A teoria do caos

14 Capítulo XIV – O poder por trás de um nome


"A teoria do caos simplesmente sugere que o que parece à maioria das pessoas como caos não é realmente caótico, mas uma série de diferentes tipos de ordens com as quais a mente humana ainda não se familiarizou."

Frederick Lenz

16 anos, 8 meses e 2 dias atrás

— Hisashi Hayashi.

Inko tentou manter a expressão séria, ela realmente tentou, mas a careta que Hisashi fez no final foi a gota d'água.

—Isso é sério, Inko-chan! Por que está rindo de mim?

—Certo, certo. – Ela respirou fundo e questionou inocentemente. – Pode dizer de novo?

Hisashi jogou uma almofada na sua cara que quase a derrubou de onde estava sentada no balcão da cozinha. O bico ridículo dele não disfarçava a gargalhada que ele mesmo estava tentando esconder.

—Vou poder te chamar de Hisayashi?

—Inko!

—Você chama Taka de Takayashi, é fofinho.

—Você é uma mulher cruel, Inko.

Ela se desmanchou em mais risadas, pulando do balcão para escapar de outra almofada.

Hisashi sempre a fazia rir dessa forma, a deixava mais solta e livre, como não se sentia desde a adolescência. Os dois estavam arrumando as caixas no apartamento alugado. O apartamento que agora seria apenas dos dois.

Inko sentia que podia flutuar.

—Sabe, não precisa pegar meu sobrenome. – comentou, não pela primeira vez. -Isso vai totalmente contra os costumes.

—E quem liga para isso. – O ouviu grunhir enquanto pegava a caixa maior para a cozinha. – E meu sobrenome é chato e sem graça, não tem ninguém mais com ele além de mim.

Seu peito se comprimiu com isso, o sorriso sumindo de sua cara. Ergueu a cabeça de onde tirava os copos enrolados no jornal e o viu sentado no chão removendo as coisas da caixa cuidadosamente, a expressão concentrada.

— Não me olhe assim, Inko. – A voz dele foi suave, os olhos ainda grudados dentro da caixa. – Não gosto quando fica triste por mim.

—Desculpe.

Ele deu uma pequena risada e sentou ao lado dele no chão para ajudar. Hisashi não era bom com coisas delicadas.

— Não tem realmente ninguém? – perguntou de forma cuidadosa. Nesses momentos ela percebia o quão pouco sabia sobre ele, e ainda assim lá estavam os dois, indo morar juntos. Havia algo que havia a atraído para ele desde o primeiro dia quando ele trouxe Taka ferido para o apartamento que dividia com o irmão até então, os dois sujando todo o carpete de sangue.

Hisashi havia salvo Taka quando ela não era capaz. Ela havia tentando convencer seu irmão teimoso a parar com a idiotice que estava fazendo, os dois não eram mais os adolescentes idealistas de anos atrás. Inko havia aprendido a lição dela há anos, mas Takashi ainda continuava saindo no meio da noite e se metendo em problemas, arriscando sua vida como se não tivesse nada a perder. Porque por mais que Takashi fosse o primeiro a dizer que odiava a mãe deles ele nunca havia parado de correr atrás da sombra dela, das histórias que ela contava aos dois quando criança sobre heróis que lutavam contra o crime pelas sombras, fazendo justiça com as próprias mãos.

Um dia Inko quisera ser como ela, como a mulher que lembrava das histórias. Até a realidade bater na sua porta. E Inko era egoísta o bastante para não querer perder o irmão, e por mais que se doesse por isso, pela possibilidade de agora perder não apenas uma, mas duas pessoas, ela nunca poderia ser grata o suficiente à Hisashi por o manter seguro. Por alguma razão, desde o primeiro minuto que ela o vira ela soubera que Hisashi era capaz disso. Se alguém podia proteger Takashi, seria ele.

—Teve um grande incêndio quando tinha 10 anos, eu fui o único que escapou de lá. – Ele desenrolou uma taça com extra cuidado a entregando. – Não existe ninguém mais registrado com o sobrenome.

Inko não sabia o que dizer, então não falou nada.

—Inko-chan e Takayashi são minha família agora. – Os olhos vermelhos a fitaram, um sorriso sincero no rosto dele que nunca falhava em a fazer derreter um pouco mais por ele. – Então não quero mais meu sobrenome, se posso ter o seu, Inko-chan. Eu sou de vocês agora.

Bom, ele falando desse jeito. Seu rosto esquentou e assentiu, segurando a mão daquele ser misterioso que havia se infiltrado na sua vida tão profundamente, em tão pouco tempo.

—Eu não divido tudo com Taka, sabe? – Comentou de forma jovial, tentando deixar o clima mais leve. Hisashi gargalhou, uma expressão escandalizada.

—Não sei o que implica, mulher!

—Que eu sei que já beijou meu irmão.

Ele abriu a boca para negar, e então franziu o nariz, o rosto ficando corado. Inko pausou com isso.

—Eu pensei que era mentira dele.

—Foi uma situação extrema, em que eu livrei seu irmão da cadeia e... vou me calar, não devia ter dito essa última parte. Apenas saiba que você beija melhor que o Takayashi.

—Bom saber. – comentou ainda aturdida. Ela realmente não queria saber dos detalhes, mas também queria? Era confuso. – Contanto que tenha certeza se está com o gêmeo correto...

—Inko! Está rindo de mim de novo.

Era difícil resistir, admitia.

Os dois continuaram arrumando o pequeno apartamento, agora em um clima melhor. Já passava da meia-noite quando os dois caíram no sofá, exaustos.

—Sabe, não precisamos usar Hayashi também. – Ela murmurou com a cabeça no ombro dele, sentindo a mão sonolenta em seu cabelo. Ele fez um som para que continuasse. – Podemos usar o meu nome antes da adoção. Taka quis se livrar dele o mais rápido possível porque ele tem ressentimento pela oka-san, mas...

—Você não? – a voz dele foi suave, e com um certo tom que Inko não conseguia entender.

—Não mais. É... complicado de explicar, entende? Mas se aceitar nós dois podíamos usar ele.

Ele ficou em silêncio por tanto tempo que pensou que ele havia dormido, mas sentiu o corpo tenso perto do seu. Tentou ver a expressão dele, intrigada, mas a mão ainda estava no seu cabelo.

—Inko, você sabe que sempre vou proteger você, não é? E Taka também, porque vocês são minha família agora. E eu amo vocês dois.

—E nós te amamos também. – Ela não sabia onde ele queria chegar, sua voz expressando a confusão que sentia com a mudança súbita de assunto.

—Eu sei que sim. Alguém disse que me amava antes, mas com vocês dois eu aprendi a diferença. – O tom dele era mais ausente, como se estivesse falando mais consigo mesmo. A mão dele continuava acariciando seu cabelo.

—Diferença?

—Entre ser amado e ser usado por alguém. Eu prometo que nunca vou usar vocês. Eu prometo, Inko.

—Hisashi? Eu não entendo.

Sentiu a vibração da risada dele no peito perto do seu, mas ainda não conseguia ver a expressão no rosto dele.

—Eu sei. – Ele suspirou e beijou sua cabeça. – Eu sei que não.

Conseguiu finalmente erguer o rosto e os olhos vermelhos a fitavam com tanto carinho que sentia que podia flutuar. Naquele momento ela não conseguia duvidar do amor dele de nenhuma forma.

—Então, qual sobrenome vamos usar?

Inko sorriu com a aceitação, sentindo seu peito expandir com felicidade.

—Midoriya. Vamos usar Midoriya.

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Dias atuais

Todos amavam All Might, mas Hitoshi sabia que havia uma razão bem sólida para preferir Eraserhead, ele só estava comprovando isso agora.

All Might era meio...incompetente como professor, infelizmente. Aquilo tudo era uma péssima ideia, se pedissem sua opinião sobre o assunto. Colocar um bando de crianças sem treinamento umas contra as outras, com instruções um tanto ambíguas e com apenas um professor de vigília, mesmo sendo All Might, lhe parecia bem ingênuo.

Levando em conta que boa parte da sua classe parecia ter sérios problemas psicológicos também era um fator contra esse exercício. Principalmente Bakugou, que parecia entusiasmado demais com a possibilidade de bater em alguém. Não muito heroico, se podia comentar.

Ou talvez fosse seu receio de ir contra um bando de idiotas com quirks físicas e extraordinárias munido de apenas 60 quilos de amargura e sarcasmo, confiando apenas na sua chance de algum deles escorregar mesmo sabendo como sua quirk funcionava.

É, não ia rolar não.

— Time A também? Estamos juntos, Shinsou-kun!

Que ótimo, ainda estava de par com o ser mais feliz e entusiasmado da terra. Não é como se ele tivesse algo contra Kirishima – ele totalmente tinha, ninguém podia ser animado assim todo dia, não era natural -, mas se ele iria participar dessa loucura preferia ficar no time da única pessoa que parecia treinada ali, e que o humor pelo menos era compatível com o seu.

Hitoshi olhou longamente para Todoroki, para o amado silêncio ao redor dele com todos afastados cautelosamente daquela fortaleza de frieza – aha! – que era ele.

Kirishima balançava os braços na sua cara, falando sobre motivação e coisas viris, e ele apenas tinha certeza que havia feito algo muito errado em outra vida. Talvez ele tenha sido um vilão no passado? Ou em outra realidade? Ele poderia pagar pelos pecados de outra realidade sua? Será que isso contava como penitência?

—Adorei seu uniforme, Shinsou-kun. Parece bem elegante. Bem...preto.

Pareceu uma boa ideia na hora. Olhou para o garoto com cabeça de corvo – honestamente, por Deus, existia todo tipo de quirk mesmo? -, não sabia o que havia de errado com a cor preta.

— Essa scarf me lembra alguém...Foi alguma inspiração?

Hitoshi tossiu para disfarçar a consternação.

Ele preferiu não responder, ou comentaria sobre como o de Kirishima parecia... minimalista.

Não tinha como essa situação ficar pior.

—Time A como heróis, e Time D como vilões. Vocês são os primeiros. O restante vem comigo para a sala de observação. Time D vai entrar na frente para esconder a bomba.

Bakugou, time D, olhou ao redor quando percebeu quem seriam seus oponentes. Seus olhos encontraram os de Hitoshi e com um sorriso um tanto psicótico, devagar e deliberadamente ele desligou seu aparelho auditivo.

Sempre tinha como piorar.

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Izuku tentou não correr quando saiu do vestiário já vazio depois de passar um bom tempo tentando convencer Catchan que não, ele não poderia ir com ele para o ginásio. Uma tarefa longa e complicada, que envolveu miados indignados enquanto trancava a porta com ele dentro com seu coração apertado e querendo chorar, se sentindo o pior ser humano da terra.

Parou na porta e viu que o ginásio já estava lotado. As três classes enfileiradas no centro, mas a aula não havia começado ainda. Discretamente ele se colocou na sua fileira, se colocando atrás de Kenranzaki que parecia olhar ao redor de forma exasperada, procurando alguém.

— Já explicaram o que vai acontecer?

Por alguma razão quando falou todos, exceto por Mei, deram um salto com o susto. Tako perdeu o controle de um dos braços e derrubou Satou para fora da fila e no processo levou Harumi, que tentou se segurar na cara dele, arrancando os óculos dele por acidente. A quirk dele amplificou a dela e a ativou, e de repente centenas de óculos estavam espalhados ao redor da fileira deles.

Com todos os olhos na direção do grupo, Deku teve a impressão de ouvir Power Loader rir de forma nervosa.

—Deku! – Kenranzaki virou com a mão no peito, o cabelo dela de um tom amarelo, e ficando vermelho – Onde estava? Vai assustar a sua avó!

—Ela morreu, não tem como. E oka-san dizia que ela tinha arrancado o olho de um homem com um hashi, então acho que mesmo que ela tivesse viva não seria fácil assim assustar oba-san...

Ele parou ao perceber que por alguma razão ela estava o olhando horrorizada.

—...O quê? – Ele olhou Mei que parecia a única a não o olhar estranho. — Hum, não devia ter dito isso?

—Deku-kun. – Satou apontou se erguendo com uma pilha de óculos nos braços. – Você precisa de terapia. E de um sino no pescoço. Isso não foi legal e...

Ele parou e o olhou de forma estranha. Koto ajudou Harumi a se levantar, que se desculpava profusamente tentando achar os óculos certo de Satou. Kenranzaki também parou o que ia falar e o fitou de forma engraçada. Mei estava rindo também e cruzou os braços na defensiva.

—Eu não tentei assustar ninguém, só demorei porque tive que deixar... – ele olhou ao redor e abaixou o volume. – Vocês sabem quem no vestiário. Eu tive que conversar com ele, para não ser odiado pelo resto da vida.

— Deku...

— E eu nem estou atrasado, a aula não começou ainda. Eu não queria assustar ninguém, diz para eles Mei. Eu sinto muito, muito mesmo...

—Deku.

—E Harumi-chan, sua quirk é mesmo incrível. Euprecisoanotarissoseráquetodostemograucorretoousóooriginalnessecasocomo...

—DEKU!

—O quê!?

—Não é permitido animais de estimação dentro da instituição, criança problemática.

Izuku se virou e encontrou o olhar entediado de Eraserhead. Midnight estava atrás do ombro dele com a expressão divertida. Os alunos ao redor fitavam a cena, alguns com divertimento, outros consternados e sentiu seu rosto esquentar.

—Hum?

O homem o olhou ainda de forma apática e apontou para sua cabeça.

—Catchan?!

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Nemuri sabia que aquela aula seria divertida, mas suas expectativas já estavam sendo superadas e ela nem havia começado direito ainda.

Os óculos extras que haviam tomado metade do ginásio haviam sido removidos. Observava o aquecimento dos alunos, corrigindo posturas e decidindo algumas mudanças nos pares de última hora. A classe de Maijima chamava atenção em meio aos demais, principalmente porque alguns deles não estavam se mostrando muito interessados no exercício. Maijima havia tomado algo das mãos de algum deles mais de uma vez para os obrigar a se concentrar e fazer pelo menos os polichinelos.

Viu divertida o garoto de Aizawa tirar um caderno de algum lugar – Maijima havia confiscado o anterior – e com uma maestria enervante fazer os exercícios, observar as quirks ao redor e escrever.

O cabelo que parecia muito fofo no coque se movia com cada flexão. Alguns alunos haviam se afastado – os sussurros eram um pouco enervantes -, mas os colegas permaneciam fielmente ao redor dele. As olheiras, o ar psicótico de quem precisa de uma boa noite de sono, o cabelo, o gato que havia sido confiscado... era como ver um mini Aizawa.

— Awn, olha só seu filho. Ele é tão adorável!

Aizawa a ignorou, assim como ignorou o olhar dos alunos que o fitavam enquanto deviam estar se alongando. O gato parecia olhar a tudo com uma expressão julgadora, os olhos amarelos hostis em contraste com estar esfregando a cara no rosto de Eraser, que apesar da expressão apática enquanto aterrorizava os alunos, estava acariciando a cabeça do bichano.

No todo era uma situação bem estranha e, por isso, hilária.

Ela não entedia bem porque a classe de Maijima parecia tão alarmada quando ele disse que ia ficar com o gato até o final da aula, como se Eraser estivesse se oferecendo para segurar uma bomba ou algo assim, respirando em alívio apenas quando o gato tomou conta do ombro do herói como se ele fosse o servente pessoal dele.

O gato parecia bem à vontade. Mesmo que tivesse uma sensação desconfortável quando ele a fitava, não era como se ele estivesse prestes a matar todos ali dentro exceto Aizawa e o garoto dele e fazer tudo parecer um acidente.

Certo?

—Okay, hora do show. – Ela chamou a atenção do ginásio com um apito. – Atenção, seus perdedores! Acabou o aquecimento, vamos as explicações. Eu preparei algo bem especial hoje para essa aula. – Os alunos da sua classe empalideceram e ela sorriu. Aizawa revirou os olhos do seu lado. Só ele podia ser assustador agora? – Se algum de vocês pensou que por entrar na classe Geral ou de Suporte não teriam que pegar peso, vou logo avisando que estão no lugar errado, meus amigos.

Ela ouviu alguns grunhidos e sorriu ainda mais.

— Alguns de vocês vão participar do festival também, então entendam essa aula como um preparo. – Com a menção do festival alguns alunos ficaram mais atentos. A classe de Maijima, surpreendentemente, pareceu focada pela primeira vez.

Os outros ainda não pareciam tão interessados.

"Interessante. Vamos colocar um pouco mais de motivação."

—Ouçam bem, seus fracotes. Eu sei que alguns de vocês ainda querem entrar na classe de heróis, e tem algumas reclamações a fazer sobre o exame de entrada. – Aizawa resmungou algo como 'eu tenho' e tentou não rir. — Não é conhecimento de todos, mas também não é nenhum segredo, que existe três maneiras de entrar para a classe de heróis. – Ela ergueu três dedos no ar, e viu que enquanto a maioria parecia confusa, alguns alunos aparentavam saber do que ela falava. — Primeiro, por recomendação. Se você tiver um herói de prestigio nas costas pode conseguir sua vaga. Segundo, passar no exame físico de entrada, o que quem de vocês que não aplicou diretamente para classe Geral e de Suporte falhou, obviamente. E a terceira é o festival. Se conseguir se sair bem no festival ao ponto de chamar atenção do diretor, você passa a ser cotado para assumir um lugar na classe de heróis.

Sussurros excitados e surpresos, expressão de esperança em alguns rostos. Ela apitou de novo para diminuir a balbúrdia.

—Agora silêncio, seus merdinhas!

— Kayama-san! – Maijima arfou e o ignorou, ainda sorrindo.

—Como eu dizia, fiz algo especial para vocês hoje. Eraser aqui me convenceu a fazer algumas mudanças de última hora. Inicialmente eu ia apenas colocar vocês para se baterem, mas ele decidiu em primeiro um teste das habilidades físicas de vocês. Nada diferente do que fizeram durante no secundário. – Ergueu a mão quando viu que alguns iam interromper. – Exceto que poderão usar as quirks de vocês aqui para amplificar seus resultados. Depois disso serão separados em pares para lutar, supervisionados. O vencedor tem que imobilizar o outro três vezes. O objetivo é ver a técnica, ou ausência de técnica, em vocês, e o que podem melhorar. Sem força destrutiva, sem quirks durante as lutas, exceto os do tipo mutante, nada pode ser feito sobre isso, certo? Como vocês são muitos, vão ser chamados em grupos de seis, então quando ouvir seu nome é bom não perder tempo ou vou ficar bem irritada. Maijima, pegue um grupo. Eraser?

Aizawa estava olhando fixamente, o que a deixou curiosa. Notou que ele fitava o grupo de Maijima, mais especificamente o garoto dele. Os olhos verdes estavam focados, mas era diferente do ar cômico de minutos atrás, ela podia ver. A expressão dele parecia mais velha e calculista enquanto fitava ao redor casualmente.

—O que ele estava fazendo?

— Analisando.

Ele virou o rosto curiosamente. Maijima havia começado a chamar os grupos para as áreas e chamar os nomes.

— O quê?

Aizawa sorriu, da forma maníaca que já se acostumara.

—A concorrência.

E isso ficava ainda mais divertido.

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Isso podia ser muito divertido.

Katsuki caminhava rapidamente, cara redonda correndo um pouco para acompanhar seus passos enquanto ele carregava a bomba. Alguma parte sua ainda preferia que estivesse sozinho, mas se uma coisa havia aprendido nos últimos anos...

"Cuidem um do outro."

... Era que nem sempre isso era uma coisa boa.

E ele não se incomodava de ter caído com ela tanto quanto se incomodaria com qualquer outro, curiosamente. Ele tinha que admitir que ela não tinha se saído tão mal no exame de entrada. Tirando o vômito em cima dele.

—Agora, escuta aqui, cara redonda. Primeiro de tudo, não vai vomitar em cima de mim de novo. E segundo, vamos seguir meu plano.

"Que ótimo trabalho em equipe."

"Vai para o inferno, voz estúpida do Deku."

A sentiu puxar a manga da sua camisa e parou na escada. Cara redonda tinha uma expressão engraçada no rosto, como um esquilo com nozes na boca ou uma coisa assim. A viu mover as mãos rapidamente e franziu a cara em desagrado tentando traduzir.

— O quê? Que vaca voadora?

Ela apontou para seu ouvido e revirou os olhos voltando a ligar seu aparelho.

— Eu perguntei sobre o plano e onde vamos colocar a bomba.

—Certo.

"Você tem que falar o plano para ela seguir o plano."

Eu sei, cacete.

— Por mim você ficava com a bomba e eu ia atrás dos merdinhas.

—Mas?

— Insônia vai ser um problema.

Ela franziu a testa.

—A quirk dele não vai funcionar se não responder. Meio que é injusto com Shinsou-kun isso. Todo mundo sabe a fraqueza da quirk dele.

—A fraqueza da quirk dele sou eu. Um botão. – Ele apontou para o aparelho. – E já era. Eu não sei o quão resistente é a pele do cabelo de merda, eventualmente minhas explosões passam, mas o tempo é algo bem preciso aqui.

—Você quer dizer então que...

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—Bakugou é minha fraqueza, você é a fraqueza dele. – Shinsou não estava gostando nada daquilo, nada mesmo. Mas ele não ia perder facilmente. Ele tinha algo para provar, droga. – E Uraraka, de certo modo, é a sua.

Kirishima piscou com curiosidade com isso. Pelo menos ele estava atento.

— Como assim?

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—Um toque e você manda o cabelo de merda voando. A resistência dele não serve de nada se você o colocar no ar.

—Então estamos na vantagem.

— Sim.

—Mas?

— Se insônia te pegar vai ser três contra um, o que, vai ser um prazer chutar vocês três.

—Eu sei como a quirk dele funciona, se eu não responder...

— Cara redonda, eu conheço um merdinha manipulador de longe. Vivi anos com um filho da puta desses na minha cola. A desgraça entra na sua pele como um espinho, se ele te pegar sozinha, você fala...

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—Ela vai falar.

—Como tem tanta certeza assim? Uraraka é forte! E bem esperta...e...

—E muito decente. Vai dar trabalho, mas ela vai falar.

—Então Bakugou é sua fraqueza, eu sou a dele, Uraraka é a minha, e você é a dela?

—Basicamente.

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—Nesse caso, eu também tenho um plano, Bakugou.

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Toshinori olhou ao redor as expressões concentradas e curiosas na tela, focadas entre a dupla que agora corria as escadas e a outra que estava prestes a entrar na zona de simulação. Ele também se sentia curioso. Mesmo ao acaso aquele havia sido uma escolha de pares com um resultado bem imprevisível de se ter.

Yaoyorozu abriu a boca, como se estivesse prestes a falar algo, mas se calou timidamente voltando a olhar a tela.

Bem, Toshinori estava todo ouvidos, afinal aquele teste no momento não era apenas para quem estava na zona de combate.

—Algum comentário?

—Eu ainda acho que Uraraka não cairia na quirk de Shinsou. – Sero Hanta coçou a cabeça. – Eles sabem como funciona, não tem como.

—Shinsou-kun, assim como todos nós, deve ter passado a vida treinando a quirk dele. – Yaoyorozu comentou — Eu concordo com a observação de Bakugou nisso. Se ele teve que confiar em seu poder de persuasão a vida inteira, ele deve ter alguma vantagem nele.

—Ainda assim...

— Foi ele quem passou apenas com pontos de resgate, não foi? – Ashido ergueu a mão. – Ele pode ter uma desvantagem em combate direto, mas para salvar tanta gente assim o sujeito deve ser meio ninja também.

—É, mas Bakugou tirou primeiro lugar no exame, o cara é um monstro. – Kaminari se meteu — E Uraraka ficou em terceiro, não foi? E eles parecem ter um bom trabalho em equipe, o que é surpreendente, porque Bakugou não tem cara de quem brinca em equipe muito bem...

—Kirishima foi o segundo lugar, no entanto. – Iida comentou seriamente depois de erguer a mão, os olhos na tela. – E a pontuação dele foi perfeitamente balanceada, ele tem tanto poder de fogo em combate como em evasão, e a quirk dele tem uma vantagem sobre a de Bakugou, e a de Uraraka só o atinge se ela o tocar.

—Faz sentido. – Yaoyorozu concordou.

—Mas eles são amigos, e isso não se torna uma desvantagem, ribbit? Eles se conhecem bem.

Vários olhos o fitaram em pergunta muda e Toshinori piscou aturdido.

—Ah, sim, todos vocês têm bons argumentos. Os dois times são balanceados, cada um com um membro de combate e outro de evasão.

—Então...quem vai ganhar?

— Quem, meus caros e heroicos alunos, usar a arma mais poderosa de todo herói.

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—Tem que usar a cabeça.

— Minha quirk é fazer objetos ficarem vivos, Deku. Eu não sei como usar a cabeça vai me ajudar em uma corrida.

—Hiro-kun. – Shota viu a criança problema dar um olhar que devia se assemelhar ao seu no momento. Ou talvez estivesse apenas projetando. – Seu sapato é um objeto.

O outro piscou, e então sua mente pareceu funcionar finalmente.

—Oh...Então eu...oh!

Ele correu para o grupo de corrida e uma garota de cabelo azul balançou a cabeça.

—Como alguém tão inteligente pode ser tão bobo. – Ela olhou para Midoriya, e ficou claro que ela não falava só do outro garoto. – Como vai indo?

—Não tão ruim quanto pensei, depende de quem estiver no grupo.

—É, mudar a cor não ajuda muito nessas coisas também. Diz, Deku. Você parece bem em forma, todo mundo está morrendo nesse ponto.

—Resistência. – Ele deu de ombros, as bochechas corando levemente. – Eu corro todo dia. Gosto de escalar também. É um hobby.

Por alguma razão viu ele sorrir de lado com isso, a garota Hatsume parecendo suspeitosamente esconder uma risada enquanto passava. Uma piada interna.

Os olhos verdes fitavam ao redor entre os grupos, parecendo absorver tudo. Entre as mudanças de grupo ele conversava com os colegas da sala, sempre com alguma dica sobre a próxima tarefa.

Shota observava intrigado, porque ele não havia proibido ajuda externa de forma indireta, então deixaria passar. Alunos de outras salas que haviam ouvido algumas coisas se aproximavam aos poucos também, pedindo algum conselho, ignorando a estranheza inicial de mais cedo.

—Ele está ficando popular. – Nemuri comentou repentinamente do seu lado. – Os resultados não estão tão ruins, apesar da desvantagem.

Ele não ficava surpreso, a maioria das quirks ali não estavam aptas para provas assim. Ficava satisfeito que pelo menos alguns daqueles idiotas estavam colocando a cabeça para funcionar. Aqueles resultados serviriam para que as quirks fossem trabalhadas ao longo do período de três anos da melhor forma possível. E também para frustrar Shota ao ver alguns talentos que seriam desperdiçados porque o exame de entrada era tão mal feito. Ele mesmo só havia entrado na sala de heróis depois de vencer o festival, Nemuri também a mesma. Anos depois e o exame ainda continuava tão injusto como na sua época.

Ela apitou do seu lado e o gato que cochilava em suas scarf miou indignado com o barulho repentino.

—Okay, perdedores! Os resultados vão ser mostrados na tabela ali a frente, vocês podem ver no intervalo de cinco minutos o quão ruins vocês são. Depois vamos começar as lutas. Xô! Vão se hidratar, enquanto podem. Não quero ninguém caindo em cima de mim.

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Bakugou já esperava que mandassem cabelo de merda atrás dele. Tinha que parabenizar a persistência.

Internamente, porque externamente ele só estava um tanto irritado. Empurrou o outro com uma explosão, tentando passar a faixa de captura nele, mas o filho da mãe era surpreendentemente rápido.

Cara redonda havia espalhado as granadas ao redor do prédio para tentar confundir a localização dos dois, mas encontrar insônia havia sido mais problemático do que havia pensado. O bastardo era uma cobra escorregadia.

Cabelo de merda havia o encurralado dentro do prédio também, e qualquer explosão maior comprometeria a estrutura ao redor. E experiências passadas preso dentro de escombros o faziam hesitar em fazer isso.

A situação toda fazia seu estômago dar um nó. Sempre que alguma explosão saia do controle e acertava alguma parede ele via a fuligem branca, as pedras caindo, os gritos ao redor.

Bakugou trincou os dentes, piscando os olhos raivosamente.

E voltou a atacar.

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—Tem algo estranho com Bakugou, não acham, ribbit?

Toshinori olhou de forma preocupada, relembrando o que havia lido na ficha de Bakugou. Ele conseguia entender o que a situação poderia causar, e ponderou em parar a luta, mas em segundos ele parecia ter recuperado o controle e começado a encurralar o outro.

E foi quando Shinsou finalmente encontrou Uraraka.

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— Bem, ele é mesmo seu filho.

—Ele não é meu filho.

Shota corrigiu de forma automático, ocupado demais tentando não demonstrar o que aquilo estava o fazendo sentir no momento.

Aquilo sendo Midoriya ter avançado surpreendentemente rápido entre os combates. Alguns deles não duravam quase nada, em parte por alguns não terem força de vontade, e outros nenhum pingo de técnica de luta, mas principalmente porque o garoto sabia lutar.

E ele lutava sujo. Chute atrás dos joelhos, troca de braço. Tudo o que levasse o adversário abaixo mais rápido.

—Ele só é um tantinho brutal demais. – Nemuri ponderou. – Parece mais uma briga de rua.

Ela não estava errada, mas havia algo a mais, algo que estava o incomodando na luta. Quando as lutas diminuíram e não precisou mais andar ao redor supervisionando os combates ele pode se ater melhor. Essa luta em particular estava demorando mais, o garoto com vários braços do departamento de suporte parecia ter alguma técnica de luta, e junto ao tamanho e a vantagem da quirk mutante ele havia durado mais com Midoriya.

Como vantagem Shota podia observar melhor o que tanto o incomodava. Era um detalhe que não teria pego se não tivesse tanta experiência.

— Ele não está usando o lado dominante.

—Como assim? – Nemuri tirou os olhos da prancheta. – Não?

Ele estava usando um estilo de luta que parecia não dominar bem, mas não como se ele não tivesse experiência de luta, apenas experimentando com um estilo diferente do que estava acostumado. Estava tudo ali, na passada mais larga no último minuto, no golpe que mudava de direção de forma repentina. Ele estava se incapacitando de forma proposital, por algum motivo.

E Shota não estava gostando nada disso. A primeira coisa que lhe veio à mente foi arrogância, por achar não precisar dar o seu melhor na luta, mas a expressão determinada dele o fez pensar que talvez não fosse isso. Um trunfo? Mas porque ele não tinha se revelado na luta que estava lhe dando mais trabalho?

"O que está tentando esconder, criança problemática?"

Quando o outro combatente foi ao chão pela terceira vez e outro se preparou no lugar Shota resolveu que iria descobrir isso.

Ele tirou o gato do seu ombro e entregou a Nemuri. Nenhum dos dois pareceu feliz com isso, um miado indignado e um arranhão sendo a prova.

—Mudança de planos. – Olhos verdes o fitaram confusos e Shota sorriu, o que não ajudou muito com o nervosismo bem aparente de Midoriya. Os outros alunos se afastaram também. – Me mostre o que pode fazer, criança problemática.

—Por essa eu não esperava mesmo. – Nemuri murmurou.

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Por essa Shinsou não esperava.

Para alguém tão pequena e aparentemente delicada Uraraka era brutal.

Mesmo com meses no dojo ele estava tendo trabalho de a acompanhar e teve algumas tomadas muito perto. Se ela o tocasse ou conseguisse passar a fita nele estaria acabado. Kirishima não ia conseguir durar para sempre com Bakugou, vantagem ou não.

Então ele só podia fazer uma coisa, o que fazia de melhor: falar.

—Deve ser bom ter uma quirk como a sua, bem heroica.

Escapou de um chute no joelho, e ao virar bloqueou a faixa que ela tentava colocar em seu braço.

—Diferente da minha, que passei a vida inteira sendo chamado de vilão por ela.

A testa dela franziu, mas não parou o ataque.

—Ter passado aqui apenas por pura sorte, que piada.

Seu coração esquentou ao ver a expressão dela preocupada. Realmente Uraraka era uma pessoa decente.

O que tornava aquilo pior, mas estava ficando um pouco desesperado. As explosões estavam diminuindo.

Uraraka o derrubou com uma rasteira, o joelho dela em sua barriga. Era uma luta um tanto descoordenada. Segurou no pulso dela, tentando impedir de o tocar.

—Eu devia desistir de uma vez, não é para mim. – falou quase em desespero. – Nunca vou ser um herói.

—Não fala isso!

Oh, Uraraka.

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—Isso foi...anticlimático. – Yaoyorozu estava realmente torcendo por Uraraka, ela estava se saindo tão bem.

—Uraraka realmente é uma boa pessoa, ribbit.

—É, foi meio sujo do Shinsou fazer isso. – Mineta cruzou os braços. – Nada heroico.

— Agora, não diga isso. Bem, ele não fez nada mais do que deveria fazer. – Toshinori interrompeu. – Usar as armas que tem.

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Shota não acreditava em pegar leve, mesmo sendo um aluno. Em segundos Midoriya já estava no chão, caindo de costas com um baque surto, um braço em seu pescoço e um joelho em seu estômago.

Quando o deixou se erguer suspirou ao ver a mesma pose de antes. O circulou um pouco, segurando facilmente um golpe dele.

—Se não levar a sério, vai perder.

—Eu estou levando a sério. – A voz dele foi esbaforida enquanto tentava o acertar em vão.

Shota o olhou irritado, o derrubando facilmente, mas o deixando se erguer antes de o dominar.

—Esse não é seu braço dominante, Midoriya. Está subestimando seus colegas? Eu não sou um aluno.

Os olhos verdes se alargaram em alarme, a cabeça negando rapidamente.

— Se acha que é bom demais para lutar a sério com eles, talvez nem devesse estar aqui.

O chute no estômago foi mais forte que esperava e torceu o rosto um pouco arrependido quando ele caiu de joelhos tossindo. Por segundos viu a expressão dele mudar, mas ela sumiu antes que conseguisse o analisar. Ele ficou de pé e voltou a atacar. O chute que segurou veio com mais força do que esperava, mas ainda estava errado.

—Se não vai levar a sério, eu faço isso por você. Se não conseguir me derrubar nenhuma vez eu mesmo anoto sua expulsão daqui.

—Ei! – ignorou a voz de Maijima, os olhos no do garoto a sua frente. A expressão dele ficou assustada, e o viu olhar a garota de antes, Hatsume, que o fitava de fora do tatame. Os dois trocaram um olhar, até os verdes voltarem a focar em Shota.

Midoriya fechou os olhos por alguns segundos, parecendo resignado a algo.

Quando ele voltou a os abrir ele já estava em cima dele. Dessa vez quando ele desviou a movimento foi fluido. Shota sentiu a mão pequena em seu ombro por alguns segundos enquanto ele saltava por cima dele facilmente, caindo de pé atrás dele e voltando a atacar.

Os movimentos dele estavam completamente diferentes.

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Uma explosão acertou uma parede enquanto os dois tentavam acabar com a luta de forma mais e mais brutal.

Em um momento de distração um braço pesado o acertou e rolou no chão. Seu ouvido parecia apitar ao sentir o chão de concreto nas suas mãos. Gritos ao redor, fuligem. As paredes pareciam se aproximarem. As sirenes lá foram eram distantes.

E o carro ao redor era seu único refúgio em ser esmagado pelos escombros.

Bakugou arregalou os olhos de forma selvagem.

Quando algo surgiu na sua periferia ele deu um grito animalesco e puxou o pino da sua granada de mão.

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Shinsou esperou que funcionasse, ao mesmo tempo achou que com sua sorte na vida não funcionaria.

— Me mostre onde está a bomba.

Uraraka seguiu a frente com olhos vazios, e sabia que naquele ponto tinha que se desculpar de joelhos com ela.

Depois de vencer.

Por sorte ela não o levou muito longe, um lance de escada e entraram em uma sala. Uraraka parou no centro, ainda sob seu comando.

Shinsou olhou ao redor, esperando encontrar a bomba.

Não havia nada ali.

Ele teve alguns segundos de confusão até se dar conta do que havia acontecido.

—Merda.

E foi quando uma grande explosão sacudiu o prédio.

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—Kirishima foi capturado.

All Might olhou alarmado, pronto para parar a luta, até ver que o outro garoto havia se erguido apesar da forte explosão que o jogara longe.

Estava pronto para dar uma bronca em Bakugou, mas parou ao ver o rosto do garoto.

Mesmo tento passando a faixa no outro, ele parecia em choque.

Ele parecia assustado.

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Se antes Midoriya estava lutando como um brigador de rua, agora ele parecia um ginasta.

Nemuri piscou aturdida com a mudança súbita, vendo o garoto saltar novamente por cima de Shota. Anos e anos lutando ao lado dele a faziam ter certeza que ele não estava dando 100%, ainda assim era mais do que já havia o visto treinando com alguém.

E o garoto estava acompanhando.

E ele era rápido. Muito rápido.

Alguns alunos se afastaram do tatame quando Shota quase o jogou para fora quando ele escalou suas costas. As respostas dos dois eram rápidas, a luta de certo modo parecida o bastante em técnica para terem o contra-ataque perfeito.

Disfarçadamente ela tirou o celular e começou a filmar.

Hizashi não podia perder isso.

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Quando Uraraka acordou ela estava com a faixa de captura ao redor dela.

—Ah cara, que droga.

Shinsou lhe mandou um olhar de desculpas antes de correr da sala. Ela suspirou, ainda amarga por Bakugou estar certo.

Pelo menos a parte do plano em que tinha pensado havia funcionado, Bakugou havia mudado a bomba de lugar e eles ainda não tinham perdido totalmente.

Ela ouviu o som de explosões no corredor e então, silêncio.

—A batalha acabou! Vitória do time de vilões!

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Shinsou caiu de costas, a faixa presa em seu braço e o maníaco em cima dele. O maldito ligou devagar o aparelho, parecendo ter todo o tempo do mundo.

Ele havia chegado tão perto, mas vasculhando todos os quartos ele não tinha achado a bomba em lugar nenhum.

—Onde estava a bomba?

Ele apontou para cima.

Flutuando com a quirk de Uraraka, amarrada com a faixa de captura no meio do corredor no teto, estava a bomba.

A vista de todos desde o começo.

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— Muito bem! Essa primeira batalha foi bem excitante, o trabalho de equipe realmente me surpreendeu positivamente. Apesar de todos terem sido excelentes, Uraraka foi a MPV dessa partida. Alguém pode me explicar a razão? Sim, Yaoyorozu?

— O nível foi bem balanceado entre os jogadores, mas houveram alguns erros que podiam ter sido evitados. Por exemplo, Kirishima e Shinsou teriam tido mais sorte se houvessem combinado forças contra Uraraka antes de ir atrás de Bakugou. Bakugou teve um bom plano em como esconder a bomba e sobre o balanceamento das quirks, mas causou danos a estrutura do prédio quando perdeu controle durante a batalha. Shinsou poderia ter sido o MVP caso ele tivesse usado o controle da Uraraka contra Bakugou enquanto procurava a bomba. O plano de Uraraka de trocar a bomba de lugar antecipando as jogadas do outro time foi bem engenhoso, e mesmo que tenha caído na quirk de Shinsou, foi ela de todos que manteve mais a calma durante a batalha.

—Excelente, Yaoyorozu. Algum outro comentário? Não? Vamos continuar então.

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Modificado por pequenos atos, caminhos novos haviam sido criados, por pessoas novas que eles haviam se tornado.

Em outro universo Bakugou havia provado o gosto da derrota pela primeira vez, e se tornado resoluto em seu objetivo de ser o melhor no processo. Uma amizade crescida no desequilíbrio havia mudado, e outras se formado com mais força.

Nesse universo a vitória de Bakugou ocorreu calcada na frustração, nos olhares preocupados ao seu redor, mas na mesma resolução de melhorar que havia tomado a mente dos quatro participantes de uma batalha de menos poder brutal e mais estratégia.

Bakugou, em algum universo, havia decidido que não ia perder para Deku ou para mais ninguém.

Nesse universo Bakugou decidiu que não podia perder para seus próprios demônios mais.

E isso era uma decisão que o colocaria em um caminho tão parecido como antes, e ainda assim completamente diferente.

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Todoroki congelou todo o prédio em um sinal de poder que sementou uma rivalidade já existente,

Algumas coisas, não importando o universo, ainda eram as mesmas.

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Shota segurou um chute em sua direção, e logo um soco veio em seguida, também sendo bloqueado. Como resposta o garoto se contorceu e levou o outro pé a sua cara o fazendo soltá-lo.

Ele caiu de pé, mostrando os dentes em sua direção como um animal raivoso.

Como um gato.

Esse pensamento o fez pausar por alguns segundos, e foi o bastante para o nanico o atacar, cada vez mais ferozmente. Notou alarmado que ele apenas atacava do seu lado esquerdo, perto de uma injuria de anos atrás, e também seu lado mais cego.

Ele estava o lendo, e se adaptando.

Sorriu maniacamente.

Era hora de acabar com aquilo.

Quando ele veio de novo usou sua ferramenta de captura e o puxou pelo tornozelo no ar, o enrolando rapidamente.

—Você falhou, Midoriya.

—Você disse...- ele arfou. – Sem quirk!

—Isso não é uma quirk.

—Mas...mas...

—E mesmo que fosse, eu menti.

Os olhos verdes se encheram de lágrimas e se sentiu desconfortável.

E um pouco sujo também.

— E sobre a expulsão também. Só queria te motivar.

O soltou no chão e viu os alunos ao redor o fitando em choque. A turma de Maijima em especial parecia querer jogar alguma coisa nele, ainda mais quando o garoto fungou, não parecendo nada a máquina psicótica que estava o golpeando há pouco, sentado assim no tatame, lábios tremendos e olhos úmidos.

O gato saltou de Nemuri e se meteu entre os braços dele, sendo abraçado de pronto. O olhar que o felino lhe deu naquele momento não era nada feliz, e nunca admitiria a ninguém que sentiu certo medo.

—Aizawa. – Maijima sussurrou com um tom de aviso. – Isso foi um pouco demais, não acha?

—Bem, a aula acabou. Todos para o vestiário! – Nemuri comentou muito feliz apesar da situação. – Amanhã os resultados serão discutidos em sala. Xô, vamos, todo mundo!

O ginásio começou a esvaziar e os alunos de Maijima entraram no tatame e começaram a falar alegremente com Midoriya, alguns lhe lançando olhares sujos no processo.

Shota suspirou. Maijima continuava o encarando.

—Eu exagerei. – Midoriya o fitou, olhos grandes ainda brilhando por segurar as lágrimas, expressão traída. – Talvez. Um pouco.

—Tá tudo bem.

E agora Shota se sentia ainda mais péssimo, aquela voz tão vulnerável.

Que diabos.

Ignorou a plateia e se ajoelhou de frente ao outro que continuava sentado agarrado com o gato.

—Sério, só aceite as desculpas. – O garoto assentiu. Torceu os lábios. – Eu pago o café.

Ele o olhou interessado e seu lábio tremeu para não sorrir com isso.

— No cat café, quando quiser.

O ombro de todos pareceu relaxar quando ele sorriu.

Ainda assim quando tentou pegar na cabeça de Midoriya levou um arranhão.

Não se ganha todas.

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Bakugou, apesar de tudo não havia tido um dia tão ruim. Exceto pela parte em que tinha feito merda durante a batalha por ter um maldito flashback. A vitória tinha um gosto de derrota na sua boca, e havia saído da enfermaria e não retornado para sala depois de uma conversa sobre terapia com Recovery Girl e All Might.

Não era como se ele já não tivesse ido anos atrás, obrigado pela velha. Ele só nunca imaginou que ainda precisasse disso. Ele não queria pensar que ainda precisasse disso.

"E se fosse em uma batalha real e você tivesse paralisado? Ou perdido o controle e explodido tudo, como hoje?"

Ele não precisava ouvir isso. Nem da sua própria consciência.

O plano era ir para casa e dormir, mas acabou esperando do lado de fora perto da sala do nerd. Se ia perder classe, que ao menos fizesse algo produtivo. Tipo encurralar aquele maldito, finalmente.

Razão nenhuma com a imagem dele estar na sua cabeça desde o flashback mais cedo. De jeito nenhum.

Ele havia esperado já há algum tempo, e devia já estar perto de acabar sua própria aula quando o viu. Ele vinha do ginásio, banho recém tomado, cercado por um bando de extras e com...

—Isso é um gato na sua cabeça, Deku?

—Kacchan?!

Deku falou alarmado, e então algo na sua expressão mudou quando o olhou. A testa dele franziu, o analisando, e Bakugou desviou os olhos irritado, agarrando a alça da bolsa com mais força.

—Deku?

O apelido falado por outra pessoa o fazia fumegar e, apesar de ter esperado o outro por tanto tempo, deu meia volta e saiu pelo corredor. Aquele olhar preocupado do nerd, ele odiava isso.

—Kacchan! Espera!

Ele se afastou das vozes e nem quando o outro começou a andar ao seu lado parou.

E não era estranho? Os dois estavam andando juntos para casa. Katsuki desacelerou o passo, colocando uma mão no bolso. Eles atravessaram o portão ainda em silêncio e olhou de soslaio o outro. Ele fazia uma imagem patética com o gato na cabeça. Como ele havia conseguido entrar com esse gato ali, de qualquer jeito? Notou, mesmo contra a vontade, que ele parecia cansado também. Os olhos estavam particularmente vermelhos e bufou.

—Qual foi o motivo do choro agora?

Sua voz saiu em tom de piada, mas havia real curiosidade. O outro o olhou surpreso, então fez um bico ridículo.

—Seu professor arrastou minha bunda no tatame hoje e me ameaçou de expulsão.

Katsuki pausou com isso.

—O quê?

—Ele disse que era apenas para me motivar, mas foi meio assustador.

E era Aizawa-sensei, sem dúvidas.

—Ele se desculpou.

Agora isso era novidade.

— Por que saiu da aula mais cedo?

—Por que você saiu?

Nenhum deles respondeu a pergunta do outro e continuaram a andar. A estação estava quase vazia àquela hora. E a familiaridade estava fazendo sua pele coçar.

Katsuki queria perguntar muita coisa ao nerd. Por que ele estava chorando naquele dia? Onde ele estava? Com quem? Onde diabos ele esteve esse tempo todo?

— Quer ir ver a velha?

O outro o olhou, e viu de cara que ele negaria. Havia conflito na expressão dele, as mãos se abraçando com força. Os dois haviam tido um dia ruim, pelo jeito. Será que ele estava vendo nos olhos dele a mesma coisa? Será que o nerd às vezes podia ouvir os gritos daquele dia também, a fuligem caindo e as pessoas morrendo ao redor?

Será que ele também imaginava o que teria acontecido se nunca tivessem saído de casa naquele dia?

Se nunca o tivessem tirado daqueles escombros?

(Será que ele via o rosto da tia Inko o mandando cuidar um do outro, também?)

Um trem parou na estação, e eles continuavam se encarando em silêncio.

"Eu queria que as coisas fossem como antes"

"Eu também, mas elas não são mais."

"Algumas podem ser."

"É, algumas."

Deku suspirou, os ombros relaxando de forma resignada.

—O que vai ter para o jantar?

Katsuki sentiu o lábio tremer para sorrir, mas desviou a cara, olhando na placa quando o trem para Musutafu viria.

—Katsudon.

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— Ele não está na escola.

Shinsou falou frustrado entrando no carro. Seu pai, que o fitava ansioso na entrada da escola desinflou.

— Mas você tem certeza que é ele.

—Absoluta.

Ele não duvidava que o nanico tivesse saído mais cedo para o evitar também. Ele sabia que o encurralar não seria tão fácil, mas eles estavam na mesma escola, não tinha como ele fugir para sempre.

— Amanhã tentamos de novo. – Seu pai ligou o carro e relaxou no banco. Viu Uraraka acenar de fora do portão com Iida, um sorriso no rosto. Kirishima se virou e ele e um estudante loiro que ainda não tinha aprendido o nome mandaram tchau com um entusiasmo que não conseguia encontrar na vida.

Era difícil entender essas pessoas.

—Hum...uma amiga?

Seu pai ergueu as sobrancelhas de forma ridícula.

—Argh. Pare.

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—O que tem o gato, de qualquer forma?

O vagão estava quase vazio aquela hora, exceto por um grupo de alunos no canto.

—Ele sempre foge e me segue. – O nerd sorriu abraçando o gato mal-encarado. – Parece que sabe quando preciso dele.

Katsuki bufou. Ele encarou o gato, que o encarou de volta. Estranhamente sentiu que estava em uma competição, os olhos amarelos ameaçadores pareciam ler sua alma.

Ergueu a mão para tocar no bichano, ignorando os protestos alarmados do nerd.

O gato o olhava.

Ele olhava o gato.

A patada foi tão rápida que não teve tempo de se mover, as unhas cravando em sua mão com eficiência.

—Maldito! Gato dos infernos!

—Catchan não fez por mal, ele só não gosta que toquem nele.

Katsuki pausou onde olhava a ferida. O nerd congelou no lugar enquanto erguia a cabeça vagarosamente.

—Do que chamou esse pulguento?

—Ele não é pulguento!

—Do.que.chamou?

—Cat..chan?

Katsuki avançou com uma explosão, só para ter uma cara cheia de um felino em segundos.

—Tira isso de mim!

—Não! Não machuca ele! Se explodir ele eu te juro que...

Antes que erguesse a mão o bicho havia sumido. Katsuki olhou confuso ao redor, o rosto ardendo onde tinha sido arranhado. O nerd havia se erguido e também procurava com expressão de choro.

Um som de sucção foi ouvido e do nada o bicho surgiu na cabeça do nerd, uma expressão presunçosa demais, mesmo sendo um gato.

—Mas.que.porra?!

Deku olhou para cima, os olhos alarmados.

—A porra do gato tem uma quirk?? Que merda, Deku?!

—E.eu não sabia. – A voz dele subiu uma oitava e ele abraçou o felino, o olhando ainda alarmado. – Hum. Isso explica muita coisa.

—Que porra?!

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Um ano e oito meses atrás

Izuku achou a foto em uma das caixas. Ele nunca havia visto uma foto da sua avó de sangue antes, sua oka-san não tinha nenhuma. E ele sabia que era ela ali, não tinha como ser outra pessoa. Era como ver uma foto da sua oka-san, mas se ela fosse mais alta e mais forte. Os cabelos verdes eram mais lisos também, e curtos na nuca. Os olhos pareciam distantes, mesmo com os filhos agarrados na cintura dela e sorrindo.

Era a primeira vez que ele via tio Taka com os cabelos brancos também, até aquele momento ele não sabia qual a cor original do cabelo dele, mas não havia dúvidas que o garoto sorridente na foto era ele.

—O nome dela era Itsume Midoriya.

Ele tentou não se mostrar assustado ao ouvir a voz de forma repentina. Virou o rosto e seu tio estava atrás, com uma expressão que não conseguia entender.

—Ah...desculpe. Eu estava só arrumando e...Midoriya? – Pausou com curiosidade. – Eu pensei que Midoriya era o nome do otou-san?

—Não, seu pai pegou o sobrenome da sua mãe. Mudamos quando entramos no orfanato, foi uma das exigências dela quando nos deixou lá. – Ele franziu o cenho, os olhos focados na foto na sua mão. – Inko pegou de volta.

Izuku se sentiu desconfortável. Como se não devesse perguntar nada, mesmo sendo sua própria história. Era uma dor que não era sua.

— Eu não sei o quanto Inko contou sobre ela. – Takashi sentou no chão ao seu lado, pegando as fotos da caixa. – Mas ela era...selvagem. Um tanto paranoica às vezes. Ela parecia sempre estar vigiando as próprias costas. Ela era bem mais velha do que aparentava também, alguma coisa com a quirk dela.

Era raro Takashi estar tão aberto assim, tinha que aproveitar.

—Quão velha?

—Ela falava sobre a blitz como se tivesse estado lá, como uma vigilante. – Ele sorriu levemente. – Sua mãe e eu queríamos ser como ela. Isso não acabou bem, como sabe.

E Izuku queria muito comentar sobre isso agora, porque ele sabia sobre Takashi ter sido um vigilante, foi o que o colocou em toda essa bagunça em primeiro lugar. O que colocou seu pai nessa bagunça também, mas eles nunca comentavam muito sobre isso, além do que havia lhe contado na primeira noite depois que saíram do Japão.

—Isso...é muito tempo.

Takashi assentiu.

—Quando ela morreu, parecia ter cada ano que tinha. Inko nunca quis ver o corpo. – Ele guardou as fotos. — Ela estava certa.

Ele não sabia o que dizer, apenas tinha mil e uma perguntas na cabeça. A que saiu foi a menos difícil, ao seu ver. A mais fácil de ter uma resposta.

—Qual era o sobrenome do otou-san? Antes de casar com a Oka-san?

—Um sobrenome antigo, que ele odiava por dizer que todo mundo da família estava morto, e por isso ele preferia não usar. Ele nem mesmo contou a Inko até bem depois de estarem juntos.

—Que seria?

Takashi o olhou de forma calculista, e por alguns momentos achou que ele não falaria, até ele fechar a caixa e colocar de volta da estante, mirando a foto dele, da sua mãe e do seu pai que sempre mantinha por perto. Felizes, juntos, despreocupados.

Antes de tudo acontecer.

—Shimura. – Ele murmurou suavemente. — Ele se chamava Shimura.

Notas finais
E cabum! Mais fatos se desenrolando. Fatos muito, muito importante. E cara, eu amo a relação Inko, Takashi e Hisashi. É um detalhe muito, mas muito importante no desenrolar de tudo. E soltei umas pistas bem pesadas aí ôh! Sobre os nomes, para acompanhar: Midoriya era o sobrenome de Itsume, Hayashi o que eles receberam no orfanato enquanto estavam lá, e continuaram usando quando alcançaram a maior idade e foram embora. Eles nunca foram adotados. Mais tarde Inko pegou Midoriya de volta e Hisashi assumiu o nome dela, e Takashi assumiu o nome da esposa dele. Tradicionalmente no Japão as mulheres pegam os sobrenomes dos homens, mas esses dois tinham muito o que esconder, então decidiram dar um olê na justiça indo contra o que se era esperado. O fato de Inko ter pego Midoriya de volta foi algo que chamarei efeito bomba da Uraraka e Bakugou. Volto a isso mais tarde. Enfim, sobre as batalhas, como eu disse que ia fazer, descrevi apenas a que foi uma grande mudança. Nosso menino Iida ficou no lugar de Kirishima no grupo dele, mas passei essa batalha por ela não ser tão importante agora. Iida ainda terá seu momento de brilhar. Aizawa ganhou a raiva dos pais superprotetores, mais conhecido como Maijima e o departamento de suporte. Mas ele vai se redimir no cat café. E falando em gato...Izuku tentou disfarçar seu estilo de luta porque Aizawa já havia visto Nora lutar várias vezes. Parece que as coisas não deram certo, hein Izuku? E All Might: Sim, você devia ter parado a batalha. Deixa só Dadzawa saber disso. E no próximo capítulo: Mitsuki, Keito, Shinsou. Eleição de presidente, mais Shigakari e Deku, Akira, Hawks e...um certo alguém, que será uma surpresa. Até próximo mês. P.S: Esse foi um baita de um capítulo gigante. P.S 2: Eu não tive de corrigir tudo passando um pano fino, se virem erros me deixem saber, por favor!