Notas iniciais
Desculpas, desculpas! esses dias foram muito corridos para mim, por isso não postei. mas aqui está um novo capitulo fresquinho!

Assim que desci do avião ouvi o som de vozes, pareciam que estavam gritando. Cruzei o portão do aeroporto de Angeles e me surpreendi com a multidão do lado de fora. Todas seguravam cartazes e pareciam eufóricas. Reconheci meu nome em vários deles em sua maioria amigas da escola me senti muito feliz. Se todas aquelas pessoas torciam por ela o mínimo seria retribuir. Andei pelo tapete ao menos umas duas vezes distribuindo autógrafos, fotos e conversando com todos até finalmente entrar no carro. As outras meninas me olharam com diversas expressões desde o orgulho até a mais pura inveja, não me importei e olhei pela janela. Todas as ruas pelas quais passamos estava cheia de pessoas com cartazes, vi meu nome aparecer algumas vezes e o nome de outras meninas. Angeles era enorme e cheia de prédios altos e imponentes, viramos uma rua e vimos à fachada do palácio de um amarelo claro quase bege e muros altos com espinhos no topo. O portão se abriu e o carro continuou por uma estrada de terra e cascalho, finalmente paramos em frente á grandes portas de madeira de mogno. Sai do carro e olhei em volta, havia um grande jardim na frente e uma fonte imensa, caminhei na direção da porta e subi os grandes degraus de mármore branco, assim que cheguei ao topo com as outras meninas as portas se abriram e um esquadrão de criadas saiu três me pegaram pelos braços e me levaram por um labirinto de corredores ate que finalmente pararam em frente a outra porta de madeira branca, ao abrirem eu me vi sendo puxada pela mão por pelo menos quatro pessoas diferentes que me levaram para uma poltrona que era dividida por um biombo negro. Quando sentei um homem apareceu com mais duas mulheres que começaram a mexer no meu cabelo. O homem falou.
–olá! Eu sou Pietro e sou seu cabeleireiro. — ele se apresentou e depois pegou uma mexa do meu cabelo e analisou. com esses cabelos ruivos podemos te deixar com um ar sensual, ou se quiser podemos simplesmente mudar a cor e cortar. O que acha?
– quero deixar na cor natural e se possível não cortar muito curto.
–perfeito! ele bateu palmas e mais duas mulheres entraram. a deixem perfeita! Não cortem demais o cabelo só deem uma definição. Comecem!
As mulheres não perderam tempo e logo começaram a pentear meu cabelo. Fechei os olhos e me deixei ser mimada por aquelas mulheres. Elas pentearam cortaram e alisaram meu cabelo, depois se focaram no meu corpo, esfregaram, lavaram e me banharam em uma colônia com um aroma de morango. Uma mulher entrou e começou a lixar minhas unhas, cortaram as cutículas e finalmente pintaram de um rosa delicado. Outra mulher entrou e começou a fazer a maquiagem, pedi para ela que queria parecer natural, nada muito carregado. Assim que me olhei no espelho mal me reconheci o que vi ali era totalmente diferente do meu habitual, eu estava com o cabelo longo em camadas e um corte em V magnifico, minha maquiagem era leve, com uma sombra rosada nos olhos que destacavam meus olhos verdes, minhas bochechas estavam rosadas e havia um batom rosa-pálido nos meus lábios.
Uma criada me levou para uma arara de roupas com meu nome no topo. Ela pegou um vestido rosa claro e me entregou, fui para trás do biombo e me vesti, logo ela me entregou um par de sapatos ao qual chamou de sapatos de gatinha, depois fui direcionada para um sofá onde me pediram para esperar, até que alguém me levasse para meu quarto.
Alguns minutos se passaram e finalmente uma mulher de no máximo uns quarenta anos se aproximou e me deu um sorriso caloroso que eu retribui um pouco friamente.
–Olá! Me chamo Sofia e sou a instrutora de vocês, por favor, me siga que eu irei lhe mostrar seu quarto.
A segui por vários corredores, subimos uma escadaria até o segundo andar, onde, ela explicou, ficavam a maioria dos quartos. O meu ficava mais na parte final do andar, paramos em frente a uma porta de madeira branca sem muitas surpresas, abri a porta e me vi no maior quarto de todos, em um canto estava uma cama de casal imensa, uma escrivaninha e uma mesinha-de-cabeceira. Havia uma porta de vidro que dava para uma enorme sacada e outra que dava para o banheiro, aos pés da cama estava a minha mala e a minha mochila, do outro lado estava à gaiola de Atena, que piava insistente para sair. Corri até ela quase caindo com aqueles saltos idiotas. Atena estava impaciente e seus olhos dourado me encaravam com um ar de desagrado, abri a gaiola e a tirei com todo o cuidado, ela voou feliz pelo quarto e pousou no meu ombro, ouvi Sofia soltar um grito de medo ao ver Atena. Me virei e a encarei.
– Você não precisa ter medo. assegurei.
– ela não pode ficar!
–sim ela pode, e vai.
–ela não pode, pois é proibido!
–ela vai ficar não importa quem eu tenha que enfrentar, entendeu?
Ela saiu bufando do quarto, assim que a porta de fechou eu peguei a mochila do chão e comecei a procurar minha varinha, encontrei-a no mesmo lugar onde a deixei, enrolada em um pano de veludo negro, era feita de Avezinho, 27 cm, com o núcleo de pelo da cauda de um unicórnio, flexível. Era a única coisa que me mantia segura e minha única esperança de vencer aquela guerra.

Naquela noite fui levada pelas minhas criadas para o salão de jantar, onde jantaríamos e conheceríamos finalmente o príncipe Eric, quase todas as garotas estavam eufóricas, menos eu que não tinha o mínimo interesse nele, meu plano era aproveitar a hospitalidade e quando ele me chutasse eu voltaria a meu plano original. Claro que o destino tinha que me pregar uma peça já que menos de um minuto depois meu plano foi por água a baixo.
Assim que o rei e a rainha entraram todas nos levantamos e fizemos uma reverencia, ao me levantar quase desmaiei, pois olhando para mim estava meu namorado Eric, que me olhava de olhos arregalado, eu estava boquiaberta e sentia todas as selecionadas me olhando com expressões de curiosidade, nem liguei a única pessoa que eu via era ele e somente ele. Como eu não tinha percebido que ele era o príncipe herdeiro? Como eu havia beijado e me entregado para o meu futuro rei? Por que ele não me disse? O observei, ele estava lindo, vestindo um terno azul marinho e o cabelo penteado de lado. Ouvi um pigarro, e desviei o olhar rapidamente para o meu prato. O rei finalmente falou.
– Senhoritas, é um prazer recebe-las em nossa residência. começou ele. hoje não comeremos juntos, só viemos aqui para conhecê-las, hoje as senhoritas comerão com nosso filho, príncipe Eric.
Dizendo isso o rei e a rainha saíram do salão e Eric se aproximou dizendo:
–falarei com cada uma separadamente. ele disse se aproximando de Vanessa.

Pereceu que se passaram horas ate que finalmente chegou a minha vez, já que eu era a última. Me aproximei dele com um pouco de receio, já que na ultima vez que nos vimos foi no ultimo dia de aula. Ele sorriu assim que me viu e eu retribui com o mesmo entusiasmo.
–como é bom vê-la novamente. ele disse.
–também é um prazer revê-lo. respondi com uma reverencia. Me sentei ao lado dele na mesa, ao passo que ele virou para as outras e disse:
–senhoritas, por favor, podem comer, eu e a senhorita Beatrice continuaremos conversando.
Ele se sentou e os mordomos entraram carregando bandejas e jarras de sucos de frutas frescos. Me virei para Eric e sorri.
–então me conta. Príncipe?

Notas finais
Comentem, favoritem e acompanhem a historia!