A te che sei il mio grande amore
13 Così, l'amore piano se ne va così. - 13
Notas iniciais
“já sei! VOU FUGIR!” – pensei comigo mesma.
Esperei por algumas horas até meus pais dormirem. Olhei no relógio e eram 01:30h da manha, a hora perfeita.
Bem, sabia que as conseqüências desse ato não seriam nada boas, porém não poderia arriscar viver uma vida infeliz sem Piero.
Peguei algumas coisas e coloquei numa mochila, desci as escadas correndo e sai de casa.
Ia correndo pelas ruelas, tentando me afastar mais e mais de casa. Sabia aonde ficava o hotel em que Piero estava hospedado, então peguei um atalho. Passei por prédios, casas, restaurantes. Até que tive que atravessar uma rua. Olhei para os dois lados, e não haviam carros, atravessei. Quando estava no meio da rua, ouvi um barulho de freios brusco e vi dois faróis se aproximando rapidamente. Tudo ficou escuro.
Minha cabeça latejava, ouvia pessoas conversando, meus olhos continuavam fechados, estavam pesados demais para abri-los.
Senti alguém tocando minha pele, segurava minha mão suavemente.
- ela vai ficar bem? – ouvi uma voz masculina perguntar. Não consegui reconhecê-la.
- Creio que em 3 dias poderá ganhar alta. – uma voz feminina disse.
-onde estou? – perguntei abrindo os olhos com certa dificuldade.
- no hospital. – o jovem disse.
- Quem é você? – perguntei.
- Ah, desculpe, meu nome é Victor. – ele tinha cabelos negros, olhos azuis, e era bem bonito.
- Por que estou aqui? – perguntei sem entender.
- ham.. er.. eu atropelei você! Mil desculpas! – ele se ajoelhou.
- isso sempre acontece comigo. – suspirei.
- Por sorte não quebrou nenhum osso. – disse a doutora.
- pelo menos isso. – eu disse.
- podemos ficar a sós? – ele perguntou a doutora.
- claro. – meu DEUS será que ele é um aproveitador de menores?!
Ainda bem que sei lutar, as aulas de boxe servirão caso ele tente algo.
- Eu não perguntei seu nome. – ele disse.
- e por que quer saber? – perguntei.
- Não posso saber? – ele se aproximou.
- é Vittoria. –
- é um belo nome. –
- dê o meu celular por favor? – pedi.
- aqui. – ele me entregou. – Posso perguntar a quem irá ligar? – ta muito metido pro meu gosto.
- Para o Piero. –
Liguei, ele logo atendeu.
- Ciao, dove sei? – perguntei.
- Ciao amore, tutto bene? –
- Non tutto, sono in ospedale. –
- come? Cosa è successo? –
- racconto dopo tutto, ma per favore, vieni presto. Mi manchi. –
- Ciao amore, vita mia! Arrivare presto. –
- certo, ciao cuore mio. –
Desliguei.
- fala italiano? – ele perguntou.
- sou italiana. –
- mesmo? Mas fala tão bem o português! – ele disse.
- obrigada, é que minha mãe é brasileira, me ensinou desde pequena. –
- Piero é seu namorado? – ele perguntou.
- Sim. – respondi.
- O que ele faz? –
- é um dos componentes do grupo Il volo. –
- aquele grupo lírico? –
- o próprio. –
- que interessante. –
Bem... começamos a conversar e conversar... o papo estava ficando bom até que Piero entra na sala.
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