A terceira chance de Bree Tanner
21 Histórias um tanto parecidas ... e um tanto diferentes
Notas iniciais
–Me desculpa, mas eu conheço você? — eu realmente estava ficando assustada agora.
–Sou eu Bree , John. O seu namorado . Nunca deixei de usar a nossa aliança — ele sorriu pra mim e mostrou a mão , onde uma aliança de prata brilhava .
John me agarrou pela cintura. Eu estava sem reação , porque nunca tinha visto aquele sujeito na minha vida. Nossos lábios estavam a centímetros de distância.
–-----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------POV BREE TANNER
Minha cabeça iria explodir agora , minha mente dava voltas. Memorias me atingiam como socos. Eu queria fazer aquilo parar, mas ao mesmo tempo queria descobrir mais...
Aquele garoto segurando minha mão durante um funeral, meu pai me batendo e atingindo minha cabeça com uma garrafa de cerveja, eu me encolhendo em uma sala de aula...
–Bree ?Ei Bree tá me ouvindo – as memórias sumiam e no lugar delas um par de olhos negros apareceu.
De algum modo Seth havia me retirado dos braços daquele garoto e apertava contra ele agora , Jane e Alec estavam entre nos e John. Eles iriam me defender se necessário. Mas eu me lembrava vagamente que aquele garoto era importante para mim.
–Sinto muito John, as coisas mudaram muito, eu mal me lembro de quem foi você na minha antiga vida.
Sai puxando Nessie pela mão e tremendo . Por que diabos eu estava tremendo ? Memórias do meu pai me machucando rondavam minha mente. Tinha que afastar Nessie dele... Quase gritei quando uma mão tocou meu ombro , mas logo que percebia quem era quase desmaiei de alivio .
Me joguei contra Seth sem nunca soltar a mão de Nessie . Se minha princesa precisasse de mim eu estaria ali.
–Alec ? Você pode dirigir o Impala e levar a Jane e a mostrinha para casa ?- entreguei minha bolsa para Jane .
Sabia que Alec estava assentindo , abracei Jane e Nessie. Alec beijou minha testa e sussurrou que Seth ia cuidar de mim.
Por um tempo Seth e eu andamos de mãos dadas pela cidade. Comecei a desabar e Seth me manteve em pé o tempo todo.
Quando atingimos a floresta ele se transformou em lobo e eu subi em cima dele. Seu pelo cinza macio acariciava meu rosto. O ritmo de Seth era incrível ele desviava de galhos e qualquer outra coisa que parecesse ser um obstáculo para ele.
Finalmente ele parou e deitou no chão para que eu saísse de cima dele. E logo depois o meu Seth humano estava de volta.
Nos sentamos nas raízes de uma enorme árvore. Apoiei a cabeça no tronco cheio de musgo que cheirava a orvalho...
–Agora quer me contar o que houve lá ?- Seth pediu não me olhando nos olhos- De primeira você não reconheceu ele e depois você disse que ele não era mais especial na sua vida.
– Eu não me lembrava dele ... Porque eu conhecia ele quando era humana.- suspirei pesado.
–Foi por isso que você ficou tão abalada antes ? Por que você percebeu que seus amigos humanos ainda existiam ?
–Não tinha nem pensando nisso... Foi porque eu tive mais memorias do meu pai...
–Mais ?-Seth se levantou irado comigo-Quer dizer que você tinha outras memórias de seu pai ? Então por que diabos você sempre fugiu quando eu tentava falar dele com você ? Você já imaginou que ele pode estar te procurando ?- Seth coloca a culpa em mim sem saber de nada...
–POR QUE VOCÊ SE IMPORTANTA TANTO SE ELE ESTÁ VIVO OU NÃO ? EU NÃO ME QUERO NEM SABER SOBRA ELE SETH!
–Porque Bree eu daria de tudo somente para poder ver meu pai novamente... Eu não sei porque você e seu pai brigaram mas nada compensa você odiar ele assim...
Eu congelei. Seth havia perdido o pai e nunca havia me contado. Por isso ele sempre ficava incomodado quando eu mencionava que não ligava para meus pais. Me levantei em um pulo e abracei ele. Fiquei na pontinha dos pés pra ele conseguir ficar com a cabeça apoiada no meu pescoço.
–Por que nunca tinha me contado antes ?- eu sussurrei.
–Não sei , porque você poderia me tratar como um fraco que precisa de pena ? – ele sussurrou contra meu pescoço.-Por que você odeia seu pai Bree ?
–Não odeio ele ... Eu não sinto nada por ele Lobito.-
Seth saiu do meu abraço e me puxou pra sentar nas raízes das arvores, sentamos um de frente pro outro tão perto que nossos narizes quase se tocavam...
–Ele me machucava Seth, ele batia em mim e na minha mãe, e depois que ela morreu tudo piorou. Ele parecia me culpar pela morte dela, então ele me queimava com cigarro, e quebrava garrafas de cerveja em mim.
–Como um pai pode fazer isso com sua própria filha ? Eu sinto muito por você estar lembrando disso Bree.
–Não tinha como você saber, afinal o normal seriam os pais cuidarem dos filhos. Mas e seu pai como ele era ? Isso é se tudo bem por você falar dele.
Ele sorriu enquanto seus olhos enchiam de lagrimas , eu me senti imediatamente culpada. Eu mal conseguia imaginar o quanto aquilo deveria estar machucando ele.
–Bem acho que eu e ele éramos no jeito de ser, ele era engraçado e amava fazer piadas.E claro também amava me dar lição de moral. Ele me ensinava ditados e eu só podia sair do castigo quando finalmente entendesse o ditado,
– Ele parece ter sido um bom pai... Sinto muito por ele ter falecido.
–Eu também , queria que ele tivesse te conhecido... Tenho certeza que iria falar que não acreditava que eu tinha uma amiga tão bonita quando você...
Seth então grudou sua testa na minha e respirou profundamente soltando aos poucos o ar. Seus olhos estavam fechados e ele tinha a expressão mais serena do mundo. Era estranho como nossas histórias eram um tanto parecidas e um tanto diferentes... Eu e ele não tínhamos os nossos pais , mas em compensação tínhamos nossas famílias. Seth com sua mãe, sua irmã e a alcateia e eu com os Cullens.
–Eu amo quando você está com esse olhar distante sabia ?- A voz de Seth me trouxe de volta para a realidade.
–O olhar de quem estava no mundo da Lua ?
–O olhar de quem tem um mundo só seu- Seth abriu os olhos.
Eu amava quando ele ficava me encarando daquele jeito, como se tentasse ler minha alma. Sendo Seth eu não duvidava que isso fosse possível.
–Por que você colocou sua testa na minha?- perguntei em um fio de voz.
–Porque sempre que eu sei que você está por perto eu me sinto forte, sinto que posso qualquer coisa...
Então ficamos ali daquele jeito mesmo quando começou a chover... Seth me abraçou apertada enquanto fazia cafuné no meu cabelo.
–Bree?-ele me chamou , me fazendo abrir os olhos e encarar aqueles olhos que pareciam carvão- Que horas você vai passar lá em casa pra irmos na festa ?-ele sorriu sem mostrar os dentes.
–Que festa ?
–Aquela que eu te convidei mais cedo lembra ?
–Não sabia que era hoje...
–É hoje ... E na casa da Ana.
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