que piratas eram esses?- pergunto
O gato meneia a cabeça para o jornal no canto da sala e fala mais algumas coisas para Issa
–Ele disse que são os piratas que estão no jornal.
Angel, que estava mais perto do jornal se levanta e o pega. Assim que ela o abre, parece que um clima de tensão se estabeleceu na sala.
–O que foi Angel?- pergunta Hen preocupado
Ela simplesmente nós mostra o jornal, parecendo incapaz de dizer qualquer coisa. E na primeira pagina parece nos de volta a nostalgia infantil, sempre que tinha alguma noticia como aquela, que assim que a víamos íamos logo recortar e guarda-las
‘’MUGIWARAS AVISTADOS NA ILHA CACTUS!’’
Narradora PVO ON
No meio de toda aquela chuva, duas figuras encapuzadas se encontravam na floresta, elas andarão até certo ponto e que se cruzarão, e quando estava quase saindo dessa formação:
–Por acaso, você acho que gatos podem ser capitães?- pergunta o primeiro homem para o segundo.
–Eu não acho, eu tenho certeza, senhor.
Depois que os dois se identificaram por meio do código, eles tiraram as capas revelando os seus rostos. O primeiro homem era mais velho, alto, cabelos que um dia foram pretos, usava óculos redondos, com seus cinquenta anos, o outro era mais novo, tão alto quanto o primeiro, cabelos castanho escuro, usava roupas pretas e tinha por volta de seus vinte e tantos anos.
–Capitão. Achei que não iria conseguir te encontrar no meio dessa tempestade- disse o mais novo
–Bom, pelo visto, você fez a sua parte. Queimou o pó da dança exatamente do jeito que eu mandei, e no lugar em que eu te mandei?
–Sim, coloquei cada carregamento nos pontos indicados pelo senhor no mapa, e como pode ver também os queimei.
–Também foi espiar a mansão da garota, do jeito que eu mandei?
–Sim, e consegui confirmar nossas duvidas, ela saiu da mansão há doze anos. Parece que fugiu com aqueles piratas que descobriram seus planos há quinze anos, para poder se casar com o atirador.
–Era o que eu temia, mas o mordomo ainda está naquela casa?
–Sim, me parece que o tal de Merry, ainda mora lá. Ele parece estar feliz pela garota.
–E quem não estaria feliz com uma mansão daquelas?! Aqueles piratas de meia tigela estragaram o meu plano que passei anos planejando! Agora eles terão minha vingança quando eles virem o lar de dois de seus nakamas sendo destruído pelo caos, em uma guerra sem sentido!
–Sim, você pensou em plano mais indireto agora, Capitão Kuro.
Os dois homens se olharam novamente, se cobriram com as capas, e desapareceram noite adentro, enquanto três amigos de infância, um dono de taverna, um carpinteiro e um escritor, sentiam um calafrio na espinha, e com a sensação de que as coisas vão dar incrivelmente errado, assim como antes de seu capitão ir para o mar, realizar o seu sonho, e se tornar o que é hoje. Um bravo guerreiro do mar, como o seu pai tinha sido.
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