Notas iniciais
Olá, pessoal. Então vocês viram que capa linda a Marri ( http://fanfiction.com.br/u/233773/ ) fez pra mim? Eu estou totalmente in love com ela. Se não viram deem uma passadinha agora na parte onde fica o índice e olhem. É uma ordem. Ah e a Marii faz capas por encomenda. Basta pedir lá no tumblr dela. Eu deixo o endereço nas notas finais, certo? Ah, e falando em tumblr, eu criei um para a fic. Certo que até o exato momento em que escrevo isso aqui só tem três postagens, mas eu vou postar algumas coisinhas lá nele. Talvez até alguns previews, baby. Também deixo o link dele nas notas finais. Mas eu já coloquei nas notas obrigatórias da história. Bem, queridos, estou postando agora e tal, mas vocês já sabem que minha vida é meio corrida, então nem vou repetir tudo novamente. Mas saibam que eu peço desculpa pela demora. Well, se o a imagem não abrir, aqui está o link: http://24.media.tumblr.com/d46fa937eb5becd6846cdd27ebe493ee/tumblr_n4d2ywU1qC1tz1jzyo1_1280.jpg

4. O FOLHETO

Sabe aquele momento em que um holofote está concentrado em você, e você sente vontade de ser um avestruz e enfiar a cabeça num buraco? É, é, foi o que aconteceu. Todas as pessoas pararam o que estavam fazendo para me olhar como se eu fosse uma estrela do rock.

Ou um ser mitológico horrendo.

Apenas dê o primeiro passo, Bree, pensei, tentando não surtar e sair correndo pra bem longe dali.

Com certa dificuldade, forcei minha perna direita para a frente. Certo, o primeiro passo havia sido concluído. Arrg, Bree Tanner, você é uma garota ou um avestruz? Um avestruz, é, sou um avestruz. Agora deixe-me correr pra bem longe daqui! Não, não, não, isso não é aceitável. Vamos, dê logo o maldito segundo passo. Ah, sim, como você é gentil, agora sim eu vou me sentir confortável para dar o maldito segundo passo. Não seja irônica comigo, idiota, estou tentando ajudar. Ajudar? Você quer me atirar aos leões! Meu Deus, como você é dramática! Dramática? Eu? Quem mais seria se não você? Você! Ora usa...

Eu estava tão entretida com a minha “conversa” com minha consciência, que nem notei que tinha atravessado todo o salão e estava parada em frente à mesa que eu, os gêmeos, Becky e Amy nos sentávamos todos os dias. E eu fiquei assim até Kevin se levantar de onde estava e estralar os dedos perto do meu rosto.

–– Terra chamando Abelha. Alôôô. Terra chamando Abelhinha –– ele repetia, fazendo Harry rir e ser acompanhados pelas meninas.

Feche a cara para ele e empurrei sua mão para longe do meu rosto.

–– Dá um tempo, Kevin –– reclamei, me sentando em uma das quatro cadeiras vazias que sobraram.

Ele levantou as mãos em rendição e voltou ao seu lugar, ao lado de Amy.

–– Você está linda, amiga –– Becky elogiou.

–– Muito diva –– Amy concordou.

–– Esquisita é o termo certo, meninas –– rebati. Então me lembrei do que Abby tinha me falado, e comecei a rir novamente.

–– Por que está rindo, sua doida?

–– Abby disse que estou sensual –– e ri mais um pouco. Quando eu pronunciava aquilo, parecia ainda mais absurdo. –– Ela que é a doida, não eu.

Eles me encararam como se eu fosse estúpida ou algo do tipo.

–– Você é cega? –– Amy praticamente gritou, e eu dei um pulo. Aquela criatura anã tinha me dado o maior susto.

–– Ahnnn... Não –– saiu mais como uma pergunta que uma afirmação, e Amy lançou-me seu olhar ameaçador. –– Não –– agora eu tinha sido mais firme ––, não, eu não sou cega, Amélia Stryder Lovegood.

Certo, agora eu estava provocando chamando-a pelo nome. Numa atitude completamente infantil, ela me mostrou sua língua, me fazendo rir.

–– Você não tem cinco anos, Amy –– lembrei-a, entre uma gargalhada e outra.

Ela revirou os olhos, espetou uma batata frita, levando-a logo em seguida até sua boca.

Então me lembrei do que ela havia dito.

–– Hey, Amy, o que você quis dizer com “você é cega”? –– perguntei, fazendo aspas no ar.

Amy apenas me encarou pelo o que pareceu uma eternidade, e eu retribuí o olhar. Eu sabia o que aquela criatura estava fazendo, ela estava me sondando, tentando entender algo sobre o que nem eu mesma raciocinava. Ela tinha seus olhos castanho-esverdeados tão fixos nos meus que fez com que a frase de Julliett flutuasse pela minha cabeça. “Você não sabe que os olhos são a janela da alma?”, ela tinha perguntado, e agradeci mentalmente por eu ter uma franja grande o bastante para servir que cortina para essa janela. Amélia, que ainda continuava me fitando, soltou um suspiro pesado e revirou os olhos –– de novo ––, desviando olhar de mim. Ela parecia estar cansada de alguma coisa.

–– Humm... Dá pra me dizer o que tanto se passa por essa cabecinha? –– Não, não fui eu quem perguntou (embora eu estivesse doida para fazê-lo), e sim Kevin, todo carinhoso com a minha melhor amiga.

Antes que eu tivesse outro ataque de ciúmes –– ou vomitasse ––, Amélia respondeu.

–– Não, apenas estou com vontade de cortar a cabeça de alguém com um machado –– E pra ficar ainda mais claro, ela olhou diretamente para mim.

Becky estava a boca meio aberta de um jeito esquisito parecia estar tendo uma A.V.C.

–– Becky, o que... –– não pude continuar, porque a louca levantou um dedo para que eu me calasse, e, bem, eu pretendia revidar, até que...

–– Bree?

Eu conhecia aquela voz... Só não me lembrava de onde....

Cansada –– embora ele só tenha durado alguns segundos –– do enigma, virei-me para olhar a tal pessoa.

–– Nessie! –– exclamei alegre, quando vi o rosto da ruiva-fofa. Abri um sorriso para ela, que o retribuiu de imediato, mas ele caiu a ao ver quem estava com ela. E não, eu não estou falando da morena-do-lance-do-caderno, a Bella, que também estava parada ao seu lado, mas sim do garoto ruivo em que topei depois do episódio esquisito na aula da Srta. Stanley. O garoto ruivo que certamente achava que eu tinha problemas mentais. –– Oi, Bella –– Bella sorriu, acenando em resposta. –– E... érrr.. Edward, certo? –– Ele assentiu, acenando também. Como se não pudesse piorar, eu corei. Mas não porque eu o achei bonito, mas sim porque eu estava com muita vergonha por ter sido tão descuidada e idiota.

–– Olá, Bree. Você está melhor agora? –– ele realmente parecia preocupado, mas eu consegui ver certo divertimento em seus olhos castanho-dourados. Oh, claro, e isso é tipo o quê? Me perguntar algo como “você já tomou seus remédios, hoje, estranha?”, ou então falar “tenho certeza que você fugiu de algum manicômio; e não, não é uma pergunta, menina esquisitona”. Certo, eu tenho pensamentos muito malucos, então por que ninguém me acerta com uma clava? Edward, que parecia cada vez mais divertido com não-sei-o-quê, ainda esperava uma resposta –– que provavelmente não envolvesse Conjuradores do Fogo ou da Água.

–– Claro! –– Respondi alto demais, e uma menina com aparência oriental virou-se para me encarar com a aquela cara de “você é doida?”. Kevin, sendo, bem, o Kevin, soltou uma risada, me fazendo enrubescer duas vezes mais. Não tinha como ficar pior, meu Deus! –– Quero dizer... Sim, eu só.. Huumm....Eu... Na verda-d-de –– Não, é claro que podia, porque eu era Bree Rosewood Tanner, a mané que mais parece uma delinquente e sempre está com uma touca enfiada na cabeça e vive trocando farpas com a popular enviada do Tártaro chamada Emma Rosewood Blue, que por sua vez é só mais uma menininha mimada e fútil, que só pensa em namorar o garoto intitulado como o mais bonito da escola e ser a rainha do baile, esquecendo-se totalmente do fato de ter um cérebro para estimular, se é que ela realmente tem um!

E aí me lembrei novamente que um certo ruivo ainda esperava uma resposta.

–– Eu só estava muito espantada com uma notícia que recebi àquela hora, foi isso.

Tá, eu estava mentindo na cara dura, e esperava que desse certo.

Edward manteve seus olhos nos meus por alguns segundos longos e desconfortáveis, por fim, riu e olhou para baixo.

Merda, eu tinha notado a mentira! Mas, por que ele não disse falou nada? Geralmente, as pessoas adoravam me fazer passar vergonha. Por que aquele garoto não aproveitou a oportunidade?

–– Ei, Abelha, qual é a notícia que te deixou tão chocada? –– Mas é claro que Harry não deixaria passar em vão.

Pensa, sua retardada, pensa!

–– Abby tá grávida –– soltei a primeira coisa que surgiu em meu cérebro inútil.

Kevin, que estava bebendo seu café, meio que engasgou, meio que cuspiu em seu pedaço de pizza.

–– O quê?!

–– Abigail está grávida –– solucei, louca para rir da minha genialidade e da cara de tapado dele.

–– Como? –– perguntou, e Edward soltou um risinho, puxou as três cadeiras livres na mesa e se acomodou, sendo imitado por Bella e Nessie. Ele definitivamente estava apreciando o show. Então, a melhor coisa a fazer era assumir o papel.

–– Kevin, eu sei que que você não é muito espeto e tudo, mas, você realmente quer que eu te explique isso? Quer dizer, eu estava escondida no seu armário com o Harry quando o papai foi falar a respeito com você... –– franzi as sobrancelhas, mantendo expressão confusa e inocente. Mas eu estava quase explodindo por dentro.

Amy não foi tão discreta, e rua singular risada de menininha ecoou por todo o salão.

Kevin bufou, constrangido, e enfiou toda a pizza molhada de café de uma só vez na boca.

Torci minha boca em repulsa, e virei-me para Renesmee, que estava do meu lado esquerdo.

–– E depois você me pergunta por que eu tenho vergonha deles –– ironizei, e a descarada riu. Tentei manter minha cara séria, mas Nessie era tão fofa que eu já estava sorrindo depois alguns segundos.

–– Eu sei que você me ama, Abelha.

–– Me ame menos, Harry.

–– Quem disse que eu te amo?

–– Está expresso em seu olhar –– provoquei.

–– Falando em olhar... –– Amy murmurou, cortado nossas provocações infantis.

–– Sim?

–– Acho que você precisa cortar a franja –– seu tom era de reprovação, parecido com o de Julliett.

–– E por que faria isso? –– indaguei.

Ela estreitou os olhos em minha direção.

–– Nunca ouviu dizer que os olhos são a janela da alma?

–– Pra falar a verdade, Jullie disse algo assim pra mim hoje –– comentei, desembrulhando meus pastéis e pegando a Coca-Cola que Harry tinha comprado para mim. –– Alguém quer pastel? –– perguntei, quando vi a quantidade que Julliett tinha feito.

–– Eu aceito –– Becky riu e pegou um. –– Ela ainda está tentando te fazer crescer mais?

–– Sim, e é melhor você pegar mais de um, porque se eu voltar para casa com uma migalha ela vai começar a soletrar.

Becky arregalou os olhos, e tratou de pegar mais cinco.

–– Bella? –– ofereci, mas ela negou com a cabeça, e disse que já estava satisfeita. –– Edward?

–– Não, estou cheio, obrigada –– sorriu leve.

–– Nessie? –– mordi o lábio, rezando para que ela me ajudasse.

–– Ah, eu aceito –– deu de ombros e pegou uns quarto pasteis. –– São de quê? –– perguntou, antes de morder.

–– Frango e queijo; ela sempre faz desses porque são meus preferidos –– expliquei.

Ela assentiu e deu uma grande mordida, mastigou lentamente e por fim sorriu. Pareceu verdadeiro, então retribuí e tratei de começar a comer também. Como sempre, estava ótimo. Meu único problema com a comida de Jullie era a quantidade.

–– O que você quis dizer com ela vai começar a soletrar? –– perguntou, depois de engolir mais um pedaço.

–– Jullie tem a mania de soletrar quase tudo, quando está zangada ou contrariada –– balancei a cabeça, lembrando da cara zangada de Jullie. –– Ela é autoridade absoluta em minha casa.

–– Jullie dá medo –– Kevin murmurou.

–– Lápis número dois –– assenti.

–– Apontado –– Harry acrescentou.

–– O som assustador da lapiseira elétrica –– continuei.

–– E o tapa dado na cabeça de cada letra enquanto ela soletra –– Kevin disse por fim.

Nós trememos ao mesmo tempo.

–– Tia Jullie assusta mesmo –– Amy concordou e Becky balançou a cabeça, enfiando outro pastel na boca. Porque Becky é assim, morre de medo, mas nada faz com que ela perca a fome.

–– E o mau-humor dela está muito ruim hoje? –– Becky perguntou.

–– Não está desastroso, mas alguma coisa aconteceu. Quando acordei essa manhã, ela já estava com esses pasteis praticamente prontos. Enquanto eu me despedia da minha irmã –– como minha mãe aparentava ter dezessete anos, eu não podia chama-la de mãe na frente de Mortais, e Becky e Amy sabiam disso, já que elas passavam pela mesma situação ––, ouvi ela resmungando algo como alguma coisa foi chutada pelo vento. Eu não consegui entender nada. Mas você sabe como é a Jullie.

Becky assentiu e trocou um rápido olhar com Amy. Elas sabiam de algo e não estavam partilhando.

––Também entendi nada –– disse.

–– Nem eu.

–– Só por curiosidade... –– Edward falou, e olhei para ele. –– Quantos anos tem Julliett?

–– Dezenove –– menti.

Eu não simplesmente podia dizer: Bem, ela tem mais de cinquenta, criou meu pai e agora está nos criando, mas ela não pode envelhecer. Aliás, depois de completar dezesseis, nem eu.

Então não me culpe, não sou uma bad girl.

Edward franziu as sobrancelhas, confuso.

–– Vocês falam dela como se ela fosse uma senhora.

Já estava me preparando para mentir mais, mas uma menina de baixa estatura e corpo esguio apareceu atrás de Edward, colocando suas pequenas e finas mãos em seus ombros.

–– Ed, você é muito mal educado. Além de nos abandonar sem falar pra onde ia arrasta a Bell´s e a Nessie com você –– ela o repreendeu, mas seu tom era extremante fraternal e animado. Então ela olhou diretamente para mim, e sorriu. –– Você é a Bree, não é? –– perguntou, mas estava claro que ela só o fez por educação.

–– Sim, sou eu –– falei, ainda tentando entender como ela sabia meu nome.

–– Eu estava na aula de Educação Física –– explicou, notando minha confusão. –– Você está bem? –– ela não parecia perguntando apenas por mera cordialidade.

–– Sim, estou. Obrigada. Não me lembro de ter te visto na aula. Desculpe.

Ela riu.

–– Bem, a julgar pelo seu estado naquele momento... –– brincou, fazendo-me corar. –– Está desculpada –– Sorriu novamente e me estendeu sua pequena mão. –– Meu nome é Alice, a propósito.

–– Bree, mas você já sabe –– apertei sua mão e notei que sua pele tão gelada quanto a do irmão mais cedo. Alice deu de ombros como que diz é, eu sei.

–– Você é irmã do Edward, Alice? –– Becky perguntou, inclinando-se sob a mesa.

–– Sim, sim. E você é?

–– Rebecca, mas todo mundo me chama de Becky. –– Becky nunca gostou do seu nome. Somente uma pessoa a chama de Rebecca, a mãe dela.

–– Becky, então –– acenou com a cabeça e virou-se para mim. –– Aquela sua prima não é nada legal.

Fiz uma careta.

–– Não gosto quando dizem que ela é minha prima. Não nos damos bem para sermos consideradas família uma da outra.

–– Sempre foi assim? –– Alice quis saber.

–– Ah, não –– o idiota n°1 respondeu por mim. –– Ninguém comentou com você ainda? Até os quatorze anos elas viviam tão grudadas que era quase uma só –– Kevin riu, ele acham aquilo muito engraçado.

–– Ela era mais gêmea dela do que da gente –– Harry assentiu, com uma expressão conspiratória.

Revirei os olhos, me preparando para cortá-los.

–– Falando no diabo... –– Amy olhava pra algo acima do meu ombro, e segui seu olhar, assim como todos na mesa.

Emma caminhava em minha direção a passos pesados e, devo dizer, sua expressão não era das melhores.

Ela não estava sendo seguida por nenhuma de suas cachorrinhas. O que era muito estranho, já que ela sempre vinha atrás de mim para me insultar, e público sempre era bom nesses momentos. Na verdade, ela estava sendo seguida por Penny Oxford, a garota mais fofoqueira de toda Forks High, que também era a editora chefe do jornal da escola; uma garota loira (é, eu não sabia o nome dela) que veio da Inglaterra morar com a mãe; e por Cory Willians, o assistente/capacho de Penny. Emma tinha um folheto na mão esquerda, a loira que eu não sabia o nome e Cory tinham milhares nos braços e Penny tinha seu inseparável bloquinho, sua caneta purpurinada rosa e tinha uma pequena câmera digital pendurada em seu pulso direito.

–– Bree Elizabeth Rosewood Tanner –– Emma pronunciou meu nome todo com tanto ódio, que era quase possível ver o veneno escorrer pelos cantos de sua boca.

Suspirei, cansada. Eu já tinha tido Emma demais num único dia.

–– O que quer, Elizabeth? –– perguntei, minha voz saindo arrastada quando a chamei por seu nome do meio. É, mamãe e tia Evangeline nos deram o mesmo nome do meio. Lindo, né?

Emma bufou, e esticou o braço, quase esfregando o folheto que segurava na minha cara. Nele tinha uma foto nossa, de quando tínhamos quatorze, abraçadas e sorridentes para a câmera que registrara aquele momento em que passávamos nossas férias de verão em Malibu, na casa da nossa avó materna, Molly. As garotas na foto eram bem parecidas no geral. As duas tinham cabelos longos e castanhos com uma leve diferença na tonalidade, já que a menina da esquerda tinha cabelos em um castanho quase preto e lisos, e a da direita possuía um cabelo castanho meio loiro-arruivado que desciam lisos até a nuca e seguiam ondulados indo um pouco além da cintura. A menina da direita possuía olhos muito verdes e brilhantes; a da esquerda tinha olhos heterocromicos, que faziam sua pupila parecer ter o de uma estrela de quatro pontas negra e, em volta da estrela, um suave tom de castanho esverdeado. A garota da esquerda vestia um vestido lilás, e a da direita um rosa, mas a estampa era a mesma: poá. Logo abaixo de tudo aquilo estava escrito em letras garrafais rosa fluorescentes: INIMIGAS OU IRMÃS? DÊ SUA OPINIÃO, PARTICIPE JÁ! MAIS INFORMAÇÕES PARA CONTATO COM PENNY OXFORD.

–– O que eu quero? –– repetiu retoricamente, histérica. –– O que pensa que está fazendo? Acha que vai imprimir esses malditos folhetos, entregar para a fofoqueira da Penny e então conseguirá acabar com minha reputação e minha coroação para rainha do baile de inverno?

Completamente insana, Emma tomou mais alguns folhetos da loira sem nome e os rasgou, jogando-os para cima em seguida.

Demorei alguns segundos para conseguir processar toda a informação, e, ainda assim...

–– Quê?! –– Minha lerdeza momentânea só fez Emma bufar ainda mais.

–– Eu não vou deixar barato, Elizabeth! –– gritou, apontando o dedo indicador no meu rosto.

Foi ai que meu cérebro pareceu ser reativado e empurrei o dedo dela para longe.

–– Não fiz nada disso, Elizabeth –– rosnei. –– Mas, acho que eu devo sair perguntando pela escola quem teve a ideia brilhante.

Minha adorável prima não pareceu ficar muito convencida disso.

–– Há, e se não foi você quem fez isso, quem foi, então? –– indagou, arqueando uma sobrancelha para mim.

–– Você se esquece que tem muito inimigos, Lizie –– provoquei-a, usando um dos seus apelidos de quando criança. Mas então uma coisa me bateu. –– Ei, o que você disse?

Emma sorriu com escarnio.

–– Está ficando surda, prima? –– rebateu, fingindo preocupação. Não liguei para o que ela falou.

–– Só repita –– pedi pausadamente.

Ela revirou os olhos, mas falou.

–– Perguntei que se não foi você, quem foi, então? –– Então Emma arregalou levemente os olhos e pareceu estar pensando o mesmo que eu, e, quase que simultaneamente, murmuramos em um rosnado:

–– Bobby!

–– O que tem o Bobby? –– Kevin perguntou, entrando na conversa.

–– Ele mexeu nas minhas coisas de novo! –– Emma grunhiu, batendo o pé.

Bobby era o meu primo, irmão mais novo de Emma. E, ele era um pestinha.

–– Eu pensei que estava trancando seu quarto, agora. –– Kevin franziu as sobrancelhas para ela. Ah, então era isso que ela estava fazendo para manter o monstrinho longe de suas coisas?

–– Bobby piora a cada dia –– eu ri da desgraça dela com vontade, fazendo-a fechar a cara.

–– Ria, Elisabeth, mas saiba que rirei por último nessa história!

E, com isso, Emma arrancou todos os folhetos das mãos da loira, de Cory e Penny –– que pareciam muito entretidos com tudo aquilo ––, jogou nos braços de Charllott, que surgiu de sei lá onde, e elas foram embora. Emma desfilando, sua cachorrinha tentando se equilibrar com tudo aquilo em mãos em cima de um salto quinze.

E foi assim que terminou meu intervalo.

Notas finais
Bem, é isso. Por enquanto. Eu já tenho outro capítulo pronto, se querem saber. Talvez eu poste amanhã, não sei. Vai depender muito de vocês. Vamos lá, gente! Comentem, amores! Certo, aqui está o link do tumblr da Marii: http://teenageandhotdesign.tumblr.com/%3C- E esse é o link do meu tumblr para a fic: http://aterceiraeternavidadebreetanner.tumblr.com/ Agora outro assunto importante: vocês conhecem alguma atriz, ou tem alguma foto de uma garota que se pareça com a Emma? Se tiverem, please, me mandem a imagem por MP. Ah, e vocês querem saber duas coisinhas sobre o próximo capítulo? Primeira: o nome do capítulo é Harold, e fica pra vocês a tarefa de desvendar o que isso quer dizer. Segundo: o Diego vai aparecer nesse próximo capítulo, então se quiserem ver ele rápido, COMENTEM! Beijos, Elle.