-eu nunca mais quero olhar para a cara dele. – eu disse chorando.

- Tenta se acalmar, deve ser um mal entendido. –

- eu entendi muito bem isso. –

Naquele dia, não suportei. Precisei pedir para que Lira fosse para casa, assim poderia ficar mais sozinha. Fiquei o dia todo chorando, não parei nem para comer ou mesmo beber.

- Filha, saia daí. Venha jantar. –

-...- não respondi.

- Saia já daí, antes que eu arrombe a porta. –

Tentei então disfarçar a voz chorosa.

- Já vou. –

Corri ao banheiro e lavei meu rosto, tentei passar um pouco de pó para disfarçar o avermelhado dos olhos.

Desci as escadas e me sentei a mesa.

- Pode me contar o que fazia lá no seu quarto? –

- hãm... nada. –

- sei. – ela disse desconfiada. –

- por que seus olhos estão vermelhos? –

Tentei pensar em algo e a única coisa que saiu foi.

- Entrou um cisco no meu olho e acabei coçando muito, e ficou irritado. –

Ela não respondeu.

O jantar daquela noite foi Gnocchi All’a bolognese, Piero costumava cozinhar isso para mim quando estávamos na Itália.

Tentei segurar o choro, felizmente consegui. Mas o torrão de lágrimas iria chegar em outra tempestade.

Terminei meu jantar.

- Mãe, já vou dormir, estou um pouco cansada hoje. –

-tudo bem. –

Subi rapidamente as escadas e fiquei fitando o teto do meu quarto deitada na cama.

Era umas 02:30 da manhã e meu celular começou a vibrar. Era Gianluca.

Atendi.

- Ciao. – disse.

- Ciao Vittoria. –

- Diga ao Piero que eu nunca mais quero vê-lo na minha frente. – comecei a chorar.

- O que houve? –

- Você não viu as fotos? –

- Que fotos? – ele perguntou confuso.

- Com aquela tal de Maria! –

- Esper... –

- Não tem mais, eu não quero mais ver ele. –

- Mas.. Espera, você não esta pensando que o Piero...

Desliguei o telefone.

Passei aqueles dias totalmente sem rumo, simplesmente vivia por viver. Uma semana depois, eu estava em meu quarto estudando para o vestibular que iria prestar em alguns dias, eu estava sozinha, minha mãe estava trabalhando, quando, de repente, alguém bateu na porta.

Eu, certamente com receio, pensando que pudesse ser um ladrão ou assassino, abri a porta. Quando me deparei com quem era, bom, podem imaginar, quem poderia ser. PIERO!

- como ousa vir até aqui? – disse indignada. Em seguida dei-lhe um belo tapa em seu rosto.

Ele me olhou como se eu estivesse maluca. –

- Vittoria?! Por que fez isso?! – elevou o tom de voz. –

Notas finais
REVIEEEEEEEEEEEEWS PLEASE