A sorte de Keiko
12 Capítulo 12 - O noivado da Haruno
Notas iniciais
Capítulo 12 – O noivado da Haruno
—Isso não tem graça!! – Sakura silvava raivosa enquanto naruto ria alegre.
—Isso é impossível de acontecer... – Sasuke declarava alarmado pela cena que vira.
E realmente era... quase impossível. Naruto desafiara Sakura e Sasuke num duelo e prometera não usar o Rasengan. A rosada dera um alto salto pegando impulso para dar uma voadora em Naruto, quando uma pomba que passava desapercebida pelo campo se chocou contra a menina, fazendo-a errar o alvo e cair no lago próximo dali.
—Conte a verdade Naruto... – As folhas grudadas no cabelo molhado dela e seus dentes cerrados, davam um ar extremamente diabólico. Enquanto Naruto ria muito da cena, Keiko e Kakashi observavam eles de longe.
—Será que eu deveria contar? – Keiko observava a rosada correndo atrás do colega.
—Não... Naruto não é mais criança...
—E você vai convidar mesmo Yamato e Sakura?
—Vou... Só o que Yamato pediu foi um tempo para conversar com os pais de Sakura. Eles estão realmente apaixonados... – Vendo Kakashi declarar aquilo, Keiko pode notar o quanto ele estava mudado. Ela se aconchegou em seus braços e continuou acompanhando as crianças com os olhos.
Sasuke agora se intrometia já que Sakura parecia incapaz de pegá-lo.
—Quanto tempo dura o seu jutsu da sorte?
—Bem, enquanto eu tiver chakra ou enquanto eu estiver próxima.
—E o que você acha da gente se distanciar um pouquinho pra ensinar uma lição à Naruto?
O largo sorriso da Keiko foi o suficiente para que Kakashi a pegasse no colo e fizesse menção de deixar o lugar.
—KEIKO! – Naruto gritava. – Você vai embora? – Ele perguntou enquanto se aproximava.
—Sim, eu tenho que ver as flores para a cerimônia! – Ela sorriu novamente.
—Me leva junto por favor! Se eles descobrirem sobre o selo que colocou em mim, vou acabar morrendo! – O pavor nos olhos do garoto lhe deram pena. Ela encarou um Kakashi que suspirava frustrado.
—Deixe-me distraí-los! – Ela disse saindo do colo de kakashi.
***
—Eu não sei o que pretende me dizer, mas eu estou extremamente chateada com você!
—Eu sinto muito! – Asuma baixou os olhos enquanto pensava em acender outro cigarro.
—Nem pense nisso! – Kurenai ralhava. – Entre!
E assim ele fez. Ela serviu um chá para os dois e eles sentaram na sala.
—Porque está tão chateada comigo?
—E você ainda pergunta? Desde que Keiko chegou que mal nos falamos, é como se simplesmente eu fosse trocada por... —
—Ela é minha prima!
—Exatamente! Ela é sua prima! Fui trocada pela sua prima!
—Kurenai, não fale assim... – Os seus olhos rubis o encaravam com muita mágoa. – Keiko é uma boa pessoa, mas não há e nem nunca haverá nada entre nós! Ela é quase como se fosse minha irmã. – Ele se ajeita no sofá de modo que ficasse de frente pra ela e toma suas mãos. – Eu te amo e só quero você!
—Asuma... – E assim um beijo longo, terno e calmo se deu entre os dois.
***
—Entre Yamato Taichou! Seja bem vindo! – Mebuki Haruno fala abrindo a porta de casa. Nas mãos o usuário de Mokuton trazia flores para Mebuki e um bom vinho para Kizashi.
—Muito Obrigada! – A mulher dizia encantada pelas camélias. – Por favor, sente-se, Kizashi já está vindo.
—Olhe só, quem é vivo sempre aparece!! – Dizia o homem cumprimentando Yamato.
—Mas há que devemos sua visita assim, tão repentina? – A mãe de Sakura fala sentando ao lado do marido que já abria o vinho.
—Bem... É um assunto um pouco delicado, então não sei bem como falar...
—Ora capitão, sem cerimônias! Embora não sejamos tão íntimos sabe o quanto o queremos bem!
Um sorriso nervoso saía dos lábios de Yamato, embora ele soubesse que não queria voltar atrás, sabia o quanto a situação era delicada. Como não via maneira melhor de acabar com a angústia de todos, resolveu ir direto ao assunto.
—Bem, gostaria de pedir a mão da sua filha em casamento. – Ao ouvir a declaração de Yamato, Mebuki desmaia. Prontamente Kizashi larga o vinho e atende a esposa. Alguns minutos são necessários para que ela volte a consciência, o que para o capitão, parecia uma eternidade.
—Está bem Mebuki? – O marido pergunta com os olhos lacrimejados e um sorriso no rosto. Ela sem respondê-lo, se volta ao rapaz e pergunta.
—Ela está grávida?
A gargalhada do usuário de Mokuton ecoou pela casa. Era algo inevitável.
—Não se preocupe senhora Haruno! Sua filha é pura e eu pretendo que seja assim até o nosso casamento! Com a benção de vocês, é claro!
As lágrimas da mãe de Sakura rolavam e ela tentava sorrir em meio à imensa felicidade. Ela o abraçou e agradeceu.
—Muito Obrigada! Nossa, como fico feliz em ouvir isso!
Enquanto isso o pai da rosada encarava Yamato um pouco enciumado, mas sentia-se feliz pela filha que encontrara um homem bom e honesto.
—Parabéns! Bem vindo a nossa família!!
Quando Sakura, que não sabia dos planos de Yamato entrou em casa, ficou atônita ao ver a cena na sua sala de estar.
—Meu Deus! – Ela exclamava apavorada com a presença de um Yamato deverás feliz.
—Pedi sua mão em casamento! – Assim que declarou tirou lindas alianças douradas do bolso da jaqueta da ANBU. Ela ficou boquiaberta e antes que pudesse meter os dedos nos anéis, ele se ajoelha e faz o pedido oficial. — Sakura Haruno, você quer se casar comigo?
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