A substituta
17 Desencontros
Quando chegamos à catedral, tirei meu cinto e peguei minha mala pronta pra sair do carro.
—Deixe aqui. — Castiel disse, olhei surpresa pra ele.
— Então vai me esperar?
—Já que eu voltarei, podemos ir juntos. Ficará por quanto tempo? — Pensei um tempo.
— Me encontre aqui em duas horas! —Eu sorri. —Obrigada.
Saí do carro e caminhei até a catedral. Eu precisava de um abraço da madre superiora ela iria me dar forças.
Pov. Castiel.
Observei ela sair do carro. Assim que ela se afastou lancei meu olhar sobre sua mala, peguei a presilha que ela estava usando no cabelo que estava quebrada.
—Não a quebrei, mas me sinto culpado. —disse analisando.
Dirigi procurando um lugar pra comprar outra pra ela, vi uma mulher vendendo alguns produtos desse tipo na calçada, coloquei meus óculos escuros e parei com carro próximo a nela.
—Sim? — Ela disse olhando pra mim.
— Por favor, quero uma de suas presilhas.
—Você deveria sair do carro e escolher. Tenho algumas lindas. — fechei a cara.
— Não importa que sejam lindas, apenas me dê uma.
— Mas não sei o que você irá gostar. — eu olhei pra mala dela e peguei a presilha quebrada.
—Então, pode me dar uma mais bonita que essa? —eu mostrei pra ela.
—Essa é boa? —Ele me estendeu uma presilha de laço brilhante. — Custa 2 reais.
Eu olhei, parecia boa. Peguei minha carteira, eu só tinha notas altas. Um carro parado atrás do meu buzinava freneticamente pra que eu saísse da frente, eu lhe entreguei uma nota de 20 reais. E arranquei com o carro.
— Ei! Seu troco. — a ouvi dizer.
—Em todo caso, essa presilha custou 20 reais. — Eu sorri.
Meu celular começou a tocar, atendi.
—Sou eu. —Ela disse.
—Eu quem? —disse irritado.
—Não sabe? Eu... —Não a deixei terminar e desliguei o celular. Só podia ser aquela irritante da Ambre.
Ela me ligou de novo, atendi.
—É a Ambre!
—Por que me ligou?
—O que acha? —Não gosto de enrolações.
—Vou desligar. — Já ia apertar o botão no meu fone, mas ela me interrompeu.
—Aquela garota! — Ela estava falando da Lynn.
— O que? — perguntei num tom baixo.
—Aquela garota... Minha equipe achou outra foto. Alguém fotografou vocês dois correndo naquela apresentação. — Tirei os óculos do rosto. —Por isso eu falei pra você ter mais cuidado com certas pessoas.
—É mais uma de suas mentiras . — Disse friamente.
— Pareço estar mentindo? — Ela usou uma voz aguda irritante. — Tudo bem, continue sem acreditar. Só queria te ligar antes de mandar a foto pra repórter Peggy. —Essa garota não cansa de me ameaçar. — Então vou desligar...
—Ei! Onde você está? — Disse vencido.
Ela marcou encontro comigo num parque perto de uma ponte, quando desci do carro eu tive que caminhar um tempo até vê-la sentada em um banco. Ela sorriu ao me ver, mas eu apenas olhei sério pra ela.
— Isso é tão importante que você veio até aqui.
— Mostre-me a foto.
— Quem é aquela garota? Seu rosto parece familiar... —disse ironicamente. — É alguém da gravadora?
— Já disse pra me mostrar a foto.
— Aposto que o presidente Faraize me dirá quem é se eu mostrar a foto para ele. — Eu olhei pro lado e respirei fundo.
—Está brincando comigo, não está? — Ela começou a rir.
— E você percebeu isso só agora? Não tenho foto, acha que eu te ligaria se tivesse? — Eu fechei a cara. — Você se acha poderoso, mas é só um imbecil, não?
—Onde está seu carro? — Perguntei a olhando por cima.
— Por quê? Vai amassá-lo por que está bravo? —Ela sorriu. — Meu carro está longe daqui.
—É mesmo? —eu sorri. —Isso é bom.
Me abaixei e peguei um dos sapatos de salto alto dela e joguei com toda força longe, caiu dentro da água e saí andando.
—Ei! Onde está indo? Ela gritou, sem seguida jogou o outro sapato em mim.
Eu me virei pra trás e olhei pra ela com raiva, em seguida chutei o outro sapato também na água.
— Ei seu louco! — Ela gritou.
Olhei no meu relógio, eu iria me atrasar pra ir buscar a Lynn. Liguei pra ela avisando que ia demorar um pouco, ela disse que ia me esperar. Quando eu estava voltando pro meu carro, vi a mentirosa da Ambre indo embora. Passou dentro de uma quadra de basquete e foi atingida por uma bola, essa cena me fez rir.
Os caras se aproximaram dela, e começaram a cerca-la, ela parecia estar querendo ir embora, mas todos pegaram seus celulares e começaram tirar fotos. Tive que me aproximar pra ajudar, por mais que eu saísse nas fotos e mais tarde isso fosse parar em sites de fofoca, ela era só uma garota.
Tirei minha jaqueta e cobri a cabeça dela, a puxei pra longe deles.
—É o Castiel. — Eles começaram a dizer enquanto tiravam fotos nossas.
— Por favor, sem fotos afastem-se. — eu disse.
Depois disso a levei pro meu carro.
Pov. Lysandre.
—As fotos continuam aparecendo. — Disse o Alexy me mostrando uma foto do Castiel com a Ambre.
Eu pensei que ela estava com o Castiel... Onde está a Tay?
Corri até o meu quarto e troquei de roupa, coloquei um chapéu e uns óculos pra tentar me disfarçar. Antes de sair a Taylor me perguntou sobre uma tal catedral, ela devia estar por lá.
Entrei no carro e dirigi até aquela região, peguei meu celular e liguei pra ela quando já estava quase chegando.
— Lysandre. —Ela disse.
— Onde você está? —Perguntei.
— Estou no myungdong...
—Estou indo buscar você.
—Não precisa vir me buscar. — Ela disse nervosa.
Eu desci do carro ainda falando com ela no celular, olhei em volta pra se a veria.
— Ok, entendi. Já comeu? — Eu tive uma ideia.
—Ainda não.
—Então vá ao restaurante de comida chinesa. —Eu iria ficar lá esperando por ela.
— Comida chinesa?
Ela chegou ao restaurante primeiro que eu, quando a vi sentada na mesa meu coração disparou. Ela era mais linda que eu pensava. Entrei com o rosto abaixado e sentei numa mesa atrás dela. Pedi o mesmo que ela estava comendo.
Assim que ela terminou e saiu do restaurante, eu liguei de novo.
— Lysandre, a comida estava muito boa. — Ela disse sorrindo.
— Como eu disse. Senti que estava comendo com você. — Eu estava andando atrás dela, mas mantendo certa distancia. — Onde quer comer agora?
Ela começou a olhar pros lados.
— Sorvete? —Eu sorri. —Então vá à direita. — Ela olhou nessa direção.
— Ah, acho que achei. —Ela riu.
Ela entrou na sorveteria e eu apressei o passo, quando cheguei lá pedi que a entregassem um sorvete e lhe dissessem que era por conta da casa.
— Ganhei um sorvete grátis. — Ela me disse ao telefone quando deixou a sorveteria.
—Sério? Nunca me deram um de graça. Você deve ter muita sorte. — Eu continuava andando atrás dela.
—Acho que tenho sorte em relação à comida. Ah Lysandre... Quero comprar umas roupas. Sabe onde posso comprar umas legais e baratas?
— Baratas quanto? — eu ri.
Indiquei uma loja pra ela, não era barata, mas pedi à vendedora que vendesse por 30% do preço a ela e eu pagaria a diferença. Quando ela saiu da loja ela me ligou.
— Graças a você, eu comi uma comida boa, comprei roupas e ainda conheci o bairro. — Pensei um instante.
— Tay... Preciso te falar uma coisa. — Eu estava andando mais próximo a ela. — tudo bem se eu te surpreender?
— O quer me dizer?
— Aposto que se olhar pra trás, você saberá. — Eu desliguei o telefone e esperei ela se virar e finalmente me ver.
Ela ficou parada um instante olhando o celular, então se virou pra trás sem me ver. Começou a olhar pros lados procurando, ela começou a caminhar na minha direção, havia apenas um casal entre nós, eu abri um sorriso porque queria que ela me encarasse com seus grandes olhos azuis. Quando ela estava a poucos passos de mim o celular dela tocou, meu sorriso se desfez quando ela atendeu.
— Você veio me buscar? — Ela disse sorrindo. —Estou indo!
Ela se virou sem me ver, por impulso quase chamei por ela. Mas fiquei olhando ela se afastar correndo.
— Estávamos tão perto... Se tivesse dado um passo a mais...
Olhei tristemente ela indo embora.
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