A suposta morte de Percy
6 A conversa
Notas iniciais
–Então pra onde você quer ir??- Pergunta Silena animada,acho que até ela se surpreendeu com a facilidade que foi me fazer desabafar.
Penso um pouco em um lugar apropriado, os chalés pode entrar alguem a qualquer hora. Então me vem um lugar a cabeça.
–Que tal irmos para a beira do mar?- Aquele lugar me faz lembrar dele, só que ao invés de ficar triste por ele ter supostamente morrido, ele me dá uma sensação boa, parece que ele nunca saiu do meu lado, ter o mar tão perto de mim é como te-lo tão perto de mim, encarar aquele verde, me faz lembrar naqueles olhos que mesmo negando sempre me ipnotizaram.
Silena parece ficar um pouco surpresa no inicio com o lugar indicado mais logo assenti e caminhamos em silêncio. Ao caminharmos pelo acampamento percebe-se que mão são apenas as pessoas que estão tristes, mas o acampamento em si parece triste. Me pergunto por que tudo ocore comigo, as vezes desejo ser apenas uma menina normal, com problemas adolescentes normais, sem nenhuma mãe deusa, apenas uma mãe que me desse atenção e me desse conselhos amorosos, uma mãe que me esclarecesse o que estou sentindo. Sou tirada de meus desvaneios pelo chamado de Silena, que me faz perceber que ja haviamos chegada na praia, sentamos e sinto aquela brisa, aquele cheiro que sempre se é possivel sentir quando se estar perto de Percy, mesmo que estejamos a quilometros do mar, fecho os olhos e parece que ele está ali do meu lado, como eu queria que fosse verdade, que tudo isso fosse apenas um pesadelo e quando eu abrisse os olhos veria aquele verde explendido, que não pertenceria ao mar, mas sim a aquele par de olhos que começo a admitir que me ipnotizavam.
–Annabeth!!- Silena me chama e ao abrir meus olhos percebo que não é um sonho, estou vivendo um pesadelo real, Percy não se encontra ao meu lado.- Então pode ir começar a falar, não precisa falar que gosta de Percy, isso eu já percebi, eu quero saber o que aconteceu naquele labirinto realmente eu sei que você está escondendo algo, dá para ver em seus olhos.
–Olha Si, eu não sei o que sinto por ele, já disse estou confusa, não sei, eu sempre pensei amar o Luke, e é assim que me sinto ainda, mas o Percy é diferente, definitivamente não seio que sinto por ele, talvez seja uma amizade muito forte talvez...
– Annabeth saiba que existem diferentes tipos de amor, não apenas amor entre homens e mulheres, existe amor de irmão, de amigo, você pode ainda pode achar que seu amor por Luke é entre homens e mulheres, mas esse tipo de amor você sente por outra pessoa, mesmo que ainda não admita, olhe pra você, desculpe-me mas você está acabada, me diga você ficaria assim se fosse apenas a morte de um amigo, todos aqui são amigos de Percy, podiamos não ser tão amigos quanto vocês , mas mesmo assim eramos, e nem um de nós estamos tão abalados quanto a você, você pode não admitir, mas você ama ao Percy, e o sentimento era recipocro.
As palavras de Silena dançaram em minha mente, será mesmo que eu amo o Percy? Será mesmo que o que sinto por Luke não era o tipo de amor que pensei? Será que Percy me amava? Está era a pior das questões a que me deixava com maior duvida, por que tal afirmação de Silena me deixara feliz, por que pensar que Percy me amava me deixou tão satisfeita.
–Percy não me amava- afirmo mais pra mim do que para ela- Eramos... Somos apenas apenas amigos, não sei por que todos colocaram na cabeça que nos amamos, e o que lhe faz pensar que Percy me amava?
–Só você que não percebeu ainda Annabeth, mas o real motivo para Percy se sacrificar, e ter ficado para trás não foi para os deuses ficarem sabendo sobre a guerra de cronos, e sim para salvar a sua vida, ele se sacrificou para lhe salvar, além do mas quando você foi sequestrada todos pudemos ver o quanto ele estava abalado, o quanto ele queria lhe salvar, ele fugiu do acampamento para ir atras de você, minha mãe me falou que conversou com ele enquanto ele estava na missão e ele admitiu que o objetivo dele não era salvar Artémis e sim à você, e ainda por cima só você não percebeu que ele segurou o céu para lhe salvar...
Não, não era possivel Percy não se sacrificou por mim, isto não ocorreu, ele ficou para tras para o bem da guerra e não para o meu bem, eu custo a acreditar nisso, e será que era verdade que tudo que que ele fez no inverno passado foi para me salvar, são tantas as guerras que habituam minha mente e meu coração, são tantas as incertezas que percorrem minha mente, flashbacks percorrem minha cabeça, como da primeira vez que o vi, de como teria ficado tão nervosa que a primeira coisa que conseguir falar foi o quanto ele baba, nossos momentos em missões, a primeira conversa naquele caminhão maltrapilho, com animais maltratados, são tantos os momentos especiais que tive perto dele, por todos os momentos que tive com ele foram especiais, e isto é a maior causa da maior guerra que reside em mim, quem realmente eu amo Luke ou Percy? O medo me consome um dos dois seria perdido para algo pior do que a morte, não consigo maginar para o que seria.
–“E para algo pior que a morte um amor será perdido”, essa é a última linha da profecia.- tinha que desabafar com alguem, não aguentava mais guarda tal fardo.
Silena fica estática durante um certo momento, tentando processar o que acabou de ser dito, procurando as palavras certas a serem ditas, mas ao que parece tal busca falhou pois se passaram minutos ate o silêncio que fora imposto ser quebrado.
–Esse amor é o Percy?- Pergunta Silena, mas parecendo querer obter a resposta para ela e sim para mim, já que esta aparentava ja saber a resposta.
–Como ja lhe disse Silena eu realmente não sei, estou confusa demais, temo muito que seja, tem o Luke como você sabe, mas teve aquele beijo...
– Que beijo Annabeth?- Silena me interrompi, e só agora percebo a besteira que fiz, não consigo evitar e acabo corando- Não me diga que você e o Percy se beijaram? Se sim, onde, como e quando?- Ela fala animada.
–Calma Silena, sim teve um beijo- Falo acho que sou a pessoa mais envergonhada de todo o mundo-Foi no Monte Santa Helena, eu beijei o Percy quando estava deixando-o para trás, foi um impulso que não consegui evitar.- A tristeza que me assombrava parece me deixar por alguns minutos, tais lembranças me animaram, me deixaram com uma sensação boa, com um prazer, que nenhuma outra lembrança me derá, nem mesmo qualquer lembrança que tinha com Luke.
– E depois fala que não o ama, Annabeth já está passando da hora dessa negação você o ama, e ele a amava, pena que os dois são grandes cabeças duras, e lerdos demais para esses assuntos, só vocês não percebiam tais sentimentos, perderam tempo precioso que agora não tem mais, perceberam tarde demais, agora ele não está entre nós, sinto lhe dizer querida, a morte de Percy foi uma grande prova de amor, quero que saiba que mesmo sem a amizade dele, você ainda tem outras amizades no acampamento que se preocupam com você, com o seu bem-estar, e que você pode contar com qualquer um de nós para passar por um momento dificil como esse, só quero que se lembre Percy se sacrificou para lhe salvar, então faça jus a essa ação e se cuide, ele iria querer que fosse feliz, desejaria o seu bem-estar..- Mas antes que ela terminasse de falar a tristeza que falei que tinha me abandonada parece ter voltado, mas 10 vezes pior, como se isso fosse possivel, a cada hora que se passa é mais dificil de encontra-lo vivo, todos ja estão perdendo as esperanças e o consideram morto, mas por que eu não consigo acreditar que ele esteja moto? Por que alguma coisa me diz que isso não é verdade? Por que os deuses não respondem se ele está morto, isso é o que me deixa mais com duvida, se ele estivesse simplesmente morto os deuses afirmariam isso, mas não os deuses fogem de tal resposta. Caio em lágrimas e Silena percebe que não é de palavras que preciso no momento e sim de silêncio, ela apenas se aproxima e me abraça, como o abraço que recebi de meus irmãos, um abraço cheio de carino, amor,um abraço que passava tranquilidade, e que de certa forma me reconfortava. E naquele momento era tudo que eu precisava, e ficamos ali apenas fitando o céu que naquela noite em especial estava nublado, como se Artémis estivesse triste, algo que impedia a vista para as estrelas, mas a lua ainda é aparente e me pego pensando que se Percy estiver vivo ele estará olhando para a mesma lua, olho para aquele mar verde com ondas fortes, um mar agitado, não sereno como costuma ser, Poseidon aparenta estar sentindo algo intenso que não é possivel destinguir, sinto aquela brisa marítima e o calor dos braços de Silena, meu olhos começam a ficar pesados, e a último coisa que me lembro é sentir o cafuné dela em meus cabelos.
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