Notas iniciais
Antes que matem deixe eu explicar. Tive muito o que fazer nessas ultimas semanas e não pude postar aqui esta mais um capitulo fresquinho.

Na manha seguinte um carro veio me buscar. Eu já estava pronta, minha estava feita, eu estava levando uma mochila extra com todos os meus livros a varinha estava escondida na manga da camisa preta, Atena estava na gaiola. Me olhei uma ultima vez no espelho para conferir o cabelo e a maquiagem, estavam perfeitos, peguei a flor da minha região- um lírio- e coloquei perfeitamente nos cabelos, escolhi usar sapatilha preta, para combinar com a blusa. Desci as escadas carregando mala, mochila e gaiola.

Fomos em direção ao centro onde eu seria recebida com uma festa de despedida. Uma coisa que eu queria que não acontecesse. Eu odiava atrair atenção principalmente em publico. E como de costume eu não prestei atenção ao que o prefeito dizia e sim a multidão examinando cada rosto vendo se encontrava rostos suspeitos. Suspirei aliviada quando o discurso acabou e me deram alguns minutos para me despedir da minha família. Comecei pelo meu pai.

_vou sentir sua falta, gatinha._ ele disse.

_Eu também pai._ falei com a voz embargada. O abracei com força e fui me despedir da minha mãe._ sentirei sua falta mãe.

_Eu também querida._ ela me abraçou e logo em seguida me soltou. Antes que eu pudesse falar alguma coisa, Cindy me chamou.

_Senhorita Beatrice? Hora de ir.

_Ok. Estou indo._ abracei de novo meus pais e meus irmãos.

Segui para o carro. Tive um ultimo vislumbre da minha família antes da porta do carro se fechar.

***

Pareceram se passar horas ate que finalmente chegamos ao aeroporto. Sai do carro levando minha mochila e a gaiola de Atena, enquanto Cindy carregava minha mala. Seguimos ate um banco no centro e sentamos esperando.

Depois de mais uma meia hora as outras meninas apareceram. Todas só traziam uma mala carregada por suas assistentes. Elas me viram antes que eu a elas, eu estava muito ocupada alimentando Atena que estava empoleirada no meu braço. Eu estava com um rato morto na mão e sorrindo como sempre quando eu a alimentava, ela era de um preto escuríssimo como a noite e com grandes olhos cor de âmbar. Eu estava a meio caminho de entregar o rato quando ouvi um pigarro. Ergui os olhos, o sorriso sumindo, duas meninas entre seus 16 e 18 anos me observavam com um olhar intrigado, alternando o olhar entre mim e Atena. Soltei um suspiro. Era sempre assim que acontecia quando viam Atena e eu no mesmo lugar começava o olhar atravessado, as caras de nojo e repudio. Tentei soar amigável mesmo com um rato morto e uma coruja no braço.

_ Oi!

_Oi._ respondeu à primeira. Ela tinha cabelos curtos e loiros, os olhos mostravam uma alma doce mesmo que agora estivessem assombrados._ Me chamo Maggi, e essa é Anna._ ela apontou para a outra garota de cabelos também loiros, mas de um tom mais claro e delicado, caiam perfeitamente em cachos longos e macios.

_Me chamo America.

_Eu sei!_ ela disse rindo._ qual o nome dela?

_ Atena. Minha preciosa coruja._ falei, enquanto entregava o rato a ela.

Conversamos por algum tempo, sobre nossas casas, famílias, amigos, o que pretendíamos fazer quando saíssemos da seleção, — essa eu deixei passar-, e se achávamos Eric lindo. A conversa durou mais uns vinte minutos ate que a ultima participante chegasse. Ouvimos o som de saltos batendo contra o piso e levantamos a cabeça e vimos uma morena alta com olhos escuros e ar respeitável. Não me intimidei já que depois de tudo o que passei ela parecia apenas mais um problema.

_Quando saímos?_ ela perguntou. Ela olhou para nós e me viu com Atena no braço e fez uma cara de nojo._ o que é isso?

_Isso, é uma coruja, e o nome dela é Atena._ falei ofendida. Quem era ela, para pensar em chamar Atena de isso?

_Ela não vai conosco, vai?_ perguntou.

_Sim, ela vai.

Uma porta abriu, e eu ouvi passos. Olhei para trás e vi um homem barrigudo e com cara de sapo vindo em nossa direção.

_pensei ter ouvido vozes._ falou.

_sim. Nós queríamos saber quando partimos._ falou a morena.

_Agora mesmo._ disse o homem.

***

Durante o voo eu comecei a pensar sobre o que me esperava no palácio. Eu pensava que sabia o que queria para minha vida. Pensava que meu futuro estava na cidade superprotegida de Hogsmed, a cidade onde nenhum mal podia atingir. Pensava que meu destino era me tornar auror e proteger aos membros da comunidade magica. Esse era o futuro para o qual eu estava designada. Então por que eu estava tão ansiosa para conhecer o príncipe? Era como se eu já o tivesse conhecido. Isso era impossível. Eu nem assistia o jornal oficial quando ele estava em casa. Mas pensando bem o pouco que eu consegui distinguir dele naquele dia me fazia lembrar de alguém, mas eu não conseguia me lembrar de quem.

O voo demorou mais ou menos duas horas. Nesse tempo, acabei dormindo. Sonhei com Hogwarts e no ultimo dia letivo. Quando decidíamos se ficávamos em Hogsmed ou tentávamos a sorte no mundo dos trouxas. Eu e minhas amigas estávamos discutindo isso durante o almoço.

_Vou ficar._ falei.

_Mas e sua família?_ perguntou Suze.

_Vou para casa durante as férias. Ver como eles estão e depois vou voltar e me tornar auror.

_Ah. Eu decidi ficar também. Tentar uma carreira no ministério._ afirmou Suze.

O resto do almoço falamos sobre as possíveis carreiras que teríamos e em como queríamos morar. O que esperávamos do homem de nossos sonhos. Acordei abruptamente com alguém sacudindo meu ombro e chamando meu nome. Abri um olho e encontrei um guarda me sacudindo. Levantei-me e segui em direção a porta aberta do avião.

A Seleção começará.

Notas finais
Bjs meu Pudins